A eleição de Aécio Neves a Presidente da República vai ter o mesmo gosto que foi eleger Tancredo Neves em 85. Tancredo nos devolveu o orgulho de ser representados por pessoa educada, culta, altiva, decente, do ramo.
Quem viveu, lembra: o Brasil morria de vergonha daqueles generais sem requinte, abrutalhados, acostumados ao trato de cavalos, às baias, a ordens unidas e piadas de caserna. Hoje, o Brasil também não aguenta mais passar vergonha com a figura pesada, deselegante e grosseirona de Dilma Rousseff.
A gerentona, a 'ungida de Lula', que nunca teve qualificação nem apresentou currículo para dirigir o país, trata seus subordinados aos gritos e pontapés; a depreciaçao e humilhação são seu padrão de etiqueta.
Dilma mata o povo de tristeza quando abre a boca. A mulher despeja toneladas de pensamentos caóticos, sem coordenação, e idéias mambembes que tropeçam numa gramática indigente de fazer corar tiriricas e mussuns.
Quer saber? Merecemos eleger Aécio Neves Presidente da República. É um político experiente, jovem, bonito, competente, educado, articulado, herdeiro de tradição e gosto pela política, neto de homens públicos notáveis. Vai fazer bonito no exterior.
E ainda tem mulher bonita. Metade do poder de João Goulart atendia pelo nome de Maria Thereza. Era a nossa Jacqueline Kennedy. Beleza é poder.
segunda-feira, 28 de abril de 2014
domingo, 27 de abril de 2014
Santos salvam almas
Os santos existem para salvar almas. A salvação da alma não é objetivo menor, inferior à santificação. Esta serve àquela.
Nosso Senhor Jesus Cristo morreu e ressuscitou para levar o homem para o céu, livrá-lo do inferno. Ele queria que nenhum dos seus se perdesse e todos fossem salvos.
Ninguém é santo porque decide ser, É Deus que concede a graça da santificação a alguns homens e mulheres que, por amor a Deus, oferecem as suas vidas para que outros homens se salvem.
Nosso Senhor Jesus Cristo morreu e ressuscitou para levar o homem para o céu, livrá-lo do inferno. Ele queria que nenhum dos seus se perdesse e todos fossem salvos.
Ninguém é santo porque decide ser, É Deus que concede a graça da santificação a alguns homens e mulheres que, por amor a Deus, oferecem as suas vidas para que outros homens se salvem.
quinta-feira, 17 de abril de 2014
Sem anos de solidão
"Muchos anõs después, frente al pelotón de fusilamiento, el coronel Aureliano Buendía había de recordar aquella tarde remota em que su padre lo llevó a conocer el hielo (Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo)."
Frase que abre o livro Cien anõs de soledad (Cem Anos de Solidão), de Gabriel Garcia Marquez. Deus acolha Gabo no Paraíso.
Frase que abre o livro Cien anõs de soledad (Cem Anos de Solidão), de Gabriel Garcia Marquez. Deus acolha Gabo no Paraíso.
terça-feira, 15 de abril de 2014
Comentarista de regador
Âncoras podem ser grandes repórteres ou analistas brilhantes. Mas, na prática, âncora é aquele apresentador de jornal de televisão que fica fazendo comentários sobre qualquer assunto da pauta do dia.
Dá palpites e tece considerações sobre temas que vão da performance do goleiro, passando pela uso da soja transgênica na merenda escolar às implicações teológicas da Aula Magna de Ratisbona. Quem assiste ao noticiário de televisão sabe do que estou falando.
Se o âncora fala o que nos interessa, então, ele vira sumidade, mesmo que o favorecimento ideológico seja escancarado e a imparcialidade comprometida. Criticar o desvio, repor o profissionalismo nos eixos vira acusação de censura. Nós já conhecemos os passos desta estrada.
Um exemplo que non es lo mismo pero es igual: tem gente que acha que um regador dentro de um cesto de papel é obra-de-arte. Objetivamente, um regador dentro de um cesto de papel não é uma obra-de-arte. Isto é opinião. Ou melhor, palpite.
No caso do âncora, ele tem o direito de achar e pensar o que quiser. Mas ele não tem o direito de emitir qualquer opinião, quando está falando para milhões de pessoas, no comando de um jornal de notícias transmitido para todo o país. Botar um freio na boca de falastrões nem sempre é censura; às vezes, é bom senso.
Dá palpites e tece considerações sobre temas que vão da performance do goleiro, passando pela uso da soja transgênica na merenda escolar às implicações teológicas da Aula Magna de Ratisbona. Quem assiste ao noticiário de televisão sabe do que estou falando.
Se o âncora fala o que nos interessa, então, ele vira sumidade, mesmo que o favorecimento ideológico seja escancarado e a imparcialidade comprometida. Criticar o desvio, repor o profissionalismo nos eixos vira acusação de censura. Nós já conhecemos os passos desta estrada.
Um exemplo que non es lo mismo pero es igual: tem gente que acha que um regador dentro de um cesto de papel é obra-de-arte. Objetivamente, um regador dentro de um cesto de papel não é uma obra-de-arte. Isto é opinião. Ou melhor, palpite.
No caso do âncora, ele tem o direito de achar e pensar o que quiser. Mas ele não tem o direito de emitir qualquer opinião, quando está falando para milhões de pessoas, no comando de um jornal de notícias transmitido para todo o país. Botar um freio na boca de falastrões nem sempre é censura; às vezes, é bom senso.
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Orlando Fedeli: o primeiro email
Muito prezada Mirian,
salve Maria!
Li sua carta entre lágrimas.
Como Deus é bom! E como Ele escreve direito em linhas tortas!
Quão admirável é a sua misericórdia que nos prura mesmo nos abismos, e nos leva pela mão entre abismos e penhascos, no meio das sombras da morte.
Lembro-me de uma frase de Deus a um profeta, falando-lhe de Israel:
Lendo sua tão comovente e tão sincera "A volta para Casa", pensei como Deus a conduziu pela mão e como pode bem ter-lhe dito: "Como me esquecerei de ti, Mirian? Eu sou teu Deus que te tomo pela mão e te conduzo." Dou, pois graças a Deus -- entre lágrimas -- pela beleza da ação de Deus em sua vida.
Agradeço-lhe suas palavras bondosas relativas à minha pessoa. Só temo você estar equivocada e eu não poder ajudá-la, tanto quanto eu quereria, no que você necessita.
"Mais.. ce que j´ai , je vous le donne".
Eu lhe ofereço minhas orações e minha admiração, por ver em sua vida e em sua volta para casa uma ação clara da misericórdia divina.
Gostaria de publicar sua carta no site Montfort, porque ela seria uma grande e bela labareda, que bem poderia iluminar outras almas, assim como outras cartas a incentivaram e iluminaram sua alma.
E gostaria tanto de conhecê-la pessoalmente!
Gostaria tanto de, um dia, comungar a seu lado. Como se fosse uma minha irmã. Como você é minha irmã na Igreja Católica, minha irmã que voltou para a casa.
Para casa...
In corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli
PS. Quando, depois de terminar esta minha pobre resposta à sua carta de tanto valor, fui ver a data em que você a escreveu. Foi no dia de Santa Teresa, no dia do professor. Que bom presente, você deu a um velho professor. Que Deus a recompense, e que Santa Teresa sempre esteja como um anjo a seu lado. OF
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Marighella em Havana
Carlos Marighella concedeu esta entrevista à Radio Havana em agosto de 67, quatro meses antes da edição do AI-5. Em quase 15 minutos de duração, ele não pronuncia uma única vez a palavra democracia.
Desmentindo a falácia de que a esquerda só optou pela luta armada depois do endurecimento do regime com a edição do AI-5, Marighella confessa que a sua expulsão do Partido Comunista (em 66) deveu-se à sua decisão de pegar em armas e promover a guerrilha, como única forma de combater a ditadura e implantar o socialismo no Brasil. São palavras textuais de Marighella:
"Não é possível lutar através da via pacífica. Nas condições atuais, a burguesia não tem condições de dirigir a revolução. As reformas de estrutura, reformas de base de que necessita o Brasil, só se pode conseguir através da luta revolucionária, ou melhor, através da tomada do poder pela via revolucionária, quando então, e com as forças armadas do povo em ação, podemos dominar a ação das forças reacionárias e a ação do imperialismo, realizar estas reformas e levar o país ao socialismo".
Isto significa explicitamente a instalação de uma ditadura do proletariado. Um revolucionário não toma o poder pelas armas e, em seguida, convoca os partidos burgueses para apresentar seus candidatos à eleição ao Executivo e ao Legislativo.
Revolucionários tomam o poder para acabar com ' a ordem 'burguesa'. Não tem PT, PSDB, PSOL, nada. Só tem o Partido. Entendeu porque trocar Médici por Marighella não é bom negócio? Ouve a entrevista e tu ouvirás da boca do próprio Marighella o que ele pensa de 'democracia burguesa".
domingo, 6 de abril de 2014
De quem é a Igreja?
O jornalista Vittorio Messori perguntou a Bento XVI se ele dormia tranquilo (em face de tantas tribulações que a Igreja vivia). O Papa respondeu-lhe que sim, porque ele sabia que quem conduzia a Igreja era Nosso Senhor Jesus Cristo. A Igreja não era dele, Ratzinger, nem de nenhum outro.
E completou: Eu só posso dar conta de meu esforço, não dos seus resultados".
E completou: Eu só posso dar conta de meu esforço, não dos seus resultados".
Protesto na rua?!
Todo mundo em São Paulo tem uma causa nobre para ir para a rua. Recentemente, convocaram uma passeata na frente do Palácio dos Bandeirantes em protesto pelo trânsito engarrafado e frequentes assaltos no Morumbi.
Como o Palácio fica no próprio bairro, o trânsito piorou e os ladrões só não aproveitaram para fazer arrastão porque a a passeata, que contou com a participação de três pessoas, acabou rápido. Foram colocados cones numa pista dupla, afunilando o tráfego para um única pista.
Assim, a única coisa que a passeata conseguiu granjear for a fúria dos motoristas do Morumbi que tiveram de enfrentar um dia pior ainda no trânsito. Isto é São Paulo.
Como o Palácio fica no próprio bairro, o trânsito piorou e os ladrões só não aproveitaram para fazer arrastão porque a a passeata, que contou com a participação de três pessoas, acabou rápido. Foram colocados cones numa pista dupla, afunilando o tráfego para um única pista.
Assim, a única coisa que a passeata conseguiu granjear for a fúria dos motoristas do Morumbi que tiveram de enfrentar um dia pior ainda no trânsito. Isto é São Paulo.
Filho de lésbica é filho de Deus
Tornar-se filho de Deus pelo batismo é graça que a Igreja não pode negar a nenhum ser humano. Ao contrário: a missão dela é esta: “Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda criatura e batizai-a em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo".
Se os pais(sic) da criança são duas lésbicas que culpa ela tem? Argumentar que a criança não pode ser batizada pelo 'pecado' dos pais(sic) é o mesmo que defender o aborto porque o filho é fruto de estupro. Criminoso é o pai, não a criança.
Se os pais(sic) da criança são duas lésbicas que culpa ela tem? Argumentar que a criança não pode ser batizada pelo 'pecado' dos pais(sic) é o mesmo que defender o aborto porque o filho é fruto de estupro. Criminoso é o pai, não a criança.
segunda-feira, 10 de março de 2014
Refutando Olavo de Carvalho
“Argumento Ontológico” enquanto Construção Linguística
Mauro Bartolomeu
Chama-se argumento ontológico da existência de Deus aquele segundo o qual, sendo Deus, por definição, o ser perfeito, e sendo a inexistência uma imperfeição, deve-se forçosamente concluir que a inexistência não faz parte de sua natureza, e que, portanto, ele existe.
Tal argumento, elucubrado por Anselmo de Aosta, um dos fundadores do escolasticismo, foi rejeitado já pelo próprio Tomás de Aquino e mais tarde por Immanuel Kant, para quem a existência não pode ser deduzida a priori, mas apenas a posteriori, ou seja, por experiência. Em outras palavras, para o arcebispo de Cantuária a existência do seu deus podia ser provada pela intuição e pela razão, sem a necessidade de uma prova material, pois a própria “criação” seria a prova a posteriori desse deus que seria sua “causa primeira”.
Para Kant esse raciocínio é absurdo, já que da análise do conceito não se pode deduzir a existência do objeto (ou, em termos linguísticos, da existência de um signo não decorre a existência do seu referente). Isso nos parece tão óbvio que nos causou grande surpresa verificar que ainda haja quem disso discorde, como o respeitado filósofo Olavo de Carvalho, que pretende ter refutado a crítica kantiana com uma argumentação no mínimo abstrusa.
Num dos “comentários suplementares” que o Sr. Carvalho acresce ao final de sua tradução de Como Vencer um Debate sem Precisar Ter Razão, de Schopenhauer (2003), o filósofo brasileiro expõe em poucas linhas seu raciocínio. A causa de sua obscuridade pode ser atribuída à brevidade da exposição; seja como for, escusamo-nos de buscar sua fonte original (Carvalho, 1995), na suposição de que a síntese do seu pensamento, porque feita pelo próprio autor, deva ser suficiente para sua intelecção.
E é com esse objetivo que o transcrevemos ipsis litteris: “1º A evidência de uma proposição pode ser reconhecida não só pelo sentimento de certeza, isto é, subjetivamente, mas também por análise lógica: proposição autoevidente é aquela que só pode ser contraditada por uma proposição equívoca, isto é, de duplo sentido. 2º Logo, um juízo autoevidente não pode ser hipotético ou puramente formal: é sempre um juízo de alcance ontológico.
3º A proposição “um ser necessário existe necessariamente” é autoevidente, porque é impossível decidir se sua contraditória é “um ser necessário não existe de maneira necessária” (subentendendo-se que pode existir de maneira contingente) ou “um ser necessário necessariamente inexiste”. 4º Logo, o juízo “um ser necessário existe necessariamente” não pode ser hipotético, não se aplicando portanto, ao caso, a distinção entre “Deus” e “o conceito de Deus”. Fica assim derrubada a objeção kantiana.” (op. cit., p. 248).
A tese do Sr. Olavo de Carvalho se sustenta em confusões de caráter linguístico, em razão do que, ao expor sua refutação, repetidamente usaremos termos provenientes da Linguística. Intentemos, pois, destrinchar seu raciocínio.
