sexta-feira, 3 de junho de 2011

Ratos e homens

      Mesmo pessoas brilhantes caem na armadilha boboca de defender 'politicamente correta' proibição do uso de animais como cobaias em pesquisas científicas. Pior e mais grave ainda, estas pessoas misturam o uso das cobaias com os maus-tratos a elas infligidos. Sobre os maus-tratos e sofrimentos desnecessários, eu fecho: sou contra. Aliás, a proibição já está na lei, existem punições previstas para os casos em que fique provado que houve abuso.
     Por outro lado, defender a proibição do uso de cobaias porque animais são eventualmente maltratados equivale a pedir a extinção das prisões e delegacias porque existe abuso e violência policial nestes locais. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. O que  precisa ser combatido é o desrespeito aos direitos humanos. Manter bandidos na cadeia é dever de justiça.
     Vamos deixar claro: o uso de cobaias não é, como se quer fazer crer, um  "assunto polêmico". Seria polêmico se os que defendem e os que combatem o uso das cobaias tivessem argumentos igualmente sólidos e bem fundamentados. Não é o caso.
    O homem usa cobaias não para fazer o animal sofrer, mas para salvar a vida de outros homens. O sofrimento do animal, no caso, é um mal relativo, equivalente ao sofrimento a que o próprio ser humano se submete para salvar o bem maior, que é a sua vida. Décadas atrás, o tratamento com a quimioterapia era, na maioria das vezes, tão letal quanto o próprio câncer, e os pacientes, ainda assim, se submetiam a ele. 
    Quando tomamos um antibiótico também nos prejudicamos, destruindo parte de nossas defesas imunológicas. Fazemos isto, e isto não é imoral. É necessário. A mãe de uma criança que a castiga, batendo em sua mão, por ter roubado um doce, sem pagar, no supermercado, faz um ato de ódio relativo (faz doer a mão do filho) com amor absoluto, porque deseja para ele a virtude da honestidade.
    Também fazer uma operação do coração é algo terrivelmente ruim se comparado com a saúde. Mas a morte é um mal pior ainda que a operação do coração. A operação do coração pode ser um mal necessário. Comparado com a saúde, a operação é um mal. Comparada com a morte, a operação é um bem. Assim também a guerra: ela é, por vezes, um mal necessário, para evitar um mal ainda maior. Eu me alistaria para lutar contra Hitler.
    A propósito da 'maldade' dos pesquisadores com os pobres bichinhos: não é contraditório que seres humanos tão malvados tenham criado a veterinária, que é precisamente o ramo da ciência que visa melhorar a qualidade de vida dos animais? E como é que se testam os tratamentos e medicamentos destinados aos animais? Usando os próprios animais como cobaias. 

     Ora, se é lícito e legítimo usar animais em pesquisas que buscam salvar as suas vidas, não seria lícito e legítimo usar cobaias para salvar vidas humanas? Ou deveríamos utilizar cobaias humanas para testar também remédios de uso veterinário? Vai ver aqueles que combatem o uso de animais como cobaias acham que sim.
     Aliás, ninguém se lembrou de perguntar a estes seres humanos tão bonzinhos se eles acham injusto matar ratos para livrar a humanidade da peste bubônica. Afinal, o rato sofrerá, em decorrência da ação do veneno sobre o seu organismo.
    Equiparar homens a ratos é uma das sandices defendidas por gente da laia do australiano Peter Singer. Este 'animal' (isto, sim, é o que ele é!) afirma que considerar o homem uma espécie superior às outras  equivale a uma raça se considerar superior a outra, o que seria racismo.  Daí, o especismo, que ele combate. 
    O que Singer não diz é que  ratos e gatos não são pessoas.  Pessoa é "uma substância individual de natureza racional", na definição de Boécio. O Aurélio assim define pessoa: "ser ao qual se atribuem direitos e obrigações". No reino animal, só o homem é pessoa. Ele é o único animal que possui razão e vontade. Com a razão, ele conhece o certo e o errado. Com a vontade, ele escolhe um dos lados. Por isto, o homem é o único ser que é livre.
    Um repórter perguntou a Peter Singer:
O sr. cria muita polêmica por defender o direito dos animais à vida ao mesmo tempo em que defende a eutanásia em bebês com problemas graves. A vida de um animal saudável vale mais que a de um recém-nascido com graves danos cerebrais?
    Resposta de Peter Singer: "Eu não acho que a espécie seja um aspecto determinante, se temos um humano com danos cerebrais tão severos a ponto de ele ser incapaz de sentir qualquer coisa ou reconhecer sua mãe — o caso de anencefalia [ausência de cérebro], por exemplo. Quando o animal pode fazer essas coisas — sentir dor, andar por aí, reconhecer outros, sentir ligações emocionais com outros seres – eu acho que sua vida é mais preciosa e deve ser mais protegida do que a vida de um ser humano que está em um nível mental inferior.
    (...) Não tenho nenhum problema em dizer que, a partir do momento da concepção, um embrião é um ser humano vivo. O que mais poderia ser? O erro que muitas pessoas fazem  é supor que 'porque' ele é um ser humano ele tem o direito à vida, ou que é errado destruí-lo. Eu não acho que ele é um ser com um status moral, que requer proteção, pelo menos até que ele possa sentir dor ou alguma coisa. Obviamente, os embriões em laboratórios de que falamos há pouco não estão nesse estágio. Se você quer saber quando isso acontece, não sei ser preciso, mas é nas primeiras 20 semanas [de gestação]".

