sábado, 15 de outubro de 2011

Paulo Freire, não! Tereza de Ávila.

    
Paulo Freire não foi capaz de alfabetizar a própria mulher e é considerado o maior pedagogo brasileiro! Melhor a educação brasileira mudar de patrono, ficar com Tereza d'Ávila, santa e Doutoura da Igreja, o que não é pouco. Não por coincidência, o dia 15 de outubro,  dedicado à Santa Tereza, é o Dia do Professor.
    Enquanto o Brasil não extirpar esta praga de esquerdismo, que fez de nossas escolas madrassas para a formação de militantes programados para 'transformar o mundo' (em quê?), o Brasil vai continuar nos últimos lugares nas avaliações internacionais de qualidade de ensino. Podemos saber se o ensino é bom pelo seu resultado. Há 50 anos, qualquer aluno egresso da escola pública escrevia de forma irretocável e lia qualquer clássico da literatura.
    E hoje? Em vez de ensinar a ler e escrever, professores (analfabetos, eles próprios, em grande número) querem 'formar cidadãos'. Para votar no PT, isto sim!A Constituição garante ao aluno o direito ao ensino plural e o acesso a todas as correntes de idéias. "Numa sociedade livre, as escolas deveriam funcionar como centros de produção e difusão do conhecimento, abertos às mais diversas perspectivas de investigação e capazes, por isso, de refletir, com neutralidade e equilíbrio, os infinitos matizes da realidade."
    O site Escola Sem Partido dá conta da tragédia brasileira. Todo professor decente deveria ler e conhecer o que lá está denunciado.
http://www.escolasempartido.org/?id

sábado, 10 de setembro de 2011

Marxismo e modernidade: a destruição da alma humana


"Os homens fazem a sua própria História, mas não a fazem como querem, não a fazem sob circunstâncias de sua escolha..." (Karl Marx). Em Marx, a transformação do mundo implica a destruição de toda a ordem passada e a criação de "algo que jamais existiu".

Para entender a visão da História que a frase propõe é preciso lê-la inteira, em seu contexto, no livro de Marx 'O  Dezoito Brumário de Louis Bonaparte.'
        Nele,  o pai do comunismo analisa a Revolução de 1848, na Europa: "Os homens fazem a sua própria história, mas não a fazem como querem; não a fazem sob circustâncias de sua escolha,  mas sob aquelas circunstâncias com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado".*
       Marx afirma claramente:"As revoluções anteriores tiveram de lançar mão de reminiscências  da história universaL para se iludirem quanto ao próprio conteúdo , mas a revolução social do século XIX  não pode iniciar a sua tarefa enquanto não se despojar de toda veneração supersticiosa perante o passado. A revolução(...) não pode tirar sua poesia do passado, e sim do futuro".                        
       Para o pai do materialismo histórico, o passado (ou melhor, a  tradição de todas as gerações mortas) "oprime o cérebro dos vivos como um pesadelo". Em  Marx, atransformação do mundo implica a destruição de toda a ordem passada e a criação de "algo que jamais existiu". 
      A implantação do mundo novo - ou seja, da sociedade comunista, sem classes - impõe, inevitavelmente, uma ruptura total com o passado. No nosso caso, com toda a tradição que fundamenta a civilização ocidental cristã. Mas, que mundo é este em que teremos de negar e destruir tudo o que somos? Por que destruir a herança cultural da filosofia grega, do direito romano e da moral judaico-cristã? Nós, ocidentais, somos isto! 
       Imaginando que Marx (ainda) não é Deus, ele não pode - nem ninguém pode mudar a constituição íntima da matéria nem provocar uma mutação radical do genoma humano, transformando o mundo e o homem em "algo que jamais existiu" .
         Logo, se a transformação não é a do mundo físico, terá de ser a da alma humana (chamada por Marx consciência e determinada pela esfera econômica da vida). Quando o homem transformar a sua alma (ou consciência), depois da aniquilação da sociedade de classes,  então Marx será Deus.
*(Os itálicos são meus). 

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Faz as contas.


Apareceu mais um 'cole isto no seu mural" (ai, ai, ai) :
"A sociedade não está preparada para ver um beijo gay, mas está preparada para ver um gay morrer a pontapés em horário nobre. Parabéns Globo!"  Se você é contra essa atitude homofóbica , cole isto em seu mural!!!"



    • Eu digo: ninguém deve morrer a pontapés em horário nobre. Nenhum homossexual deve ser discriminado injustamente por ser homossexual. Daí, a alardear a existência de cruzada homofóbica assassina no Brasil, ma va! Quase 50 mil pessoas são assassinados no Brasil anualmente. Os próprios militantes gays dizem que homossexuais assassinados a cada ano são cerca de 200. Mas se os gays são 15% da população, deveriam ser 7.500 homossexuais assassinados por ano. São menos de 200! Cadê a homofobia assassina? E tem um detalhe: uma parcela dos gays é morta por parceiros gays. É crime de homofobia também? E nem todos os homossexuais assassinados o são por sua condição homossexual. Sobre o beijo gay na tevê, Aguinaldo Silva (que é homossexual) fez uma enquete em seu blog e 75% das pessoas votaram contra o beijo gay na TV. Todas as pesquisas indicam: o brasileiro é conservador e a esmagadora maioria tem alguma restrição ao homossexualismo por motivos variados (acham errado, moralmente condenável, socialmente pernicioso, inadequado, não gostariam de ter filho gay etc). Apenas uma parcela insignificante aprova violência contra gays. Mas a lei já protege todas as pessoas contra a violência. Quem praticar violência contra qualquer pessoa, tem de ser punido. A lei o diz. Por que uma lei só para homossexuais? Eles não são uma classe especial.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

FARC / PCC / CV / PT: um por todos, todos por um.

      O PCC é aliado das Farc's; as Farc's são aliadas do PT no Foro de São Paulo; o PT está no poder; logo, as Farc's e seu aliado, o PCC, têm a proteção e o apoio do governo para dominar o país pelo terror e violência. 
      Dos quase 50 mil homicídios registrados no país anualmente, mais da metade estão relacionados ao tráfico de drogas, fornecidas pelas Farc's ao PCC (e Comando Vermelho). Para resumir: o governo petista tem as mãos sujas de sangue e não está nem aí. Simples assim.
      