Dizer que o valor de verdade de uma proposição pode ser reconhecido por pura análise lógica não significa que não tenhamos sempre que recorrer, em última instância, a proposições cujo valor de verdade só possa ser reconhecido empírica ou intuitivamente; mas apenas que, uma vez estabelecidas algumas certezas empíricas ou intuitivas, seja possível tirar conclusões puramente lógicas.
Sendo assim, não polemizaremos em relação a este ponto e admitiremos, em primeiro lugar, que isso seja possível. Porém imediatamente a isso o filósofo introduz, à guisa de conclusão ou de exemplo, a definição de “proposição auto-evidente”. Pretende que qualquer proposição que só possa ser contraditada por uma proposição ambígua é, ipso facto, “autoevidente”.
Poderíamos admitir provisoriamente esse conceito se considerássemos que sua definição, meramente formalista, não pudesse ter qualquer consequência no valor de verdade de uma tal proposição. No entanto, se o significado do adjetivo “autoevidente” for ele mesmo suficientemente autoexplicativo, a afirmação do filósofo é a de que uma proposição deve ser necessariamente verdadeira pelo simples fato de ser expressa numa determinada forma, o que é algo absolutamente inadmissível pela Lógica Formal. Como se não bastasse, afirma de enfiada que tal proposição deve, logicamente, ter um alcance ontológico, afrontando assim, sem nenhum argumento, a base da filosofia crítica.
Em seguida a essa prestidigitação, apresenta um exemplo de proposição “autoevidente”. O que faz da frase “um ser necessário existe necessariamente” uma proposição “autoevidente” é a impossibilidade de deduzir se sua negação é “um ser necessário não existe de maneira necessária” ou “um ser necessário necessariamente inexiste”.
Em outras palavras, o que a torna “autoevidente”, e portanto “verdadeira”, é justamente sua ambigüidade interna, uma vez que não é possível determinar com certeza se “necessariamente” é um advérbio de modo (“de maneira necessária”) ou de afirmação (equivalendo a um “certamente”).
Não cremos que o Sr. Olavo de Carvalho pretenda que todo enunciado ambíguo seja verdadeiro, e muito menos que ele tenha alcance ontológico; não obstante, por mais absurdo que seja, é isso o que se pode desentranhar do seu texto. Conclui o filósofo que, tendo demonstrado que o enunciado em questão “não pode ser hipotético”, não se aplica a ele a distinção entre o objeto a que se refere e o conceito desse objeto, que é o absurdo final dessa sequência de absurdos, pois equivale a confundir o significado(elemento constituinte do signo linguístico) com o referente (o objeto do mundo real para o qual o signo aponta).
O que faz dessa afronta à Lógica Formal uma afirmação escandalosa é o fato de ser o seu autor um estudioso de Aristóteles, a quem se atribui nada menos que a invenção daquela ciência (Olavo de Carvalho é autor de um ensaio polêmico mas instigante acerca de Aristóteles, intitulado Aristóteles em Nova Perspectiva).
Para Aristóteles, não caberia à Lógica (que ele, na verdade, chamava de Analítica) determinar o valor de verdade das proposições, mas tão somente a conclusão necessária dadas duas premissas (verdadeiras ou não). A primeira tese do Sr. Olavo de Carvalho vai de encontro, portanto, a um dos princípios mais elementares da Lógica, pois não pode haver qualquer proposição cujo valor de verdade se depreenda diretamente do seu aspecto formal.
Aparentemente, o filósofo confunde o discurso metalinguístico com um discurso que tem “alcance ontológico”. Se afirmamos que o “ser necessário” é aquele que “existe necessariamente” estamos apenas relacionando, na terminologia de Philippe Hamon (1993), uma condensação denominativa a uma expansão predicativa, entre as quais existe equivalência semântica. O fato de o conceito de “existência” compor a definição do termo não implica, de maneira alguma, que a este termo deva necessariamente corresponder um ser no mundo real.
Objetos que não existem no mundo físico, e mesmo objetos inimagináveis (como o “círculo quadrado” de Spinoza) podem ser nomeados e definidos sem que tais definições possam ter qualquer alcance ontológico. Da mesma forma, se eu afirmo que um “unicórnio” é um “animal semelhante a um cavalo com um único chifre no meio da testa” não quero com isso dizer que tal animal tenha existência fora da imaginação, ainda que, de maneira correlata ao pensamento cartesiano de que para pensar é preciso existir, também se possa afirmar que isso seja igualmente necessário para ser semelhante a um cavalo e para possuir um chifre…
É certo que no caso do unicórnio os dicionários normalmente anteponham a essa definição algum sintagma nominal como “animal fabuloso” ou “ser mitológico”, mas isso não invalida nossa comparação. Afinal, seria dar aos dicionaristas, em vez de aos filósofos, a primazia em determinar o que é e o que não é real; tanto mais quanto seria igualmente possível definir o tal “ser necessário” como “ser mitológico que, segundo a lenda, existe necessariamente”.
É preciso não se deixar levar por esse tipo de jogo de palavras quando o objetivo é atingir uma verdade unívoca. Seria preciso, pois, em primeiro lugar, eliminar a ambiguidade do enunciado afirmativo em questão, determinando se o advérbio necessariamente é de modo ou de afirmação; teríamos, assim, dois enunciados bastante distintos semanticamente, a partir dos quais os filósofos poderiam reaquecer seus debates.
Se, considerando o advérbio como sendo de afirmação, afirmarmos que o “ser necessário” é aquele que, por definição, certamente existe, seu referente poderá ser entendido como todo e qualquer ser cuja existência seja certa ou possa ser constatada de alguma maneira (e assistiríamos então à diluição do seu significado original).
Se, por outro lado, tomando o advérbio como sendo de modo, afirmarmos que o “ser necessário” é aquele que, por definição, existe de maneira necessária e nunca contingente, será preciso, primeiramente, explicar em que consistem essas duas diferentes modalidades de existência, e depois verificar se a definição corresponde à realidade empírica, pois ainda não teremos conhecido desse “ser” nada mais que sua definição, e ela ainda não será mais que a definição de uma hipótese.
Concluir aprioristicamente pela efetiva existência do “ser” em questão é perfeitamente similar ao que fazia Zenão de Eleia ao demonstrar, por meio de raciocínios inteiramente lógicos em sua forma, que o movimento não poderia existir.
É esse problema metalinguístico, o das definições, que leva o Sr. Olavo de Carvalho a confundir o termo “Deus” com o “conceito de Deus”, tal seja o de “ser que existe necessariamente”. Até porque o ser ao qual tal definição pode ser atribuída é o “ser necessário”, e não “Deus”, ao qual só se pode, com o mesmo rigor, atribuir a definição “ser divino”.É claro que a Teologia tem muito mais a dizer sobre seu objeto de estudo do que simplesmente que ele tem o dever de existir, por isso precisa ir além da tautologia metalinguística.
Pode-se ainda dizer que é um problema da mesma natureza o que leva os filósofos metafísicos (e com eles o Sr. Olavo de Carvalho) a pensar que haja mais que uma forma de existir, de tal maneira que tudo de cuja existência podemos tomar conhecimento empiricamente passa a ter apenas uma existência contingente, ao passo que o suposto “ser necessário” passa a ser a única existência necessária.
