domingo, 13 de maio de 2012

Por quê? Porque o homem é superior



      Os defensores dos bichos, e todos aqueles que são contrários ao consumo de carne e uso de peles, couro e outros componentes animais para a fabricação de vestuário, calçados e cosméticos falam muito em 'natureza' mas, em geral, a desconhecem.

      A bem da verdade, ninguém conseguiu até hoje estabelecer de forma clara o que seja 'natureza'. Cada ciência a define a seu modo. Apesar da dificuldade
, é de natureza que vamos falar. Começemos pela princípio: a experiência ensina que não cometerá pecado de heresia aquele que afirmar que todos os seres vivos se diferenciam pelo fim a que objetivam e todo ser na natureza é ordenado ao melhor, à realização da perfeição. 
    
     Fique claro: ontologicamente, todo ser é completo, nenhum é 'mais ser' que o outro. O uso do termo 'mais ser' aqui é licença poética, deve ser entendido sempre como 'mais perfeição ou dignidade'Com esta ressalva, podemos afirmar que os seres brutos são os que tem menos 'ser', eles tem apenas constituição. (Por ora, deixemos à parte o reino mineral, os chamados seres brutos)

 
  Tratemos do reino dos seres vivos, os vegetais e os animais. A planta realiza duas operações: uma, a de nutrição, retirando da terra e do ar as substâncias minerais para a sua conservação e outra, a de reprodução. Reprodução é superior à nutrição, essa exige mais complexidade e perfeiçao. A reprodução engloba e pressupõe a nutrição. 

      Num vegetal, o máximo de 'perfeição de ser' que ele pode aspirar é reproduzir-se. Para um alface, melhor que ser um alface é ser dois. É o máximo de perfeição e de 'ser' que o vegetal alcança.

    
      Os animais são mais perfeitos que os vegetais; os animais, neste sentido, tem mais 'ser', mais funções, porque - além da nutrição e reprodução - eles têm percepção sensorial. O mundo vegetal é imóvel, frio, silencioso, oposto ao dos animais. 

      A reprodução animal é subordinada à percepção, aos sentidos. O animal só se reproduz quando isto lhe parece agradável. A própria natureza deu-lhe mecanismos de atração (o cio, com seus odores e seduções, vide pavões)
   

      O homem, além da reprodução e da percepção, tem a sua vida ordenada à inteligência. Há mais 'ser' no homem que no animal. Há mais perfeição nele que nos outros seres vivos. Na natureza, o menos é ordenado ao mais. No caso da reprodução, por exemplo: o homem não se acasala, ele escolhe a sua companheira por critérios racionais, afetivos, sociais, intelectuais.
   
      Mesmo quando o homem alega que faz sexo para satisfazer seus instintos decretados biologicamente, ele impõem-se restrições e tabus aceitos e estabelecidos pela sociedade (incesto, pedofilia, necrofilia etc).
      

      É fato que um leão, como o homem, se alimenta de outros animais. Mas, se o rei dos animais estiver diante dos últimos exemplares macho e fêmea do mico-leão-dourado, ele não hesitará em comê-los para saciar a sua fome. Se a espécie vai se extinguir, não lhe importa nada. Leão nem sabe o que é 'extinção'. O homem, pela inteligência, razoabilidade e bom-senso, trataria de preservar os micos-leões-dourados.
    

      Comer animais foi imperativo para a sobrevivência dos homens e dos próprios animais. Se o homem não os caçasse, seja para comer ou para se vestir e aquecer, primeiro ele teria morrido de fome e de frio. 

      E segundo, caso tivesse sobrevivido, seria comido pela superpopulação de animais selvagens famintos, que invadiriam vilas e cidades, devorando os homens e os outros animais para matar a própria fome. Seria um desastre ecológico e uma crueldade com os próprios animais, pois não existiria comida para todos eles.
   

      Quanto a usar peles e couro? Qual é o problema? Ninguém está matando pessoas. "Pessoas' são apenas os seres que têm inteligência, razão, discernimento, escolha, julgamento (lembra do mico-leão dourado?).
    
      Basta recordar: o menos é ordenado ao mais. O inferior é ordenado ao superior. O menos perfeito é ordenado ao mais perfeito. A inteligência é superior à percepção, que é superior à reprodução, que é superior à nutrição. Uma vem antes da outra, a última engloba as anteriores. Mas, para que o de cima não pense que é auto-suficiente e que não precisa de ninguém, a natureza exige que o superior só exista possuindo e exercendo as funções e (im)perfeições do inferior. 
     
