Ser encontrado 'alto' numa madrugada, mesmo em ocasião não-oficial, em companhia de amigos, pode não ser o topo da virtude, e nem o poço da degradação. Isto é farisaísmo tosco e hipocrisia nefasta.
Aécio Neves tem uma carreira pública de 30 anos, o Brasil o conheceu ao lado do avô e Presidente da República, Tancredo Neves, num calvário que o país inteiro acompanhou. Fez carreira política, começando de baixo, como deputado federal. Reelegeu-se por quatro vezes, foi presidente da Câmara, eleito governador duas vezes e senador. Não é exatamente um paraquedista. Cadê o seu grande escândalo? Não tem.
sábado, 11 de outubro de 2014
Aécio não é sacristão
Não entendeu nada quem acha que estou querendo provar que Aécio Neves é um sacristão. Ele não é. Nem por isto vou engrossar a fila dos santarrões e alminhas puras que torcem seus narizinhos até para o fato de que Aécio Neves só namorou mulher bonita.
Quando penso que Dilma Rousseff indicou Eleonora Menecucci - uma feminista que ensinava a fazer aborto - para a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, eu tenho certeza de Aécio Neves não pode ser a pior opção para o Brasil.
É claro que a conduta pessoal diz muito, mas é preciso ver a vida política de Aécio Neves, contra o que se manifestou, que projetos defendeu ou rejeitou no Congresso, que diretrizes imprimiu à sua administração como governador, quais os escândalos, maracutaias e denúncias de corrupção em que esteve envolvido, por aí.
Que eu saiba, Aécio Neves nunca protagonizou vexames e escândalos morais que enxovalhassem os cargos públicos que ocupou. Eu acompanho sua carreira política (não digo com lupa e telescópio), mas nunca tive minha atenção atraída por um cena ou episódio que manchasse sua reputação política indelevelmente e fosse inadmissível moralmente. Belas mulheres? É defeito?
Basta prestar atenção ao que eu disse. Eu comecei declarando não saber se Aécio usa cocaína ou não (e usar para mim não é virtude). Daí, a ser ''cocainômano' com suspeitas de overdose, isto pode cheirar (sic) à mesma história que aconteceu com Mário Gomes. Sou repórter, vivo de apuração de fatos. Quanto a não ter virtudes 'porque vive no Rio de Janeiro, aquele antro de perdição', o argumento é fraco.
Quando penso que Dilma Rousseff indicou Eleonora Menecucci - uma feminista que ensinava a fazer aborto - para a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, eu tenho certeza de Aécio Neves não pode ser a pior opção para o Brasil.
É claro que a conduta pessoal diz muito, mas é preciso ver a vida política de Aécio Neves, contra o que se manifestou, que projetos defendeu ou rejeitou no Congresso, que diretrizes imprimiu à sua administração como governador, quais os escândalos, maracutaias e denúncias de corrupção em que esteve envolvido, por aí.
Que eu saiba, Aécio Neves nunca protagonizou vexames e escândalos morais que enxovalhassem os cargos públicos que ocupou. Eu acompanho sua carreira política (não digo com lupa e telescópio), mas nunca tive minha atenção atraída por um cena ou episódio que manchasse sua reputação política indelevelmente e fosse inadmissível moralmente. Belas mulheres? É defeito?
Basta prestar atenção ao que eu disse. Eu comecei declarando não saber se Aécio usa cocaína ou não (e usar para mim não é virtude). Daí, a ser ''cocainômano' com suspeitas de overdose, isto pode cheirar (sic) à mesma história que aconteceu com Mário Gomes. Sou repórter, vivo de apuração de fatos. Quanto a não ter virtudes 'porque vive no Rio de Janeiro, aquele antro de perdição', o argumento é fraco.
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Tudo igual
Mais um texto retirado do fundo do baú. Este também foi escrito durante a campanha eleitoral de 2002, quando Lula foi eleito, pela primeira vez, Presidente da República.
O PT e o PSDB são exatamente a mesma coisa. FHC vivia nos palanques ao lado de Lula e só não entrou para o PT, quando ele foi fundado em 80, porque, ambicioso, viu que era melhor entrar no PMDB, que ajudou a fundar, e ficar como suplente de Montoro no Senado. Ele sabia que Montoro deixaria o cargo de senador para concorrer ao governo de São Paulo, em 82. FHC, assim, assumiria seu lugar no Congresso.
Em 88, o grupo de FHC, Covas e Tasso saiu do PMDB e fundou o PSDB por 'motivos éticos', sob alegação que não podia conviver com a 'banda podre' do PMDB liderada por Quércia. Na verdade, a causa pode ser bem outra. É que não cabiam lá as turmas do Quércia e de Mário Covas juntas. Os dois queriam ser presidentes da República. FHC era da turma do Covas naquele tempo; quando morreu, Covas não permitiu que FHC sequer entrasse em seu quarto no hospital. Nesta eleição (de 2002), Lula e Quércia estavam juntos, pedindo votos um para o outro.
Não adianta esconder, mais isto muda mais isto é a mesma coisa. Basta ver que um dos ideólogos do PT é Francisco Weffort, que era orientando de FHC na USP, assim como Guido Mantega, ora, ora. Se o PT não fosse aliado, FHC ia dar o Ministério da Cultura para um dos fundadores/idealizadores do partido? Ora, Weffort não é somente do PT, ele é o PT!