Trata-se, como afirmamos, de um problema metalinguístico, porque está indissociavelmente ligado à definição de “existir”. Os dicionários, via de regra, apenas enumeram uma série de verbos sinônimos. Assim o faz Aurélio: “1. Ter existência real; ser; haver. 2. Viver; estar. 3. Subsistir, durar. (…)”. Note-se que o único sintagma nominal presente leva também à tautologia, pois “existência” é para o mesmo dicionário sinônimo de “1. O fato de existir, de viver; vivência. 2. Vida. 3. Realidade”.
Ou seja: “existir” é ter uma “realidade real”, o que não nos acrescenta muito em termos cognitivos. De fato, embora a noção de existência nos pareça óbvia, é tarefa quase impossível defini-la. Ora, se já é problemática a associação dessa “condensação denominativa” a uma “expansão predicativa”, tanto mais sua associação a adjetivos nada óbvios como "contingente" e "necessário".
Seja como for, o pressuposto da concepção metafísica anteriormente exposta é o de que cada uma das coisas que existem poderia perfeitamente deixar de existir individualmente sem que as demais (ou pelo menos a maioria delas) tivessem, por causa disso, de deixar de existir também; apenas por essa razão é que se diz de tais coisas que são “contingentes”.
Quanto ao “ser necessário”, que é por definição aquilo que faz com que as coisas existam, não pode deixar de existir sem que o mesmo aconteça com todas as outras coisas ao mesmo tempo; logo, a única conclusão que se pode tirar desse raciocínio é a de que o “ser necessário” é “necessário” para a existência das coisas que sabemos serem existentes…
Mas essa tautologia não pode ter alcance ontológico, primeiro porque, uma vez que desconhecemos o mecanismo ou o funcionamento da “existência”, nada abona a interpretação de que ela necessite de uma “causa primeira” ou de um “ser necessário”, muito menos que haja maneiras distintas de existir; segundo porque esse “ser necessário”, se existe, está submetido à mesma existência, e, portanto, não pode ser a causa dela; se, por outro lado, é a causa de toda existência, tem de ser anterior a ela, e estar, por isso, fora dela, não podendo, portanto, existir.
Esperamos ter demonstrado que o raciocínio desenvolvido pelo Sr. Olavo de Carvalho fundamenta-se em puras relações de linguagem, as quais definem bem o que, depois de Sócrates, ficou conhecido como argumentação sofística. Não é nosso intento entrar na discussão da existência dos mais diversos deuses, mas apenas apontar um raciocínio falacioso muito específico, relativo ao argumento ontológico da existência de Deus, ressuscitado pelo Sr. Olavo de Carvalho, a quem esperamos não ter desrespeitado em nossa breve exposição, e de quem esperamos possa exercer seu direito de resposta.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CARVALHO, Olavo de. Breve Tratado de Metafísica Dogmática. Rio de Janeiro: Instituto de Artes Liberais, 1995 (apostila).
HAMON, Philippe. Du Descriptif. Paris: Hachette, 1993.
20/3/2007
PALAVRAS-CHAVE: Metafísica; Argumento Ontológico; Filosofia da Linguagem.
KEYWORDS: Metaphysics; Ontological Argument; Language Philosophy.
RESUMO: O filósofo Olavo de Carvalho reafirma o conhecido “argumento ontológico” da existência do “ser necessário” por meio de um hábil torneio linguístico que o presente artigo põe a nu e refuta.
ABSTRACT: The philosopher Olavo de Carvalho reaffirms the known “ontological argument” about the “necessary being” existence by means a subtle discourse, which this article unmasks and refutes.
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=52023&cat=Artigos
Mauro Bartolomeu
Chama-se argumento ontológico da existência de Deus aquele segundo o qual, sendo Deus, por definição, o ser perfeito, e sendo a inexistência uma imperfeição, deve-se forçosamente concluir que a inexistência não faz parte de sua natureza, e que, portanto, ele existe.
Tal argumento, elucubrado por Anselmo de Aosta, um dos fundadores do escolasticismo, foi rejeitado já pelo próprio Tomás de Aquino e mais tarde por Immanuel Kant, para quem a existência não pode ser deduzida a priori, mas apenas a posteriori, ou seja, por experiência. Em outras palavras, para o arcebispo de Cantuária a existência do seu deus podia ser provada pela intuição e pela razão, sem a necessidade de uma prova material, pois a própria “criação” seria a prova a posteriori desse deus que seria sua “causa primeira”.
Para Kant esse raciocínio é absurdo, já que da análise do conceito não se pode deduzir a existência do objeto (ou, em termos linguísticos, da existência de um signo não decorre a existência do seu referente). Isso nos parece tão óbvio que nos causou grande surpresa verificar que ainda haja quem disso discorde, como o respeitado filósofo Olavo de Carvalho, que pretende ter refutado a crítica kantiana com uma argumentação no mínimo abstrusa.
Num dos “comentários suplementares” que o Sr. Carvalho acresce ao final de sua tradução de Como Vencer um Debate sem Precisar Ter Razão, de Schopenhauer (2003), o filósofo brasileiro expõe em poucas linhas seu raciocínio. A causa de sua obscuridade pode ser atribuída à brevidade da exposição; seja como for, escusamo-nos de buscar sua fonte original (Carvalho, 1995), na suposição de que a síntese do seu pensamento, porque feita pelo próprio autor, deva ser suficiente para sua intelecção.
E é com esse objetivo que o transcrevemos ipsis litteris: “1º A evidência de uma proposição pode ser reconhecida não só pelo sentimento de certeza, isto é, subjetivamente, mas também por análise lógica: proposição autoevidente é aquela que só pode ser contraditada por uma proposição equívoca, isto é, de duplo sentido. 2º Logo, um juízo autoevidente não pode ser hipotético ou puramente formal: é sempre um juízo de alcance ontológico.
3º A proposição “um ser necessário existe necessariamente” é autoevidente, porque é impossível decidir se sua contraditória é “um ser necessário não existe de maneira necessária” (subentendendo-se que pode existir de maneira contingente) ou “um ser necessário necessariamente inexiste”. 4º Logo, o juízo “um ser necessário existe necessariamente” não pode ser hipotético, não se aplicando portanto, ao caso, a distinção entre “Deus” e “o conceito de Deus”. Fica assim derrubada a objeção kantiana.” (op. cit., p. 248).
A tese do Sr. Olavo de Carvalho se sustenta em confusões de caráter linguístico, em razão do que, ao expor sua refutação, repetidamente usaremos termos provenientes da Linguística. Intentemos, pois, destrinchar seu raciocínio.
Dizer que o valor de verdade de uma proposição pode ser reconhecido por pura análise lógica não significa que não tenhamos sempre que recorrer, em última instância, a proposições cujo valor de verdade só possa ser reconhecido empírica ou intuitivamente; mas apenas que, uma vez estabelecidas algumas certezas empíricas ou intuitivas, seja possível tirar conclusões puramente lógicas.
Sendo assim, não polemizaremos em relação a este ponto e admitiremos, em primeiro lugar, que isso seja possível. Porém imediatamente a isso o filósofo introduz, à guisa de conclusão ou de exemplo, a definição de “proposição auto-evidente”. Pretende que qualquer proposição que só possa ser contraditada por uma proposição ambígua é, ipso facto, “autoevidente”.