Para lembrar: Fernandinho Beira-Mar foi preso, em 2002, na Colômbia numa área controlada pelas Farc's, que forneciam cocaína ao traficante em troca de armas. Desde 1993 que os órgãos policiais sabem do 'acordo comercial' entre o PCC e o Comando Vermelho, ambos parceiros das Farc's. 


      Em 2005, a interceptação de ligações telefônicas levou a polícia a descobrir um plano conjunto do CV / PCC / Farc para resgatar Beira-Mar, que estava preso à época na sede da Polícia Federal em Santa Catarina. Hoje, Fernandinho Beira Mar é um arquivo vivo. Sabe de todas as ligações do PT com as Farc's. É mantido sob proteção rigorosa e é intocável exatamente porque sabe demais.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Pedagogia do comprimido.

      Eu pedi a uma revolucionária e pedagoga paulofreiriana para explicar a Pedagogia do Oprimido. Eu esperava uma abordagem que contemplasse a esfera pedagógica, por supuesto. Para meu espantoiluminada, no lugar da pedagogia, acabou por ruminar uma explicação que fazia lembrar, remotamente, a psicologia. 


    Com sintaxe indigente e vocabulário restrito, a discípula de Paulo Freire disse-me que opressão é a pessoa não fazer o que ela quer ou não ter aquilo que deseja. 
  
    Perguntei se ter vontade de degolar alguém e deixar de fazê-lo por medo das conseqüências ou por ser moralmente condenável era uma 'opressão'. A revolucionária respondeu que sim (na verdade, ela confundiu opressão com repressão).
     
    No embalo e, por raciocínio lógico, eu concluí: "A opressão é uma coisa boa, neste caso". Ela não concordou. A 'opressão'não foi boa para quem teve a vontade 'oprimida'. Para a pedagoga paulofreiriana, não realizar um desejo (de degolar o outro) é ruim para a pessoa que se 'oprimiu'. 


     Eu insisti: "Mas controlar um impulso, refrear uma paixão, reprimir uma vontade assassina é ruim para quem o faz?! Não há julgamento moral? Isto não é bom também para quem sentiu a vontade de degolar o outro e não o fez?".
      

     A moça continuou defendendo a tese de que a 'opressão' é sempre ruim. Eu lhe disse que isto era sociopatia delirante e que  a mentalidade revolucionária é sociopata. Ela fez cara de paisagem. 


     Quem confunde opressão com repressão, não vai mesmo saber o que é sociopatiaGente assim, nem Lexotan com Rohypnol.

domingo, 5 de junho de 2011

A verdade: eu menti.

  (Ao confessar ter
 mentido sobre torturas que
 eu inventei eu não quero fazer de
 conta que ninguém foi torturado
 no Brasil. Ao contrário. Mentir, 
 neste caso, é escarnecer de 
 quem padeceu e experimentou na
 própria carne o horror do
 suplício. E foram muitos.
 Mas não foram tantos 
 e nem foram todos. )                                                                                                                                                         

     Eu, de minha parte, vou dar uma contribuição à Comissão da Verdade, e contar tudo: eu era uma subversivazinha medíocre e, tão logo fui aliciada, já caí (jargão entre militantes para quem foi preso), com as mãos cheias de material comprometedor.      
       Despreparada e festiva, eu não tivera nem o cuidado de esconder os exemplares  d'A Classe Operária, o jornal da organização clandestina a que eu pertencia (PC do B/AP-ML/, linha maoísta, a mesma que fazia a Guerrilha do Araguaia, no Pará). Não houve filiação formal, mas eu estava dentro, era assim que eu sentia.
      Os jornais estavam enfiados no meio dos meus livros numa estante, daquelas improvisadas, de tijolos e tábuas, que existiam em todas as repúblicas de estudantes, em Brasília naquele ano de 1973. 
       Já relatei o que eu fazia como militante *(ler texto no link abaixo). Quase nada. A minha verdadeira ação revolucionária foi outra, esta sim, competente, profícua, sistemática: MENTI DESCARADAMENTE DURANTE QUASE 40 ANOS! (O primeiro texto falava em 30 anos. Eu fui fazer as contas, são quase 40 anos, desde que comecei a mentir sobre os 'maus tratos'. Façam as contas, fui presa em 20 de junho de 73. Em 2013, terão se passado 40 anos.)
       Repeti e escrevi a mentira de que eu tinha tomado choques elétricos (por pudor, limitei-me a dizer que foram poucos, é verdade), que me deram socos e empurrões, interrogaram-me com luzes fortes, que me ameaçaram de estupro quando voltava à noite dos interrogatórios no DOI-CODI para o PIC e que eu passava noites ouvindo "gritos assombrosos" de outros presos sendo torturados (aconteceu uma única vez, por pouquíssimos segundos: ouvi gritos e alguém me disse que era minha irmã sendo torturada. Os gritos cessaram - achei, depois, que fosse gravação - e minha irmã, que também tinha sido presa, não teve um único fio de cabelo tocado). 
      Eu também menti dizendo que meus algozesdiversas vezes, se divertiam jogando-me escada abaixo, e, quando eu achava que ia rolar pelos degraus, alguém me amparava (inventei um 'trauma de escadas", imagina). A verdade: certa vez, ao descer as escadas até a garagem no subsolo do Ministério do Exército, na Esplanada dos Ministérios, onde éramos interrogados, alguém me desequilibrou e outro me segurou, antes que eu caísse. 
      Quanto aos 'socos e empurrões' de que eu dizia ter sido alvo durante os dias de prisão, não houve violência que chegasse a machucar; nada mais que um gesto irritado de qualquer dos inquisidores; afinal, eu os levava à loucura, com meu enrolation. Eu sou rápida no raciocínio, sei manipular as palavras, domino a arte de florear o discurso. Um deles repetia sempre: "Você é muito inteligente. Já contou o pré-primário. Agora, senta e escreve o resto". 
      Quem, durante todos estes anos, tenha me ouvido relatar aqueles 10 dias em que estive presa, tinha o dever de carimbar a minha testa com a marca de "vítima da repressão". A impressão, pelo relato, é de que aquilo deve ter sido um calvário tão doloroso que valeria uma nota preta hoje, os beneficiados com as indenizações da Comissão da Anistia sabem do que eu estou falando. Havia, sim, ameaças, gritos, interrogatórios intermináveis e, principalmente, muito medo (meu, claro).
       Torturada?! Eu?! Ma va! As palmadas que dei em meus filhos podem ser consideradas 'tortura inumana' se comparadas ao que (não) sofri nas mãos dos agentes do DOI-CODI. 
Que teve gente que padeceu, é claro que teve.  Mas alguém acha que todos nós - a raia miúda - que saíamos da cadeia contando que tínhamos sido 'barbaramente torturados' falávamos a verdade?
      Não, não é verdade. A maioria destas 'barbaridades e torturas' era pura mentira! Por Deus, nós sabemos disto! 
Ninguém apresentava a marca de um beliscão no corpo. Éramos 'barbaramente torturados' e ninguém tinha uma única mancha roxa para mostrar! Sei, técnica de torturadores. Não, técnica de 'torturado', ou seja, mentira. Mário Lago, comunista até a morte, ensinava: "quando sair da cadeia, diga que foi torturado. Sempre."