     O homem para pensar, escolher, julgar, amar e reinar sobre todos os seres da natureza precisa, antes, ser ' pedra', ser 'pó', átomos de minerais. O ser vivo é feito (também) de matéria bruta.
    

    Que papel cabe ao homem na administração e uso dos bens da natureza colocados à sua disposição? Cuidar, racionalizar, preservar, manter. Os animais e plantas devem ser preservados da extinção. Os bichos, em particular, devem ser abatidos sem crueldade, e podem ser criados em cativeiro, com métodos e técnicas que respeitem o seu bem-estar.
    
     Bicho não tem consciência da morte e não'suspira' nem 'sofre' por não estar correndo livre pelo mato. Animal criado em cativeiro não sabe que existe "mato', ele não sabe o que é 'liberdade'. Um animal sabe que está frio, bicho sente frio. Mas ele não sabe que o inverno é frio.
   
      As pessoas estão abrindo mão da inteligência (não é por ela que somos mais perfeitos?) para se submeter aos mantras sem originalidade do politicamente chinfrim. Afinal, até os animais conseguem perceber a beleza (o pavão exibe a sua cauda maravilhosa para atrair a fêmea).
    
      Por que nós não podemos nos fascinar pela beleza de um vison e querer fazer com a pele da foca um belíssimo casaco para enfeitar e aquecer? A pele da foca tem mais 'ser', mais perfeição que a pele de uma lagartixa, porque tem beleza, maciez e brilho.
   
     Repito: o que não pode é extinguir a espécie (no caso, a foca) só para satisfazer um capricho, nem pode tratar e matar com crueldade ou por diversão, como no caso da çaça a ursos. No caso das focas, convém lembrar que, além da proteção dos 'santuários", foi a criação destes animais em cativeiro, para a fabricação de casacos, que salvou a espécie da extinção.
    
      As pessoas não percebem que elas já fazem na prática a diferenciação entre os seres. Por que oferecemos uma rosa a quem amamos? Por que não oferecer um repolho? Porque a rosa é mais bela, tem perfume e é carregada de simbolismo, Dante Alighieri mostrou.
     
      Dizer que o repolho é comestível é só argumento (de) pobre. A finalidade da flor não é matar a fome da mulher amada. É dizer que a ama. Para matar a fome, aí, sim, melhor o repolho. Pensando bem, eu prefiro um filé de salmão, com ervas finas, amêndoas e vinho branco. Francês.



Che Guevara fede


    
    Ernesto Che Guevara fede. Do ponto de vista (ou do nariz) de qualquer ser humano, este porco assassino fede. Aquela aura de herói, de guerreiro pela liberdade contra as injustiças, faz parte da mentira medonha desta figura nefasta. 
    
    Enganou muita gente, mas não se pode alegar em defesa de seus seguidores (eu incluída, durante muitos anos) que fôssemos completamente inocentes. Comunista faz ouvidos de mercador quando se contam os horrores que se cometem e os cadáveres que se empilham em nome da luta pelo paraíso na terra, a utopia do socialismo.
    

    Guevara era um assassino frio, um impostor. A prova é que ele, um 'homem do povo', tão logo triunfou a Revolução dos barbudos, escolheu para si uma belíssima casa de praia, 'expropriada' dos burgueses cubanos.
    

    Ele ali se instalou sob a desculpa de que praticamente lhe tinham imposto a ocupação pela sua importância como chefe da revolução. E também porque ele, asmático, precisava da brisa fresca de beira-mar.
    

    Che ordenou (e executou) pessoalmente diversos fuzilamentos de inocentes e desafetos depois da revolução. Quem o conheceu conta que ele tinha um prazer mórbido em ver cair aqueles em quem ele atirava. Matou um companheiro porque este roubou comida. Ele descreve a entrada e a saída da bala na fronte ensanguentado do seu soldado. 
     
   Outro ato de coragem e senso de justiça do Porco Assassino: um camponês chamado Eumidio Guerra, que lutava com os guerrilheiros em Sierra Maestra, tornou-se suspeito de ser espião do tiranete cubano Fulgêncio Batista. 

   Uma boa parte dos companheiros de guerrilha, porém, não tinha certeza e consideravam o indivíduo inocente. Discordando da maioria, Che executou sumariamente o camponês. E ainda disse: “em caso de dúvida, matem”.    
     
   "Fusilamientos, sí. Hemos fusilado. Fusilamos y seguiremos fusilando mientras sea necesario.", discursou Che Guevara na ONU, logo depois de tomar o poder em Cuba.
         
   Che Guevara deve estar no inferno. É onde ele sempre quis estar. Tanto que ajudou a transformar Cuba em um.

