terça-feira, 3 de abril de 2012

Lula?

      Eu assisti na TV a um trecho de palestra de Leonardo Boff em que ele afirmava que a lula (não o Lula) é o animal que pode ocupar o lugar do homem no caso deste vir a ser extinto. O molusco é dotado de duas memórias, uma coisa assim. Precisa dizer mais?

É fogo na roupa!

Nos anos 60/70, era comum monges budistas atearem fogo às vestes em protesto contra a política religiosa do governo do Vietnã do Sul, aliado dos Estados Unidos na guerra contra o Vietnã do Norte, que era comunista. Nós, esquerdistas do mundo inteiro, esfregávamos a imagem dos mártires no nariz dos EUA, exigindo o fim da guerra e a retirada dos cruéis opressores imperialistas do Sudeste Asiático.
Hoje, cidadãos tibetanos comuns ateiam fogo ao próprio corpo protestando contra a ocupação e destruição do Tibet pelo governo comunista chinês. Nem um pio da esquerda. Comunista valente tem coragem é de cuspir no rosto de velhos, isto sim.
Interessante notar que a
 esquerda é a maior adepta da Nova Era. Todo comunista é chegado a uma 'espiritualidade sem religião'. Presta atenção: o bom esquerdinha sempre é a favor do Tibet, ama o Dalai-Lama, faz namastê. Agora, denunciar o governo comunista chinês como genocida e opressor, que persegue tibetanos e proíbe a liberdade religiosa, ah, isto não! Afinal, religião é o ópio do povo mesmo, então prá quê? Estão certos os dirigentes comunistas.

sábado, 31 de março de 2012

Corajosos e valentinhos

     Hoje, arrisca a pele (literalmente) quem vai contra o rebanho e diz o que todos sabem: o Brasil poderia, sim, ter virado Cuba ou Coréia do Norte, se não tivesse havido o movimento de 64. 
     A imagem do homem solitário sendo espancado porque gritou "abaixo o comunismo", na missa do papa em Cuba, dias atrás, não é peça de publicidade, é real, aconteceu. 
     Aqui, no Brasil, os 'valentinhos', beneficiários da democracia que os comunistas negam ao cidadão comum, cospem na cara de senhores idosos que se reúnem, na legalidade, para comemorar o 31 de março. Eu já estive do lado dos que hoje cospem nos militares que arriscaram a vida para impedir que o Brasil virasse Cuba. 
     Eu tenho minha parcela de culpa e responsabilidade pela ditadura descarada em que está se transformando o Brasil. E mudei porque busquei e conheci a verdade. Por isto, não me tornei apenas ex-comunista. Não basta. Para reparar o mal que eu ajudei a espalhar, foi preciso tornar-me anti-comunista. É o que eu sou.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Brasileiro é tão bonzinho

      O povo bonzinho acha que é coração duro, falta de compaixão e maldade quem fala que a morte de Lula pode ser um bem para o Brasil. Esta gente quer que tratemos Lula como se ele fosse só um pai de família, cuja destino afeta mulher, filhos, amigos e parentes próximos.
      Não. A presença de Lula, ativo e operante, na vida pública é um mal implícito, incalculável. Lula é um soldado da revolução socialista, ele está a serviço da mentalidade revolucionária, que luta por um mundo em que a cultura da morte é o norte. 

      As palavras de ordem deste mundo que Lula quer implantar são aborto, gayzismo, eutanásia, desarmamento, pedofilia e por aí vai.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

O Velho e a moça

      O que feministas esquerdistas, daquelas que babam ao denunciar a opressão do poder machista sobre a mulher, dirão desta história aqui?
      Luis Carlos Prestes tinha 54 anos, em 1950. Era poderoso, autoritário, sua decisão era lei no Partido Comunista. Ninguém ousava discutir ou contrariar sua vontade. Maria, moça comunista de apenas 19 anos - 35 anos mais jovem que Prestes - dois filhos, separada do marido, é designada pelo partido para ser segurança do Velho, no aparelho onde ele vivia clandestino em São Paulo. Maria conta:

