terça-feira, 4 de março de 2014

Profecia de Leonel Brizola


            Leonel Brizola é um homem honesto, inteligente e bom administrador, mas é bipolar hehe. Ele foi governador brilhante do Rio Grande do Sul, fez uma muito bem sucedida reforma agrária no Estado e implantou uma reforma eficiente na educação.

            Depois de 64, meteu-se em aventuras desastrosas, como o grupo dos Onze e a guerrilha de Caparaó, e afundou o Rio de Janeiro com a conversa de não enfrentar a bandidagem para poupar o povo na linha de fogo. Virou o que virou. 

            Não ganhou a eleição para a presidência (perdeu por margem mínima de votos para Lula, na disputa pelo segundo turno com Collor), mas foi o único que ficou ao lado do 'caçador de marajás) (sic) na época do impeachment, pois sabia que aquilo, sim, era um golpe, que levaria o PT ao poder. Neste trecho da entrevista, ele anuncia o que nós ficamos sabendo depois: o PT levaria o país ao abismo.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Faz quem quer, é?

          A legalização da zoofilia, da necrofilia e outras aberrações é só questão de tempo. São consideradas 'opção sexual', há quem goste, quem não gosta não faz. É este o raciocínio. 

         Hoje, a pedofilia (relação sexual entre um adulto e uma criança) é publicamente defendida como um 'direito sexual'. A ressalva é apenas de que haja consentimento. No Canadá, a partir de 12 anos e havendo consentimento, não há crime. O decano do movimento homossexual no Brasil, o sexagenário Luiz Mott, defende abertamente a pedofilia (ele nega, mas o print screen o desmente). 

         Ora, a revolução e liberação sexual que tantos aplaudem não poupam ninguém, nem nossos filhos nem nossos netos. Para que se distribuem camisinhas e são feitas campanhas de vacinação nas escolas contra HPV em meninas a partir de 11 anos (HPV é DST (Doença Sexualmente Transmissível)? É porque está implícito que a vacinação e distribuição de preservativos são para que as meninas façam sexo seguro. Se a camisinha falhar e a menina engravidar, o aborto legalizado resolve.

         E vá alguém falar contra! É tachado de fundamentalista religioso, obscurantistas, retrógados e outros epítetos.

http://www.brasiliaempauta.com.br/artigo/ver/id/3415/nome/Veterinaria_espanhola_denuncia_trafico_de_orangotangos_para_prostituicao

Ditadura? Soy contra


            Ditadura, qualquer uma, tem que ser derrubada. Toda censura é condenável.

            Com toda a intolerância e perseguição na época da ditadura, contudo, a esquerda não tem do que reclamar quanto aos fartos financiamentos e da liberdade que teve para publicar toda a literatura marxista que existia. O depoimento é de ninguém menos que Ênio Silveira, comunista notório e dono da Civilização Brasileira. Ele conta que nunca publicou e vendeu tanto quanto na ditadura. E o jornalismo 'nanico', a chamada 'imprensa alternativa' floresceu como em nenhuma outra época no Brasil. 

            O trabalho acadêmico irretocável "Preparados, Leais e Disciplinados: os Jornalistas Comunistas e a Adaptação do Modelo de Jornalismo Americano no Brasil", de autoria de Afonso de Albuquerque e Marco Antonio Roxo da Silva - ambos da UFF, é primoroso e irrefutável.

http://www.intercom.org.br/.../2007/resumos/R1052-1.pdf

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Direito por negação

       Ninguém está iludido sobre a natureza injusta de nossas elites, sabemos bem o que são (ou somos). Injustiças não tem (só) causas metafísicas. Mas melhor deixar que muitos escolham o que é errado ou certo, e não apenas poucos. 

        Este idéia de garantir todos os direitos para todas as pessoas é bonito de dizer, mas direito é por negação. Não é 'todo mundo tem direito a um emprego'. É "a ninguém será negado o direito de ter um emprego". Não é "todo mundo tem direito de ir a Disney". É 'a ninguém será negado o direito de ir a Disney". Parece igual, mas é diferente. 

Religião: todas ou nenhuma


          É claro que  que cabe mais de uma interpretação à frase. Eu optei por uma delas, a que exige que sejam ensinadas todas as religiões ou, então, não se fala em nenhuma.