O Partido dos Trabalhadores nunca foi contra o golpe de 64, nunca contestou o modelo econômico implantado pela ditadura. O negócio do PT eram as liberdades democráticas. Assim que elas foram restabelecidas (anistia, fim da censura, habeas corpus, organização de partidos etc etc), o PT deixou de ser do contra. Estes governos 'revolucionários' no Rio Grande do Sul se limitaram a deixar o povo repartir as migalhas que lhe eram destinadas no tal do orçamento participativo, dentro da perspectiva histórica de que "é melhor lamber do que cuspir".
Não é coincidência que o melhor do PT tenha surgido no Rio Grande do Sul, onde a tradição trabalhista era mais forte. É só olhar o PT paulista: Lulas, Martas, Paloccis, Dirceus, Genoinos. É bom lembrar: Lurian, a filha de Lula, viveu em Paris na casa do então casal Luis Favre e Marília Andrade, filha de ninguém menos que o empreiteiro Sérgio Andrade, da Andrade Gutierrez. (Favre depois, virou 'marido' de Marta Suplicy).Uai, só se confia a própria filha a gente muito amiga, não é não?
Quando surgiu em 78, Lula falava como se não tivesse existido movimento trabalhista no Brasil antes dele. Para o PT, Jango, Brizola e Trabalhismo rimavam com peleguismo, não com nacionalismo. Tinha coisa melhor para Golbery que um Lula no lugar de Brizola? Ora!
A teoria da dependência de FHC/Falleto é a mesma de Weffort/PT. Eles tem a mesmíssima visão sobre a relação do Brasil com os países desenvolvidos e hegemônicos do capitalismo mundial. É a teoria da (inter)dependência de Falleto e Cardoso. Serra também defende a mesma teoria que, em resumo, diz que o capitalismo dependente não é uma condição necessária do capitalismo mundial mas sim um fator acidental no desenvolvimento deste.
FHC apontava a interdependência como solução para a crise de acumulação, minimizando ou mesmo apagando as diferenças entre o capitalismo nos países avançados e o capitalismo dependente.
O sociólogo Fernando Henrique Cardoso, nos seus tempos de Cepal e Cebrap (este último, é bom lembrar, foi criado por FHC e era financiado pelos ricos dólares das fundações Ford e Rockfeller), achava que os problemas e contradições no capitalismo brasileiro não tinham outra particularidade senão a de dar-se em um país da periferia, ou seja, uma nação capitalista jovem . ("Os Estados têm dificuldades. Sempre temos alguma dificuldade").
FHC preferia apontar a interdependência como a solução para a crise de acumulação. Ele entendia que numa economia dependente se dá um processo simultâneo de desenvolvimento. ("A despeito disso, pode-se levar adiante o processo integrador").
Para FHC, o capitalismo, à medida que se aproxima de seu modelo puro, se converte em um sistema cada vez menos explorador e consegue reunir as condições para solucionar indefinidamente suas contradições internas. "É um problema de ajuste do sistema mundial, que está sem controle. Estamos longe de ter uma situação ideal, muito longe, mas estamos trabalhando nessa direção" (as frases em negrito são de uma entrevista de Fernando Henrique, à Folha, em agosto deste ano).
O PT e o PSDB são exatamente a mesma coisa. FHC vivia nos palanques ao lado de Lula e só não entrou para o PT, quando ele foi fundado em 80, porque, ambicioso, viu que era melhor entrar no PMDB, que ajudou a fundar, e ficar como suplente de Montoro no Senado. Ele sabia que Montoro deixaria o cargo de senador para concorrer ao governo de São Paulo, em 82. FHC, assim, assumiria seu lugar no Congresso.
Em 88, o grupo de FHC, Covas e Tasso saiu do PMDB e fundou o PSDB por 'motivos éticos', sob alegação que não podia conviver com a 'banda podre' do PMDB liderada por Quércia. Na verdade, a causa pode ser bem outra. É que não cabiam lá as turmas do Quércia e de Mário Covas juntas. Os dois queriam ser presidentes da República. FHC era da turma do Covas naquele tempo; quando morreu, Covas não permitiu que FHC sequer entrasse em seu quarto no hospital. Nesta eleição (de 2002), Lula e Quércia estavam juntos, pedindo votos um para o outro.
Não adianta esconder, mais isto muda mais isto é a mesma coisa. Basta ver que um dos ideólogos do PT é Francisco Weffort, que era orientando de FHC na USP, assim como Guido Mantega, ora, ora. Se o PT não fosse aliado, FHC ia dar o Ministério da Cultura para um dos fundadores/idealizadores do partido? Ora, Weffort não é somente do PT, ele é o PT!
O Partido dos Trabalhadores nunca foi contra o golpe de 64, nunca contestou o modelo econômico implantado pela ditadura. O negócio do PT eram as liberdades democráticas. Assim que elas foram restabelecidas (anistia, fim da censura, habeas corpus, organização de partidos etc etc), o PT deixou de ser do contra. Estes governos 'revolucionários' no Rio Grande do Sul se limitaram a deixar o povo repartir as migalhas que lhe eram destinadas no tal do orçamento participativo, dentro da perspectiva histórica de que "é melhor lamber do que cuspir".
Não é coincidência que o melhor do PT tenha surgido no Rio Grande do Sul, onde a tradição trabalhista era mais forte. É só olhar o PT paulista: Lulas, Martas, Paloccis, Dirceus, Genoinos. É bom lembrar: Lurian, a filha de Lula, viveu em Paris na casa do então casal Luis Favre e Marília Andrade, filha de ninguém menos que o empreiteiro Sérgio Andrade, da Andrade Gutierrez. (Favre depois, virou 'marido' de Marta Suplicy).Uai, só se confia a própria filha a gente muito amiga, não é não?