      "Um dia, ele (Prestes) chegou pra mim  e me propôs casamento. Eu disse que ia pensar. O companheiro Giocondo Dias apareceu lá em casa. Aí eu falei pra ele: “Olha, Giocondo, o Prestes quer que eu case com ele.  Aí fomos pro escritório dele [Prestes] pra conversar. Falei: “Conversei com o Giocondo sobre o nosso relacionamento, e ele disse que a gente é quem decide. Aí o Giocondo falou: “Junta logo! É melhor...”. Aí a gente se juntou. Foi só isso. Não teve esse negócio de beijinho, abracinho, essas coisas... Só depois. Na época da clandestinidade, Prestes ficava preocupado porque eu não saía de casa pra me divertir, ir ao cinema, teatro, nem visitava minha família. Não podia. Fiquei quase 10 anos sem ver família, sem ter contato com ninguém. Quando eu apareci, meus irmãos tinham pensado que eu tinha morrido."  


http://www.revistadehistoria.com.br/secao/entrevista/guerreira-prestes

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

É verdade, nem tudo é verdade.

‎(atenção: ligar a tecla sap, é piada, ironia, pegadinha, humor negro, OK?) 

    "os agentes perceberam a manobra e conseguiram cercar o carro do Juarez, impedindo a fuga – aí ele optou pelo suicídio, cumprindo sua parte no pacto de morte que havia firmado com a companheira". 
     Suicídio?! Os milicos sempre contam esta mentira, para encobrir os assassinatos cruéis, sob torturas bárbaras e desumanas, de militantes que lutavam por liberdade e justiça. Só quem diz a verdade sobre os anos de chumbo são os próprios revolucionários da esquerda. Confere aqui " a ótica da militância". http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed671_arquivos_secretos__nem_tudo_e_verdade 

        É assim: quando os órgãos de segurança diziam que um militante tinha suicidado, a gritaria era geral: "Mentira, foi torturado e morreu". Agora, quando a esquerda informava que um dos seus tinha cometido suicídio, aí era verdade, era doação heróica da própria vida para não comprometer outros companheiros ou prejudicar a causa. Então, tá.
     Noutro trecho, o terrorista Celso Lungaretti, também da VPR, conta: um revolucionário da pesada (Wellington Moreira Diniz, alto dirigente da VPR) "teve de afastar-se da militância ativa por causa de problemas cardíacos". Ainda assim, "apesar das brutais torturas, seu coração resistiu e ele tomava fortes calmantes na prisão".
Como diria a transex Valéria, a que era Waldemar: "Tá de deboche?"

     E a conversa 'de amigos 'de Lungaretti com o tenente-coronel Ary Pereira de Carvalho, da Divisão de Infantaria, responsável pelo IPM da VPR, que (lhe)contou o ocorrido em 18/04/1970 sob a ótica da repressão? Pode?! 


sábado, 31 de dezembro de 2011

Carniceiros?! Deviam comer alface.

     

     
Começou. Na capa, o Velho comunista descansando ao sol; dentro, a lista de 233 'torturadores', coronel Brilhante Ustra encabeçando. É o Especial Prestes, publicado na primeira edição de 2012 da Revista de História da Biblioteca Nacional, financiada inteiramente com dinheiro público.  http://www.revistadehistoria.com.br/secao/na-rhbn/especial-prestes   
     Vamos ver se eu entendi. Os revolucionários de esquerda acusam a ditadura de, deliberada e sistematicamente, torturar e violar os direitos humanos. Não são abusos - dizem . É método - garantem.
    Os ditadores também reprimem e cerceam a liberdade de expressão, é outra acusação. Engraçado é que os revolucionários alardeiam os desmandos no momento mesmo em que, usando de liberdade de expressão, listam como torturadores 233 militares e civis, com nome, sobrenome, patente e função, sem que, depois, nada lhes aconteça.  Ninguém é torturado, nem por fazer a lista nem por divulgá-la na imprensa. Não é interessante esta ditadura?
 A lista dos 233 'torturadores' foi redigida em 1975, por um grupo de 35 presos políticos, que estavam cumprindo pena nas cadeias. José Genoino era um deles. Alguns jornais na época fizeram um registro do assunto,a lista foi publicada na íntegra, em 1978, no Em Tempo (jornal alternativo infestado de revolucionários de todo tipo e peça fundamental na criação do PT).
       