          Ora, isto é impossível, até porque há um equívoco sobre o que é 'religião'. Hoje, por ignorância strictu sensu ou má-fé, qualquer crença em qualquer coisa é 'religião'. Calma lá, não é bem assim. 

          Outra coisa: o Estado é laico, a sociedade não. Laicidade do Estado é a garantia do direito à profissão de qualquer credo. Não significa que o Estado pode e deve desconhecer e afrontar a fé da maioria de sua população. 

          Segundo IBGE (2010), dos 200 milhões de habitantes no Brasil, 174 milhões são cristãos (católicos e evangélicos). Correspondem a 87%. Logo abaixo estão os espíritas ('religião' que só cresce no Brasil; na França, terra de Kardec, ninguém lhe dá a menor bola), com 3,8 mihões, o que não chega a 2% da população. Religiões de matriz africanas (candomblé, umbanda etc) são 0,3 da população, com menos de 600 mil pessoas que as professam. 

          Mesmos em escolas públicas (já que em escolas religiosas se pressupõe que haja ensino de religião), se fosse oferecida aula de religião (facultativa), isto não seria um abuso, visto que a medida iria ao encontro da necessidade e desejo da maioria dos pais e dos próprios alunos. Eu acredito que cristãos não iriam proibir os filhos de assistir aulas de religião e de aprender a história e os fundamentos do cristianismo na escola. 

          Nem eu proibiria meus filhos (ainda que eu, na época em que meus filhos eram pequenos, estivesse afastada da Igreja e não professasse qualquer fé. Se fosse hoje, eu permitiria e agradeceria).

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Brasília, a cidade comunista ideal*

          Comunista gosta é de emprego público. Em Brasília,,na época da ditadura, era comum ver jornalistas de esquerda, socialistas convictos, revolucionários de alto coturno, se locupletarem com prebendas e mamatas nos gabinetes de parlamentares, em órgãos de assessoria no Congresso, nos ministérios na Esplanada e numa infinidade de repartições e órgãos públicos da cidade.

          O filé mignon eram os empregos n
os escritórios dos governos estaduais, de preferência nos da Arena, o partido dos generais ditadores.


       Na maioria dos vezes, os 'coleguinhas' (como jornalistas  referem-se  a si próprios)  só tinham o trabalho de ir buscar o dinheiro no fim do mês. Noutros casos, como os empregões, por indicação, nos Serviços de Comunicação da Câmara e Senado, o sortudo trabalhava, se tanto,  duas horas por dia.  

     O 'árduo' trabalho podia ser, por exemplo, fazer o resumo do 'pinga-fogo - o Pequeno Expediente, que é parte da sessão diária da Câmara em que deputados fazem pequenas notificações. Coisas assim, deste grau de dificuldade e especialização.
      

      As tarefas eram, geralmente, executadas durante o horário de trabalho do jornalista que fazia simultaneamente cobertura do Congresso para algum jornal, rádio ou TV. Muitos deles hoje vivem folgadamente com polpudas aposentadorias amealhadas com este tipo de 'trabalho'. 
     
      Eu posso contar. No início de 1977, uma amiga jornalista deu-me a notícia: um amigo comum (alto assessor do Ministério da Justiça e professor influente da Universidade de Brasília) tinha arrumado - sem eu pedir - um emprego para mim no Departamento de Direito da UnB. Cargo de 'supervisor B 1'. Eu não tinha idéia do que fosse. 
     
      Bastava levar os documentos, a carteira profissional, a contratação era imediata. O salário era igual ao que eu recebia como repórter do jornal O Globo, que pagava muito bem. De um dia para o outro, eu tinha dobrado o meu salário, isto é que era boa notícia.
     
        Mas a coisa era ainda melhor do que parecia. Não tinha ninguém para controlar a minha freqüencia. Eu deveria aparecer lá no departamento pela manhã, sentar numa escrivaninha, e sei lá, organizar um armário ou separar papéis em pastas. 

      Eu não sabia sequer distinguir entre redação técnica de um ofício e um requerimento. Não sabia nem mesmo datilografar, repórter, em geral, é 'catilógrafo'. Eu sou.
    