   "O ódio eficaz que faz do homem uma eficaz, violenta, seletiva e fria maquina de matar" (Che Guevara)

sábado, 12 de maio de 2012

Mitos da escravidão: panfletos abolicionistas


Mitos da escravidão em Minas são derrubados por pesquisadorEstudioso derruba imagem de que os negros eram sempre os humilhados e revela: em Minas, mais de 30% deles tinham posses, eram proprietários de terras e até de outros escravos



Publicação: 12/05/2012 06:00 Atualização: 12/05/2012 07:59

 (Aquarela de Carlos Julião)
Nas novelas de tv, ambientadas nos tempos da escravidão, os negros têm destino certo: quando não ficam amarrados no tronco apanhando feito cachorro, estão presos aos grilhões nas senzalas ou preparando quitutes na cozinha da fazenda. Já na literatura do século 19, comem o pão que o diabo amassou – se é que havia pão! – no porão das embarcações, encarando “tanto horror perante os céus” – como escreveu o baiano Castro Alves (1847-1871) no poema Navio Negreiro. Ganhou força, então, no imaginário popular, a imagem de homens e mulheres humilhados, vítimas de olhos baixos e impotentes para levantar a voz contra o seu senhor. Mas novos estudos mostram que a trajetória dos escravos africanos no Brasil tem muitos mitos e que eles foram, sim, agentes da história e nem sempre submissos.

Estudioso de tema tão polêmico há mais de 20 anos e autor de vários livros, o professor de história da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Eduardo França Paiva conta que os escravos desenvolveram autonomia e até ajuizaram ações contra os seus proprietários, quando se sentiam lesados. Muitas vezes levaram a melhor no tribunal, ao defender, por exemplo, que já haviam pago todas as parcelas de compra de sua liberdade, algo que o senhor contestava. “O equívoco maior é pensar que os cativos foram vítimas o tempo todo. O 13 de maio de 1888, lembrado amanhã, data em que a Princesa Isabel (1847-1871) assinou a Lei Áurea e extinguiu a escravidão no Brasil, serve para discutir o assunto e corrigir uma série de distorções, muitas delas construídas pelos abolicionistas”, diz o professor, que segue na próxima semana para Sevilha, Espanha, onde fará o segundo pós-doutorado, desta vez sobre as Américas portuguesa e espanhola. 

Nas suas pesquisas, o professor Eduardo, que atua nas áreas da história da escravidão e das mestiçagens, vem fazendo descobertas surpreendentes. Uma das mais importantes se refere aos senhores de escravos que, ao contrário do que se aprende na escola e nos livros didáticos, nem sempre eram brancos. Em Minas, do início do século 18 a meados do 19, mais de 30% desses proprietários eram ex-escravos ou descendentes de escravos. Em 1776, conforme as estimativas, havia na capitania de Minas, então a mais rica e populosa da colônia, com um comércio conectado com o mundo e efervescência social e cultural, cerca de 300 mil habitantes, sendo 130 mil forros (ex-escravos), 110 mil escravos e 60 mil brancos. 

“Havia em Minas mais ex-escravos do que escravos, a maior parte mulheres”, afirma o professor, explicando que somente a partir da segunda metade do século 19, a escravidão passou a ser condenada. “Até então, era legal e legítima, e os cativos prezavam dois valores fundamentais: queriam ser livres e proprietários de escravos. Os castigos físicos eram comuns nesses tempos de patriarcado, em que os pais batiam muito nos filhos”, diz o autor de vários livros, entre eles Escravidão e universo cultural na colônia, editado pela UFMG, e Escravos e libertos nas Minas Gerais do século 18, da coleção Olhares/UFMG/Annablume. 

FortunaEntre as personagens mais importantes encontradas nas pesquisas está Bárbara Aleluia –negra filha de africanos, nascida no Brasil –, uma pernambucana que viveu em Sabará. “Ela foi uma das mulheres mais ricas da época, acumulou fortuna com o comércio e outras atividades”, revela. Pinturas ainda desconhecidas da maioria dos brasileiros mostram negras cobertas de joias e usando trajes típicos, a exemplo das mulheres africanas, ou andando pelas ruas com seu séquito. Num livro, Eduardo mostra o retrato de uma baiana, uma negra enriquecida, que posa em estúdio com seus colares de ouro. 
Em Minas, com uma sociedade mais urbana, a situação era bem diferente da encontrada ao Norte da América Portuguesa. “Aqui havia muitos senhores de poucos escravos, em média cinco para cada um, bem diferente de Pernambuco e Bahia, com 30 por um. Outro diferencial mineiro é que nem todos os proprietários eram ricos”, diz o professor, explicando que, por volta de 1730, a mineração de ouro já estava em decadência, embora a economia se mantivesse forte e dinâmica, com um comércio influente e produção agrícola em ascensão. Esse quadro favorecia a compra da liberdade. 