Quando surgiu em 78, Lula falava como se não tivesse existido movimento trabalhista no Brasil antes dele. Para o PT, Jango, Brizola e Trabalhismo rimavam com peleguismo, não com nacionalismo. Tinha coisa melhor para Golbery que um Lula no lugar de Brizola? Ora!
A teoria da dependência de FHC/Falleto é a mesma de Weffort/PT. Eles tem a mesmíssima visão sobre a relação do Brasil com os países desenvolvidos e hegemônicos do capitalismo mundial. É a teoria da (inter)dependência de Falleto e Cardoso. Serra também defende a mesma teoria que, em resumo, diz que o capitalismo dependente não é uma condição necessária do capitalismo mundial mas sim um fator acidental no desenvolvimento deste.
FHC apontava a interdependência como solução para a crise de acumulação, minimizando ou mesmo apagando as diferenças entre o capitalismo nos países avançados e o capitalismo dependente.
O sociólogo Fernando Henrique Cardoso, nos seus tempos de Cepal e Cebrap (este último, é bom lembrar, foi criado por FHC e era financiado pelos ricos dólares das fundações Ford e Rockfeller), achava que os problemas e contradições no capitalismo brasileiro não tinham outra particularidade senão a de dar-se em um país da periferia, ou seja, uma nação capitalista jovem . ("Os Estados têm dificuldades. Sempre temos alguma dificuldade").
FHC preferia apontar a interdependência como a solução para a crise de acumulação. Ele entendia que numa economia dependente se dá um processo simultâneo de desenvolvimento. ("A despeito disso, pode-se levar adiante o processo integrador").
Para FHC, o capitalismo, à medida que se aproxima de seu modelo puro, se converte em um sistema cada vez menos explorador e consegue reunir as condições para solucionar indefinidamente suas contradições internas. "É um problema de ajuste do sistema mundial, que está sem controle. Estamos longe de ter uma situação ideal, muito longe, mas estamos trabalhando nessa direção" (as frases em negrito são de uma entrevista de Fernando Henrique, à Folha, em agosto deste ano).
Tanto faz
Eu escrevi este texto, a que dei o título de Tanto Faz, em 2002, antes da eleição de Lula à Presidência da República. Parece que nada mudou, basta substituir os nomes.
"Agora que somos penta, podemos falar sem rodeios: estamos fritos. Entre os candidatos à Presidência da República, não tem o menos ruim, o melhorzinho, nada. Não se trata disso. Ciro Gomes diz em entrevista a Carta Capital que um banqueiro nacional mandou-lhe o seguinte recado: "o Ciro pode fazer a demagogia que quiser, mas, eleito, vem aqui se entender conosco senão ele cai". E cai.
Ciro, como todos os outros, faz é demagogia mesmo. Para valer, todos assumiram o compromisso de "honrar" os contratos e "respeitar" o mercado. Ou seja, de qualquer lugar vamos tirar dinheiro para dar para os bancos, donos de nossa dívida interna e externa. Lênin disse: "Os bancos nasceram perfeitos". Ponto final.
Não se trata de escolher o candidato com o melhor discurso. Tanto faz quem promete o emprego ou defende a moralização. O resultado será sempre favorável ao capital. Um candidato que vai gastar entre 30 e 60 milhões de dinheiros ( este é o valor declarado!) tem obrigatoriamente de assumir compromissos com quem o financia ( banqueiros e empresários, empreiteiros e milionários).
Para o capital, financiamento de campanha é um investimento como outro qualquer (na verdade, mais lucrativo; dá 5, recebe 300). Logo, quem se apresenta como candidato já passou por uma seleção e escolha prévias do capital.
Não vale dizer que tem o tal José Maria do PSTU, que sua plataforma é revolucionária e frontalmente contrária ao capitalismo! Primeiro, quem é José Maria? O processo eleitoral na democracia capitalista não é mesmo para ser levado à serio. Imaginem discutirmos as 'propostas de governo' de um tal José Maria que apareceu na televisão durante dois minutos, se tanto! Além disto, com 200 mil para gastar na campanha ele mal vai comprar uns ternos na Ducal.
Que diferença faz se Lula/Ciro/Serra ganhar? Seria bom se fosse só uma questão subjetiva, cuja solução se limitasse à troca de "sujeito". Mas não é. Basta ver o que diz o suiço Jean Ziegler, responsável pelo relatório da ONU sobre a fome e autor do livro " A Suiça lava mais branco":
"Os Estados nacionais estão perdendo força, não são mais sujeitos da história. (Na França), seja qual for o governo, ele obedece à Bolsa, aos movimentos do capital financeiro. Se você não faz a política fiscal que o capital quer, o capital vai embora. As oligarquias mundiais do capital financeiro dominam totalmente as políticas dos Estados nacionais. Se você aumenta os salários (na França), os custos de produção aumentam e as multinacionais partem para a Tailândia, Canadá..."
Todos os candidatos vivem repetindo que defendem a economia de mercado e as regras do jogo capitalista; logo, não há o que discutir. Eles terão de adotar o mesmo receituário de Malan e Fraga. É bom lembrar que os economistas neoliberais têm toda a razão em suas assertivas quanto ao 'caráter desestabilizador' de uma ampliação do crédito, da queda da taxa de juros e outros quetais. Partindo da premissa errada, eles fazem tudo certinho.