       A verdade é que aquilo era 'emprego', não era trabalho. No primeiro mês, eu ainda fiz jogo de cena. Depois, comecei a aparecer por lá cada vez menos. Quando eu aparecia, não tinha o que fazer. 

       Pior era ter que acordar cedo, o expediente, em tese, era pela manhã. Ora, toda noite, depois do jornal, eu ia para festas, gostava de dançar, adorava a noite. Eu pensava: 'é bom, mas não presta'.
    
       A gota d'água e a desculpa que eu precisava para cair fora foi ouvir certo dia, o 'direitista' Paes Landim, que dirigia o Departamento de Direito e era amigo do reitor da UnB, o capitão de mar-e-guerra, José Carlos de Almeida Azevedo, dizer a um grupo de pessoas, referindo-se a mim: "Esta é gente nossa". Eu, uma comunista, de esquerda, que era contra a ditadura?! Era demais.
   
       Não durou dois meses, larguei o emprego. Nem o terceiro salário eu fui buscar. Até hoje, tenho a anotação na carteira de trabalho, sem baixa. Certamente, meus amigos não aprovariam eu ter largado a 'boca', nem entenderiam eu ter aberto mão daquela grana. Ora, que eu não fosse trabalhar. Era só ir buscar o dinheiro no fim do mês, eu não era a única que faria isto. Eu, hem? Caí fora.
   
        (Dá outro post contar a farra de jornalistas com viagens e hospedagem em hotéis de luxo, às custas da cota de passagens de parlamentares (de novo, da Arena, de preferência) e mordomias de órgãos e governos estaduais. Eu mesma passei um feriado de rainha em Olinda e Recife, nos 'anos de chumbo' (sic))    
     
        Se era assim na época da ditadura, imagina o que aconteceu depois: todos os cargos nos serviços de comunicação social, assessoria de imprensa e relações públicas do Executivo, Legislativo, Judiciário, ministérios e autarquias foram ocupados 'pelas vítimas dos anos de chumbo'.
     

         Isto é o que Millor quis dizer com a frase "Eles não estavam fazendo revolução, estavam fazendo investimento". Isto não é sobrevivência, é vidão. Todos nós sabemos quanto ganham os coleguinhas na Câmara e Senado e adjacências. Tudo gente de esquerda.

Cortina de fumaça

                                                                                        (foto de Orlando Brito)


            A campanha anti-tabagista foi o mais bem sucedido experimento de criminalização de um comportamento humano em nível planetário. Poderia ser qualquer um, a escolha foi aleatória. 

            De um momento a outro, uma maciça campanha publicitária mundial transformou o fumante num criminoso que precisava ser banido do convívio social (ao mesmo tempo em que ao usuário de drogas foi garantido o exercício de sua liberdade cidadã).

            Hoje, se sabe que as pesquisas confirmando os males do fumo, que passaram a receber rios de dólares, são em grande parte absolutas fraudes científicas. 

            Enquanto isto, a indústria farmacêutica enche as burras, com a venda de adesivos e tratamentos que 'ajudam ' a parar de fumar e a tratar doenças (supostamente) decorrentes do cigarro. 

            Todos os serviços públicos de saúde foram obrigado, na maioria dos países, a oferecer tratamento para quem quisesse parar de fumar, transferindo o ônus da conta para o Estado. E tem gente que acha que tudo é cuidado com a saúde do povo.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Furando a Veja

A Veja precisa me ler. Dei esta notícia no dia 13/2, a revista só noticiou hoje. Está atrasada.
Que alegria. A 'ativista militante' Elisa Quadros/Sininho e o delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Orlando Zanconne, no dia 20 de novembro de 2013, durante o 1º UPP - UH UH UH Prêmio de Protestos – Edição Rio de Janeiro -, 'que premiou os melhores e piores das manifestações de 2013'.
A premiação, realizada na escadaria Theatro Municipal, na Cinelândia, outorgou, entre outros, o prêmio "Molotov de Ouro" para o Maior Ato de Vandalismo. As categorias concorrentes:
Sentar nas escadarias da Câmara
Quebrar os manequins da Toulon
Pichar a ALERJ
Queimar ônibus.
Ganhou Manequins da Toulon. No site do promotor do prêmio, a foto dos dois parceiros tinha a seguinte legenda: "Delegado Orlando Zaccone e vândala Sininho, que colecionava indicações, também prestigiaram a premiação." Zanconne, ardente defensor da legalização de drogas, apareceu na contabilidade de Sininho como doador de dinheiro para manifestantes. Curiosamente, a 'ativista militante' retirou de sua página no Facebook as fotos em que aparecia ao lado do delegado na entrega dos 'prêmios', na Cinelândia, depois da divulgação da lista de seus generosos financiadores pela imprensa.
http://rafucko.com/2013/11/21/upp/