      A frase de Mário Lago é citada pelo coronel Brilhante Ustra, em entrevista à Rede Genesis (NET/Canal 26, em 2008)**, e num artigo do 
ex-ministro, governador e senador Jarbas Passarinho, publicado no Correio Braziliense, em 2006. ***      

    Na verdade, a pior coisa que podia nos acontecer naqueles "anos de chumbo" era não ser preso(sic). Como assim todo mundo ia preso e nós não? Ser preso dava currículo, demonstrava que éramos da pesada, revolucionários perigosos, ameaça ao regime, comunistas de verdade! Sair dizendo que tínhamos apanhado, então! Mártires, heróis, cabras bons.
       Vaidade e mau-caratismo puros, só isto. Nós saíamos com a aura de hérois e a ditadura com a marca da violência e arbítrio. Era mentira? Era, mas, para um revolucionário comunista, a verdade é um conceito burguês, Lênin já tinha nos ensinado o que fazer. 
       E o que era melhor: dizer que tínhamos sido torturados escondia as patifarias e 'amarelões' que nos acometiam quando ficávamos cara a cara com os "ômi". Com esta raia miúda que nós éramos, não precisava bater. Era só ameaçar, a gente abria o bico rapidinho.
      Quando um dia, durante um interrogatório, perguntaram-me  se eu queria conhecer a 'marieta', pensei que fosse uma torturadora braba. Mas era choque elétrico (parece que 'marieta' era uma corruptela de 'maritaca', nome que se dava à maquininha usada para dar choque elétrico). Eu não a quis conhecer. Abri o bico, de novo.
 
      Relembrar estes fatos está sendo frutífero. Criei coragem e comecei a ler um livro que tenho desde 2009 (é mais um que eu ainda não tinha lido): "A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça", escrito pelo coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. Editora Ser, publicado em 2007. Serão quase 600 páginas de 'verdade sufocada"? Vou conferir.

PS: li o livro, tem muita informação relevante, no sentido jornalístico/histórico. Nem tudo o que se falou sobre Ustra é rigorosamente verdade, mas ninguém dirige um órgão de repressão da ferocidade do DOI-CODI naquele anos de chumbo sem saber e permitir(d)as violações aos direitos humanos que ali aconteciam. Pelo volume e contundência dos depoimentos, Ustra sabia, permitia e colocava a mão na massa. Continuo defendendo meu ponto de vista: o Estado não tem o direito de torturar ninguém.

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http://blogdemirianmacedo.blogspot.com/2011/03/sobre-honestino-guimaraes-odemocrata.html

terça-feira, 29 de março de 2011

Honestino Guimarães, o "democrata"


      
     Meu compromisso é com a verdade, eu não discuto com a realidade, eu a aceito assim como ela se me apresenta. As coisas são como são. 

     Vou contar uma experiência pessoal, com a ressalva de que eu era uma 'inocente inútil', sem qualquer importância como quadro revolucionário. 
      
     Eu caí em junho de 1973, numa operação-arrastão em que foram presos 33 alunos da Universidade de Brasília.(Soubemos que foram presas 150 pessoas no total, a operação não se limitou à universidade). Isto foi pouco antes da prisão de Honestino Guimarães (ele foi visto pela última vez, em setembro daquele ano.
      

     Eu fazia parte de uma célula - vim a saber com mais detalhes tempos depois - do PC do B/AP-ML (Ação Popular Marxista Leninista), a mesma organização de Honestino Guimarães, que eu não conheci pessoalmente.  Na época, estas organizações enfrentavam o Exército Brasileiro, na Guerrilha do Araguaia. Na verdade, quando fui presa, eu nem sabia direito a que eu estava ligada, o segredo fazia parte das normas da casa. Se alguém caíssse...
      
     Foi no colegial (no meu tempo, chamava-se 'científico) que eu fui seduzida pela e para a revolução socialista. Uma colega da escola tinha amigos que eram presos políticos, gente que tinha participado da luta armada naquele final dos anos 60. 

     A imagem deles era de revolucionários de fibra, a quem a tortura não tinha quebrado o ânimo de implantar no Brasil a ditadura do proletariado. A palavra mágica era proletariado  (ninguém sabia direito o que significava; o mesmo acontecia com campesinato, massabíamos o que era operário e camponês. Era o povo explorado!)        
      
     Quando entrei na Universidade de Brasília, em 72, eu estava pronta, era só aliciar. E fui imediatamente aliciada. Durante alguns meses, eu recebi aulas de doutrinação marxista em reuniões com militantes que eram meus colegas na Universidade de Brasília. As discussões eram em casa ou no campus da UnB.
     

