terça-feira, 29 de julho de 2014

Tal pai, Tales Filho (Caio Rossi)





terça-feira, 29 de julho de 2014


Tal pai, Tales filho


Recentemente, andei postando em um grupo fechado no Facebook uma parte ínfima do resultado das minhas pesquisas sobre o perenialismo, e afirmei que, além disso, havia as minhas memórias, que fiquei de publicar neste blog.

Talvez em reação a essas postagens, recebi, há três dias, este e-mail de Tales de Carvalho, com quem convivi em uma tariqa por algum tempo:



Segundo o tradutor do Google, a mensagem, em árabe, diz algo próximo de:

Não tenha medo do que você pode controlar. Seja razoável e viver em paz. Não trair seus amigos, ser fiel e Deus irá recompensá-lo.


Ou, em inglês, para comparar:
Do not be afraid of what you can control. Be reasonable and to live in peace. Do not betray their friends, be faithful and God will reward you. 

Eu compreendi imediatamente o tom ameaçador da mensagem, mas fingi ser tão estúpido quanto ele e respondi:


Recebi esta resposta:




E retornei:



Foi então que comecei a receber e-mails cada vez mais reveladores:






Aqui cabe um esclarecimento: muitas pessoas que estão nessa cruzada pela Verdade (ou que já se opuseram a certas figuras envolvidas) têm sofrido "acidentes" estranhos, o que justifica esse trecho de um post anterior aqui:

"
Quanto aos seus ataques em outro plano, tampouco os temo, pois contra as suas hostes demoníacas há também o exército espiritual a serviço da Verdade".

Para nos protegermos, além de outros apoios, consegui, através de um jovem católico no Facebook, uma remessa de "sal exorcizado", um rosário e um crucifixo também benzidos. 


Essa informação, no entanto, era privada, e a ironia no final de sua mensagem revelou que ele sabia mais do que eu pensava. Respondi novamente, fingindo-me de idiota para extrair mais informações do imbecil:


E o "gênio" prontamente satisfez minha curiosidade:


Esses "penduricalhos bentos" a que ele se refere são certamente o rosário e o crucifixo benzidos que o jovem católico me enviou. Curioso que lembro-me de que seu irmão postou recentemente que, apesar do Tales ser muçulmano, ele não tenta converter ninguém e respeita tanto o Catolicismo que pretende até construir um pequeno santuário católico na sede do novo Instituto. Santuário esse que, creio eu, ele preencherá de objetos sacros que chamará de "bugigangas bentas".

Ele de fato respeita muito a fé católica!

Mas o mais grave não é isso, mas o fato de que a conta do rapaz foi realmente hackeada! Logo após receber esse e-mail, ajudei-o a identificar se havia algum outro computador acessando sua conta no Facebook e ele, apesar de morar em outro estado, disse que havia um acesso móvel na cidade de São Paulo ao mesmo tempo em sua conta. Revelou também que, inadvertidamente, havia clicado recentemente em uma mensagem "suspeita" identificada como sendo um link para o arquivo "alunosdocof" no 4shared.

Ou seja, temos, nesse e-mail, todas as indicações da confissão de um crime digital! Deve ter feito isso para demonstrar não só poderes "mágicos" mas também tecnológicos e me deixar totalmente paralizado. 


Sinto muito, mas não funcionou. Respondi ironicamente:


E, em resposta, ele me enviou mais uma mensagem com referências a magia com intenção de me assustar:


Ao que respondi com nova ironia:



Então, como, desde o início, eu já havia checado a fonte do e-mail e sabia que não se tratava de um fake (o remetente estava na cidade de Curitiba, utilizando uma conexão da GVT com o I.P. de número 201.22.57.93, e a mensagem original partiu realmente do e-mail que aparecia na mensagem), decidi mostrar ao semi-analfabeto que ele não estava tão escondido quanto imaginava:



Ele então tentou sua última e mais patética cartada para tentar me calar:



Ao que respondi:


Eu não sei ainda como ele pode ter achado que iria me chantagear com a ameaça de uma campanha - criminosa, diga-se de passagem - de desmoralização na internet! Se quiser fotos para ilustrar, é só pedir que eu envio. Só que, diferentemente do seu amigo, não vou ter poses de lingerie. 

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Conta tudo, Olavo de Carvalho

      O professor Carlos Ramalhete, respeitado por suas credenciais morais e intelectuais e amigo de Olavo de Carvalho, a quem conhece há muitos anos, deu-lhe uma sugestão que, fosse eu, topava na hora: escrever a autobiografia. 