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Caio: 'laranja'? Não. Um banana.

         
         Menos, pessoal. É muita mirabolância esta história de que Caio Silva de Souza é um 'laranja' ou bode expiatório para esconder algo ou alguém. Por quê? Para quê? É claro que uma tragédia desta acabaria por acontecer pelas mãos de zé-manés como Caio Silva de Souza e Fábio Raposo. Eles estão aí para isto. 

         Por que alguém especial, cuja identidade precisasse ser preservada, seria incumbido de soltar o rojão? As imagens hoje são recuperadas instantaneamente. É fácil descobrir quem foi. A prova disso é que os dois assassinos já estão presos e indiciados. 

        Na verdade, a morte de Santiago foi, digamos assim, uma espécie de 'acidente de trabalho', ainda que a idéia mesma de provocar a morte de alguém esteja nos planos prioritários dos organizadores do terror. O terrorismo tem este objetivo: aterrorizar. O objetivo foi alcançado. 

       Quanto a apurar o que todo mundo já sabe, dificilmente se chegará aos mandantes, às organizações que financiam e dirigem os black blocs. Organização terrorista é compartimentada, cada grupo executa uma parte do trabalho, sem saber o que e quem faz o resto. 

       As 'células' trabalham (quase) independentes, seus integrantes não conhecem quem é de outra célula, só a direção conhece toda a cadeia de comando. Quem leu sobre ou pertenceu às organizações que fizeram luta armada no Brasil sabe como é. Se black bloc for movimento 'independente', espontâneo, sem coordenação, nem sei se é melhor ou pior. Socorro!

       É muito mais difícil fabricar um 'laranja', nestas circunstâncias, que usar um caio da vida para fazer o servicinho sujo; seria preciso combinar com um número muito grande de 'russos': os 'mandantes', a polícia do Rio de Janeiro (incluindo a cúpula, não um ou outro policial que pudesse ser subornado), a mãe e o pai de Caio, o 'tatuador Fábio, o advogado e por aí vai.

        Caio Silva de Souza certamente não estava mentindo quando declarou que 'a intenção não era esta" (matar o cinegrafista Santiago Andrade). A verdade estava noutra confissão sua: a de que a intenção, ao disparar o rojão, era 'fazer barulho', expressão que, longe de se referir à produção de efeitos sonoros estrondosos, significava, antes, criar tumulto, espalhar pânico, promover confusão, implantar o terror. Além de eventualmente matar, é para isto que servem os rojões, é para isto que Caio Silva de Souza estava lá.

Terrorista somos nós

              Tolinhos. Se o governo decretar uma lei anti-terrorismo será para NOS criminalizar. Não é sintomático que Santiago Andrade ainda estivesse sendo velado quando o MST ocupou a Praça dos Três Poderes, ameaçou invadir o STF, e ainda desceu o braço em trinta PMs? 

              Era de se esperar de um governo decente que ele aproveitasse a situação para sinalizar como pretende tratar terrorista. E o que se viu? Gilberto Carvalho saindo do Palácio do Planalto para dialogar com Stédile e o Comandante da PM defendendo o MST, ao mesmo tempo em que acusava 'infiltrados' de tumultuar a 'pacífica e ordeira' forma de atuar dos sem-terra. Pode? Qualquer lei sobre 'terrorismo' não vai pegar black block, eles virão para cima de nós.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Black Blocks: acu(s)ados


       Pau que dá em Chico dá em Francisco: a Mídia Ninja incitava as pessoas a ir às manifestações armadas de celulares para registrar, com imagens, a 'violência da polícia contra o povo nas ruas." 