Para conseguir o seu objetivo, o cativo tinha que ser, antes de mais nada, um bom negociador, o que significava um acordo com o seu dono sobre a forma de pagamento. Quem não ganhava a alforria em testamento ou na pia batismal, podia pagá-la parceladamente, num período de quatro a cinco anos, em prestações semestrais, num sistema denominado coartação –nesse tempo, o chamado coartado ficava longe do domínio cotidiano de seu proprietário. Outra forma de ficar livre era pagando à vista. “O dinheiro para saldar o débito era obtido de diversas formas. As mulheres dominavam o pequeno comércio, vendendo, nas ruas, doces, sucos, carnes e outros produtos. Eram muito comuns, nessa época, as ‘negras de tabuleiro’, que, como mostram também gravuras antigas, saíam pelas vilas e arraiais vendendo comidas. A prostituição era outro caminho para alcançar a liberdade”, conta. O artista italiano Carlos Julião (1740-1811) pintou aquarelas retratando a vida dos recém-chegados da África – e chamados de boçais por não saberem falar a língua portuguesa – e dos enriquecidos.

Um dos objetivos do professor é tirar dos escravos e forros o perfil exclusivo de vítimas e dar-lhes a dignidade de quem construiu sua liberdade e ajudou na edificação do país. “No Brasil, o cenário de escravos amarrados ao tronco, sendo chicoteados, é fortemente panfletário, embora o castigo físico tenha existido em toda a colônia. Enquanto os escravos foram efetivamente agentes da história, a historiografia brasileira contemporânea continua repetindo discursos abolicionistas, o que significa exagerar no grau de violência praticado pelos senhores”, diz o professor, convicto da necessidade de maior aprofundamento das pesquisas.

Primeiras leis
Para quem pensa que todo negro na colônia era escravo, o professor esclarece que nem todo escravo era negro”. Mulatos, pardos e cabras (descendentes de negros e índios também eram escravos. E por que essa diferença? Eduardo conta que, no século 18, os “negros de corte”, a exemplo de alguns nobres do reino do Congo, iam estudar em Lisboa, Portugal, ou Salvador, na Bahia. Igualmente livres eram também alguns africanos que trabalhavam nos chamados navios negreiros que cruzavam o Oceano Atlântico. Em 1830, surgem as primeiras leis que proibiam o tráfico de negros determinando que todo africano que pusesse os pés no território brasileiro deveria ser considerado livre.

“O equívoco maior é pensar que os cativos foram vítimas o tempo todo. O 13 de maio serve para discutir o assunto e corrigir uma série de distorções, muitas delas construídas pelos abolicionistas” Eduardo França Paiva, professor de história da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Artigo publicado aqui: http://bit.ly/KXNYCG
Linha do tempo
Século 16 – Começa a escravidão no Brasil e os índios são os primeiros a trabalhar nesse sistema. Os negros africanos chegam à colônia na segunda metade do século
Século 18 – O sistema começa em Minas, sendo escravos os negros, mulatos, pardos e cabras (filhos de negros com índios)
1830 – Entram em vigor as primeiras leis proibindo o tráfico atlântico de escravos. Todo africano que chegasse ao território brasileiro deveria ser considerado livre
1850 – Em 4 de setembro, é aprovada a Lei Eusébio de Queirós, que põe fim ao tráfico negreiro
1871 – Em 28 de setembro, é promulgada a Lei do Ventre Livre, que considerava livres todos os filhos de escravas nascidos a partir daquela data
1885 – Em 28 de setembro, é promulgada a Lei dos Sexagenários ou Lei Saraiva-Cotegipe, que garantia liberdade aos escravos com mais de 60 anos
1882 e 1885 – Em Minas, são criadas a Sociedade Abolicionista de Ouro Preto e a Beneficente Associação Marianense Redentora dos Cativos, que promoviam a emancipação dos escravos _
1888 – Em 13 de maio, a Princesa Isabel sanciona a Lei Áurea, que extingue a escravidão no Brasil
 (Júnia Garrido/Divulgação - 4/2/2011)