     Assim, com fidelidade e seriedade, Olavo de Carvalho nos contaria tudo. Como ele não mente, a quem foi testemunha ocular dos fatos nada restaria senão confirmá-los.

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Estou lendo a biografia de José Ortega y Gasset por Jordi Gracia. Uma beleza. Quanto senso historiográfico, quanto domínio dos debates da época, quanta penetração psicológica!
Já os meus biógrafos catam um fato aqui, uma fofoca ali, um documento anônimo mais adiante, ficam numa confusão dos diabos, escandalizados com o que não entendem, e projetam a sua confusão em mim, como se fosse obra minha e EU tivesse a obrigação de esclarecê-la. Pior: no mesmo instante em que me exigem o esclarecimento, fogem dele, já que nunca tentam me entrevistar e se limitam a colher, à máxima distância possível, "testemunhos" de meus desafetos.
https://www.facebook.com/olavo.decarvalho/posts/10152532311282192

terça-feira, 15 de julho de 2014

Benditos palavrões

        Padre Paulo Ricardo  repete sempre que Olavo não é  'lugar teológico' nem fala pelo Magistério da Igreja, mas o considera um 'caminho extraordinário', chamando de 'benditos' os palavrões do desbocado e obsceno falastrão que "está conseguindo acordar as pessoas e trazê-las de volta à Igreja."

       "Ele sequer é santo, mas é um sujeito muto virtuoso, muito mais virtuoso que certos pseudo-católicos que só sabem vociferar chavões em vez de buscar a verdade. Professor Olavo é, para nós, um caminho extraordinário e eu não cesso de agradecer a Deus por ter encontrado este homem na minha vida".

quarta-feira, 9 de julho de 2014

OdeC: tudo junto e misturado

     
      É estranho como a vida 'magisterial' de Olavo é sempre misturada com sua vida privada. Como hoje, em que sua casa vive repleta de alunos e sua vida em família e de professor é a mesma, quando ele dava aulas na Vicente Prado, 110, na Bela Vista, em São Paulo, lá também tinha sempre uma população flutuante de 15 a 20 pessoas, 'morando' na casa, onde ele vivia com a mulher Roxane e filhos (a ex-mulher, Eugênia, acabou revelando à policia que também morava lá com os quatro filhos. Alunos de Olavo à época informam que a ex e os quatro filhos moravam no porão da casa). 

      A alegação dos alunos para passarem dias ou mesmo meses lá é que as aulas acabavam tarde e ficava difícil voltar para casa, às vezes, em outra cidade. Um destes frequentadores informou à polícia que ninguém tinha quarto privativo, todos se acomodavam como dava. 

      Também a professora de inglês, Margarita Noyes, adota o mesmo sistema de unir vida profissional e privada, fazendo de sua casa um 'centro de convivência'. Intriga que sendo Pedro, filho de Olavo, um 'marine', ele e sua mulher e filha de Margarita, Tiffany, também acabem por transformar a sua casa num 'hotel', onde alunos de Margarita Noyes e de Olavo farão 'imersão', vivendo com o casal e seu primeiro filho, na mesma casa.



http://margaritanoyes.com/


Welcome to ESL Immersion!

For the next few months, some Full ESL Immersion guests will stay with Tiffany (Margarita’s daughter) and Pedro (Olavo’s son) in their home, with daily visits to Professor Margarita’s.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Iniciação pelo sexo

  •            Eu quase esqueci das orientações de Martin Lings a Olavo de Carvalho sobre a iniciação de mulheres na tariqa em que ele era o líder. Iniciação através de 'ato sexual', convenhamos, não parece coisa com que lidamos na nossa paróquia. Não na minha paróquia, não na minha Igreja, não no catolicismo, não no cristianismo. 
  •            E Olavo não desmentiu, porque ele não pode desmentir. Carta reconhecida como autêntica pela Justiça. E ainda tem o tal 'zacat', pago durante ou depois do Ramadã, que seria exclusivo de muçulmanos. Lings, na tal carta,  dá orientações sobre sua cobrança. 