terça-feira, 31 de maio de 2011

Papo(sem pé nem)-cabeça

      Ney Matogrosso disse, no Roda Viva, que LSD lhe abriu as portas da percepção. Na primeira 'viagem', Ney 'sacou' que ele valia o mesmo que pedra, grão de areia ou arbusto de flores azuis. "Vi que tudo tinha o mesmo valor". 
      Tolinho. Se LSD abrisse as portas da percepção, Ney não diria uma asneira desta e perceberia que o homem não é igual a pedra, grão de areia ou arbusto. Coisa não sabe que é coisa. Só o homem, com a razão, sabe que (não) é coisa.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Erva danadinha

     No Brasil, é crime fazer a apologia de drogas e a Constituição garante a liberdade de expressão. As frases "maconha é uma delícia" e "legalize já, uma erva natural não pode te prejudicar" é apologia da droga ou liberdade de expressão? Com'on! 
      Se são as duas coisas, uma delas é crime, o juiz proibiu, a polícia reprimiu. Querer que, numa manifestação proibida pela lei onde a polícia vai para reprimir, as coisas sejam na base do 'por favor', é cinismo. Pela lei, o Estado tem o monopólio da violência, e, quando precisa, tem de ser usada. Maconheiro tem de parar de pensar que só ele é sabido. "Ah, agora, é ato pela liberdade de expressão". Então, tá.
     Claro que não se pode esperar sentado e se deve lutar pela revogação de leis equivocadas. Mas defender a idéia besta de que toda manifestação pacífica é válida? Que dizer que se  formos para a rua pacífica e ordeiramente defender que os judeus sejam mandados para os fornos crematórios, belê? Quem sabe, também podemos defender pacificamente o assalto à mão armada, a pedofilia (esta não deve demorar a ser legalizada no país, espere). 
      O fato de existir quem cometa crime só prova que há impunidade. Sobre este ideal romântico de maconheiros agricultores de subsistência, difícil imaginar maconheiro esperando a safra caseira vingar: planta, colhe, seca, dichava e fuma? Lorota. Em qualquer lugar, maconha está dando sopa, baratinho. É só estender a mão e cai um fino prontinho para fazer a cabeça. 
Se alguém é capaz de dispensar o produto 'industrial' - por ser mercadoria do narcotráfico (pelo que entendi, todos dizem que se recusam a isto) -  a pessoa não precisa fumar maconha e nem de plantação caseira.Já teria dispensado este ato de coragem tão original que é fumar maconha. Ninguém tem todo este trabalhão, toda esta espera para fumar um baseado! Só se proporcionasse experiência mística, iluminação búdica ou orgasmo cósmico. Para ficar xarope, escornado, rindo de otário, sem vontade, lerdo? Vixe. 
     Maconha funciona assim( todos o sabemos): quando 'bate', nós nos tornamos geniais, sacamos coisa que ninguém sacou, nosso humor fica tinindo, nos tornamos pessoas espirituosas, cheias das frases engraçadas e criativas. Ah, é? Escreve um texto doidão e relê quando estiveres careta. É cesta página, bicho. É lixo. E quanto mais tora, quanto mais narguilé, e quanto mais chábon, mais o efeito vai embora rápido. 
Eu fumei uma mata atlântica da erva danadinha, até os 30 anos. E durante muitos anos, eventualmente, para manter a velha chama transgressora, dava um ou outro 'tapinha'. Mentia para mim dizendo que eu fumava porque queria, se quisesse não fumava. Mentira.
      Aquela fumaça besta é o diabo, difícil de largar como quê. Era fácil juntar as duas coisas: de um lado, continuar fumando para manter a pose de 'eu não me rendo', e continuar a cometer transgressão pela transgressão; de outro lado, não ter que vencer o que é, sim, um vício. 
Só tomei vergonha na cara quando descobri que era cúmplice de Fernandinho Beira Mar e das Farc, e era responsável pelos filhos dos pobres que iam para a cadeia para eu manter minha diversão burguesa, a salvo da polícia, e se quisesse, até com delivery.
      Jererê ,diamba, peyote , ayauasca sempre existiram, para uso ritual de pajés, pais-de-santo,xamãs e feiticeiros. Depois, pequenos grupos marginais e excêntricos (artistas, dândis) passaram a consumir ópio, cocaína e mescalina. Mas sociedade nenhuma, em tempo algum, experimentou ou permitiu o uso indiscriminado e em larga escala da droga, como se quer hoje em dia. 
      Não é intrigante que o comunista Mao tenha estatizado e implantado o consumo do ópio, que os moralistas talibãs controlem a heróina e as revolucionárias Farc's sejam os donos da cocaína no mundo?

domingo, 22 de maio de 2011

Ecomaníacos: nazistas foram os pioneiros*


  *(trecho do artigo "As raízes anti-humanas  do movimento ambientalista, de Lee Rockwell)