Poderíamos admitir provisoriamente esse conceito se considerássemos que sua definição, meramente formalista, não pudesse ter qualquer consequência no valor de verdade de uma tal proposição. No entanto, se o significado do adjetivo “autoevidente” for ele mesmo suficientemente autoexplicativo, a afirmação do filósofo é a de que uma proposição deve ser necessariamente verdadeira pelo simples fato de ser expressa numa determinada forma, o que é algo absolutamente inadmissível pela Lógica Formal. Como se não bastasse, afirma de enfiada que tal proposição deve, logicamente, ter um alcance ontológico, afrontando assim, sem nenhum argumento, a base da filosofia crítica.
Em seguida a essa prestidigitação, apresenta um exemplo de proposição “autoevidente”. O que faz da frase “um ser necessário existe necessariamente” uma proposição “autoevidente” é a impossibilidade de deduzir se sua negação é “um ser necessário não existe de maneira necessária” ou “um ser necessário necessariamente inexiste”.
Em outras palavras, o que a torna “autoevidente”, e portanto “verdadeira”, é justamente sua ambigüidade interna, uma vez que não é possível determinar com certeza se “necessariamente” é um advérbio de modo (“de maneira necessária”) ou de afirmação (equivalendo a um “certamente”).
Não cremos que o Sr. Olavo de Carvalho pretenda que todo enunciado ambíguo seja verdadeiro, e muito menos que ele tenha alcance ontológico; não obstante, por mais absurdo que seja, é isso o que se pode desentranhar do seu texto. Conclui o filósofo que, tendo demonstrado que o enunciado em questão “não pode ser hipotético”, não se aplica a ele a distinção entre o objeto a que se refere e o conceito desse objeto, que é o absurdo final dessa sequência de absurdos, pois equivale a confundir o significado(elemento constituinte do signo linguístico) com o referente (o objeto do mundo real para o qual o signo aponta).
O que faz dessa afronta à Lógica Formal uma afirmação escandalosa é o fato de ser o seu autor um estudioso de Aristóteles, a quem se atribui nada menos que a invenção daquela ciência (Olavo de Carvalho é autor de um ensaio polêmico mas instigante acerca de Aristóteles, intitulado Aristóteles em Nova Perspectiva).
Para Aristóteles, não caberia à Lógica (que ele, na verdade, chamava de Analítica) determinar o valor de verdade das proposições, mas tão somente a conclusão necessária dadas duas premissas (verdadeiras ou não). A primeira tese do Sr. Olavo de Carvalho vai de encontro, portanto, a um dos princípios mais elementares da Lógica, pois não pode haver qualquer proposição cujo valor de verdade se depreenda diretamente do seu aspecto formal.
Aparentemente, o filósofo confunde o discurso metalinguístico com um discurso que tem “alcance ontológico”. Se afirmamos que o “ser necessário” é aquele que “existe necessariamente” estamos apenas relacionando, na terminologia de Philippe Hamon (1993), uma condensação denominativa a uma expansão predicativa, entre as quais existe equivalência semântica. O fato de o conceito de “existência” compor a definição do termo não implica, de maneira alguma, que a este termo deva necessariamente corresponder um ser no mundo real.
Objetos que não existem no mundo físico, e mesmo objetos inimagináveis (como o “círculo quadrado” de Spinoza) podem ser nomeados e definidos sem que tais definições possam ter qualquer alcance ontológico. Da mesma forma, se eu afirmo que um “unicórnio” é um “animal semelhante a um cavalo com um único chifre no meio da testa” não quero com isso dizer que tal animal tenha existência fora da imaginação, ainda que, de maneira correlata ao pensamento cartesiano de que para pensar é preciso existir, também se possa afirmar que isso seja igualmente necessário para ser semelhante a um cavalo e para possuir um chifre…
É certo que no caso do unicórnio os dicionários normalmente anteponham a essa definição algum sintagma nominal como “animal fabuloso” ou “ser mitológico”, mas isso não invalida nossa comparação. Afinal, seria dar aos dicionaristas, em vez de aos filósofos, a primazia em determinar o que é e o que não é real; tanto mais quanto seria igualmente possível definir o tal “ser necessário” como “ser mitológico que, segundo a lenda, existe necessariamente”.
É preciso não se deixar levar por esse tipo de jogo de palavras quando o objetivo é atingir uma verdade unívoca. Seria preciso, pois, em primeiro lugar, eliminar a ambiguidade do enunciado afirmativo em questão, determinando se o advérbio necessariamente é de modo ou de afirmação; teríamos, assim, dois enunciados bastante distintos semanticamente, a partir dos quais os filósofos poderiam reaquecer seus debates.
Se, considerando o advérbio como sendo de afirmação, afirmarmos que o “ser necessário” é aquele que, por definição, certamente existe, seu referente poderá ser entendido como todo e qualquer ser cuja existência seja certa ou possa ser constatada de alguma maneira (e assistiríamos então à diluição do seu significado original).
Se, por outro lado, tomando o advérbio como sendo de modo, afirmarmos que o “ser necessário” é aquele que, por definição, existe de maneira necessária e nunca contingente, será preciso, primeiramente, explicar em que consistem essas duas diferentes modalidades de existência, e depois verificar se a definição corresponde à realidade empírica, pois ainda não teremos conhecido desse “ser” nada mais que sua definição, e ela ainda não será mais que a definição de uma hipótese.
Concluir aprioristicamente pela efetiva existência do “ser” em questão é perfeitamente similar ao que fazia Zenão de Eleia ao demonstrar, por meio de raciocínios inteiramente lógicos em sua forma, que o movimento não poderia existir.
É esse problema metalinguístico, o das definições, que leva o Sr. Olavo de Carvalho a confundir o termo “Deus” com o “conceito de Deus”, tal seja o de “ser que existe necessariamente”. Até porque o ser ao qual tal definição pode ser atribuída é o “ser necessário”, e não “Deus”, ao qual só se pode, com o mesmo rigor, atribuir a definição “ser divino”.É claro que a Teologia tem muito mais a dizer sobre seu objeto de estudo do que simplesmente que ele tem o dever de existir, por isso precisa ir além da tautologia metalinguística.
Pode-se ainda dizer que é um problema da mesma natureza o que leva os filósofos metafísicos (e com eles o Sr. Olavo de Carvalho) a pensar que haja mais que uma forma de existir, de tal maneira que tudo de cuja existência podemos tomar conhecimento empiricamente passa a ter apenas uma existência contingente, ao passo que o suposto “ser necessário” passa a ser a única existência necessária.
Trata-se, como afirmamos, de um problema metalinguístico, porque está indissociavelmente ligado à definição de “existir”. Os dicionários, via de regra, apenas enumeram uma série de verbos sinônimos. Assim o faz Aurélio: “1. Ter existência real; ser; haver. 2. Viver; estar. 3. Subsistir, durar. (…)”. Note-se que o único sintagma nominal presente leva também à tautologia, pois “existência” é para o mesmo dicionário sinônimo de “1. O fato de existir, de viver; vivência. 2. Vida. 3. Realidade”.
Ou seja: “existir” é ter uma “realidade real”, o que não nos acrescenta muito em termos cognitivos. De fato, embora a noção de existência nos pareça óbvia, é tarefa quase impossível defini-la. Ora, se já é problemática a associação dessa “condensação denominativa” a uma “expansão predicativa”, tanto mais sua associação a adjetivos nada óbvios como "contingente" e "necessário".