Arturos em festa

A tradicional comunidade dos Arturos, de Contagem, na Grande BH, celebra neste fim de semana a Festa da Abolição. Hoje, às 18h, tem concentração das guardas de Congo e Moçambique, na Rua da Capelinha, 50, no Bairro Jardim Vera Cruz. Às 18h30, haverá cortejo das guardas em direção à Matriz de Nossa Senhora do Rosário, no Bairro Alvorada, seguindo-se celebração eucarística (19h30) e levantamento de mastros na Casa da Cultura/Museu Histórico, na matriz e na comunidade (20h30). Amanhã, a programação começa às 4h, com a Festa da Matina ou Dança que chama o sol , na Rua Capelinha, 50, e segue até as 22h com desfiles, missas, encenações e celebrações. A comunidade negra Arturos descende de Camilo Silvério da Silva, que, em meados do século 19, chegou ao Brasil num navio negreiro vindo de Angola. Em Minas, trabalhou num povoado na Mata do Macuco, antigo município de Santa Quitéria, hoje Esmeraldas. 


Gente-besta*


                                   
   A marca de cosméticos Lush cedeu a vitrine de sua loja na rua Regent Street, em Londres, para uma campanha contra produtos testados em animais. Uma voluntária de 24 anos se submeteu a diversas práticas comuns em laboratórios de testes de produtos em animais ali, em uma das mais movimentadas ruas da capital britânica.
             Mesmo pessoas brilhantes caem na armadilha boboca de defender a  proibição 'politicamente correta' do uso de animais como cobaias em pesquisas científicas. Pior e mais grave ainda, estas pessoas misturam o uso das cobaias com os maus-tratos a elas infligidos. 
    Sobre os maus-tratos e sofrimentos desnecessários, eu fecho questão: sou contra. Aliás, a proibição já está na lei, existem punições previstas para os casos em que fique provado que houve abuso.
     O que não faz sentido é defender a proibição do uso de cobaias pelo fato de que animais são eventualmente maltratados. Isto equivale a pedir a extinção das prisões e delegacias porque existe abuso e violência policial nestes locais.       
     Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. No caso dos presídios, o que  precisa ser combatido é o desrespeito aos direitos humanos. Manter bandidos na cadeia  é dever de justiça.
     Vamos deixar claro: o uso de cobaias não é, como se quer fazer crer, um  "assunto polêmico". Seria polêmico se os que defendem e os que combatem o uso das cobaias tivessem argumentos igualmente sólidos e bem fundamentados. Não é o caso.
    O homem usa cobaias não para fazer o animal sofrer, mas para salvar a vida de outros homens e - por que não? - para embelezar a mulher.
    Alguém pode imaginar o empobrecimento das artes cênicas (teatro,  ópera, balé, circo), do cinema, TV, a fotografia e da vida social, sem os recursos da cosmética e sem o efeito transformador e mágico da maquiagem? E a  a importância da aparência para a auto-estima e 
o desempenho de funções sociais?
   É bom lembrar que as descobertas científicas que levaram ao aprimoramento dos produtos de beleza são as mesmas que possibilitaram a fabricação dos medicamentos para a cura de doenças graves como a AIDS.
    O sofrimento do animal, no caso, é um mal relativo, equivalente ao sofrimento a que o próprio ser humano se submete para salvar, aperfeiçoar e embelezar o bem maior, que é a sua vida. Décadas atrás, o tratamento com a quimioterapia era, na maioria das vezes, tão letal quanto o próprio câncer, e os pacientes, ainda assim, se submetiam a ele. 
    Quando tomamos um antibiótico também nos prejudicamos, destruindo parte de nossas defesas imunológicas. Fazemos isto, e isto não é imoral. É necessário. A mãe de uma criança que a castiga, batendo em sua mão, por ter roubado um doce, sem pagar, no supermercado, faz um ato de ódio relativo (faz doer a mão do filho) com amor absoluto, porque deseja para ele a virtude da honestidade.
    Também fazer uma operação do coração é algo terrivelmente ruim se comparado com a saúde. Mas a morte é um mal pior ainda que a operação do coração. A operação do coração pode ser um mal necessário. Comparado com a saúde, a operação é um mal. Comparada com a morte, a operação é um bem. Assim também a guerra: ela é, por vezes, um mal necessário, para evitar um mal ainda maior. Eu me alistaria para lutar contra Hitler.
    A propósito da 'maldade' dos pesquisadores com os pobres bichinhos, cabe a pergunta: não é contraditório que seres humanos tão malvados tenham criado a veterinária, que é precisamente o ramo da ciência que visa melhorar a qualidade de vida dos animais? E como é que se testam os tratamentos e medicamentos destinados aos animais? Usando os próprios animais como cobaias. 
     