        "Sempre soubemos que, em termos econômicos, os nazistas eram esquerdistas (Nazi vem de Nationalsozialismus ou Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães), mas hoje — graças aos estudos de Robert N. Proctor, que os compilou em seu livro Racial Hygiene: Medicine Under the Nazis (Higiene Racial: a Medicina dos Nazistas) — sabemos que eles eram fanáticos por saúde, maníacos por exercícios físicos, ecologistas radicais, entusiastas de comidas orgânicas e defensores ferrenhos dos direitos dos animais, além de nutrirem profundo menosprezo por álcool e tabaco.
        Como os ambientalistas de hoje, que colocam qualquer percevejo ou erva daninha acima dos seres humanos, os nazistas eram ardorosos conservacionistas.  Eles implantaram uma série de leis com o objetivo de proteger "a natureza e seus animais", especialmente as plantas e os animais "ameaçados".
        Os nazistas proibiram pesquisas médicas com animais, e o simpático Hermann Göring ameaçou "deportar para um campo de concentração" qualquer um que se atrevesse a desobedecer à lei.  Ele encarcerou um pescador por seis meses apenas porque este cortou a cabeça de um sapo — que seria utilizado como isca — quando o batráquio ainda estava vivo.  A revista alemã de humor Simplissimus publicou um desenho no qual um pelotão de sapos fazia a saudação nazista para Göring.
        Como crentes da "medicina orgânica", os nazistas conclamaram o povo alemão a comer apenas frutas e vegetais crus, uma vez que a conservação, esterilização e pasteurização dos alimentos significavam sua "alienação da natureza".
        Eles odiavam até mesmo o pão branco.  "Em 1935, o Führer da Saúde, Gerhard Wagner, empreendeu uma luta contra a recente mudança de hábito, que havia abandonado o pão integral natural em prol do pão branco altamente refinado", diz Proctor.  Denunciando o pão branco como sendo um "produto químico", Wagner fez relacionou a "questão do pão" a uma "ampla necessidade de retornarmos a uma dieta com menos carne e gordura, mais frutas e vegetais, e mais pão integral".
        Em 1935, Wagner criou o Comitê do Pão Integral do Reich, cujo objetivo era pressionar as padarias a não mais produzirem pão branco; e Goebbels criou cartazes propagandísticos relacionando o arianismo ao pão integral.  Em 1935, apenas 1% das padarias alemãs vendia alimentos naturais.  Já em 1943, esse percentual era de 23%.
        Os nazistas também eram rigorosamente anti-pesticidas, sendo que o médico pessoal de Hitler, Theodore Morell, declarou que o DDT (DicloroDifenilTricloroetano) era "inútil e perigoso".  Ele proibiu sua comercialização.Os nazistas financiaram várias pesquisas sobre os perigos ambientais da radiação de fundo (radiação fraca existente em todo planeta terra), do chumbo, do asbesto e do mercúrio.                 Fizeram campanha contra os corantes alimentares e os conservantes, e exigiram mais uso de "farmacêuticos orgânicos, cosméticos orgânicos, fertilizantes orgânicos e alimentos orgânicos".  Os jornais do governo apontavam a carne vermelha e os conservantes químicos como os culpados pelo câncer.
        Bebidas alcoólicas eram diligentemente desestimuladas, e havia severas penalidades para quem fosse pego dirigindo embriagado.  A polícia, pela primeira vez, ganhou poderes para fazer testes sanguíneos obrigatórios para conferir o nível de álcool no sangue das pessoas.
Hitler, um vegetariano fanático e entusiasta dos alimentos naturais, era também um abstêmio.  Heinrich Himmlercompartilhava do ódio de Hitler por álcool, e ordenou que a SS promovesse a produção de sucos de frutas e água mineral como substitutos.
        Entretanto, o principal ódio de Hitler era dirigido ao cigarro, e ele não tolerava que absolutamente ninguém fumasse em sua presença.  Quando o estado da Saxônia criou o Instituto para a Luta contra o Tabaco na Universidade de Jena em 1942, ele doou 100.000 RM (Reichsmark) de seu próprio dinheiro.  Ele também proibiu o fumo nos trens e ônibus das cidades.
        Os nazistas acreditavam apenas em parto natural, obstetrícia e amamentação, e as mulheres que amamentassem seus filhos, ao invés de utilizarem "fórmulas artificiais", recebiam subsídios do estado.  Já em meados da década de 1930, os nazistas haviam proibido partos assistidos por médicos.  Apenas parteiras podiam realizar o serviço.
        Os nazistas também promoviam a fitoterapia, e as fazendas da SS em Dachau foram rotuladas como "o maior instituto de pesquisa de plantas medicinais da Europa".
Não é de se estranhar que nossos eco-esquerdistas possuam aquele brilho faiscante em seus olhos.  De agora em diante, vou checar se eles usam braçadeiras também.

Continuação aqui

Lew Rockwell 
é o presidente do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, editor do website LewRockwell.com, e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State.