     Com o passar do tempo, teve até reunião secreta, cercada de rigorosas normas de segurança: trocar de táxi várias vezes, não pronunciar o próprio nome, nem dos outros conhecidos presentes, estas coisas. Lembro-me que eu não contava nem para o namorado ou gente da família o que fazia nem aonde ia.
      

     Nesta época, eu comecei a manter contato com militantes que não eram estudantes, era gente mais velha, que tinha nitidamente a função de aprofundar os compromissos com a organização e distribuir tarefas. Eu percebia que já havia um upgrade na conversa, tinha passado a fase do lero-lero teórico, a próxima fase era da praxis.
     
     Com quase 20 anos anos, participar da 'revolução' era o máximo. E assim, passada a fase de aliciamento e doutrinação, eu ia finalmente experimentar, ver de perto, o que era a praxis: fui  escalada para trabalhos com a 'massa', na periferia do Distrito Federal. Acabei sendo presa antes, graças a Deus(sic).
     
     Eu cheguei a visitar um tal 'círculo operário', em Taguatinga, nos arredores de Brasília. Até estranhei, o lugar mais parecia uma associação comunitária assistencial, acho que estavam testando a minha disposição de 'ir à luta".
      
     As análises do 'momento histórico', nestas reuniões de doutrinação de que eu participei, tinham enfoque nitidamente revolucionário. A proposta era de destruição do Estado burguês capitalista, instalação da ditadura do proletariado/campesinato (a APML era maoísta) e nenhuma negociação com a velha ordem burguesa.
     
     Usar os instrumentos da democracia, como eleições, liberdade de imprensa, aparato jurídico, habeas corpus etc - para permitir e acelerar a tomada do poder para a implantação do comunismo - era um dever do militante revolucionário. 
      
     Marx e Lênin nos explicavam que 'liberdades democráticas' eram apenas instrumentos da burguesia para oprimir o verdadeiro sujeito da História: o povo trabalhador.
      

     A instalação de uma ditadura comunista era a proposta de todos os grupos de luta armada no Brasil, àquela altura. E também de grande parte da esquerda não engajada diretamente nas organizações. Admitamos e confessemos:todos nós sonhávamos com o comunismo. 
       
     A fórmula era (e ainda é) esta: a vanguarda revolucionária luta para tomar o poder, que será concentrado em suas mãos para que ela faça as modificações que achar necessárias à transformação radical da vida humana e do mundo.
  
     E, por lutar para concretizar tão nobre (e hipótetico) futuro, o revolucionário está acima de qualquer julgamento da espécie humana. No final, a História o absolverá.
     
      Esta é a essência da mentalidade revolucionária até hoje. Esta é a verdadeiro ideologia que a organização a que pertencia Honestino Guimarães professava. Não sou eu que quer assim. É assim, foi assim. Honestino Guimarães falava em democracia apenas como cortina de fumaça para seus verdadeiros objetivos. Era um instrumento na luta  para se implantar a ditadura comunista.
     
      As provas documentais de que esta é a verdade estão à disposição de quantos queiram conhecê-la(s). Existem dezenas de páginas só de fontes primárias sobre o assunto. 
      
     Se Honestino Guimarães é herói de tantos que o cultuam como 'o mártir que a ditadura militar assassinou', nada tenho a ver com escolhas pessoais. O meu assunto é outro. Eu estou interessada na verdade. A ditadura o matou, mas Honestino não deu sua vida pela democracia.
      

     À parte isto, eu repito: é inegociável a condenação incondicional da tortura, da violência e do desrespeito aos direitos humanos de militantes da esquerda. O Estado não pode torturar, matar e desaparecer com um único cidadão.
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terça-feira, 1 de julho de 2014


Obrigada, Sílvio Grimaldo

          A confissão da mentira de que eu tinha sido torturada, ao ser presa em 1973, só 'bombou' graças a Sílvio Grimaldo. Foi ele que descobriu e divulgou o relato A verdade: eu menti*, que eu tinha escrito e publicado cinco meses antes em meu blog (que, a bem da verdade, ninguém lia, nem meus próprios filhos). 

         Dizer que tinha sido torturada era uma mentira 'quase' doméstica, que eu comecei a contar algum tempo depois da prisão, uma patifaria que eu cometia posando de heroína, primeiro, para alguns amigos, depois para meus filhos. Era sempre aquela coisa vaga sobre ser 'torturada', sem esclarecer demais, nem pesar muito nas tintas, apenas colhendo os louros do vitimismo. 

        Mas era uma chaga, eu sabia que era mentira. O pior dia foi quando minha filha chegou da escola, contando, orgulhosa, que seus colegas, numa aula sobre os 'anos de chumbo', ficaram sabendo por ela que sua mãe tinha 'sido torturada'. Arrepiei. Este veneno lançado na cabeça de jovens era muito mais perverso do que entrevistas (não) dadas a jornais ou à televisão.

       Eu já tinha confessado este pecado ao padre, mas, quando ouvi o relato de minha filha, decidi assumir a responsabilidade e colocar a confissão no papel. Escrevi um texto rápido, sem pensar demais, como se fosse um desabafo feito no diário que se guarda na gaveta. 