    Ora, se é lícito e legítimo usar animais em pesquisas que buscam salvar as suas vidas, não seria lícito e legítimo usar cobaias para salvar vidas humanas? Ou deveríamos utilizar cobaias humanas para testar também remédios de uso veterinário? Vai ver aqueles que combatem o uso de animais como cobaias acham que sim.
     Aliás, ninguém se lembrou de perguntar a estes seres humanos tão bonzinhos se eles acham injusto matar ratos para livrar a humanidade da peste bubônica. Afinal, o rato sofrerá, em decorrência da ação do veneno sobre o seu organismo.
    Equiparar homens a ratos é uma das sandices defendidas por gente da laia do australiano Peter Singer. Este 'animal' (isto, sim, é o que ele é!) afirma que considerar o homem uma espécie superior às outras  equivale a uma raça se considerar superior a outra, o que seria uma espécie de  racismo.  Daí, o especismo, que ele combate. 
    O que Singer não diz é que  ratos e gatos não são pessoas.  Pessoa é "uma substância individual de natureza racional", na definição de Boécio. O Aurélio assim define pessoa: "ser ao qual se atribuem direitos e obrigações". No reino animal, só o homem é pessoa. Ele é o único animal que possui razão e vontade. Com a razão, ele conhece o certo e o errado. Com a vontade, ele escolhe um dos lados. Por isto, o homem é o único ser que é livre.
    Um repórter perguntou a Peter Singer:
O sr. cria muita polêmica por defender o direito dos animais à vida ao mesmo tempo em que defende a eutanásia em bebês com problemas graves. A vida de um animal saudável vale mais que a de um recém-nascido com graves danos cerebrais?
    Resposta de Peter Singer: "Eu não acho que a espécie seja um aspecto determinante, se temos um humano com danos cerebrais tão severos a ponto de ele ser incapaz de sentir qualquer coisa ou reconhecer sua mãe — o caso de anencefalia [ausência de cérebro], por exemplo. Quando o animal pode fazer essas coisas — sentir dor, andar por aí, reconhecer outros, sentir ligações emocionais com outros seres – eu acho que sua vida é mais preciosa e deve ser mais protegida do que a vida de um ser humano que está em um nível mental inferior.
    (...) Não tenho nenhum problema em dizer que, a partir do momento da concepção, um embrião é um ser humano vivo. O que mais poderia ser? O erro que muitas pessoas fazem  é supor que 'porque' ele é um ser humano ele tem o direito à vida, ou que é errado destruí-lo. Eu não acho que ele é um ser com um status moral, que requer proteção, pelo menos até que ele possa sentir dor ou alguma coisa. Obviamente, os embriões em laboratórios de que falamos há pouco não estão nesse estágio. Se você quer saber quando isso acontece, não sei ser preciso, mas é nas primeiras 20 semanas [de gestação]".

*bestia, em italiano, significa 'animal'. **http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Acao/noticia/2012/04/mulher-e-maltratada-em-campanha-favor-dos-animais.html

Dilma é o quê?

     Quando militantes da luta armada fazem denúncias e apresentam 'provas' de tortura nos anos de chumbo, eles divulgam lista, com nome, sobrenome, patente e função, chamando de 'torturadores' todos os envolvidos DIRETA OU INDIRETAMENTE com a tortura. Até os encarregados da limpeza dos banheiros do DOI-CODI o são. 
    Mas não pode chamar Dilma de 'terrorista' porque - alegam - ela não pegou em armas. E sua participação DIRETA nas decisões da VAR-Palmares sobre ações terroristas, incluindo assassinatos? 
    É o quê?

Clara Charf: Vovó Metralha

A TV Cultura também descobriu o filão: a defesa e glorificação desta comunalha asquerosa (já fui um deles, eu sei do que falo). Carlos Marighela, o poético e terno companheiro de Clara Charf, esta doce e meiga vovozinha, escreveu um Manual do Guerrilheiro Urbano em que defende abertamente o 'terrorismo revolucionário'. Vale até atentado contra hospitais. Quem acredita que Clara defende a liberdade e os nobres ideais de justiça, deve primeiro ler o que seu marido, o terrorista Carlos Marighela, escreveu aqui:http://www.marxists.org/portugues/marighella/1969/manual/index.htm
Clara Charf, a mulher do mais perigoso e procurado terrorista do Brasil, é militante comunista há quase 70 anos. Na década de 70, depois que Marighela foi morto pelos órgãos de repressão ao terrorismo, Clara Charf viveu dez anos em Cuba. Ela conta que só foi presa uma vez: em 1953, em Campinas. Não lhe tocaram num único fio de cabelo.