Tradução de Leandro Augusto Gomes Roque

quinta-feira, 5 de maio de 2011

George Bush não é Bin Laden

     Um amigo e professor de Jornalismo da UnB escreveu em seu Facebook:
     "Nem o terror nem Guantânamo se justificam num mundo que se queira humano." Eu comentei: "É Cuba de Fidel que não se justifica num mundo que se queira humano."
     Quanto a Guantânamo, o que  querem? Tribunal de Nuremberg para a Al Qaeda e similares? É injusto. Hitler era da laia de Bin Laden, um criminoso monstruoso. Mas, espera lá. A Alemanha tinha um Exército uniformizado, com hierarquia, todos sabiam onde era o 'teatro de guerra', prisioneiro de guerra era prisioneiro de guerra. Era guerra convencional, exército contra exército. Mesmo os campos de concentração obedeciam a regras militares.
     Ali, naquela  frase,  'terror' e "Guantânamo' estão equiparados. Faz parte do raciocínio dos que querem igualar Bush a Bin Laden, como se fossem faces diferentes de uma mesma realidade. O grande trunfo alardeado é sempre a invasão do Iraque e do Afeganistão. Acham que o argumento é irrespondível.  Não é.
     Os Estados Unidos são uma democracia, o Congresso americano aprovou a invasão aos dois países. No Iraque, com todos os erros que foram cometidos, os EUA tiraram do poder um ditador que matou (comprovadamente, com nome e sobrenome) 300 mil civis iraquianos em 20 anos no poder - é bom lembrar que o país não estava em guerra civil, foi o governo que matou seu próprio povo. Outra ressalva: os mortos da Guerra Irã-Iraque não estão incluídos neste número)
     Sobre a inexistência de armas químicas, ela é só meia verdade (há provas de movimentação de aviões russos e caminhões indo e vindo para a Síria, certamente transportando o material procurado) e os 'milhões' de civis que a Guerra do Iraque teria  matado não ultrapassam 125 mil na estimativa mais alta, feita pela Wikileaks .
     A mais respeitável Ong do setor, a Iraqi Body Count (http://www.iraqbodycount.org/) aponta 110 mil de 2003 até hoje e grande parte das vítimas foi morta em atentados suicidas praticados por terroristas islâmicos que agem do país. Saddam Hussein matava 15 mil por ano.
    E não adianta dourar a pílula, toda guerra é horror. A do Iraque também.
     O mundo reclama que em Guatânamo não se  respeita a Convenção de Genebra, que terrorista também é gente, que merece benefícios e regalias das leis e dos tribunais, que os EUA colocam-se acima do direito internacional etcetcetc. Quem sabe os soldados teriam até a obrigação de recitar o texto da Quinta Emenda, lembrando aos terroristas que eles têm o direito de ficar calado.
     Mas, aí fica bom só para uma das partes. Convenção de Genebra é para soldado que pertence a um exército regular, que luta uniformizado, num campo de batalha e não vestido com roupas civis, explodindo bomba amarrada na cintura em feira livre ou em mesquitas.

     A tática do terrorismo de matar civis não visa sequer tomar o poder para a implantação de um governo legítimo e democrático. O terrorrismo quer só aterrorizar. Bin Laden e seus seguidores não têm aspirações à implantação de uma democracia com partidos políticos, parlamento, Judiciário e outros instrumentos democráticos.
    Isto é guerra assimétrica, e a desvantagem é nossa. O terrorista pode tudo, pode botar bomba no metrô em Madri, em ônibus de Londres, entrar livremente no EUA, sequestrar aviões civis, jogá-los sobre as Torres Gêmeas, Pentágono, Casa Branca (quase conseguiram), matar 3 mil pessoas (queriam 50 mil) e os mandantes e planejadores do crime devem ter seus direitos humanos respeitados. "Só falo na presença de meu advogado".
     Quanto aos métodos pouco ortodoxos usados nos interrogatórios, eu repito: em princípio, sou contra a tortura, mas imagina Khalid Sheikh Mohammed sentado, respondendo perguntas que lhe são feitas, em voz baixa e educada, as quais ele poderá negar-se a responder. Nós estamos falando de quem planejou o 11 de setembro. O gajo não  é exatamente um sacristão.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Tadinho de Bin Laden

      Os puros estão indignados porque os Estados Unidos mataram o pobrezinho do Bin Laden desarmado e na frente dos filhinhos. Ô, dó. O mundo agora corre perigo. Já pensaram eu, dentro de casa, desprotegida, e us monstro amêricano por aí soltos, invadindo casas de gente de bem e atirando em cidadãos desarmados?
      É o raciosímio da petista cretina Maria Aparecida de Aquino: "agora, o EUA podem entrar na minha casa e dizer que estão procurando terrorista e sair metralhando".
      É mesmo? Não diga. Mesmo Hitler, monstro da mesma laia de Bin Laden, fazia a guerra aos moldes tradicionais. Tinha exército uniformizado, ia para o campo de batalha e, ainda que atos terroristas existam numa guerra, os nazistas não praticavam unicamente esta 'especialidade', como é o caso do terrorismo islâmico, de que Bin Laden é paradigma e mentor espiritual.     
      Que história é esta de Convenção de Genebra para terrorista? Desde quando eles são soldados? Não são. Misturam-se usando roupas convencionais às populações civis, seus alvos, e matam inocentes, porque este é o objetivo do terror: aterrorizar. Ninguém está a salvo.
     Eu, em princípio, sou contra tortura e a favor dos rituais da Justiça formal. Agora, pergunte a Bin Laden se ele oferece isto a suas vítimas?
      Dizer que nós nos igualamos a ele quando o executamos com um tiro na cabeça é esquecer que ele retalharia a frio se pussesse as mãos numa autoridade do lado de cá. Não se pode julgar e agir com imparcialidade Deve-se agir com justiça. Não existe o 'meu' lado e o 'outro' lado. Existe o lado certo. Justiça implica senso de proporção. O mal que Bin Laden fez, faz e queria fazer exige o que foi feito: execução sumária.
      Não há mais o que ele possa dizer, é legítima defesa de uma civilização que foi atacada.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Na real

     Kate Middletton desfilou, em 2002, de calcinha e sutiã transparentes, num evento beneficente em prol de instituições de caridade. Uma futura rainha da Inglaterra em trajes íntimos transparentes não é alvissareiro nem animador, mas uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. 
     O ímpeto de qualificar as monarquias como coisas obsoletas, elitistas e desnecessárias, que  não servem para nada, conferindo automaticamente à República um status de eficiência, evolução e progresso humanos, é desconhecimento, má-fé e ligeireza no julgamento e avaliação dos fatos da realidade, nos moldes da 'profundidade e seriedade' dos acadêmicos, intelectuais e formadores de opinião da atualidade.
     "A Monarquia, personificada na rainha, funciona como um dos contrapesos políticos na Grã-Bretanha e exerce a função de conselheira do primeiro-ministro e de grande árbitra das questões políticas, estando livre da alternância do poder dos membros do Ministério e do Parlamento, que passam, enquanto a Monarquia fica.  