        Nunca poderia imaginar que alguém fosse se interessar por isto. Até que Sílvio Grimaldo, certo dia, zapeando pelo blog, encontrou o texto e fez-me ver a importância de ser divulgado. Pelo resultado, só tenho a agradecer a Sílvio e a todos que viram na confissão um ato de coragem e honestidade.







sexta-feira, 3 de junho de 2011

Ratos e homens

      Mesmo pessoas brilhantes caem na armadilha boboca de defender 'politicamente correta' proibição do uso de animais como cobaias em pesquisas científicas. Pior e mais grave ainda, estas pessoas misturam o uso das cobaias com os maus-tratos a elas infligidos. Sobre os maus-tratos e sofrimentos desnecessários, eu fecho: sou contra. Aliás, a proibição já está na lei, existem punições previstas para os casos em que fique provado que houve abuso.
     Por outro lado, defender a proibição do uso de cobaias porque animais são eventualmente maltratados equivale a pedir a extinção das prisões e delegacias porque existe abuso e violência policial nestes locais. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. O que  precisa ser combatido é o desrespeito aos direitos humanos. Manter bandidos na cadeia é dever de justiça.
     Vamos deixar claro: o uso de cobaias não é, como se quer fazer crer, um  "assunto polêmico". Seria polêmico se os que defendem e os que combatem o uso das cobaias tivessem argumentos igualmente sólidos e bem fundamentados. Não é o caso.
    O homem usa cobaias não para fazer o animal sofrer, mas para salvar a vida de outros homens. O sofrimento do animal, no caso, é um mal relativo, equivalente ao sofrimento a que o próprio ser humano se submete para salvar o bem maior, que é a sua vida. Décadas atrás, o tratamento com a quimioterapia era, na maioria das vezes, tão letal quanto o próprio câncer, e os pacientes, ainda assim, se submetiam a ele. 
    Quando tomamos um antibiótico também nos prejudicamos, destruindo parte de nossas defesas imunológicas. Fazemos isto, e isto não é imoral. É necessário. A mãe de uma criança que a castiga, batendo em sua mão, por ter roubado um doce, sem pagar, no supermercado, faz um ato de ódio relativo (faz doer a mão do filho) com amor absoluto, porque deseja para ele a virtude da honestidade.
    Também fazer uma operação do coração é algo terrivelmente ruim se comparado com a saúde. Mas a morte é um mal pior ainda que a operação do coração. A operação do coração pode ser um mal necessário. Comparado com a saúde, a operação é um mal. Comparada com a morte, a operação é um bem. Assim também a guerra: ela é, por vezes, um mal necessário, para evitar um mal ainda maior. Eu me alistaria para lutar contra Hitler.
    A propósito da 'maldade' dos pesquisadores com os pobres bichinhos: não é contraditório que seres humanos tão malvados tenham criado a veterinária, que é precisamente o ramo da ciência que visa melhorar a qualidade de vida dos animais? E como é que se testam os tratamentos e medicamentos destinados aos animais? Usando os próprios animais como cobaias. 

     Ora, se é lícito e legítimo usar animais em pesquisas que buscam salvar as suas vidas, não seria lícito e legítimo usar cobaias para salvar vidas humanas? Ou deveríamos utilizar cobaias humanas para testar também remédios de uso veterinário? Vai ver aqueles que combatem o uso de animais como cobaias acham que sim.
     Aliás, ninguém se lembrou de perguntar a estes seres humanos tão bonzinhos se eles acham injusto matar ratos para livrar a humanidade da peste bubônica. Afinal, o rato sofrerá, em decorrência da ação do veneno sobre o seu organismo.
    Equiparar homens a ratos é uma das sandices defendidas por gente da laia do australiano Peter Singer. Este 'animal' (isto, sim, é o que ele é!) afirma que considerar o homem uma espécie superior às outras  equivale a uma raça se considerar superior a outra, o que seria racismo.  Daí, o especismo, que ele combate. 
    O que Singer não diz é que  ratos e gatos não são pessoas.  Pessoa é "uma substância individual de natureza racional", na definição de Boécio. O Aurélio assim define pessoa: "ser ao qual se atribuem direitos e obrigações". No reino animal, só o homem é pessoa. Ele é o único animal que possui razão e vontade. Com a razão, ele conhece o certo e o errado. Com a vontade, ele escolhe um dos lados. Por isto, o homem é o único ser que é livre.
    Um repórter perguntou a Peter Singer:
O sr. cria muita polêmica por defender o direito dos animais à vida ao mesmo tempo em que defende a eutanásia em bebês com problemas graves. A vida de um animal saudável vale mais que a de um recém-nascido com graves danos cerebrais?
    Resposta de Peter Singer: "Eu não acho que a espécie seja um aspecto determinante, se temos um humano com danos cerebrais tão severos a ponto de ele ser incapaz de sentir qualquer coisa ou reconhecer sua mãe — o caso de anencefalia [ausência de cérebro], por exemplo. Quando o animal pode fazer essas coisas — sentir dor, andar por aí, reconhecer outros, sentir ligações emocionais com outros seres – eu acho que sua vida é mais preciosa e deve ser mais protegida do que a vida de um ser humano que está em um nível mental inferior.
    (...) Não tenho nenhum problema em dizer que, a partir do momento da concepção, um embrião é um ser humano vivo. O que mais poderia ser? O erro que muitas pessoas fazem  é supor que 'porque' ele é um ser humano ele tem o direito à vida, ou que é errado destruí-lo. Eu não acho que ele é um ser com um status moral, que requer proteção, pelo menos até que ele possa sentir dor ou alguma coisa. Obviamente, os embriões em laboratórios de que falamos há pouco não estão nesse estágio. Se você quer saber quando isso acontece, não sei ser preciso, mas é nas primeiras 20 semanas [de gestação]".

terça-feira, 31 de maio de 2011

Papo(sem pé nem)-cabeça

      Ney Matogrosso disse, no Roda Viva, que LSD lhe abriu as portas da percepção. Na primeira 'viagem', Ney 'sacou' que ele valia o mesmo que pedra, grão de areia ou arbusto de flores azuis. "Vi que tudo tinha o mesmo valor". 
      Tolinho. Se LSD abrisse as portas da percepção, Ney não diria uma asneira desta e perceberia que o homem não é igual a pedra, grão de areia ou arbusto. Coisa não sabe que é coisa. Só o homem, com a razão, sabe que (não) é coisa.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Erva danadinha