       A idéia era acuar e paralisar a PM, para proteger o vandalismo e o terrorismo dos blackblocs. Agora, são as imagens que estão acu(s)ando os fábios raposos da vida, obrigando-os a vir a público dizerem: 'fui eu". 

       Não foi coragem do tatuador, foi cagaço. A primeira prova de coragem do valentão foi dizer que vai alcagüetar o cúmplice que acendeu o rojão que colocou o cinegrafista Santiago na UTI, lutando pela sua vida. Não valem nada, os merdas.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Horrolezeiras

        
        Horror: as rolezeiras são, em sua maioria, semi-analfabetas. A fala é na base do 'nóis pega os peixe". É só ouvir:  "Os meninos é muito vaidoso", "eles vai", "nóis entrá", "eles fez arrastão", "quem zuou foi os pulícia", e por aí vai.
 

        O que choca é o fato da indigência gramatical não corresponder à realidade exterior: as rolezeiras são todas bem vestidas, bem cuidadas, usam aparelhos no dentes, têm celulares 'da hora' e desfilam modelitos que estão longe de custar folclóricos 1,99. Por que, então, falam tão errado? Por que o desprezo pela norma culta? Por que isto é assim? É por serem meninas 'pobres, da periferia'? Então, tá.
        
        Eu nasci em berço de ouro, fiz o primário em colégio francês, mas as vicissitudes da vida alteraram o que parecia ser um destino de princesa. Dificuldades financeiras da família obrigaram-me a estudar em escolas públicas e a morar na periferia de Brasília. 

        Eu vivi parte da infância e adolescência submetida a privação material de toda ordem, mas ninguém tirou de mim a alegria de sorrir (não sou amarga) e o gosto de aprender. Eu era (sempre fui) a melhor aluna da classe. Eu gostava de estudar, saber, perguntar, ler. 

        Por falta de dinheiro, nós não tínhamos quase livros de leitura e boa literatura em casa. Para mim, isto não foi nenhum problema: eu era rato de biblioteca (qualquer uma, da escola, biblioteca municipal, da universidade, onde fosse); minha ficha de retirada de livros em todas elas sempre foi um calhamaço de folhas e folhas grampeadas. 

        Na quarta-série do ginásio, eu concorri pelo meu colégio à disputa de Melhor Caderneta Escolar de todo o Distrito Federal, patrocinada pela Alitalia. O prêmio era uma viagem a Roma, fiquei em terceiro lugar entre dezenas de concorrentes. Minha média geral no colégio era 8,9.

        Fiz o científico também em escola pública (eram boas, naqueles anos, entre as décadas de 60 e 70) e passei no primeiro vestibular para Jornalismo, na UnB. Formei-me com média 4, no total de 5, que era a nota máxima. 


      Quando eu era adolescente, eu tinha tudo para culpar 'a sociedade' por ser 'excluída', 'oprimida' e ' explorada': afinal, a vida era dura, a grana era curta, o ônibus era cheio, o guarda-roupa era modesto (mas eu era linda hehe). 

       Em vez de curtir o vitimismo (eu também me fazia de vítima, às vezes, mas nem sempre), eu vivia inventando coisas para ganhar algum dinheiro. Aos 18 anos, no primeiro ano de faculdade, saí da casa de meus pais e fui morar sozinha. Trabalhava para pagar aluguel, comer, ir ao cinema. Fiz estágio no SESC, dei aula, até começar a trabalhar em jornal, em 1975. O dinheiro sempre foi curto. Depois, melhorou. 

     Hoje, com sessenta anos, três filhos e trinta e três anos de casada, eu tenho uma vida confortável, sem sobressaltos ou grandes dificuldades. Sou a rainha do lar, meu trabalho é cuidar de minha família. Não precisaria, se quisesse, abrir um livro. 

     Mas nunca parei de aprender, mesmo quando o tempo era (ainda é) quase nenhum, pelos cuidados com os filhos pequenos, a casa, a família. Atualmente, entre livros, sites, hangouts e palestras pela internet e fui aluna (de 2009 até março de 2014) do Curso Online de Filosofia de Olavo de Carvalho.