     Agora, me diz: como é que, no auge do poder, uma ditadura que matava e esfolava, torturava e trucidava, deixa que se publique uma lista desta natureza? Como um regime sangrento, opressivo e assassino permite a circulação de um jornal de comunistas notórios e conhecidos, que publicam uma lista com nome, sobrenome e função de torturadores que servem nos organismo da repressão e nenhum dos responsáveis pela publicação é preso, torturado, trucidado e esfolado? Mas a lista não quer provar precisamente que a repressão é um bando de carniceiros monstruosos que torturavam ouvindo música clássica?! 
     E mais: a lista tinha sido elaborada por presos políticos que estavam cumprindo pena dentro das cadeias, nas mãos dos 'carniceiros'. Ora, era só ir lá, pegar um por um e dar um 'corretivo'. A mera circulação e existência de um jornal como Em Tempo é prova de .... liberdade de expressão! Este deve ser um 'exemplum in contrarium' de que fala o professor Olavo de Carvalho.






Especial Prestes

O acervo pessoal de Luiz Carlos Prestes, que será doado por sua viúva, Maria Prestes, ao Arquivo Nacional, traz entre cartas trocadas com os filhos e a esposa, fotografias e documentos que mostram diferentes momentos da história política do Brasil



  •  Os donos do chumbo: veja a lista de 1975 com os nomes de 233 torturadores, conforme consta no relatório da IV Reunião Anual do Comitê de Solidariedade aos Revolucionários do Brasil encontrado no acervo pessoal de Luiz Carlos Prestes


  •  A viúva Maria Prestes conta as histórias de uma vida digna de roteiro de cinema, que inclui prisão, fuga, clandestinidade e, claro, amor

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

A República da Acerola

"Roberto,
     venceste. O teu relato ecomaterialista dialético de viés marxista-ornitológico é irrespondível. Gelei quando li A República da Acerola.
     Eu acuso o golpe e confesso: me rendo. O que dizer a um homem que quando olha colibris enxerga no comportamento natural de simples avezinhas a analogia com a forma medonha do egoísmo humano? Como alguém pode transferir para a natureza a face repulsiva da opressão e da exploração do homem pelo homem? O que leva um autodenominado "professor universitário, psicólogo, pedagogo e escritor" a se referir a um grupo de prosaicos passarinhos como 
'posseiros', 'latifundiários',   'opressores', 'capatazes' e 'paus-mandados" 
e ver na disputa por um pouco d'água entre pássaros a 'organização dos pequenos' , 'o pesadelo dos grandes', o 'conflito', e outros conceitos que ficariam melhor em panfletos esquerdistas de inimigos da riqueza do que em compêndios de sociologia ou em páginas líricas da literatura?
    E os entretítulos? O que é aquilo?! "A gênese do poder, A imposição do poder, A incapacidade de organização, Da incapacidade de leitura da realidade, As mudanças geradas pela opressão, A outra república"! Meu Deus! 
De onde tu tiraste os fundamentos para as tuas observações do mundo, animal?
 Fico imaginando, Roberto, como tu deves ver a "elite". O que alguém que consegue ver tanta maldade em inofensivos passarinhos sente quando vê um homem rico, de carne e osso? Que sentimentos te despertam um fazendeiro, um empresário ou comerciante, destes que arriscam  dinheiro na livre-iniciativa, produzindo, gerando empregos e concorrendo no mercado? 
Ou, por acaso, tu pensas que não existe risco no capitalismo e que ninguém perde dinheiro? Para ti, o que estes homens são?
 Proudhon acha que toda propriedade é um roubo, tu também? Tens algum respeito pela propriedade privada, incluindo a tua? Ou, no poder, tu farias degolar todos os capitalistas, qualquer um, um a um? Ora, afinal são apenas homens maus da "elite que quer se perpetuar no poder e continuar exibindo o seu poder absoluto."
    Para recordar: Lurian, a filha de Lula, viveu em Paris na casa do casal Luis Favre (ex-marido de Marta Suplicy) e Marília Andrade, filha do empreiteiro Sérgio Andrade, dono da Andrade Gutierrez. Tu sabes, só se confia a própria filha a gente muito amiga.
    Eu sei que tu deves ser leitor profundo do marxismo, mas não custa relembrar o que diz um dos mais insistentes críticos de Marx, o também marxista Robert Kurz, no livro " O Colapso da Modernização - da derrocada do socialismo de caserna à crise da economia mundial".
     "Marx nunca deixou  de ver o lado positivo, progressista, emancipatório da concorrência, chamando-o de 'missão civilizatória do capital'. Joseph Shumpeter nota, com certa surpresa, que a despeito de sua crítica aos fundamentos do capital -  e a despeito de declarar a sua sentença de morte-, Marx teria, ao fim e ao cabo, oferecido uma "descrição que, por pouco, não chega a enaltecer as conquistas do capitalismo". Na verdade, a crítica da economia política de Marx somente tem em conta a ambigüidade da dinâmica capitalista".
    Tu vês, são marxistas falando de Marx e do capitalismo. Lembra-te: na igualitária e socialista Cuba tu não poderias ter um computador. Não porque ninguém tem, mas porque o Estado diz que tu não podes ter. Fidel Castro sabe que a Internet é armamento pesado na luta pela liberdade de expressão e livre discussão de idéias.
     Para mim, socialismo e comunismo são um mal intrínseco. Basta ver a pilha de cadáveres que estas utopias produziram em menos de 100 anos, a partir da Revolução Russa: fala-se em até 75 milhões na China, mais de 30 milhões na URSS, 2 a 3 milhões no Cambodja, 100 mil em Cuba e vai por aí. 