Seja como for, o pressuposto da concepção metafísica anteriormente exposta é o de que cada uma das coisas que existem poderia perfeitamente deixar de existir individualmente sem que as demais (ou pelo menos a maioria delas) tivessem, por causa disso, de deixar de existir também; apenas por essa razão é que se diz de tais coisas que são “contingentes”.
Quanto ao “ser necessário”, que é por definição aquilo que faz com que as coisas existam, não pode deixar de existir sem que o mesmo aconteça com todas as outras coisas ao mesmo tempo; logo, a única conclusão que se pode tirar desse raciocínio é a de que o “ser necessário” é “necessário” para a existência das coisas que sabemos serem existentes…
Mas essa tautologia não pode ter alcance ontológico, primeiro porque, uma vez que desconhecemos o mecanismo ou o funcionamento da “existência”, nada abona a interpretação de que ela necessite de uma “causa primeira” ou de um “ser necessário”, muito menos que haja maneiras distintas de existir; segundo porque esse “ser necessário”, se existe, está submetido à mesma existência, e, portanto, não pode ser a causa dela; se, por outro lado, é a causa de toda existência, tem de ser anterior a ela, e estar, por isso, fora dela, não podendo, portanto, existir.
Esperamos ter demonstrado que o raciocínio desenvolvido pelo Sr. Olavo de Carvalho fundamenta-se em puras relações de linguagem, as quais definem bem o que, depois de Sócrates, ficou conhecido como argumentação sofística. Não é nosso intento entrar na discussão da existência dos mais diversos deuses, mas apenas apontar um raciocínio falacioso muito específico, relativo ao argumento ontológico da existência de Deus, ressuscitado pelo Sr. Olavo de Carvalho, a quem esperamos não ter desrespeitado em nossa breve exposição, e de quem esperamos possa exercer seu direito de resposta.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CARVALHO, Olavo de. Breve Tratado de Metafísica Dogmática. Rio de Janeiro: Instituto de Artes Liberais, 1995 (apostila).
HAMON, Philippe. Du Descriptif. Paris: Hachette, 1993.
20/3/2007
PALAVRAS-CHAVE: Metafísica; Argumento Ontológico; Filosofia da Linguagem.
KEYWORDS: Metaphysics; Ontological Argument; Language Philosophy.
RESUMO: O filósofo Olavo de Carvalho reafirma o conhecido “argumento ontológico” da existência do “ser necessário” por meio de um hábil torneio linguístico que o presente artigo põe a nu e refuta.
ABSTRACT: The philosopher Olavo de Carvalho reaffirms the known “ontological argument” about the “necessary being” existence by means a subtle discourse, which this article unmasks and refutes.
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=52023&cat=Artigos
terça-feira, 4 de março de 2014
Profecia de Leonel Brizola
Leonel Brizola é um homem honesto, inteligente e bom administrador, mas é bipolar hehe. Ele foi governador brilhante do Rio Grande do Sul, fez uma muito bem sucedida reforma agrária no Estado e implantou uma reforma eficiente na educação.
Depois de 64, meteu-se em aventuras desastrosas, como o grupo dos Onze e a guerrilha de Caparaó, e afundou o Rio de Janeiro com a conversa de não enfrentar a bandidagem para poupar o povo na linha de fogo. Virou o que virou.
Não ganhou a eleição para a presidência (perdeu por margem mínima de votos para Lula, na disputa pelo segundo turno com Collor), mas foi o único que ficou ao lado do 'caçador de marajás) (sic) na época do impeachment, pois sabia que aquilo, sim, era um golpe, que levaria o PT ao poder. Neste trecho da entrevista, ele anuncia o que nós ficamos sabendo depois: o PT levaria o país ao abismo.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Faz quem quer, é?
A legalização da zoofilia, da necrofilia e outras aberrações é só questão de tempo. São consideradas 'opção sexual', há quem goste, quem não gosta não faz. É este o raciocínio.
Hoje, a pedofilia (relação sexual entre um adulto e uma criança) é publicamente defendida como um 'direito sexual'. A ressalva é apenas de que haja consentimento. No Canadá, a partir de 12 anos e havendo consentimento, não há crime. O decano do movimento homossexual no Brasil, o sexagenário Luiz Mott, defende abertamente a pedofilia (ele nega, mas o print screen o desmente).
Ora, a revolução e liberação sexual que tantos aplaudem não poupam ninguém, nem nossos filhos nem nossos netos. Para que se distribuem camisinhas e são feitas campanhas de vacinação nas escolas contra HPV em meninas a partir de 11 anos (HPV é DST (Doença Sexualmente Transmissível)? É porque está implícito que a vacinação e distribuição de preservativos são para que as meninas façam sexo seguro. Se a camisinha falhar e a menina engravidar, o aborto legalizado resolve.
E vá alguém falar contra! É tachado de fundamentalista religioso, obscurantistas, retrógados e outros epítetos.
http://www.brasiliaempauta.com.br/artigo/ver/id/3415/nome/Veterinaria_espanhola_denuncia_trafico_de_orangotangos_para_prostituicao
Hoje, a pedofilia (relação sexual entre um adulto e uma criança) é publicamente defendida como um 'direito sexual'. A ressalva é apenas de que haja consentimento. No Canadá, a partir de 12 anos e havendo consentimento, não há crime. O decano do movimento homossexual no Brasil, o sexagenário Luiz Mott, defende abertamente a pedofilia (ele nega, mas o print screen o desmente).
Ora, a revolução e liberação sexual que tantos aplaudem não poupam ninguém, nem nossos filhos nem nossos netos. Para que se distribuem camisinhas e são feitas campanhas de vacinação nas escolas contra HPV em meninas a partir de 11 anos (HPV é DST (Doença Sexualmente Transmissível)? É porque está implícito que a vacinação e distribuição de preservativos são para que as meninas façam sexo seguro. Se a camisinha falhar e a menina engravidar, o aborto legalizado resolve.
E vá alguém falar contra! É tachado de fundamentalista religioso, obscurantistas, retrógados e outros epítetos.
http://www.brasiliaempauta.com.br/artigo/ver/id/3415/nome/Veterinaria_espanhola_denuncia_trafico_de_orangotangos_para_prostituicao
Ditadura? Soy contra
Ditadura, qualquer uma, tem que ser derrubada. Toda censura é condenável.
Com toda a intolerância e perseguição na época da ditadura, contudo, a esquerda não tem do que reclamar quanto aos fartos financiamentos e da liberdade que teve para publicar toda a literatura marxista que existia. O depoimento é de ninguém menos que Ênio Silveira, comunista notório e dono da Civilização Brasileira. Ele conta que nunca publicou e vendeu tanto quanto na ditadura. E o jornalismo 'nanico', a chamada 'imprensa alternativa' floresceu como em nenhuma outra época no Brasil.
O trabalho acadêmico irretocável "Preparados, Leais e Disciplinados: os Jornalistas Comunistas e a Adaptação do Modelo de Jornalismo Americano no Brasil", de autoria de Afonso de Albuquerque e Marco Antonio Roxo da Silva - ambos da UFF, é primoroso e irrefutável.
http://www.intercom.org.br/.../2007/resumos/R1052-1.pdf
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Direito por negação
Ninguém está iludido sobre a natureza injusta de nossas elites, sabemos bem o que são (ou somos). Injustiças não tem (só) causas metafísicas. Mas melhor deixar que muitos escolham o que é errado ou certo, e não apenas poucos.