     Quando reclamo que aqui em casa faltam estantes, meu filho brinca: "Não, mamãe, sobram livros". Costumo alardear que são três mil, mas dou desconto de 50%, faço por mil e quinhentos. Dois mil, fechado!

     E vem esta garotada com este papo de 'nóis pega os peixe"? Ora, vão rolezar numa biblioteca!

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Latim, por que não?


       Eu não sou contra a missa rezada em português, acho que o vernáculo permite a celebração de uma liturgia solene, correta, santa. O problema maior não é a língua, são os abusos litúrgicos desfigurantes; além disso, hoje, não há (quase) sombra da missa que a Igreja sempre celebrou durante dois mil anos. 

      Os mais jovens precisam aprender e vivenciar a missa em latim. Não precisa rezar a missa inteira, mas cantar de vez em quando o Pater Noster, intercalar como Pai-Nosso. Como um católico pode não saber cantar o Pater Noster, a oração que Jesus nos ensinou, ou a Ave Maria? São orações fáceis de decorar, a melodia é a mesma há muitos séculos.

      As línguas antigas, como grego, latim, hebraico, são muito ricas, concisas, precisas. Os conceitos são perfeitos em seus significados e elas quase não mudam. Um texto de dois mil anos é atual. 

      Eu me lembro da explicação de João Paulo II sobre o uso do latim pela Igreja: primeiro, pela solenidade, a Igreja é uma realeza, Nosso Senhor Jesus Cristo é o Rei do Universo. Segundo, a permanência da língua, quase imutável, assim como o que a Igreja ensina e que não muda. Por último, o latim é a língua do império que perseguiu o cristianismo. O império romano ruiu, acabou e a Igreja Católica não vai acabar. As portas do inferno não prevalecerão sobre ela. Promessa de Seu criador.

Pó? Pô!

Pode florear, enfeitar, colocar poesia, mas se o homem fosse só poeira, ainda que de estrelas, ele não seria muito diferente do resto. Pedra, lesma ou chimpanzé não têm sede de Absoluto. O homem tem. É toda a diferença.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Anjos encapetados

          Cid Benjamin deu entrevista à Globo News, eu não vi. Mas recordar é preciso. Estes rebeldes angelicais, incensados e idolatrados por defen$ore$ do$ direito$ humano$ da Comi$$ão da Verdade como mártires pela democracia, não são o que parecem. 

          Vera Sílvia Magalhães pertencia à mesma organização de Cid Benjamin, a Dissidência Comunista da Guanabara, que, junto à ALN de Marighela, seqüestrou o embaixador americano. Ela e Cid eram companheiros de Franklin Martins, o autor da idéia do seqüestro. Adivinhem o que a organização deles (e de Franklin Martins) defendia? Vera Sílvia explica aos 13 min (vídeo abaixo)

           "A tomada do poder - era isto que nós queríamos - para a transformação daquilo em socialismo. Nós não éramos exatamente contra a ditadura. Nós éramos contra a ditadura militar burguesa, mas nós éramos a favor da ditadura do proletariado. Isto ninguém diz, mas tem que dizer. Isto faz parte de nossa história".

           A entrevista completa vale a pena. A abertura do programa, produzido e divulgado pela TV Câmara, é um primor de doçura. Vera Sílvia Magalhães - diz o texto - "ainda procura seu lugar no mundo e se pergunta o que fazer de tanta ousadia e de tanta generosidade, de tanta coragem e de tanta ternura". 

          Estranha maneira de ser terna, Vera Sílvia mesmo conta que, com ela, a conversa era à bala. Ao ser presa, escolheu uma tática (em suas próprias palavras) suicida: agredia seus inquisidores que, em troca, segundo Vera ela, devolveram a 'gentileza' submetendo-a a torturas pesadíssimas na PE do Rio de Janeiro. 

          Saiu do Brasil de cadeira de rodas. Vera Sílvia estava na lista de terroristas presos cuja libertação era exigida pelos seqüestradores do embaixador alemão Von Holleben (entre eles, Eduardo Leite, o Bacuri, e Alfredo Sirkis, aquele mesmo, que foi Secretário do Meio Ambiente do Rio de Janeiro. Terrorista só se dá bem).