Clara Charf  declara, candidamente, que Marighela era cristão e comunista. Até nisto, comunista é safado. Esta gente sabe que não dá para conciliar o materialismo ateu, em que as condições econômicas determinam a vida, com a transcendência, a eternidade, a encarnação de Deus na terra, na pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo e o Juízo Final. Mentirosos.

Se eu quiser fumar eu fumo





      O consumo do tabaco é um hábito milenar indígena. O homem branco aprendeu a fumar com os índios. Em um vaso maia do século X foram encontrados desenhos de um grupo de indígenas fumando um chumaço de folhas de tabaco enroladas a um tipo de barbante.

A verdade por partes

                (clique na imagem para ver grande)
     
‎      "Na frente dos pais, fatiaram o corpo do rapaz em partes e concluíram por facadas no coração. Deixaram claro que era uma represália para servir de escarmento a quem auxiliasse a tropa que os perseguiam."     
      Os autores da 'façanha' foram os terroristas da APML/PC do B, durante a Guerrilha do Araguaia, instaurada para implantar uma ditadura comunista no Brasil
      Quem conta é Jarbas Passarinho, ex-coronel, ex-ministro da Educação, ex-governador do Pará e ex-senador.
        

Deus lá e eu aqui? Esquece.

     Ateu não percebe a precariedade de sua lógica. Para Deus aparecer e mostrar que Ele existe, quem O visse teria que estar fora Dele. Deus seria um objeto passível de ser conhecido pelo sujeito, no caso, um de nós.
    Ora, não pode existir NADA fora de Deus, senão Ele não é Deus. Deus é Onipotente, Onisciente e Onipresente. Se não for, esquece.

Filha de um estupro



Se você se vê como ‘pró-vida’ exceto em casos de estupro e incesto, você terá de olhar Kristi Hofferber nos olhos e dizer a ela que a mãe dela deveria tê-la abortado. E quase aconteceu.
Num extraordinário e comovente testemunho pessoal publicado em inglês hoje por LifeSiteNews, Kristi explica que ela cresceu num lar cristão feliz, sua única queixa sendo um constante e crescente sentimento de desconforto que surgiu do fato de que ela ficou sabendo que havia sido adotada. Esse sentimento de desconforto finalmente a levou a buscar os fatos sobre seus pais biológicos logo depois que ela fez 30 anos.
Ela nunca poderia se preparar para o que ela descobriu.
Depois de dizer a seus pais adotivos que ela queria saber mais sobre seus pais biológicos, eles a fizeram se sentar e lhe disseram os fatos horrorosos de sua concepção: que sua mãe biológica era frequentemente estuprada pelo próprio pai demente e incestuoso durante os anos de sua adolescência. O resultado foram seis gravidezes: cinco delas terminaram em aborto. No meio dessas circunstâncias horrendas, só Kristi foi inexplicavelmente poupada, quase não escapando do destino cruel de seus irmãos e irmãs.
“Fiquei muda!” relata Kristi. “Precisei usar todas as minhas forças para não perder meu autocontrole. Antes, eu tinha uns dez questionamentos na cabeça; agora eu tinha centenas”.
Para ler o testemunho completo de Kristi em inglês, clique aqui.
Mesmo depois de ficar sabendo dos fatos de sua concepção, Kristi diz que se sentiu compelida a tentar descobrir mais, e talvez até fazer contato com sua mãe biológica. Depois de fazer algumas pesquisas na internet ela pôde fazer o contato, e logo depois, preparar um encontro emocional com sua mãe biológica.
“Minha mãe biológica ficou muito surpresa que eu tivesse escolhido procurá-la mesmo depois de saber a verdade sobre meu pai biológico”, escreve Kristi. “É nesse ponto que revelei para ela minha fé e como eu me sentia sobre quem eu era. Ele pode ter o mesmo DNA que eu tenho, mas quem me criou foi Deus.
Não importa as circunstâncias, é a vontade e propósito de Deus que eu fosse concebida. Não quero nada de meu pai biológico, nem nunca vou querer”.
Kristi diz que no final, ela está simplesmente grata de estar viva.
“Encolho-me de medo quando alguém diz que é pró-vida, menos nos casos de estupro e incesto”, Kristi disse para WND recentemente. “Então dou um passo a frente e digo: ‘Peraí. Fui concebida em incesto, e sou tão humana quanto você”.
Kristi se entristece que a maioria das crianças concebidas em circunstâncias semelhantes às dela acabam pagando o preço máximo pelos pecados de seus pais.
“A opção do aborto permitiu que ele punisse meus inocentes irmãos e irmãs com a morte. Isso é errado de muitos modos. Deus tem um plano para toda criança individual, inclusive as crianças que, como eu, foram concebidas em incesto e estupro. Fazer um aborto como escolha legal machuca a todos os envolvidos”, disse ela.
Kristi não se define por seu DNA biológico, mas pelo amor de sua mãe biológica e pelo amor que ela sabe que Deus tem por ela.
“Deus é meu pai”, diz ela. “Não importa quem seja meu pai biológico”.
“Ele pode ter o mesmo DNA que eu tenho, mas quem me criou foi Deus. Não importa as circunstâncias, é a vontade e propósito de Deus que eu fosse concebida”.
Kristi é um testemunho vivo de que até mesmo nos casos de estupro e incesto, cada bebê em gestação é criado com um propósito. “Conforme meu testemunho revela, Deus pode pegar algo ruim e transformá-lo num oportunidade para fazer coisas miraculosas”.
“Recebi o dom da vida numa circunstância difícil e acredito que toda criança concebida merece o mesmo, sem exceção”.
Kristi está casada com um pastor evangélico. Eles têm orgulho de serem pais adotivos. O pai biológico de Kristi, o qual aterrorizou a mãe dela durante décadas, morreu no ano passado.