  •            Ou seja, as coisas a volta de Olavo de Carvalho são muito obscuras. No seu caso, o problema não as acusações, é a defesa

O passado ecoa

    
        Para quem quer inspirar e aspira às excelsas virtudes, Olavo de Carvalho tem uma vida insólita. Num hangout de 2013 com seu aluno e historiador, Thomas Giulliano, cujo vídeo desapareceu do youtube sem deixar rastro ou vestígios, é Olavo quem conta: quando ele era líder (muqadam) da tariqa de Schuon, apareceu-lhe uma mulher que pertencia a uma seita maligna (palavras suas), cujo filho tinha sido enterrado no próprio local onde a seita funcionava (PS: só se enterram pessoas fora de cemitérios quando as mortes são 'irregulares'). 

     

        Segundo Olavo, esta mulher, pela recusa dele em aceitá-la na tariqa, escreveu uma carta a Fritjoff Schuon acusando-o de fazer sacrifícios com animais, de fazer 'macumba'. E Schuon teria acreditado!

        Conversa estranha de Olavo de Carvalho, esta. Quer dizer que o homem que tratava diretamente com Martin Lings, o segundo homem na hierarquia, abaixo apenas de Schuon, teria sido expulso da tariqa por uma acusação sem provas, feita por uma desequilibrada mental? A mulher precisava de tratamento, ele disse. Ou talvez a louca não fosse tão louca assim...

      

          Mas os fantasmas sempre voltam. Sem que ninguém perguntasse, OdeC apresentou uma versão sobre a matança de animais no Facebook: num post que depois ele deletou, Olavo contou que, numa daquelas comunidades em que ele morou (ajuntamentos, melhor dizendo), havia uma gata que certa vez teve 16 filhotes e como ela não conseguisse amamentá-los, as pessoas da casa decidiram pelo sacrifício dos filhotes.

         Não teria sido o próprio Olavo a perpetrar este 'ato de caridade cristã', mas o médico Otávio Becker, que morava e/ou alugava um cômodo na famosa casa da Bela Vista). A mulher que escreveu a carta a Schuon teria assistido à matança dos filhotes e confundido o 'ato de amor' com sacrifício ritual (sic). Então, tá. 

      

       E não pára por aí: há informações de que Olavo teria acusado um membro da tariqa de Idries Shah, a que ele pertenceu antes de entrar na tariqa de Schuon, de crime de infantícidio (coisa gravíssima!). O acusado teria sido inocentado. 


     

        Olavo diz ainda, neste hangout que sumiu do ar, que esta tariqa - do Idres Shah - era cheia de estelionatários, que teriam feito a ele ameaças de morte. A propósito: o guru já foi acusado de estelionato e apropriação indébita; a absolvição foi 'in dubio pro reo' (li o processo inteiro, ali não resta qualquer dúvida razoável de que Olavo meteu a mão na grana da filha de Alberto Dines, chamada Liana. 

     

       Também é  estranho como a vida 'magisterial' de Olavo é sempre misturada à sua vida privada. Como hoje, em que sua casa vive repleta de alunos e sua vida em família e de professor é a mesma, quando ele dava aulas na Vicente Prado, 110, na Bela Vista, em São Paulo, lá também tinha sempre uma população flutuante de 15 a 20 pessoas, 'morando' na casa, onde ele vivia com a mulher Roxane e filhos (a ex-mulher, Eugênia, acabou revelando à policia que também morava lá com os quatro filhos. Alunos de Olavo à época informam que a ex e os quatro filhos moravam no porão da casa). 


      
       A alegação dos alunos para passarem dias ou mesmo meses lá é que as aulas acabavam tarde e ficava difícil voltar para casa, às vezes, em outra cidade. Um destes frequentadores informou à polícia que ninguém tinha quarto privativo, todos se acomodavam como dava. 

        A dir bene, com o volume de informações fornecidas pela boca do próprio Olavo de Carvalho sobre sua vida, já não acho improvável que sejam verdade muitas das graves acusações que lhe são feitas (que não é católico e sim muçulmano, que o COF e o ICLS não passam de fachadas para atrair e selecionar candidatos à tariqa esotérica islâmica do filho Tales, que Olavo era polígamo e vai por aí)
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      O passado sempre ecoa no presente.

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Até heavy metal, Olavo?

     (Fala sério: o guru quer só mostrar que os Velasco são da parte do demo).

      Olavo de Carvalho, além de saber tudo sobre amor, casamento, parto de cócoras, música redneck, doutrina católica e ursos, agora pontifica sobre heavy metal. Quem diria. Claro que não precisa ser metaleiro para falar sobre rock. Joseph Ratzinger, por exemplo, acha que o rock é «expressão de paixões elementares que, nos grandes concertos musicais, assumiu caráter de culto, ou melhor de contra-culto que se opõe ao culto cristão».)