      Livre da obrigação de ir a votos, e com a responsabilidade de preservar as conquistas e garantir o respeito aos modos de vida e a liberdade do povo, a Monarquia, por ser permanente, não pode se arriscar em aventuras políticas e decisões desnecessárias por causa de eventuais clamores contingenciais" (Bruno Garschagen*). 
     É preciso distinguir as coisas: aquelas monarquias absolutistas européias - que foram substituídas, em sua maioria, por repúblicas - não são os únicos modelos monárquicos. É bom lembrar que a libertária e democrática Revolução Francesa, a despeito de ter derrubado um sistema monárquico despótico, instaurou em seu lugar uma República autoritária e sangrenta.
     Nem precisamos ir tão longe. Basta pensar no Brasil Império, com homens públicos da estatura de um José Bonifácio de Andrada e Silva, Ruy Barbosa e Joaquim Nabuco, além do proprio Imperador, Dom Pedro I, homem de cultura e ciência, e compará-los com Delúbio Soares, Silvinho Land Rover, Zé Dirceu e o chefe da quadrilha, o ignorante bestalhão Luis Inácio. Precisa mais?
* http://bit.ly/lEajfH

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Culpa do capitalismo um cazzo!

     Em nenhuma época da história da humanidade, mães analfabetas e miseráveis que viviam em condições de penúria jogaram seus filhos no lixo.
     Este caso de Praia Grande, da mãe que deixou na caçamba de lixo a filha encontrada pelo catador de latinhas, é emblemático. A mulher já tinha seis filhos e engravidou de um homem casado, com quem teve uma aventura rápida. O pai do bebê jogado no lixo sequer sabia que a mulher tinha engravidado.
     Alegar que ela cometeu aquela monstruosidade num ato de desespero por não conseguir criar mais um filho é querer dourar a pílula. Parece mais caso de desestruturação familiar e comportamento sexual promíscuo. Há evidências fortes de que ela teve mais filhos - dez no total - e que também teria abandonado alguns mais.
     O andar despreocupado da mãe depois de deixar o filho na caçamba e sua cara saindo da delegacia não revelam 'desespero' algum. É pura frieza e indiferença. Não há sinal de arrependimento nem remorso.
     Culpa do capitalismo um cazzo!

http://bit.ly/k2y3wz

http://bit.ly/jJrMM4

terça-feira, 26 de abril de 2011

Os males do cigarro e a nota de três reais

     Nós, os civilizados, cultuamos os hábitos sábios, sadios e ecologicamente equilibrados dos povos tradicionais, dos índios e das comunidades ditas primitivas. Afinal, eles dominam os segredos da natureza e seus saberes devem ser apre(e)ndidos, respeitados e repetidos por nós, não é assim?
    Pois bem, será que os anti-tabagistas sabem que o tabaco e o hábito de fumar nos foram ensinados pelos índios, que praticaram desde sempre o tabagismo, sem qualquer conseqüência sanitária que indicasse malefícios desastrosos? A ciência tem capacidade de averiguar e dizer se as populações indígenas morriam de câncer ou de males relacionados ao pulmão. Não, não morriam.
    A verdade é que os dados sobre os males do tabaco são fraudados e mentirosos. As pesquisas que "provam" que o cigarro mata são tão verdadeiras como uma nota de três reais. São, em sua maioria, financiadas por dinheiro de empresas da ou ligadas à industria farmacêutica, interessada na venda de medicamentos para 'ajudar' a parar de fumar.
    Na Califórnia, o consumo de cigarro foi reduzido para 1/3, ao mesmo tempo que a ocorrência da asma aumentou. Ora, se uma é causa do outro, como se explica o resultado da pesquisa? Não se explica, porque não há relação de causalidade. Alguém ficou sabendo desta pesquisa ou ousou dizer que não era séria?            
    Qualquer pessoa que morra de qualquer doença e tenha fumado, aparece nas estatísticas como vítima do tabagismo. Assim, até eu.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Ecochato, vai pastar!

     Os defensores dos animais, e todos aqueles que são contrários ao consumo de carne e uso de peles e couro para a fabricação de vestuário e calçados, falam muito em 'natureza' mas, na verdade, a desconhecem.
   
 Por ora, deixemos à parte o reino mineral, os chamados seres brutos; tratemos do reino dos seres vivos, os vegetais e os animais. Todos os seres vivos se diferenciam pelo fim a que objetivam e todo ser na natureza é ordenado ao melhor, à realização da perfeição. 
    A planta realiza duas operações: uma, a de nutrição, retirando as substâncias minerais para a sua conservação (os seres brutos tem menos 'ser', só tem a sua constituição, não se nutrem nem reproduzem), e outra, a de reprodução. Esta é superior àquela.
    Reprodução é uma operação que exige mais 'ser', é mais perfeita que a nutrição, a reprodução engloba e pressupõe a nutrição. Num vegetal, o máximo de 'ser' que ele pode aspirar é reproduzir-se. Para um alface, melhor que ser um alface é ser dois. É o máximo de perfeição e de 'ser' que o vegetal alcança.
    Os animais são mais perfeitos que os vegetais, os animais tem mais 'ser', mais funções, porque, além da reprodução, eles têm percepção sensorial. O mundo vegetal é imóvel, frio, silencioso, oposto ao dos animais.  A reprodução animal é subordinada à percepção, aos sentidos. O animal só se reproduz quando isto lhe parece agradável. A própria natureza deu-lhe mecanismos de atração (o cio, com seus odores e seduções, vide pavões)
    O homem, além da reprodução e da percepção, tem a sua vida ordenada à inteligência. Há mais 'ser' no homem que no animal. Há mais perfeição nele que nos outros seres vivos. Na natureza, o menos é ordenado ao mais. No caso da reprodução, por exemplo: o homem não se acasala, ele escolhe a sua companheira por critérios racionais, afetivos, sociais, intelectuais.