     No Brasil, é crime fazer a apologia de drogas e a Constituição garante a liberdade de expressão. As frases "maconha é uma delícia" e "legalize já, uma erva natural não pode te prejudicar" é apologia da droga ou liberdade de expressão? Com'on! 
      Se são as duas coisas, uma delas é crime, o juiz proibiu, a polícia reprimiu. Querer que, numa manifestação proibida pela lei onde a polícia vai para reprimir, as coisas sejam na base do 'por favor', é cinismo. Pela lei, o Estado tem o monopólio da violência, e, quando precisa, tem de ser usada. Maconheiro tem de parar de pensar que só ele é sabido. "Ah, agora, é ato pela liberdade de expressão". Então, tá.
     Claro que não se pode esperar sentado e se deve lutar pela revogação de leis equivocadas. Mas defender a idéia besta de que toda manifestação pacífica é válida? Que dizer que se  formos para a rua pacífica e ordeiramente defender que os judeus sejam mandados para os fornos crematórios, belê? Quem sabe, também podemos defender pacificamente o assalto à mão armada, a pedofilia (esta não deve demorar a ser legalizada no país, espere). 
      O fato de existir quem cometa crime só prova que há impunidade. Sobre este ideal romântico de maconheiros agricultores de subsistência, difícil imaginar maconheiro esperando a safra caseira vingar: planta, colhe, seca, dichava e fuma? Lorota. Em qualquer lugar, maconha está dando sopa, baratinho. É só estender a mão e cai um fino prontinho para fazer a cabeça. 
Se alguém é capaz de dispensar o produto 'industrial' - por ser mercadoria do narcotráfico (pelo que entendi, todos dizem que se recusam a isto) -  a pessoa não precisa fumar maconha e nem de plantação caseira.Já teria dispensado este ato de coragem tão original que é fumar maconha. Ninguém tem todo este trabalhão, toda esta espera para fumar um baseado! Só se proporcionasse experiência mística, iluminação búdica ou orgasmo cósmico. Para ficar xarope, escornado, rindo de otário, sem vontade, lerdo? Vixe. 
     Maconha funciona assim( todos o sabemos): quando 'bate', nós nos tornamos geniais, sacamos coisa que ninguém sacou, nosso humor fica tinindo, nos tornamos pessoas espirituosas, cheias das frases engraçadas e criativas. Ah, é? Escreve um texto doidão e relê quando estiveres careta. É cesta página, bicho. É lixo. E quanto mais tora, quanto mais narguilé, e quanto mais chábon, mais o efeito vai embora rápido. 
Eu fumei uma mata atlântica da erva danadinha, até os 30 anos. E durante muitos anos, eventualmente, para manter a velha chama transgressora, dava um ou outro 'tapinha'. Mentia para mim dizendo que eu fumava porque queria, se quisesse não fumava. Mentira.
      Aquela fumaça besta é o diabo, difícil de largar como quê. Era fácil juntar as duas coisas: de um lado, continuar fumando para manter a pose de 'eu não me rendo', e continuar a cometer transgressão pela transgressão; de outro lado, não ter que vencer o que é, sim, um vício. 
Só tomei vergonha na cara quando descobri que era cúmplice de Fernandinho Beira Mar e das Farc, e era responsável pelos filhos dos pobres que iam para a cadeia para eu manter minha diversão burguesa, a salvo da polícia, e se quisesse, até com delivery.
      Jererê ,diamba, peyote , ayauasca sempre existiram, para uso ritual de pajés, pais-de-santo,xamãs e feiticeiros. Depois, pequenos grupos marginais e excêntricos (artistas, dândis) passaram a consumir ópio, cocaína e mescalina. Mas sociedade nenhuma, em tempo algum, experimentou ou permitiu o uso indiscriminado e em larga escala da droga, como se quer hoje em dia. 
      Não é intrigante que o comunista Mao tenha estatizado e implantado o consumo do ópio, que os moralistas talibãs controlem a heróina e as revolucionárias Farc's sejam os donos da cocaína no mundo?

domingo, 22 de maio de 2011

Ecomaníacos: nazistas foram os pioneiros*


  *(trecho do artigo "As raízes anti-humanas  do movimento ambientalista, de Lee Rockwell)