     O comunismo matou mais do que todas as tiranias e guerras que a humanidade viu em dez mil anos de civilização. Quanto ao capitalismo, com todos as imperfeições, ainda é melhor que a matança e a miséria que o comunismo produz.
     O "mercado" é invenção humana milenar, desde que 
o homem existe ele troca coisas. Para que criar "algo novo que nunca existiu", a tal economia estatal planificada, como queria Marx? Tem mais: 'paraíso na terra' é conversa de comunista. 
      Para mim (sou católica), 'terra sem males', 'sociedade sem classes',ou 'mundo de igualdade onde corre o leite e o mel', é heresia, 'milenarismo', a Igreja Católica condena. Paraíso teve um, lá no início. O homem não quis, preferiu o conselho da serpente, ser Deus. Paraíso de novo, só na eternidade. 
    Roberto, tu és um homem perigoso. Tremo só de pensar o que tu "aprendes" observando a sociedade dos seres humanos. Sem querer, na apresentação daquele relato sensível tu te traiste e escreveste "aprendo também como os animais". Quem sou eu para discordar.
    Querendo ser original, tu mostras que não entendes nem de biologia nem de marxismo. Marx não admite fundamento ontólogico nem tampouco determinismo biológico para - digamos assim - a maldade humana. As relações são sociais. A exploração surge, no modo de produção capitalista, das contradições entre as relações de produção, os meios de produção e a força de trabalho. Para o marxismo, o homem não é, o homem faz.
    Tu certamente vais argumentar que escreveste a República da Acerola como analogia, só para comparar. O absurdo é comparar, o perigo é equiparar. É assim que tudo começa.
    Ou acaba. Afinal, equiparar homens a bichos é um dos modismos do mundo atual. Esta é a tese defendida, com sucesso, por animais como o australiano Peter Singer. Ele afirma que considerar o homem superior às outras espécies equivale a uma raça se considerar superior a outra. Daí, o especismo (uma espécie de racismo), que ele combate.
    O que Singer não diz é que ratos, gatos ou mesmo graciosos beija-flores e vivis não são pessoas.  Pessoa é substância individual de natureza racional, na definição de Boécio. O Aurélio define assim: ser ao qual se atribuem direitos e obrigações.
     No reino animal, só o homem é pessoa. Ele é o único animal que possui razão e vontade. Com a razão, ele conhece a realidade. Com a vontade, ele escolhe o certo e o errado. Por isto, o homem é o único ser que é livre.
     Tu escreveste: "Os outros passarinhos viviam privados do alimento, mas tinham a liberdade de escolha" (sic). E mais: 'eles ainda não têm domínio da sabedoria do bem comum" e "eles ainda não descobriram que a organização dos pequenos é o pesadelo dos grandes". O que isto quer dizer?  Você acredita que eles ainda terão e ainda descobrirão? Vão evoluir?


       Vê: tu dizes que sou eu a pessoa amarga. Cá prá nós, se a alternativa for a bondade e sensibilidade que tu demonstraste ao observar e aprender com um punhados de vivis e beija-flores, que Deus preserve e aumente a minha amargura.


    Que Ele te ilumine.
    Amém.