O sociólogo marxista alemão Robert Kurz, do Grupo Krisis, indica a saída, ao afirmar: " se a teoria monetária e de crédito neoliberal é essencialmente correta, então o próprio sistema de referência do sistema monetário e de crédito precisa ser criticado como tal ". E diz mais.
"Já não é mais possível uma crítica imanente do neoliberalismo e de seus efeitos bárbaros tal como é ruminada por keynesianos, social-democratas e socialistas de esquerda. Pode-se virar e desvirar a coisa do jeito que se quiser: a limitação objetiva da acumulação de capital não pode ser evitada por truque nenhum. É o que deverão sentir também os economistas de esquerda que rezam pela economia de mercado e atualmente preocupados com as 'chances de um bem sucedido processo de transformação'. Mas não haverá transformação alguma na economia de mercado. O que se requer é uma transformação do conceito de transformação, isto é, uma crítica que supere a modernidade produtora de mercadorias como um todo. É preciso levantar a questão de como se pode, na situação histórica de crise sistêmica, se organizar uma vida social, além das instâncias fetichistas anômimas, cegas, do mercado e da máquina estatal."
"Agora que somos penta, podemos falar sem rodeios: estamos fritos. Entre os candidatos à Presidência da República, não tem o menos ruim, o melhorzinho, nada. Não se trata disso. Ciro Gomes diz em entrevista a Carta Capital que um banqueiro nacional mandou-lhe o seguinte recado: "o Ciro pode fazer a demagogia que quiser, mas, eleito, vem aqui se entender conosco senão ele cai". E cai.
Ciro, como todos os outros, faz é demagogia mesmo. Para valer, todos assumiram o compromisso de "honrar" os contratos e "respeitar" o mercado. Ou seja, de qualquer lugar vamos tirar dinheiro para dar para os bancos, donos de nossa dívida interna e externa. Lênin disse: "Os bancos nasceram perfeitos". Ponto final.
Não se trata de escolher o candidato com o melhor discurso. Tanto faz quem promete o emprego ou defende a moralização. O resultado será sempre favorável ao capital. Um candidato que vai gastar entre 30 e 60 milhões de dinheiros ( este é o valor declarado!) tem obrigatoriamente de assumir compromissos com quem o financia ( banqueiros e empresários, empreiteiros e milionários).
Para o capital, financiamento de campanha é um investimento como outro qualquer (na verdade, mais lucrativo; dá 5, recebe 300). Logo, quem se apresenta como candidato já passou por uma seleção e escolha prévias do capital.
Não vale dizer que tem o tal José Maria do PSTU, que sua plataforma é revolucionária e frontalmente contrária ao capitalismo! Primeiro, quem é José Maria? O processo eleitoral na democracia capitalista não é mesmo para ser levado à serio. Imaginem discutirmos as 'propostas de governo' de um tal José Maria que apareceu na televisão durante dois minutos, se tanto! Além disto, com 200 mil para gastar na campanha ele mal vai comprar uns ternos na Ducal.
Que diferença faz se Lula/Ciro/Serra ganhar? Seria bom se fosse só uma questão subjetiva, cuja solução se limitasse à troca de "sujeito". Mas não é. Basta ver o que diz o suiço Jean Ziegler, responsável pelo relatório da ONU sobre a fome e autor do livro " A Suiça lava mais branco":
"Os Estados nacionais estão perdendo força, não são mais sujeitos da história. (Na França), seja qual for o governo, ele obedece à Bolsa, aos movimentos do capital financeiro. Se você não faz a política fiscal que o capital quer, o capital vai embora. As oligarquias mundiais do capital financeiro dominam totalmente as políticas dos Estados nacionais. Se você aumenta os salários (na França), os custos de produção aumentam e as multinacionais partem para a Tailândia, Canadá..."
Todos os candidatos vivem repetindo que defendem a economia de mercado e as regras do jogo capitalista; logo, não há o que discutir. Eles terão de adotar o mesmo receituário de Malan e Fraga. É bom lembrar que os economistas neoliberais têm toda a razão em suas assertivas quanto ao 'caráter desestabilizador' de uma ampliação do crédito, da queda da taxa de juros e outros quetais. Partindo da premissa errada, eles fazem tudo certinho.
O sociólogo marxista alemão Robert Kurz, do Grupo Krisis, indica a saída, ao afirmar: " se a teoria monetária e de crédito neoliberal é essencialmente correta, então o próprio sistema de referência do sistema monetário e de crédito precisa ser criticado como tal ". E diz mais.
"Já não é mais possível uma crítica imanente do neoliberalismo e de seus efeitos bárbaros tal como é ruminada por keynesianos, social-democratas e socialistas de esquerda. Pode-se virar e desvirar a coisa do jeito que se quiser: a limitação objetiva da acumulação de capital não pode ser evitada por truque nenhum. É o que deverão sentir também os economistas de esquerda que rezam pela economia de mercado e atualmente preocupados com as 'chances de um bem sucedido processo de transformação'. Mas não haverá transformação alguma na economia de mercado. O que se requer é uma transformação do conceito de transformação, isto é, uma crítica que supere a modernidade produtora de mercadorias como um todo. É preciso levantar a questão de como se pode, na situação histórica de crise sistêmica, se organizar uma vida social, além das instâncias fetichistas anômimas, cegas, do mercado e da máquina estatal."
sábado, 20 de setembro de 2014
Caça ao urso e tiro pela culatra
Caçada? Esquece: abate à distância, isto sim. Este faroleiro não se emenda. Olavo de Carvalho criou um teatro de aventuras e valentias em torno de uma fabulosa caçada ao urso e presenteou a platéia com um maçante, covarde e ridículo espetáculo de abate de animal indefeso à distância.