    Mesmo quando o homem alega que faz sexo para satisfazer seus instintos decretados biologicamente, ele impõem-se restrições e tabus aceitos e estabelecidos pela sociedade (incesto, pedofilia, necrofilia etc).
      É fato que um leão, como o homem, se alimenta de outros animais. Mas, se o rei dos animais estiver diante dos últimos exemplares macho e fêmea do mico-leão-dourado, ele não hesitará em comê-los para saciar a sua fome. Se a espécie vai se extinguir, não lhe importa nada. Leão nem sabe o que é 'extinção'. O homem, pela inteligência, trataria de preservar os micos-leões-dourados.
    Comer animais foi imperativo para a sobrevivência dos homens e dos próprios animais. Se o homem não os caçasse, seja para comer ou para se vestir e aquecer, primeiro ele teria morrido de fome e de frio. E segundo, caso tivesse sobrevivido, seria comido pela superpopulação de animais selvagens famintos, que invadiriam vilas e cidades, devorando os homens e os outros animais para matar a fome. Seria um desastre ecológico e uma crueldade com os próprios animais, pois não existiria comida para todos eles.
    Quanto a usar peles e couro? Qual é o problema? Ninguém está matando pessoas. "Pessoas' são apenas os seres que têm inteligência, razão, discernimento, escolha, julgamento (recorda o mico-leão dourado?).

    Basta lembrar: o menos é ordenado ao mais. O inferior é ordenado ao superior. O menos perfeito é ordenado ao mais perfeito. A inteligência é superior à percepção, que é superior à reprodução, que é superior à nutrição. Uma vem antes da outra, a última engloba as anteriores. Mas, para que o de cima não pense que é auto-suciente, o bambambambam que não precisa de ninguém, a natureza exige que o superior não exista sem as funções e (im)perfeições do inferior. 
     O homem para pensar, escolher, julgar, amar e reinar sobre todos os seres da natureza precisa, antes, ser ' pedra', ser 'pó', átomos de minerais. O ser vivo é feito (também) de matéria bruta.
    Que papel cabe ao homem na administração e uso dos bens da natureza colocados à sua disposição? Cuidar, racionalizar, preservar, manter. Os animais e plantas devem ser preservados da extinção. Os bichos, em particular, devem ser abatidos sem crueldade, e podem ser criados em cativeiro, com métodos e técnicas que respeitem o seu bem-estar.

    Bicho não não tem consciência da morte e não'suspira' nem 'sofre' por não estar correndo livre pelo mato. Animal criado em cativeiro não sabe que existe "mato', ele não sabe o que é 'liberdade'. Um animal sabe que está frio, bicho sente frio. Mas ele não sabe que o inverno é frio.
    As pessoas estão abrindo mão da inteligência (não é por ela que somos mais perfeitos?) para se submeter aos mantras sem originalidade do politicamente chinfrim. Afinal, até os animais conseguem perceber a beleza (o pavão exibe a sua cauda maravilhosa para atrair a fêmea).
    Por que nós não podemos nos fascinar pela beleza de um vison e querer fazer com a pele da foca um belíssimo casaco para enfeitar e aquecer? A pele da foca tem mais 'ser', mais perfeição que a pele de uma lagartixa, porque tem beleza, maciez e brilho.
    Repito: o que não pode é extinguir a espécie foca só para satisfazer um capricho, nem pode tratar e matar com crueldade. Além da proteção dos 'santuários", foi a criação destes animais em cativeiro, para a fabricação de casacos, que salvou a espécie da extinção.
     As pessoas não percebem que elas já fazem na prática a diferenciação entre os seres. Por que oferecemos uma rosa a quem amamos? Por que não oferecer um repolho? Porque a rosa é mais bela, tem perfume e é carregada de simbolismo, Dante Alighieri mostrou.
     Dizer que o repolho é comestível é só argumento (de) pobre. A finalidade da flor não é matar a fome da mulher amada. É dizer que a ama. Para matar a fome, aí, sim, melhor o repolho. Pensando bem, eu prefiro um filé de salmão, com ervas finas, amêndoas e vinho branco. Francês.

http://www.facebook.com/notes/arezzo/comunicado/208897042461847

terça-feira, 12 de abril de 2011

Cheiro de notícia, faro de repórter

Poucas horas depois do massacre de Realengo, escrevi meu primeiro post sobre o assunto. Aqui, estão reunidos todos os meus comentários até terça-feira, dia 12/04/2011:

"Sou repórter: eu investigaria a ligação do assassino com organizações terroristas islâmicas que atuam no Brasil, ver Veja. Há a carta com referências ao Islã de que Welligton seria praticante. O crime foi premeditado e o assassino recebeu treinamento e munição para a sua execução. Não vamos cair na armadilha de culpar a posse legal de armas, aproveitamento a tragédia para defender o desarmamento do cidadão de bem".
April 7 at 2:42pm