Mírian 


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      A república da acerola
               Roberto Ribeiro de Andrade

                                   
                                                     O beija-flor posseiro

Resolvi criar alguns passarinhos, soltos, a minha janela, para o descanso da tela do computador. Deu certo.
Coloquei um bebedouro com água doce e poucos dias depois, o alpendre, onde pendurei o alimento, estava sendo visitado. Um dia contei: 8 Beija-flores e 4 Vivis. O pé de acerola plantado na calçada, é o pouso da passarinhada que fica por ali entre uma e outra bicada.

A gênese do poder
Os Vivis, uns passarinhos pequenos parecidos com canários, com um  vivinar sem graça, tiveram uma fase de aprendizagem: Tentavam fazer como os Beija-flores parados no ar se alimentando. Não deu certo. Perceberam que, a vocação deles era outra. Não podiam agir como se fossem outro bicho, e descobriram que, se prendendo com as unhas nas flores artificiais, de onde se retira o líquido,  podiam sugar a água doce sem dificuldade.

Percebi que, aqueles bichinhos tinham muito a me ensinar, e passei a observá-los com mais atenção.
Como meu computador deu pane fiquei alguns dias sem observar pela janela, e na volta notei que a quantidade de passarinhos tinha diminuído. Constatei também que, o consumo da água era menor. Fiquei preocupado, pois sabia que, se a água com açúcar fermentasse com o calor, poderia provocar a morte daqueles bichinhos. Fui surpreendido, no entanto com nova descoberta: Naqueles poucos dias de ausência havia se estabelecido uma correlação de poder que, mudara toda a vida dos passarinhos. Um Beija-flor resolvera se apropriar do bebedouro. Não permitia o uso do alimento para aqueles pássaros que não lhe conviesse.

A imposição do poder
O pé de acerola havia se transformado em um assentamento dos “sem água doce”. Os Vivis ficam no pé de acerola esperando que o “Beija-flor-vigia” se ausente para invadir o bebedouro. Aquele que se aventura a tomar água na presença do “Beija-flor-latifundiário” é perseguido sem piedade. Os outros Vivis ficam parados sem ação.
Fiquei a me perguntar o porquê daquele comportamento de posse, já que o líquido era farto e a disposição de todos. Coloquei dois bebedouros para resolver o conflito. Nada. O “Beija-flor-posseiro” passou a vigiar os dois bebedouros. Aquele Beija-flor que adornou o espaço sofria (penso eu) permanecendo pregado no galho do sabugueiro o dia todo, na privação do que podia fazer. Os outros passarinhos viviam privados do alimento, mas tinham a liberdade de escolha. Toda a bicharada perdia, no entanto, desnecessariamente.

A incapacidade de organização

O “Beija-flor-proprietário” era mais bicudo e linguarudo que todos os outros, e muitas vezes perseguia também um ou outro  de sua espécie, mas o impedimento rigoroso era com os Vivis, salvo se eles se tornassem Beija-flores, ou seja, bebessem o líquido parados no ar em torno da flor de plástico. Alguns tentavam, mas quem nasce vivi nunca poderá ser Beija-flor.
Essa coisa de um fazer o jogo do outro só para receber vantagens, nunca deu certo.
Algumas vezes eu contava até quatro Vivis no pé de acerola. Imaginava que mesmo o Beija-flor sendo mais rápido, mais bicudo e mais linguarudo, os 4 bichinhos juntos poderiam ter vantagens: Enquanto uns se ocupavam do “Beija–flor-dono” os outros podiam tomar água. Depois revezariam os papéis.
Eles ainda não descobriram que, a organização dos pequenos, é o pesadelo dos grandes.

Da  incapacidade de leitura da realidade
Eles  ainda não têm domínio da sabedoria do bem comum. Pior, muitas vezes um Vivi perseguia outro Vivi, para impedir que tomasse água quando o “Beija-flor-proprietário” estava ausente, como se quisesse assumir o papel do latifundiário ausente, ou quisesse agradá-lo para merecer alguma vantagem, assim como fazem os capatazes, os paus-mandados, etc.
Daqui, do outro lado da janela, tão perto e tão distante, fico a refletir uma frase que todos nós já ouvimos: “Se eu fosse ele (o Vivi) eu faria...”, mas cada um faz o que pode e o que sabe.
Quando a gente está de longe, observando, sem o peso das circunstâncias, conhecendo parcialmente o processo, tendo o tempo e sabedoria aparente a disposição é muito fácil, o difícil mesmo é mudar apenas com as ferramentas que dispomos.