Quando Olavo de Carvalho anunciou que ia caçar ursos pretos ferozes, predadores assassinos perigosos de tamanho descomunal, ele estava contando lorota para enganar idiotas, pois ele sabia o que ia encontrar: ursos novos, pequenos, de pouco peso, e que só se aproximam da área onde estão os caçadores - aboletados em cima de árvores, com arma de mira telescópica, a safo de qualquer perigo - porque são atraídos por comida (iscas).
"Mike with his bear 88 lbs"
Basta olhar as fotos dos ursos abatidos, publicadas no site da Cedar Ridge, onde os valentões Olavo, Silvio Grimaldo e Pedro de Carvalho estavam. O urso da foto, abatido no dia 25 de agosto passado, pesava 40 QUILOS (88 lbs). O urso de Silvio pesava 63 QUILOS (140 pounds), e o do filho Pedro, que Olavo chamou de Big Bear (sic), pesava 127 QUILOS (280 pounds), peso de um homem apenas corpulento.
Sílvio não mentiu quando informou que sua vítima "está dentro da média para a idade e a região". Os 'três patetas" sabiam disto. São uns nojentinhos, este Olavo, filho e amigo.
O valente, corajoso, destemido e muy macho Silvio Grimaldo descreveu assim o monstro que ele abateu do alto de uma cadeirinha, em cima de uma árvore, com uma arma de repetição de mira telescópica, sem correr qualquer risco ou perigo:
"um urso maduro de quase 3 anos e meio. Ele está dentro da média para a idade e a região, 140 pounds. Há ursos maiores, que chegam até 200kg, mas sao mais difíceis de aparecer. O Pedro pegou hoje um realmente grande, mas tem gente que pega bem pequeno, com menos de 100 pounds e até filhotes, o que não é ilegal, apesar de não ser nem um pouco recomendável."
PS 1: eu peso 50 quilos. O urso de Sílvio Grimaldo é mais pesado do que eu, pesa cerca de 60 quilos (140 pounds/libras). O urso de Pedro, que é 'realmente grande', pesa menos de 150 quilos (280 lbs). Como se vê, bichos descomunais, ameaçadores, perigosíssimos.
PS 2: repara que ele evita referir-se ao peso do bicho em 'quilos'. Em 'pounds' (brasileiro nem sabe o que é), o bicho dobra de tamanho. Espertinho.
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Mentiras cor-de-rosa. Pura fumaça.
Ô, cabra que mente. Olavo de Carvalho resolveu inventar agora que ele não fuma por vício, mas por frescura (no caso dele, eu concordo. Olavo é fresco). Quem conhece sabe: a Chaminé da Virginia fuma compulsivamente, obsessivamente, alucinadamente, descontroladamente. É viciado no mais alto grau.
Vai ter que ficar sem fumar para caçar seus ursos? Diz ele que vai. Mas ficar sem fumar, quando não há meio de fumar, qualquer um fica. Só não se consegue ficar sem respirar. E finchè eu veja provas desta caçada, sei não... Olavo vai dizer que o bichão não apareceu por medo e ele cancelou a caçada e voltou. Para fumar.
Paralaxe cognitiva ou delírio de interpretação? Nada, mentira deslavada mesmo. Olavo de Carvalho é uma piada.
À moda do Facebook: KKKKKKKKKKKKK
"Matheus Leite O senhor fica com ansiedade se ficar sem fumar? Isso atrapalha qualquer atividade.
Olavo de Carvalho Matheus Leite: Nem um pouco. Só fico puto se alguém me MANDAR parar de fumar.
Olavo de Carvalho Fumar não é vício. É frescura."
Vai ter que ficar sem fumar para caçar seus ursos? Diz ele que vai. Mas ficar sem fumar, quando não há meio de fumar, qualquer um fica. Só não se consegue ficar sem respirar. E finchè eu veja provas desta caçada, sei não... Olavo vai dizer que o bichão não apareceu por medo e ele cancelou a caçada e voltou. Para fumar.
Paralaxe cognitiva ou delírio de interpretação? Nada, mentira deslavada mesmo. Olavo de Carvalho é uma piada.
À moda do Facebook: KKKKKKKKKKKKK
"Matheus Leite O senhor fica com ansiedade se ficar sem fumar? Isso atrapalha qualquer atividade.
Olavo de Carvalho Matheus Leite: Nem um pouco. Só fico puto se alguém me MANDAR parar de fumar.
Olavo de Carvalho Fumar não é vício. É frescura."
Maçadas de Carvalhinho
Monteiro Lobato escreveu um clássico da literatura infantil - Caçadas de Pedrinho. O Fanfarrão da Virginia já pode escrever Maçadas de Carvalhinho.
Olavo de Carvalho é fanfarrão ridículo. Fica alardeando coragem e valentia, encarapitado em cima de uma árvore, com arma de alto poder de fogo, mira telescópica e repetição, à espera de um urso que não o está atacando, para abater o bicho friamente, sem risco nenhum. Zero.