        "Sempre soubemos que, em termos econômicos, os nazistas eram esquerdistas (Nazi vem de Nationalsozialismus ou Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães), mas hoje — graças aos estudos de Robert N. Proctor, que os compilou em seu livro Racial Hygiene: Medicine Under the Nazis (Higiene Racial: a Medicina dos Nazistas) — sabemos que eles eram fanáticos por saúde, maníacos por exercícios físicos, ecologistas radicais, entusiastas de comidas orgânicas e defensores ferrenhos dos direitos dos animais, além de nutrirem profundo menosprezo por álcool e tabaco.
        Como os ambientalistas de hoje, que colocam qualquer percevejo ou erva daninha acima dos seres humanos, os nazistas eram ardorosos conservacionistas.  Eles implantaram uma série de leis com o objetivo de proteger "a natureza e seus animais", especialmente as plantas e os animais "ameaçados".
        Os nazistas proibiram pesquisas médicas com animais, e o simpático Hermann Göring ameaçou "deportar para um campo de concentração" qualquer um que se atrevesse a desobedecer à lei.  Ele encarcerou um pescador por seis meses apenas porque este cortou a cabeça de um sapo — que seria utilizado como isca — quando o batráquio ainda estava vivo.  A revista alemã de humor Simplissimus publicou um desenho no qual um pelotão de sapos fazia a saudação nazista para Göring.
        Como crentes da "medicina orgânica", os nazistas conclamaram o povo alemão a comer apenas frutas e vegetais crus, uma vez que a conservação, esterilização e pasteurização dos alimentos significavam sua "alienação da natureza".
        Eles odiavam até mesmo o pão branco.  "Em 1935, o Führer da Saúde, Gerhard Wagner, empreendeu uma luta contra a recente mudança de hábito, que havia abandonado o pão integral natural em prol do pão branco altamente refinado", diz Proctor.  Denunciando o pão branco como sendo um "produto químico", Wagner fez relacionou a "questão do pão" a uma "ampla necessidade de retornarmos a uma dieta com menos carne e gordura, mais frutas e vegetais, e mais pão integral".
        Em 1935, Wagner criou o Comitê do Pão Integral do Reich, cujo objetivo era pressionar as padarias a não mais produzirem pão branco; e Goebbels criou cartazes propagandísticos relacionando o arianismo ao pão integral.  Em 1935, apenas 1% das padarias alemãs vendia alimentos naturais.  Já em 1943, esse percentual era de 23%.
        Os nazistas também eram rigorosamente anti-pesticidas, sendo que o médico pessoal de Hitler, Theodore Morell, declarou que o DDT (DicloroDifenilTricloroetano) era "inútil e perigoso".  Ele proibiu sua comercialização.Os nazistas financiaram várias pesquisas sobre os perigos ambientais da radiação de fundo (radiação fraca existente em todo planeta terra), do chumbo, do asbesto e do mercúrio.                 Fizeram campanha contra os corantes alimentares e os conservantes, e exigiram mais uso de "farmacêuticos orgânicos, cosméticos orgânicos, fertilizantes orgânicos e alimentos orgânicos".  Os jornais do governo apontavam a carne vermelha e os conservantes químicos como os culpados pelo câncer.
        Bebidas alcoólicas eram diligentemente desestimuladas, e havia severas penalidades para quem fosse pego dirigindo embriagado.  A polícia, pela primeira vez, ganhou poderes para fazer testes sanguíneos obrigatórios para conferir o nível de álcool no sangue das pessoas.
Hitler, um vegetariano fanático e entusiasta dos alimentos naturais, era também um abstêmio.  Heinrich Himmlercompartilhava do ódio de Hitler por álcool, e ordenou que a SS promovesse a produção de sucos de frutas e água mineral como substitutos.
        Entretanto, o principal ódio de Hitler era dirigido ao cigarro, e ele não tolerava que absolutamente ninguém fumasse em sua presença.  Quando o estado da Saxônia criou o Instituto para a Luta contra o Tabaco na Universidade de Jena em 1942, ele doou 100.000 RM (Reichsmark) de seu próprio dinheiro.  Ele também proibiu o fumo nos trens e ônibus das cidades.
        Os nazistas acreditavam apenas em parto natural, obstetrícia e amamentação, e as mulheres que amamentassem seus filhos, ao invés de utilizarem "fórmulas artificiais", recebiam subsídios do estado.  Já em meados da década de 1930, os nazistas haviam proibido partos assistidos por médicos.  Apenas parteiras podiam realizar o serviço.
        Os nazistas também promoviam a fitoterapia, e as fazendas da SS em Dachau foram rotuladas como "o maior instituto de pesquisa de plantas medicinais da Europa".
Não é de se estranhar que nossos eco-esquerdistas possuam aquele brilho faiscante em seus olhos.  De agora em diante, vou checar se eles usam braçadeiras também.

Continuação aqui

Lew Rockwell 
é o presidente do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, editor do website LewRockwell.com, e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State.


Tradução de Leandro Augusto Gomes Roque

quinta-feira, 5 de maio de 2011

George Bush não é Bin Laden

     Um amigo e professor de Jornalismo da UnB escreveu em seu Facebook:
     "Nem o terror nem Guantânamo se justificam num mundo que se queira humano." Eu comentei: "É Cuba de Fidel que não se justifica num mundo que se queira humano."
     Quanto a Guantânamo, o que  querem? Tribunal de Nuremberg para a Al Qaeda e similares? É injusto. Hitler era da laia de Bin Laden, um criminoso monstruoso. Mas, espera lá. A Alemanha tinha um Exército uniformizado, com hierarquia, todos sabiam onde era o 'teatro de guerra', prisioneiro de guerra era prisioneiro de guerra. Era guerra convencional, exército contra exército. Mesmo os campos de concentração obedeciam a regras militares.
     Ali, naquela  frase,  'terror' e "Guantânamo' estão equiparados. Faz parte do raciocínio dos que querem igualar Bush a Bin Laden, como se fossem faces diferentes de uma mesma realidade. O grande trunfo alardeado é sempre a invasão do Iraque e do Afeganistão. Acham que o argumento é irrespondível.  Não é.
     Os Estados Unidos são uma democracia, o Congresso americano aprovou a invasão aos dois países. No Iraque, com todos os erros que foram cometidos, os EUA tiraram do poder um ditador que matou (comprovadamente, com nome e sobrenome) 300 mil civis iraquianos em 20 anos no poder - é bom lembrar que o país não estava em guerra civil, foi o governo que matou seu próprio povo. Outra ressalva: os mortos da Guerra Irã-Iraque não estão incluídos neste número)
     Sobre a inexistência de armas químicas, ela é só meia verdade (há provas de movimentação de aviões russos e caminhões indo e vindo para a Síria, certamente transportando o material procurado) e os 'milhões' de civis que a Guerra do Iraque teria  matado não ultrapassam 125 mil na estimativa mais alta, feita pela Wikileaks .
     A mais respeitável Ong do setor, a Iraqi Body Count (http://www.iraqbodycount.org/) aponta 110 mil de 2003 até hoje e grande parte das vítimas foi morta em atentados suicidas praticados por terroristas islâmicos que agem do país. Saddam Hussein matava 15 mil por ano.
    E não adianta dourar a pílula, toda guerra é horror. A do Iraque também.
     O mundo reclama que em Guatânamo não se  respeita a Convenção de Genebra, que terrorista também é gente, que merece benefícios e regalias das leis e dos tribunais, que os EUA colocam-se acima do direito internacional etcetcetc. Quem sabe os soldados teriam até a obrigação de recitar o texto da Quinta Emenda, lembrando aos terroristas que eles têm o direito de ficar calado.
     Mas, aí fica bom só para uma das partes. Convenção de Genebra é para soldado que pertence a um exército regular, que luta uniformizado, num campo de batalha e não vestido com roupas civis, explodindo bomba amarrada na cintura em feira livre ou em mesquitas.