    
      É que, no caso de Olavo, até quando está (quase) certo, ele é falso. Ouvi dizer que o filósofo da Virginia citou Black Sabbath e Led Zeppelin como bandas que deram origem ao estilo caracterizado pelo viés 'satânico'. O papa do 'metal pesado' destacou o som estridente, em que aparece 'o som da voz do demônio como percebido em exorcismos'. Agora, adivinha onde o expert em heavy metal se especializou no assunto? Isto mesmo, Wikipedia. Lê aqui:
    
     "As primeiras bandas a esboçar a forma musical que posteriormente seria chamada de heavy metal foram Led ZeppelinDeep Purple e Black Sabbath, que levaram a outro patamar as inovações técnicas iniciadas por Jimi Hendrix. Dentre suas principais contribuições, fizeram constante o uso do timbre saturado e distorcido dos amplificadores, das cordas graves da guitarra para a criação de riffs e a exploração de sonoridades em tons menores, que davam um ar sombrio às composições." 

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Farsas do presente

       Eu sou repórter, não sou filósofa nem entendida de profundidades metafísicas. Jornalista é mesmo uma gente estranha, que não tem pudores nem nojinho de meter a mão na sujeira. Outra coisa: repórter de uma fonte só é foca. Eu não posso mais reivindicar o status; sou o que, na linguagem de redação, se chama 'puta velha'. É aquele sujeito que tem muitos anos de janela, já rodado na profissão.

      Alguém acha que eu iria reproduzir denúncias graves baseadas no relato de UMA única pessoa, sem checar com outras 'testemunhas oculares dos fatos', sem refazer os percursos, sem levantar outros indícios e evidências, sem ter outras 'provas documentais' nas mãos? Foca com (quase) 61 anos, com quase 40 anos de profissão? (não existe ex-jornalista, tanto faz estar ou não no mercado de trabalho. O faro não altera. Continuo sabendo, não as respostas certas, mas as perguntas certas. Vício de ofício). 

      Torcer o nariz para certas 'maluquices' é caminho certo para não encontrar a verdade. Ela sempre aparece. A investigação está em curso, e tudo indica que há gato na tuba. Minhas desconfianças não começaram agora, eu só não podia imaginar que as coisas fossem tão longe. 

      Faz sentido para alguém que eu esteja a fuçar a vida alheia? Minhas perguntas nada tem a ver com 'pecadilhos do passado', tem a ver com farsas do presente.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Obrigada, Sílvio Grimaldo

          A confissão da mentira de que eu tinha sido torturada, ao ser presa em 1973, só 'bombou' graças a Sílvio Grimaldo. Foi ele que descobriu e divulgou o relato A verdade: eu menti*, que eu tinha escrito e publicado cinco meses antes em meu blog (que, a bem da verdade, ninguém lia, nem meus próprios filhos). 

         Dizer que tinha sido torturada era uma mentira 'quase' doméstica, que eu comecei a contar muito tempo depois da prisão, uma patifaria que eu cometia para meus filhos, posando de heroína, e para alguns amigos. Era sempre aquela coisa vaga sobre ser 'torturada', sem esclarecer demais, nem pesar muito nas tintas, apenas colhendo os louros do vitimismo. 

        Mas era uma chaga, eu sabia que era mentira. O pior dia foi quando minha filha chegou da escola, contando, orgulhosa, que seus colegas, numa aula sobre os 'anos de chumbo', ficaram sabendo por ela que sua mãe tinha 'sido torturada'. Arrepiei. Este veneno lançado na cabeça de jovens era muito mais perverso do que entrevistas (não) dadas a jornais ou à televisão.

       Eu já tinha confessado este pecado ao padre, mas, quando ouvi o relato de minha filha, decidi assumir a responsabilidade e colocar a confissão no papel. Escrevi um texto rápido, sem pensar demais, como se fosse um desabafo feito no diário que se guarda na gaveta. 

        Nunca poderia imaginar que alguém fosse se interessar por isto. Até que Sílvio Grimaldo, certo dia, zapeando pelo blog, encontrou o texto e fez-me ver a importância de ser divulgado. Pelo resultado, só tenho a agradecer a Sílvio e a todos que viram na confissão um ato de coragem e honestidade.

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http://blogdemirianmacedo.blogspot.com.br/2011/06/verdade-eu-menti_05.html#4743511362466961