Olavo de Carvalho é fanfarrão ridículo. Fica alardeando coragem e valentia, encarapitado em cima de uma árvore, com arma de alto poder de fogo, mira telescópica e repetição, à espera de um urso que não o está atacando, para abater o bicho friamente, sem risco nenhum. Zero.
Vem até São Paulo ver o que é bom pra tosse, covardão, fujão, bundão. É aqui que acontecem 50 mil assassinatos por ano. Isto aí embaixo foi bem perto de minha casa, e aconteceu ontem na hora em que meu marido e meus filhos estavam a caminho de casa ou da faculdade. O perigo é aqui.
PS: será que Olavo está mesmo nesta caçada? Nunca vi internet funcionar tão bem numa região cheia de árvore e quase deserta, mesmo nos EUA. Ele posta asneiras o dia todo no Facebook.
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/09/protesto-bloqueia-avenida-giovanni-gronchi-no-morumbi-em-sp.html
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http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/09/protesto-bloqueia-avenida-giovanni-gronchi-no-morumbi-em-sp.html
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Olavo de Carvalho
há 7 minutos
Todo psicopata assassino é sentimentalóide.
Olavo de Carvalho
há 21 horas
Sentado na cadeirinha, estou absolutamente tranqüilo, mas, não sei por que, sinto uma tristeza sem fim. Acho que ter por único companheiro um urso que não aparece e que, se aparecer, morre, traz à mente a tristeza ancestral, quase geológica, de um planeta condenado.Mas, às vezes, confesso que fico falando mentalmente com o urso: "Vá embora, seu filho da puta. Não apareça por aqui que terei de dar cabo de você."
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Caçada? Abate à distância. Este faroleiro não se emenda. Olavo de Carvalho criou um teatro de aventuras e valentias em torno de uma fabulosa caçada ao urso e presenteou a platéia com um maçante, covarde e ridículo espetáculo de abate de animal indefeso à distância.
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E Sílvio Grimaldo, que está encarapitado em cima de uma árvore, congelando, à espera de urso, no Maine?
Nunca vi caçador que fica no Facebook.
Reclamando que está tudo ruim, chato, horrível e maçante.
há 7 minutos
Todo psicopata assassino é sentimentalóide.
Olavo de Carvalho
há 21 horas
Sentado na cadeirinha, estou absolutamente tranqüilo, mas, não sei por que, sinto uma tristeza sem fim. Acho que ter por único companheiro um urso que não aparece e que, se aparecer, morre, traz à mente a tristeza ancestral, quase geológica, de um planeta condenado.Mas, às vezes, confesso que fico falando mentalmente com o urso: "Vá embora, seu filho da puta. Não apareça por aqui que terei de dar cabo de você."
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Caçada? Abate à distância. Este faroleiro não se emenda. Olavo de Carvalho criou um teatro de aventuras e valentias em torno de uma fabulosa caçada ao urso e presenteou a platéia com um maçante, covarde e ridículo espetáculo de abate de animal indefeso à distância.
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E Sílvio Grimaldo, que está encarapitado em cima de uma árvore, congelando, à espera de urso, no Maine?
Nunca vi caçador que fica no Facebook.
Reclamando que está tudo ruim, chato, horrível e maçante.
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
OdeC, a foca* das galáxias
"Sendo apenas um professor e morando no campo, visto-me como um trabalhador manual e estou muito contente com isso".(Olavo de Carvalho)
Uai, mas Olavo de Carvalho não é jornalista, que se apresenta às autoridades americanas como 'correspondente do Diário do Comércio em Washington'? Por que será que ele omite neste mesmo curriculum que é professor de Filosofia num curso online com mais de dois mil alunos inscritos, ao custo de trinta dólares por mês?
Sobre o assunto, convém esclarecer: eu não estou discutindo documento de Olavo de Carvalho para entrar ou permanecer nos Estados Unidos. Eu estou dizendo e repetindo que Olavo não é correspondente do Diário do Comércio em Washington, nem nos Estados Unidos, nem em lugar nenhum.
Olavo não faz trabalho de correspondente, não tem fonte nos Estados Unidos, não entrevista ninguém, não vai a Washington nem para ver a posse do presidente, como 'povo em geral'. E mais: o Diário do Comércio não existe. É um jornaleco sem a menor importância.
Ser correspondente do Diário do Comércio e falar em 'alto privilégio no jornalismo nacional' é delírio e dor de cotovelo de quem sabe que não tem qualquer relevância na imprensa brasileira. Olavo de Carvalho quer fazer crer que é Paulo Francis. Acontece que Francis foi correspondente em Nova Iorque de alguns dos maiores veículos de comunicação do País: a Folha de São Paulo, O Globo, o Estadão e a Rede Globo, além do Pasquim.
Só um sujeito complexado e invejoso como o Guru de Varginha escreveria esta estupidez, falando de si mesmo: "A condição de correspondente que está livre para escrever sobre o que quiser, sem obrigação de cobrir os acontecimentos do dia ou fazer entrevistas, é um alto privilégio no jornalismo nacional". Qua qua quá.
E quer saber mais? Eu tenho cá minhas dúvidas se Olavo de Carvalho é mesmo contratado pelo Diário do Comércio como "correspondente'. Vai ver ganha como freelancer, por artigo que escreve. E não deve ser muita grana não.
Vamos falar sério, Olavo de Carvalho é apenas um colunista do Diário do Comércio que mora na roça, na Virgínia/EUA e que escreve sem que para isto seja necessário morar lá. O fato de Richmond ficar a menos de 200 KM de Washington não muda em nada o fato de que ser 'correspondente' é tutta un'altra cosa.