          Vera Sílvia foi para a Argélia, casou com Gabeira, também trocado pelo embaixador alemão, se tratou e voou para Cuba, onde fez um ano e meio de treinamento militar em guerrilha. Não voltou para o Brasil, acabou ficando pela Europa, retornou com a anistia. 

          A moça nunca abriu a boca para condenar o comunismo ou criticar a ditadura cubana. E, até morrer de câncer em 2007, recebia R$ 4 mil por mês como vítima de torturas. Recebeu uma indenização de R$ 60 mil reais, bem menor que outras que ultrapassaram a casa do milhão, porque, segundo a Comissão da Anistia, na época em que foi perseguida, Vera era estudante.

          "Mas os estudantes interromperam a sua vida, muitos morreram e suas famílias não pleitearam a indenização. Existe um problema muito sério nessa indenização porque os critérios não correspondem. Saí em 1970, mas fui perseguida muito antes disso. Não quero reivindicar mais nada em relação a isso, porque acho um desgaste muito violento e não sei se vale a pena. Mas a minha indenização não correspondeu ao que eu precisava para ter uma segurança no futuro" ", diz ela.

http://www.youtube.com/watch?v=q8fUe7vsj2s

sábado, 7 de dezembro de 2013

O dedo que faltava: o dedo-duro


          Faz sentido. Lula sempre alardeou a amizade e gratidão que devota a Romeu Tuma, principalmente pelo tratamento que o xerifão do DOPS lhe dispensou na prisão. O Sapo Barbudo foi preso em 19 de Abril de 1980 e libertado um mês depois, em 20 de maio de 1980. 

          Na prisão, Tuma lhe levava sanduíches, providenciou dentista para tratar sua dor de dente, mandou instalar uma TV para Lula assistir aos jogos do Corinthians e, contra toda norma e regra de cadeia, principalmente por se tratar de preso acusado de ameaçar a segurança nacional, Romeu Tuma permitiu que Luis Inácio fosse ao velório de sua mãe.

          Aquele mês em que ficou preso, aos cuidados de tão gentil e carinhoso carcereiro, rendeu a Lula uma pensão vitalícia como 'perseguido pela ditadura'. Há dois anos, o delinqüente moral recebia R$ 6 mil reais por mês.

O codinome de Lula como informante da ditadura era "Barba". Os arquivos no Dops comprovam, segundo Romeu Tuma Jr.

De colega para colega:

http://www.youtube.com/watch?v=9B1VT-z5kyc

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Genoíno é pobre. Pior para nós.

          Brasileiro é bocó, acha que corrupção é só enfiar dinheiro no próprio bolso. Isto é coisa de malufs, de corruptos fisiológicos, patrimonialistas, que se locupletam fazendo também a felicidade da sua curriola. 

          Bobagem ficar perguntando onde está o sinal de riqueza de Genoíno. Ora, ele é um soldado do partido, ele aceita assinar as promissórias porque é para o Partido. Não é dinheiro para a sua conta bancária. E é por isto que ele é mais perigoso do que o corrupto interessado propriamente no dinheiro.

          Esta gente (Dirceu e cumpanhêros) têm projeto totalitário de poder, eles não fazem o que fazem só para enriquecer. Quem toma o poder está com a mão na grana, tem nas mãos o controle da economia, controla todas as riquezas do país. Não precisa roubar diretamente para ficar rico.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

O menino Joaquim

          Quando a flacidez moral encontra a maldade no coração do homem, o diabo comemora. Sem dedo no nariz de ninguém e não sendo juiz do mundo, dá para apontar ingredientes muito comuns nestes casos: uma família desfeita e um 'padrasto' que é, na verdade, só o namorado da mãe (um garotão, as usual), que é usuário de drogas. Qual a droga que leva alguém a se desfazer de coisas e sair de madrugada para comprá-la, não cuidando sequer de fechar a porta de casa? Coisa light não é. É cocaína.

        Se Joaquim tem só três anos e não é filho de Guilherme Longo (pai apenas do bebê de quatro meses), o relacionamento do casal não pode ser antigo. Quatro meses (idade do bebê) mais nove meses de gravidez somam cerca de um ano e meio. Logo, Joaquim tinha um ano e meio quando a mãe ficou grávida do filho de Guilherme. 