As mudanças geradas pela opressão
Tenho percebido que, ultimamente, depois que o beija-flor latifundiário passou a perseguir, os passarinhos da sua espécie, o número de beija-flores diminuiu. De vivis também. Apenas dois beija-flores persistem: um grande, do tamanho do “posseiro” e outro menor. Bem menor: tem uma cor azulada brilhante. De quando em vez ele visita a sala onde trabalho
Observei, com muita surpresa uma ação  do beija-flor pequeno: algumas vezes ele  se agarra na flor de plástico, com as unhas, como fazem os vivi, para beber.  Naturalmente não tenho uma resposta  pronta para o fato, mas se fizer uma leitura sobre o que acontece conosco teremos vários exemplos de pessoas que mudam de atitudes, naturais, diante de uma situação difícil ou constrangedora. Escolhemos, nos encolher, nos esconder ou  nos organizar com outros que sofrem da mesma imposição.
Atualmente,  o beija-flor pequeno   e ousa simultaneamente o mesmo bebedouro.


A outra república
Lembro-me do companheiro Lula, caindo no descrédito de tanta gente: não tem diploma universitário e coisas parecidas.  Sei que uma reação da elite que, está sendo ameaçada  de perpetuar no poder. Esse fato já se repetiu outras vocês, na Historia.
 Os Vivis  desorganizados,  continuam com muita dificuldade de se alimentarem, devido ao poder instituído da ave opressora. Isso  é trunfo do “Beija-flor-latifundiário.
A água continua farta. O “Beija-flor-latifundiário” é apenas um e continua exibindo seu poder absoluto  Nunca conseguirá entender que, nenhuma ave pode ser dona da fonte que pode alimentar a todos,”. mas essa ave têm o cérebro menor que um caroço de azeitona!...
http://www.coisasdepoeta.kit.net/coisasdepoeta/intro.htm




sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Betto, o amigo de Lulla

    Considerar Frei Betto um religioso acima de qualquer suspeita é ignorância ou má-fé. Ele, do ponto de vista da Igreja Católica, é um herege e excomungado, que aprova aborto e homossexualismo e declara-se socialista, ideologia incompatível com os ensinamentos do cristianismo. (Deus é o inimigo pessoal da sociedade comunista.” escreveu Vladimir Lênin,  em carta a Gorki). Além disto, Frei Betto é cúmplice de assassinos como Fidel Castro e Carlos Marighela. 
    O Manual do Guerrilheiro Urbano, que Marighela escreveu, orienta o militante a praticar o terror como arma revolucionária, admitindo até mesmo a colocação de bombas em hospitais. 
    A ALN, organização fundada por Marighela, era o ninho de cobras onde os dominicanos (Frei Betto pertenceu à ordem) se instalaram para ajudar a implantar uma ditadura comunista no Brasil.     
      Ouvir esta lorota de fé e justiça saindo da boca deste Frei Betto não vale nem como piada. Admira que um artista talentoso como Arrigo Barnabé, em seu programa Supertônica, na Rádio Cultura,  se preste a incensar um vigarista da laia do falso religioso. 
    'Ta dominado, 'tá tudo dominado. A esquerdopatia dominou a cultura brasileira.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Terrorismo do bem

Primor de cinismo: Quartim de Morais 'prova' que o terrorismo

dele é bom.

"IMPÉRIO, GUERRA E TERROR . (A moral deles e a nossa").


http://www.unicamp.br/cemarx/criticamarxista/Quartim.pdf

Só faltava

      Cristão e comunista?! Até nisto, comunista é safado. Esta gente sabe que não dá para conciliar o materialismo ateu, em que as condições econômicas é que determinam a vida, com a transcendência, a eternidade, a encarnação de Deus na terra, na pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo e o Juízo Final. Mentirosos!