Este idéia de garantir todos os direitos para todas as pessoas é bonito de dizer, mas direito é por negação. Não é 'todo mundo tem direito a um emprego'. É "a ninguém será negado o direito de ter um emprego". Não é "todo mundo tem direito de ir a Disney". É 'a ninguém será negado o direito de ir a Disney". Parece igual, mas é diferente.
Este idéia de garantir todos os direitos para todas as pessoas é bonito de dizer, mas direito é por negação. Não é 'todo mundo tem direito a um emprego'. É "a ninguém será negado o direito de ter um emprego". Não é "todo mundo tem direito de ir a Disney". É 'a ninguém será negado o direito de ir a Disney". Parece igual, mas é diferente.
Religião: todas ou nenhuma
É claro que que cabe mais de uma interpretação à frase. Eu optei por uma delas, a que exige que sejam ensinadas todas as religiões ou, então, não se fala em nenhuma.
Ora, isto é impossível, até porque há um equívoco sobre o que é 'religião'. Hoje, por ignorância strictu sensu ou má-fé, qualquer crença em qualquer coisa é 'religião'. Calma lá, não é bem assim.
Outra coisa: o Estado é laico, a sociedade não. Laicidade do Estado é a garantia do direito à profissão de qualquer credo. Não significa que o Estado pode e deve desconhecer e afrontar a fé da maioria de sua população.
Segundo IBGE (2010), dos 200 milhões de habitantes no Brasil, 174 milhões são cristãos (católicos e evangélicos). Correspondem a 87%. Logo abaixo estão os espíritas ('religião' que só cresce no Brasil; na França, terra de Kardec, ninguém lhe dá a menor bola), com 3,8 mihões, o que não chega a 2% da população. Religiões de matriz africanas (candomblé, umbanda etc) são 0,3 da população, com menos de 600 mil pessoas que as professam.
Mesmos em escolas públicas (já que em escolas religiosas se pressupõe que haja ensino de religião), se fosse oferecida aula de religião (facultativa), isto não seria um abuso, visto que a medida iria ao encontro da necessidade e desejo da maioria dos pais e dos próprios alunos. Eu acredito que cristãos não iriam proibir os filhos de assistir aulas de religião e de aprender a história e os fundamentos do cristianismo na escola.
Nem eu proibiria meus filhos (ainda que eu, na época em que meus filhos eram pequenos, estivesse afastada da Igreja e não professasse qualquer fé. Se fosse hoje, eu permitiria e agradeceria).
sábado, 22 de fevereiro de 2014
Brasília, a cidade comunista ideal*
Comunista gosta é de emprego público. Em Brasília,,na época da ditadura, era comum ver jornalistas de esquerda, socialistas convictos, revolucionários de alto coturno, se locupletarem com prebendas e mamatas nos gabinetes de parlamentares, em órgãos de assessoria no Congresso, nos ministérios na Esplanada e numa infinidade de repartições e órgãos públicos da cidade.
O filé mignon eram os empregos nos escritórios dos governos estaduais, de preferência nos da Arena, o partido dos generais ditadores.
Na maioria dos vezes, os 'coleguinhas' (como jornalistas referem-se a si próprios) só tinham o trabalho de ir buscar o dinheiro no fim do mês. Noutros casos, como os empregões, por indicação, nos Serviços de Comunicação da Câmara e Senado, o sortudo trabalhava, se tanto, duas horas por dia.
O 'árduo' trabalho podia ser, por exemplo, fazer o resumo do 'pinga-fogo - o Pequeno Expediente, que é parte da sessão diária da Câmara em que deputados fazem pequenas notificações. Coisas assim, deste grau de dificuldade e especialização.
As tarefas eram, geralmente, executadas durante o horário de trabalho do jornalista que fazia simultaneamente cobertura do Congresso para algum jornal, rádio ou TV. Muitos deles hoje vivem folgadamente com polpudas aposentadorias amealhadas com este tipo de 'trabalho'.
Eu posso contar. No início de 1977, uma amiga jornalista deu-me a notícia: um amigo comum (alto assessor do Ministério da Justiça e professor influente da Universidade de Brasília) tinha arrumado - sem eu pedir - um emprego para mim no Departamento de Direito da UnB. Cargo de 'supervisor B 1'. Eu não tinha idéia do que fosse.
Bastava levar os documentos, a carteira profissional, a contratação era imediata. O salário era igual ao que eu recebia como repórter do jornal O Globo, que pagava muito bem. De um dia para o outro, eu tinha dobrado o meu salário, isto é que era boa notícia.
Mas a coisa era ainda melhor do que parecia. Não tinha ninguém para controlar a minha freqüencia. Eu deveria aparecer lá no departamento pela manhã, sentar numa escrivaninha, e sei lá, organizar um armário ou separar papéis em pastas.
Eu não sabia sequer distinguir entre redação técnica de um ofício e um requerimento. Não sabia nem mesmo datilografar, repórter, em geral, é 'catilógrafo'. Eu sou.
A verdade é que aquilo era 'emprego', não era trabalho. No primeiro mês, eu ainda fiz jogo de cena. Depois, comecei a aparecer por lá cada vez menos. Quando eu aparecia, não tinha o que fazer.
Pior era ter que acordar cedo, o expediente, em tese, era pela manhã. Ora, toda noite, depois do jornal, eu ia para festas, gostava de dançar, adorava a noite. Eu pensava: 'é bom, mas não presta'.
A gota d'água e a desculpa que eu precisava para cair fora foi ouvir certo dia, o 'direitista' Paes Landim, que dirigia o Departamento de Direito e era amigo do reitor da UnB, o capitão de mar-e-guerra, José Carlos de Almeida Azevedo, dizer a um grupo de pessoas, referindo-se a mim: "Esta é gente nossa". Eu, uma comunista, de esquerda, que era contra a ditadura?! Era demais.
Não durou dois meses, larguei o emprego. Nem o terceiro salário eu fui buscar. Até hoje, tenho a anotação na carteira de trabalho, sem baixa. Certamente, meus amigos não aprovariam eu ter largado a 'boca', nem entenderiam eu ter aberto mão daquela grana. Ora, que eu não fosse trabalhar. Era só ir buscar o dinheiro no fim do mês, eu não era a única que faria isto. Eu, hem? Caí fora.
(Dá outro post contar a farra de jornalistas com viagens e hospedagem em hotéis de luxo, às custas da cota de passagens de parlamentares (de novo, da Arena, de preferência) e mordomias de órgãos e governos estaduais. Eu mesma passei um feriado de rainha em Olinda e Recife, nos 'anos de chumbo' (sic))
Se era assim na época da ditadura, imagina o que aconteceu depois: todos os cargos nos serviços de comunicação social, assessoria de imprensa e relações públicas do Executivo, Legislativo, Judiciário, ministérios e autarquias foram ocupados 'pelas vítimas dos anos de chumbo'.
Isto é o que Millor quis dizer com a frase "Eles não estavam fazendo revolução, estavam fazendo investimento". Isto não é sobrevivência, é vidão. Todos nós sabemos quanto ganham os coleguinhas na Câmara e Senado e adjacências. Tudo gente de esquerda.