     A tática do terrorismo de matar civis não visa sequer tomar o poder para a implantação de um governo legítimo e democrático. O terrorrismo quer só aterrorizar. Bin Laden e seus seguidores não têm aspirações à implantação de uma democracia com partidos políticos, parlamento, Judiciário e outros instrumentos democráticos.
    Isto é guerra assimétrica, e a desvantagem é nossa. O terrorista pode tudo, pode botar bomba no metrô em Madri, em ônibus de Londres, entrar livremente no EUA, sequestrar aviões civis, jogá-los sobre as Torres Gêmeas, Pentágono, Casa Branca (quase conseguiram), matar 3 mil pessoas (queriam 50 mil) e os mandantes e planejadores do crime devem ter seus direitos humanos respeitados. "Só falo na presença de meu advogado".
     Quanto aos métodos pouco ortodoxos usados nos interrogatórios, eu repito: em princípio, sou contra a tortura, mas imagina Khalid Sheikh Mohammed sentado, respondendo perguntas que lhe são feitas, em voz baixa e educada, as quais ele poderá negar-se a responder. Nós estamos falando de quem planejou o 11 de setembro. O gajo não  é exatamente um sacristão.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Tadinho de Bin Laden

      Os puros estão indignados porque os Estados Unidos mataram o pobrezinho do Bin Laden desarmado e na frente dos filhinhos. Ô, dó. O mundo agora corre perigo. Já pensaram eu, dentro de casa, desprotegida, e us monstro amêricano por aí soltos, invadindo casas de gente de bem e atirando em cidadãos desarmados?
      É o raciosímio da petista cretina Maria Aparecida de Aquino: "agora, o EUA podem entrar na minha casa e dizer que estão procurando terrorista e sair metralhando".
      É mesmo? Não diga. Mesmo Hitler, monstro da mesma laia de Bin Laden, fazia a guerra aos moldes tradicionais. Tinha exército uniformizado, ia para o campo de batalha e, ainda que atos terroristas existam numa guerra, os nazistas não praticavam unicamente esta 'especialidade', como é o caso do terrorismo islâmico, de que Bin Laden é paradigma e mentor espiritual.     
      Que história é esta de Convenção de Genebra para terrorista? Desde quando eles são soldados? Não são. Misturam-se usando roupas convencionais às populações civis, seus alvos, e matam inocentes, porque este é o objetivo do terror: aterrorizar. Ninguém está a salvo.
     Eu, em princípio, sou contra tortura e a favor dos rituais da Justiça formal. Agora, pergunte a Bin Laden se ele oferece isto a suas vítimas?
      Dizer que nós nos igualamos a ele quando o executamos com um tiro na cabeça é esquecer que ele retalharia a frio se pussesse as mãos numa autoridade do lado de cá. Não se pode julgar e agir com imparcialidade Deve-se agir com justiça. Não existe o 'meu' lado e o 'outro' lado. Existe o lado certo. Justiça implica senso de proporção. O mal que Bin Laden fez, faz e queria fazer exige o que foi feito: execução sumária.
      Não há mais o que ele possa dizer, é legítima defesa de uma civilização que foi atacada.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Na real

     Kate Middletton desfilou, em 2002, de calcinha e sutiã transparentes, num evento beneficente em prol de instituições de caridade. Uma futura rainha da Inglaterra em trajes íntimos transparentes não é alvissareiro nem animador, mas uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. 
     O ímpeto de qualificar as monarquias como coisas obsoletas, elitistas e desnecessárias, que  não servem para nada, conferindo automaticamente à República um status de eficiência, evolução e progresso humanos, é desconhecimento, má-fé e ligeireza no julgamento e avaliação dos fatos da realidade, nos moldes da 'profundidade e seriedade' dos acadêmicos, intelectuais e formadores de opinião da atualidade.
     "A Monarquia, personificada na rainha, funciona como um dos contrapesos políticos na Grã-Bretanha e exerce a função de conselheira do primeiro-ministro e de grande árbitra das questões políticas, estando livre da alternância do poder dos membros do Ministério e do Parlamento, que passam, enquanto a Monarquia fica.  

      Livre da obrigação de ir a votos, e com a responsabilidade de preservar as conquistas e garantir o respeito aos modos de vida e a liberdade do povo, a Monarquia, por ser permanente, não pode se arriscar em aventuras políticas e decisões desnecessárias por causa de eventuais clamores contingenciais" (Bruno Garschagen*). 
     É preciso distinguir as coisas: aquelas monarquias absolutistas européias - que foram substituídas, em sua maioria, por repúblicas - não são os únicos modelos monárquicos. É bom lembrar que a libertária e democrática Revolução Francesa, a despeito de ter derrubado um sistema monárquico despótico, instaurou em seu lugar uma República autoritária e sangrenta.
     Nem precisamos ir tão longe. Basta pensar no Brasil Império, com homens públicos da estatura de um José Bonifácio de Andrada e Silva, Ruy Barbosa e Joaquim Nabuco, além do proprio Imperador, Dom Pedro I, homem de cultura e ciência, e compará-los com Delúbio Soares, Silvinho Land Rover, Zé Dirceu e o chefe da quadrilha, o ignorante bestalhão Luis Inácio. Precisa mais?
* http://bit.ly/lEajfH

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Culpa do capitalismo um cazzo!

     Em nenhuma época da história da humanidade, mães analfabetas e miseráveis que viviam em condições de penúria jogaram seus filhos no lixo.
     Este caso de Praia Grande, da mãe que deixou na caçamba de lixo a filha encontrada pelo catador de latinhas, é emblemático. A mulher já tinha seis filhos e engravidou de um homem casado, com quem teve uma aventura rápida. O pai do bebê jogado no lixo sequer sabia que a mulher tinha engravidado.
     Alegar que ela cometeu aquela monstruosidade num ato de desespero por não conseguir criar mais um filho é querer dourar a pílula. Parece mais caso de desestruturação familiar e comportamento sexual promíscuo. Há evidências fortes de que ela teve mais filhos - dez no total - e que também teria abandonado alguns mais.
     O andar despreocupado da mãe depois de deixar o filho na caçamba e sua cara saindo da delegacia não revelam 'desespero' algum. É pura frieza e indiferença. Não há sinal de arrependimento nem remorso.
     Culpa do capitalismo um cazzo!

http://bit.ly/k2y3wz

http://bit.ly/jJrMM4