      O casamento dela com o promotor de eventos, Artur Paes, o pai de Joaquim, então, durou muito pouco. Natália saiu de um relacionamento com um filho muito pequeno e já emendou outro, desta vez com o muito provável assassino de seu filho Joaquim (se é que ela não é cúmplice). 

       Não há lei para proibir o homem de ser mau, o homem jamais vai conseguir criar o 'homem novo', o mundo perfeito. É soberba diabólica o modelo de perfeição que o mundo persegue. Não passa disto o proibitismo moralista que assola a humanidade (não pode fumar, não pode comer sal, não pode comer açúcar, não pode dar palmada). 

      Paradoxalmente (mas não por acaso), o controle que se quer estabelecer para a vida privada tem seu contraponto na revogação dos parâmetros morais que sempre orientaram a humanidade durante milênios. A sociedade quer estabelecer a permissividade sem limites: direito de abortar o próprio filho, liberdade sexual total, incluindo definir-se como homem ou mulher (sic), aseu próprio critério; a liberação das drogas, o fim da família (simultâneo à permissão para a constituição de todo tipo de 'casal') e vai por aí. 

      Casos como o de Joaquim são só os frutos do casamento perfeito entre o diabo e o mundo.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Fala direto com Marcola


         Dizem que a solução contra o banditismo é fazer manifestações pedindo segurança. Mas vamos pedir segurança a quem? Ao ministro da Justiça do governo Dilma, o petista José Eduardo Cardoso? Não digam. 

         Este 'democrata' fez um minuto de silêncio pela memória de Marulanda, o líder dos narcotraficantes das Farc's, responsáveis por milhares de assassinatos, seqüestros e atos de terrorismo contra o Estado e a democracia colombiana. 

         Cardoso também saudou socialismo e Revolução Cubana, do ditador Fidel Castro. Em Cuba, há presos por delito de opinião, não há imprensa livre, não há eleições livres, nem partidos, nem livre iniciativa, nem liberdade de expressão. 

         É a este homem que vamos pedir que nos proteja? Bandido por bandido, a gente fala direto com Marcola.

Melhor um bunda-mole

       Eu, entre qualquer petista e Geraldo Alckmin (apesar de todas as restrições que faço à sua falta de culhões e ao esquerdismo do PSDB) votaria no peessedebista, sem problema. Eu voto em qualquer coisa que não seja o PT (claro que à esquerda do PT - PSOL, PSTU, PC do B- eu não concedo sequer olhar, Osmarina Silva incluída). 

       Falando honestamente e de modo comparativo, a política de segurança do Estado de São Paulo é a mais exitosa do país, há redução significante dos índices de criminalidade. Acontece que é muito bandido, e não dá para colocar um policial a guardar as costas de cada cidadão. Quem disser que o Morumbi é mal policiado, mente.

       E não depende só do governador. Mas que ele podia ser mais macho, podia. Já tinha que ter mandado fechar o tempo com estes Black Bostas que arrostam o Estado de Direito, a Democracia e a Paz Social. 

       Não o fez porque o problema de Alckmin é de genética: DNA peessedebista não é coisa que se abandone ou se neutralize. PSDB só tem bunda-mole. É evidente o comprometimento e responsabilidade do partido com o estado a que chegaram as coisas. 

      FHC é homem da Nova ordem Mundial, defensor da agenda globalista da ONU, que inclui a legalização de drogas.  Foi em seu governo que o MST encheu as burras de dinheiro. E quando os bandidos entraram em seu sítio, em Ibiúna e puseram os pés em cima da mesa, na sala, para ver TV, FHC, em vez de baixar o pau e colocar a raça de malviventes na cadeia, faltou pedir desculpas e mandar servir bolachinha e chá. Quando estourou 

      o mensalão, o PSDB, em vez de pedir o impeachment do delinqüente moral chamado Luis Inácio, achou melhor 'deixar sangrar'. O PSDB vive fazendo o maior esforço para dizer que é mais de esquerda que o PT, enquanto estes os acusam de ser 'de direita'. Só se for a direita da esquerda, que é o que os peessedebistas são. Nós estamos fritos, isto sim.