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"Ele estava com a barba muito grande e falava umas besteiras, um negócio de muçulmano." As informações sobre Wellington foram dadas pela sua irmã, de 49 anos, em entrevista a Ricardo Boechat, na Band News. Ela contou ainda que, nos últimos tempos, o rapaz afastou-se da família e mantinha um estilo de vida muito reservado. Não saía, não tinha amigos, vivia no computador e se comunicava pela internet".
Irmã confirma ligação com islamismo e líderes muçulmanos negam
bit.ly 
April 7 at 5:24pm

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"Todo mundo refere-se ao 'misticismo' e 'fundamentalismo religioso' do atirador do Realengo, uma irmã contou que ele falava sobre muçulmanos, outra sobre a sua vontade de 'destruir com um avião, como nos Estados Unidos' (numa referência óbvia ao 11 de setembro), Wellignton usava barba comprida, raspada cinco dias antes do massacre, e ninguém ousa pronunciar, a não ser perifericamente, a palavra "islamismo". Por quê?"
April 7 at 10:03pm

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‎"O sepultamento do muçulmano leva em consideração a realidade da ressurreição do corpo. Por isso, o corpo é deposto em direção do sol nascente. Antes de ser sepultado, o defunto é lavado e envolvido em um lençol sem costuras, que recorda o usado pelos peregrinos que visitam Meca. A cerimônia é precedida pela leitura do Alcorão." (Pe. Justo Lacunza, Reitor do Pontifício Instituto de Estudos Árabes e de Islamística )
April 7 at 11:53pm
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Carta de Wellington é semelhante à de Mohammed Atta, terrorista-piloto do 11 de setembro
odia.terra.com.br April 8 at 12:10am
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"Polícia investiga se perfil falso era do próprio Wellington e com quem ele mantinha contatos pela internet. Destruição de computador pode indicar que há rede terrorista por trás da chacina e que outro atentado pode acontecer".

oglobo.globo.com
RIO - Um perfil anônimo no Orkut postou, sete dias antes da chacina na escola Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, uma mensagem que falava de uma chacina num colégio do Rio de Janeiro.
April 8 at 1:06pm

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"Assassino que cometeu chacina no Rio era conhecido como Bin Laden e queria jogar avião contra Cristo Redentor".
networkedblogs.com 
April 8 at 1:08pm

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"Dias antes do atentado contra as Torres Gêmeas, os terroristas adotaram estilo de vida bem comum e ocidental: cassinos, jeans, jaquetas, cabelos curtos, bem barbeados.Para não despertar suspeitas. Wellington fez o mesmo: cinco dias antes do massacre, raspou sua longa barba (pouco comum entre jovens, mas que identifica seguidores do Islã.)"
April 8 at 2:33pm

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"Wellington foi muito bem orientado, a internet foi o canal. Insano? Claro, Mohammed Atta era. Mas todo terrorista também é normal, regular, profissional. Reservado, esquisitão, solitário? Qualquer um de nós pode ser descrito assim. A carta não é para nós, é sinal para "eles", entre "eles". O que significa? Não sei, talvez 'começou".
April 8 at 3:56pm

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"Uma irmã de Wellington contou que ele ficou fascinado com o atentado de 11 de setembro e queria fazer um atentado igual (um primo revelou o alvo: Cristo Redentor). Parentes confirmam que o assassino tinha ligações com o Islã e falava sobre a religião dos muçulmanos. Os fundamentalistas islâmicos cometem atentados suicidas, Wellington perpetrou uma chacina e suicidou. Uma coisa não tem a ver com a outra?"
April 8 at 9:03pm

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"No programa Globo News em Pauta, Eliane Catanhede desvendou o enigma: chocada com os epítetos de 'monstro' e 'animal' pespegados em Wellington, ela decretou: Wellington é a vítima. Coitado, o sujeito que atirou friamente em 30 crianças - matando 12 , era um estudante reservado, tímido e manco, que andava na companhia de um amigo fanho e os dois eram chamados de 'retardados'. Ah, bom."
April 8 at 10:31pm

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"Deus conforte as famílias de Realengo".
April 9 at 1:07am

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"Brilhante e preciso nas perguntas e respostas.
congressoemfoco.uol.com.br
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oglobo.globo.com
RIO - Numa carta apreendida pela polícia na mochila de Wellington Menezes de Oliveira, logo após o massacre, o assassino escreveu que lia o Alcorão (o livro sagrado do islamismo) quatro horas por dia, segundo reportagem publicada neste sábado na revista 'Veja'.
Sunday at 3:11am

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"Reinaldo Azevedo é repórter. Repórter não sabe as respostas, sabe as perguntas. Elas estão aí, a polícia faça o resto."

veja.abril.com.br 
Monday at 12:13pm

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 "A Globo quer por quer reduzir o massacre de Realengo ao modismo politicamente chinfrim chamado 'bullying' e a teorias psico-psiquiátricas sobre a doideira do rapaz. Eu quero explicação é sobre os manuscritos de Wellington. Neles, o assassino relata muito mais que 'delírios'. Ali tem coisa. O nome é terror islâmico.
glo.bo
RIO - A rotina de Wellington Menezes de Oliveira nos oito meses que antecederam o ataque a estudantes da Escola Municipal Tasso da Silveira está sendo devassada por uma força-tarefa da Polícia Civil.
Monday at 12:31pm

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"O clichê é dizer que o cara é confuso. Carta, manuscrito, agora vídeos, tudo é confuso. Quem não está entendendo nada são os 'entendidos': polícia, imprensa e psiquiatra. Já o governo sabe que existe terror islâmico no Brasil, não fala nada porque são 'cumpanhêros'. Welligton é maluco mas não é burro. Pulverizou o bullying e, seguindo à risca o modelo dos mártires de Alá, gravou vídeo dirigido aos 'irmãos'."

g1.globo.com
Mensagem foi gravada em dois arquivos de vídeo. Ele culpa pessoas que chama de 'covardes' pelo ato que cometeu.
3 hours ago 

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terça-feira, 5 de abril de 2011

Homossexuais: política afirmativa, uma ova!