E o Diário do Comércio é nada, é o jornal da Associação Comercial, sustentado pela publicação obrigatória dos balancetes das empresas em veículos de comunicação. O DC não tem qualquer importância, relevância ou influência. Levanta a mão aí quem lê o Diário do Comércio?
Foca: repórter principiante e sem experiência. Figura protagonista do mais rico folclore do jornalismo.
Uai, mas Olavo de Carvalho não é jornalista, que se apresenta às autoridades americanas como 'correspondente do Diário do Comércio em Washington'? Por que será que ele omite neste mesmo curriculum que é professor de Filosofia num curso online com mais de dois mil alunos inscritos, ao custo de trinta dólares por mês?
Sobre o assunto, convém esclarecer: eu não estou discutindo documento de Olavo de Carvalho para entrar ou permanecer nos Estados Unidos. Eu estou dizendo e repetindo que Olavo não é correspondente do Diário do Comércio em Washington, nem nos Estados Unidos, nem em lugar nenhum.
Olavo não faz trabalho de correspondente, não tem fonte nos Estados Unidos, não entrevista ninguém, não vai a Washington nem para ver a posse do presidente, como 'povo em geral'. E mais: o Diário do Comércio não existe. É um jornaleco sem a menor importância.
Ser correspondente do Diário do Comércio e falar em 'alto privilégio no jornalismo nacional' é delírio e dor de cotovelo de quem sabe que não tem qualquer relevância na imprensa brasileira. Olavo de Carvalho quer fazer crer que é Paulo Francis. Acontece que Francis foi correspondente em Nova Iorque de alguns dos maiores veículos de comunicação do País: a Folha de São Paulo, O Globo, o Estadão e a Rede Globo, além do Pasquim.
Só um sujeito complexado e invejoso como o Guru de Varginha escreveria esta estupidez, falando de si mesmo: "A condição de correspondente que está livre para escrever sobre o que quiser, sem obrigação de cobrir os acontecimentos do dia ou fazer entrevistas, é um alto privilégio no jornalismo nacional". Qua qua quá.
E quer saber mais? Eu tenho cá minhas dúvidas se Olavo de Carvalho é mesmo contratado pelo Diário do Comércio como "correspondente'. Vai ver ganha como freelancer, por artigo que escreve. E não deve ser muita grana não.
Vamos falar sério, Olavo de Carvalho é apenas um colunista do Diário do Comércio que mora na roça, na Virgínia/EUA e que escreve sem que para isto seja necessário morar lá. O fato de Richmond ficar a menos de 200 KM de Washington não muda em nada o fato de que ser 'correspondente' é tutta un'altra cosa.
E o Diário do Comércio é nada, é o jornal da Associação Comercial, sustentado pela publicação obrigatória dos balancetes das empresas em veículos de comunicação. O DC não tem qualquer importância, relevância ou influência. Levanta a mão aí quem lê o Diário do Comércio?
Foca: repórter principiante e sem experiência. Figura protagonista do mais rico folclore do jornalismo.
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
OdeC: ele é e gosta de picareta.
Como é que um sujeito que se apresenta como jornalista e analista político, que dá palpite sobre estratégia de ação, que fala que é o bambambam da sapiência, do discernimento e da confiabilidade e garante que conhece como ninguém a vida econômica, cultural e política do Brasil, publica um documento supostamente assinado pelas mais altas patentes militares, com abrangência e conseqüências gravíssimas para a vida do País, sem ter uma única fonte militar para confirmar a informação publicada? É um picareta este Olavo de Carvalho:
"Não tenho meios de verificar nada. Perdi todo contato com os militares brasileiros há dez anos e não tenho a menor idéia do que estão fazendo ou pensando" (Olavo de Carvalho, em sua página no Facebook).
Olavo de Carvalho: a foca que caça ursos
Olavo de Carvalho sabe que ele não é repórter, nunca foi. Não é do ramo. O Guru de Varginha mentiu às autoridades americanas, para efeito de green card, informando que é correspondente do Diário do Comércio em Washington. Não diga, Olavo. Morando na roça, numa fazenda em Richmond, na Virginia?
Quero que Olavo de Carvalho prove que é credenciado na Casa Branca e no Congresso americano (condição essencial para ser correspondente lá) e publique as entrevistas que ele faz em Washington com gente que tem influência na política americana.
Para escrever o que ele escreve para o DC, ele não precisava sair do Brasil. Se morasse na Vila Nhocunhé, ele podia cometer os mesmos artigos (que aliás, são sempre os mesmos repetecos, e delírios e chutes e teorias sem pé na realidade).
'Comer barriga' de novo? Nenhuma novidade.
PS:'comer barriga' é publicar noticia falsa, sem checar a fonte e a confiabilidade da informação. Coisa de foca (repórter iniciante, inexperiente e que é figura folclórica nas redações).
https://www.facebook.com/olavo.decarvalho/posts/10152657899387192
http://www.uptualiza.com/2014/09/tomada-de-poder-congresso-nacional-sera.html
Quero que Olavo de Carvalho prove que é credenciado na Casa Branca e no Congresso americano (condição essencial para ser correspondente lá) e publique as entrevistas que ele faz em Washington com gente que tem influência na política americana.
Para escrever o que ele escreve para o DC, ele não precisava sair do Brasil. Se morasse na Vila Nhocunhé, ele podia cometer os mesmos artigos (que aliás, são sempre os mesmos repetecos, e delírios e chutes e teorias sem pé na realidade).