Cortina de fumaça
(foto de Orlando Brito)
A campanha anti-tabagista foi o mais bem sucedido experimento de criminalização de um comportamento humano em nível planetário. Poderia ser qualquer um, a escolha foi aleatória.
De um momento a outro, uma maciça campanha publicitária mundial transformou o fumante num criminoso que precisava ser banido do convívio social (ao mesmo tempo em que ao usuário de drogas foi garantido o exercício de sua liberdade cidadã).
Hoje, se sabe que as pesquisas confirmando os males do fumo, que passaram a receber rios de dólares, são em grande parte absolutas fraudes científicas.
Enquanto isto, a indústria farmacêutica enche as burras, com a venda de adesivos e tratamentos que 'ajudam ' a parar de fumar e a tratar doenças (supostamente) decorrentes do cigarro.
Todos os serviços públicos de saúde foram obrigado, na maioria dos países, a oferecer tratamento para quem quisesse parar de fumar, transferindo o ônus da conta para o Estado. E tem gente que acha que tudo é cuidado com a saúde do povo.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Furando a Veja
A Veja precisa me ler. Dei esta notícia no dia 13/2, a revista só noticiou hoje. Está atrasada.
Que alegria. A 'ativista militante' Elisa Quadros/Sininho e o delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Orlando Zanconne, no dia 20 de novembro de 2013, durante o 1º UPP - UH UH UH Prêmio de Protestos – Edição Rio de Janeiro -, 'que premiou os melhores e piores das manifestações de 2013'.
A premiação, realizada na escadaria Theatro Municipal, na Cinelândia, outorgou, entre outros, o prêmio "Molotov de Ouro" para o Maior Ato de Vandalismo. As categorias concorrentes:
Sentar nas escadarias da Câmara
Quebrar os manequins da Toulon
Pichar a ALERJ
Queimar ônibus.
Ganhou Manequins da Toulon. No site do promotor do prêmio, a foto dos dois parceiros tinha a seguinte legenda: "Delegado Orlando Zaccone e vândala Sininho, que colecionava indicações, também prestigiaram a premiação." Zanconne, ardente defensor da legalização de drogas, apareceu na contabilidade de Sininho como doador de dinheiro para manifestantes. Curiosamente, a 'ativista militante' retirou de sua página no Facebook as fotos em que aparecia ao lado do delegado na entrega dos 'prêmios', na Cinelândia, depois da divulgação da lista de seus generosos financiadores pela imprensa.
http://rafucko.com/2013/11/21/upp/
A premiação, realizada na escadaria Theatro Municipal, na Cinelândia, outorgou, entre outros, o prêmio "Molotov de Ouro" para o Maior Ato de Vandalismo. As categorias concorrentes:
Sentar nas escadarias da Câmara
Quebrar os manequins da Toulon
Pichar a ALERJ
Queimar ônibus.
Ganhou Manequins da Toulon. No site do promotor do prêmio, a foto dos dois parceiros tinha a seguinte legenda: "Delegado Orlando Zaccone e vândala Sininho, que colecionava indicações, também prestigiaram a premiação." Zanconne, ardente defensor da legalização de drogas, apareceu na contabilidade de Sininho como doador de dinheiro para manifestantes. Curiosamente, a 'ativista militante' retirou de sua página no Facebook as fotos em que aparecia ao lado do delegado na entrega dos 'prêmios', na Cinelândia, depois da divulgação da lista de seus generosos financiadores pela imprensa.
http://rafucko.com/2013/11/21/upp/
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Caio: 'laranja'? Não. Um banana.
Menos, pessoal. É muita mirabolância esta história de que Caio Silva de Souza é um 'laranja' ou bode expiatório para esconder algo ou alguém. Por quê? Para quê? É claro que uma tragédia desta acabaria por acontecer pelas mãos de zé-manés como Caio Silva de Souza e Fábio Raposo. Eles estão aí para isto.
Por que alguém especial, cuja identidade precisasse ser preservada, seria incumbido de soltar o rojão? As imagens hoje são recuperadas instantaneamente. É fácil descobrir quem foi. A prova disso é que os dois assassinos já estão presos e indiciados.
Na verdade, a morte de Santiago foi, digamos assim, uma espécie de 'acidente de trabalho', ainda que a idéia mesma de provocar a morte de alguém esteja nos planos prioritários dos organizadores do terror. O terrorismo tem este objetivo: aterrorizar. O objetivo foi alcançado.
Quanto a apurar o que todo mundo já sabe, dificilmente se chegará aos mandantes, às organizações que financiam e dirigem os black blocs. Organização terrorista é compartimentada, cada grupo executa uma parte do trabalho, sem saber o que e quem faz o resto.
As 'células' trabalham (quase) independentes, seus integrantes não conhecem quem é de outra célula, só a direção conhece toda a cadeia de comando. Quem leu sobre ou pertenceu às organizações que fizeram luta armada no Brasil sabe como é. Se black bloc for movimento 'independente', espontâneo, sem coordenação, nem sei se é melhor ou pior. Socorro!
É muito mais difícil fabricar um 'laranja', nestas circunstâncias, que usar um caio da vida para fazer o servicinho sujo; seria preciso combinar com um número muito grande de 'russos': os 'mandantes', a polícia do Rio de Janeiro (incluindo a cúpula, não um ou outro policial que pudesse ser subornado), a mãe e o pai de Caio, o 'tatuador Fábio, o advogado e por aí vai.
Caio Silva de Souza certamente não estava mentindo quando declarou que 'a intenção não era esta" (matar o cinegrafista Santiago Andrade). A verdade estava noutra confissão sua: a de que a intenção, ao disparar o rojão, era 'fazer barulho', expressão que, longe de se referir à produção de efeitos sonoros estrondosos, significava, antes, criar tumulto, espalhar pânico, promover confusão, implantar o terror. Além de eventualmente matar, é para isto que servem os rojões, é para isto que Caio Silva de Souza estava lá.
Terrorista somos nós
Tolinhos. Se o governo decretar uma lei anti-terrorismo será para NOS criminalizar. Não é sintomático que Santiago Andrade ainda estivesse sendo velado quando o MST ocupou a Praça dos Três Poderes, ameaçou invadir o STF, e ainda desceu o braço em trinta PMs?
Era de se esperar de um governo decente que ele aproveitasse a situação para sinalizar como pretende tratar terrorista. E o que se viu? Gilberto Carvalho saindo do Palácio do Planalto para dialogar com Stédile e o Comandante da PM defendendo o MST, ao mesmo tempo em que acusava 'infiltrados' de tumultuar a 'pacífica e ordeira' forma de atuar dos sem-terra. Pode? Qualquer lei sobre 'terrorismo' não vai pegar black block, eles virão para cima de nós.
Era de se esperar de um governo decente que ele aproveitasse a situação para sinalizar como pretende tratar terrorista. E o que se viu? Gilberto Carvalho saindo do Palácio do Planalto para dialogar com Stédile e o Comandante da PM defendendo o MST, ao mesmo tempo em que acusava 'infiltrados' de tumultuar a 'pacífica e ordeira' forma de atuar dos sem-terra. Pode? Qualquer lei sobre 'terrorismo' não vai pegar black block, eles virão para cima de nós.
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