http://bit.ly/uqTPid

Vovó Metralha

A TV Cultura também descobriu o filão: a defesa e glorificação desta comunalha asquerosa (eu já fui um deles, sei do que falo). Carlos Marighela, o poético e terno companheiro de Clara Charf, esta doce e meiga vovozinha, escreveu um Manual do Guerrilheiro Urbano em que defende abertamente o 'terrorismo revolucionário'. Quem acredita que Clara defende a liberdade e os nobres ideais de justiça, deve primeiro ler o que seu marido, o terrorista Carlos Marighela, escreveu aqui: http://www.marxists.org/portugues/marighella/1969/manual/index.htm

http://bit.ly/sTShWq

Abre a mente, mata a alma

     A sombra de Syd Barrett vai pairar para sempre monstruosa sobre Pink Floyd. Todos sabem que o caminho 'psicodélico' que levou a banda aos píncaros foi, primeiro, uma degradação da sofisticação musical e poética dos tempos de Syd; em segundo lugar, foi o que matou o gênio e apagou a sua luz.
     Eram tempos do 'acadêmico' do LSD, Timothy Leary, que ensinava o mantra que acabou por transformar Syd Barrtet num morto-vivo do olhar perdido e um buraco no lugar da alma: Turn on, tune in and drop out", ('ligue-se, sintonize-se e caia fora'. Ou 'desperte sua mente, sintonize-se com seu interior e abandone conceitos pré-estabelecidos, expanda sua mente).  

    Na apresentação nos EUA, o olhar de Syd já diz tudo. O diabo é que Syd demorou a morrer: em 2006.


http://www.youtube.com/watch?v=6MMMN0VZmYw&feature=youtu.be

Sem cachê

       Por que ninguém fala deste vídeo, em que Elba Ramalho diz que Ministro da Cultura ameaçou não pagar seu cachê e Ongs feministas a xingaram por que ela é contra o aborto e voltou a ser católica? 
Covardes.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=OHbbX_p4CeE

À-toa

       Ateu não percebe a precariedade de sua lógica. Para Deus aparecer e mostrar que Ele existe, quem O visse teria que estar fora Dele. Deus 
seria um objeto passível de ser conhecido pelo sujeito, no caso, um de nós. 
      Ora, não pode existir NADA fora de Deus, senão Ele não é Deus. 
Deus é Onipotente, Onisciente e Onipresente. Se não for, esquece.

Pelo nome

            Ora, todos sabemos que 'narcotraficantes colombianos' e 'comércio de cocaína na América do Sul' atendem pelo nome de FARC's.
.
http://bit.ly/t11wYE

Se eu puder falar com Deus

     O que será que Christopher Hitchens está falando com Deus?
 
     - Aí, eu 'si' enganei, foi mal. 

*Morreu hoje (16/12/2011) Christopher Hitchens, autor de 'Deus não é grande'.
Escritor e jornalista britânico foi vítima de um câncer no esôfago.
Nos EUA desde 1981, ele morreu em Houston.

Mundo cão

  A celerada mental que bateu no yorkshire até matar é monstruosa, mas aposto que grande parte dos indignados com a maldade da besta é abortista. Incendeiam o mundo em protesto pela morte de um animal, enquanto invadem as ruas e as redes sociais defendendo o direito humano da mulher assassinar o próprio filho. 

Silêncio ensurdecedor

 Foi o que se (ou)viu quando o livro "O Chefe", de Ivo Patarra foi lançado. Agora, os merdinhas estão todos assanhados, divulgando o livro do deliqüente (mesmo!) Amaury Ribeiro. Vão se catar!
http://www.midiasemmascara.org/artigos/entrevistas/10942-entrevista-com-ivo-patarra-autor-de-qo-chefeq.html#.TuuXRvTy6zw.facebook

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Patacoadas

    Quando eu fui presa em junho de 73, eu tinha vários exemplares do jornal A Classe Operária (do PC do B) em meu poder. É só abrir e ler para comprovar que era patacoada dizer que lutávamos por democracia. O objetivo era "a liquidação da propriedade privada e das classes exploradoras, o estabelecimento de relações de produção socialista e a ação para extirpar todos os privilégio para a efetiva igualdade de direitos".

* http://grabois.org.br/portal/cdm/revistas.capa.php?id_sessao=51

    Em junho de 1973, 'A Classe Operária' (n.74) saudava o VII Congresso das Mulheres Albanesas: " A Albânia Socialista revelará mais uma vez às massas exploradas de todos os continentes sua face luminosa, a vitalidade de seu regime, o esplendor de sua perspectiva comunista. Continuaremos a inspirar-nos em seus exemplos para livrar nosso país da opressão e conquistar o direito de construir, como na Albânia, uma vida bela e feliz".

* http://bit.ly/tFahvj