     Se homossexualismo é condição insuperável, que não se escolhe - a pessoa é homossexual e pronto -, ser gay não deveria ser motivo de orgulho. No meu caso, por que eu deveria ter orgulho de ser heterossexual, branca e ter olhos verdes? Estes são dados da natureza. Assim, como ser heterossexual. Se o mesmo vale para quem é homossexual, orgulho por quê, de quê?
     Vejamos: eu não preciso explicar por que eu sou mulher e por que sou branca. Posso entender o porquê, analisando órgãos, hormônios, genótipos e fenótipos, mas isto é outra coisa. Orgulho devemos ter de ser íntegros, sábios, estudiosos, corajosos, generosos, solidários. Ou seja, orgulho de virtude morais.
     Se, por outro lado, homossexualismo é opção sexual, ela não pode ser fonte de direitos. Eu não tenho garantido em lei qualquer direito especial por ser heterossexual. Nenhum. Nem por ser nem por ter escolhido (sic) ser heterossexual. Por que garantir a homossexuais direitos especiais, por serem eles homossexuais? Política afirmativa, uma ova!
     Quanto a transformar rejeição, não-aprovação, crítica ou aversão pela conduta homossexual em 'homofobia', aí já estamos no terreno da ignorância, má-fé e vigarice pura e simples.
    Primeiro: 'homofobia' é termo cunhado pela psiquiatria para enquadrar comportamentos patológicos de aversão doentia a homossexuais, geralmente expressos em desejo incontrolável de prática de violência física ou até mesmo assassinato de homossexuais.
     Se alguém me acusar de 'homofóbico', eu posso processá-lo por crime de calúnia. Estarei sendo acusada de cometer (ou querer cometer) um crime contra a pessoa do homossexual.
     Agora, e se eu não gostar, não achar conveniente, não aprovar, considerar moralmente 'mau' o comportamento público e exagerado da militância gay? E se eu for contra o casamento de homossexuais, da adoção de crianças por casais gays? A Constituição me garante liberdade de expressão e de culto. Eu tenho o direito de expressar minha opinião e defender minha fé.
     Eu sou católica, para a Igreja Católica, a prática do homossexualismo é pecado, é desordem, é contra a razão, é submissão à carne e à natureza dos sentidos. Os argumentos podem ser dados em base doutrinal e teológica. Acredita e aceita quem quer.
     Não há instituição ou doutrina mais severa na defesa da dignidade de todo e qualquer ser humano como a Igreja Católica e o cristianismo. Até porque os materialistas acham que o homem vale tanto quanto uma lesma. A fé judaico-cristã afirma que o homem é imagem e semelhança de Deus.
     Não gostar, ter aversão e criticar o homossexualismo é direito diametralmente oposto ao dos gays de se orgulhar, achar bonito, saudável e bom a prática homossexual. Aplaudir pode, vaiar não? Eu apoiar violência contra homossexuais por serem homossexuais? Jamais, nunca, sob hipótese alguma.
     Não são os opositores do homossexualismo que expõem os gays ao ridículo e ao grotesco. São os próprios militantes, com seus trejeitos, fantasias, despudores, linguajar afetado, promiscuidade, drogas.
     Assassinato de homossexuais? O números são proporcionalmente muito menores que a média do Brasil. Morrem 200 homossexuais por ano (não se sabe se por serem homossexuais) e morrem 50 mil brasileiros. Se homossexuais são 15% da população, 200 é muito menos que 7.500.
     Além disto, qualquer estatística comprova que estes homossexuais, em sua maioria, foram agredidos ou assassinados por parceiros homossexuais ou em virtude do ambiente marginal em que vivem (prostituição masculina combinada com tráfico e consumo de drogas). 

     Bom lembrar que grande parte dos homossexuais travestis vive na marginalidade, na prostituição, com alto consumo de drogas. É um ambiente extremamente violento. Este crime em Campina Grande (um travesti foi esfaqueado e morto por quatro rapazes), por exemplo, não foi por homofobia, e sim por vingança. 
    As primeiras informações dão conta de que o travesti, que já tinha passagem pela polícia por pequenos furtos, roubou um dos assassinos, para quem tinha agenciado um programa com uma prostituta. Foi vingança entre sócios, não homofobia. As imagens gravadas mostram que o alvo era "Inete", (nome de guerra do travesti). Antes de esfaquear a vítima, os rapazes passaram por vários travestis, sem importuná-los.  

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/travesti+e+morto+a+facadas+em+campina+grande+na+paraiba/n1300082538303.html

quarta-feira, 30 de março de 2011

Raciosímio cristalino

       Se alguém da esquerda conta a história do regime militar, instaurado em 64, ele está falando a verdade. Se a história for contada por um militar, conservador, anticomunista ou alguém da direita, aí é versão fascista. A verdade, dignidade, decência, moralidade e integridade são atributos exclusivos da esquerda. Deve ser mesmo. Basta olhar para José Dirceu.