Tradução: www.juliosevero.com
Fonte: LifeSiteNews

Zé Coco do Riachão, "Beethoven do Sertão




    Zé Côco do Riachão é violeiro da minha terra, nasceu 'pertim' de Montes Claros, no norte das Minas Gerais. É chamado "Beethoven do sertão', reconhecido como tal no mundo dos grandes violeiros e violistas. 
    Eu sempre choro quando vejo o documentário, cada imagem sou eu, sou feita disto. Os rostos, os sons, a paisagem, os fazeres, tudo, são as lembranças mais antigas de mim. 
  

PS:(Em homenagem a todo José, em particular a José Nivaldo Gomes Cordeiro). 

Perdeu, playboy.


       
       
       "Quantas divisões tem o Papa?" Stálin, arrogante e poderoso, costumava fazer a pergunta sempre que discutia as reivindicações da Igreja Católica durante a Segunda Guerra Mundial. O império estalinista ruiu, a Igreja Católica está de pé há dois mil anos.
       O comunismo de Cuba caminha para o seu destino inexorável: o esgoto da história. A cara medonha de Che, na passagem do papa Bento XVI , em Havana, finge ignorar que nada se antepõe a Cristo. 

       Perdeu, playboy.

Gianna sobreviveu a um aborto







            Eu não quero imaginar a tragédia e a dor de um estupro. Sou mulher e tenho filhas. O estupro é odioso porque é a violência do forte contra o fraco. O aborto também. É arrogância querer ser dono da vida do bebê se não podemos fazer o próprio coração bater. 
       Gianna sobreviveu a um aborto. Pode contar.

Gambiarra assassina

     O aborto no Brasil continua sendo crime, não há o direito ao aborto. O Código Penal não diz que "não constitui crime abortar", mas 'não se pune' o aborto (ou seja, não se aplica a pena) quando ele foi feito no caso de risco de vida para a mãe ou a quando gravidez foi fruto de estupro.
    Foi esta gambiarra jurídica que levou todo mundo a sair por aí dizendo que, no Brasil, o aborto é legalizado nos dois casos acima citados.
    Aborto é crime mesmo nestes casos, apenas não se o pune. A conclusão (malandra) foi de que, não havendo punição, há permissão. Então, tá.

Cezar Peluso: voto magistral






"Todo homem verdadeiro deve aprender a ficar só no meio de todos, a pensar sozinho por todos - e, sendo necessário, contra todos.'' 
(Romain Rolland)

Por que o homem tem 'direitos'?

  
        A aceitação da existência de um Deus Criador foi o fundamento para a definição dos 'direitos humanos'. O que dá dignidade à pessoa e garante a inviolabilidade desta dignidade é a crença de que o homem é feito à imagem e semelhança de Deus.
      O homem não é animal ou vegetal. Ele tem dignidade de pessoa, ele tem razão e vontade, só o homem pensa e escolhe. A destruição, pela modernidade, desta imagem e semelhança de Deus está colocando em perigo a própria sobrevivência da humanidade.
       A vida humana, como se viu no julgamento do SFT, não tem mais valor em si. E a partir de agora, o que virá?



PS:Parece que Bento XVI assistiu à sessão do STF que mandou à morte os bebês anencefálos. Neste discurso, o Espírito Santo falou pela boca do Vigário de Cristo. A Igreja é a luz do mundo.