'Comer barriga' de novo? Nenhuma novidade.
PS:'comer barriga' é publicar noticia falsa, sem checar a fonte e a confiabilidade da informação. Coisa de foca (repórter iniciante, inexperiente e que é figura folclórica nas redações).
https://www.facebook.com/olavo.decarvalho/posts/10152657899387192
http://www.uptualiza.com/2014/09/tomada-de-poder-congresso-nacional-sera.html
sábado, 30 de agosto de 2014
Matemática de OdeC: nem de quinta. De quarta.
E Olavo de Carvalho continua ruim de matemática. Na caradura, no hangout com Puggina, Gurgel, Giulliano e um outro lá, ele mentiu sem pejo e sem dó, ao dizer que em 1964 era estudante secundarista.
Não diga, OdeC. Foste tu mesmo a confessar que não terminaste sequer a quarta série do ginásio, que todos nós concluímos com 14 (no máximo, 15) anos. Como nasceste em abril de 47, tu tinhas 17 anos quando o golpe aconteceu. Não eras estudante coisa nenhuma.
Não diga, OdeC. Foste tu mesmo a confessar que não terminaste sequer a quarta série do ginásio, que todos nós concluímos com 14 (no máximo, 15) anos. Como nasceste em abril de 47, tu tinhas 17 anos quando o golpe aconteceu. Não eras estudante coisa nenhuma.
Escreveu não leu, pau comeu
Dizer que, em 1975, quando era copydesk do Jornal da Tarde, ele só corrigia textos mal escritos de repórteres analfabetos e precários, vindos das faculdades de jornalismo, é outra lorota de Olavo de Carvalho.
Aquela safra de primeiros repórteres formados, com diploma universitário, era fruto das boas escolas públicas e particulares que existiam no Brasil na década de 50 e 60, os alunos sabiam escrever, liam os clássicos da literatura, era outro nível.
Os professores das (poucas e boas) faculdades eram geralmente medalhões e grandes profissionais da imprensa. Na UnB, onde eu entrei em 72 e saí em 80, fui aluna de Carlos Chagas, Manoel Vilela de Magalhães e Vladimir Carvalho. Era assim.
Olavo nunca foi aluno universitário, morre de inveja de não ter diploma e gosta mesmo é de falar mal de quem tem um canudo na mão.
Mas quem era mesmo que queria um diploma de bacharel em Direito, a ser concedido por uma faculdade paulista sem o ônus de frequência e de avaliações?
Aquela safra de primeiros repórteres formados, com diploma universitário, era fruto das boas escolas públicas e particulares que existiam no Brasil na década de 50 e 60, os alunos sabiam escrever, liam os clássicos da literatura, era outro nível.
Os professores das (poucas e boas) faculdades eram geralmente medalhões e grandes profissionais da imprensa. Na UnB, onde eu entrei em 72 e saí em 80, fui aluna de Carlos Chagas, Manoel Vilela de Magalhães e Vladimir Carvalho. Era assim.
Olavo nunca foi aluno universitário, morre de inveja de não ter diploma e gosta mesmo é de falar mal de quem tem um canudo na mão.
Mas quem era mesmo que queria um diploma de bacharel em Direito, a ser concedido por uma faculdade paulista sem o ônus de frequência e de avaliações?
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Sorvete na testa (Prometheo Liberto)
quinta-feira, 28 de Agosto de 2014
Sorvete na testa
Não se pode ser ex-perenialista sem ser anti-perenialista. Sabendo disso, e querendo conformar sua vida à verdade pela qual está buscando ativamente, Caio Rossi segue empenhando-se no cumprimento da promessa de denunciar e combater o luciferianismo velado oferecido pelos heresiarcas esotéricos Guénon e Schuon. O mais recente resultado de seus esforços de reparação ao erro perenialista no qual esteve envolvido está no interessante e oportuno texto a seguir:
Do texto em questão, convém destacar os trechos abaixo:
2º Fato:
O perenialismo guenoniano não é guenoniano: é ismailita. Ele já existia há séculos. O Simbolismo da Cruz, por exemplo, é um antigo tema ismailita que foi posteriormente desenvolvido por Guénon. Ele só fez dar aos preceitos dessa seita o upgrade necessário aos novos tempos, e contou, para isso, com o auxílio de organizações secretas.
3º Fato:
Historicamente, os ismailitas adotaram a estratégia de revezamento entre "ocultação" e "atividade pública", que se alternam de acordo com as condições objetivas que vão encontrando. Quando havia reação poderosa à sua agenda, adotavam a "ocultação" através do discurso duplo ou dúbio,conseguindo frequentemente se passar pelos mais ortodoxos dos fiéis.
"O pessoal, quando entra para a tariqa, quando começa a freqüentar estes meios, já se imbui da autorização islâmica para mentir para os infiéis, e começam a mentir como uns loucos" [True Outspeak de 16/02/2011 (de 3min13s a 3min32s)]
Com tantos sorvetes arremetidos por si contra a própria testa, é de se surpreender como ainda haja quem dê fé pública ao sr. Olavo. Talvez isso se explique por haver em demasia no mundo ingênuos, distraídos, interesseiros e oportunistas.
VER TAMBÉM: "O Novo Aeon conservador"
VER TAMBÉM: "O Novo Aeon conservador"
http://libertoprometheo.blogspot.com.br/2014/08/sorvete-na-testa.html
Está claro isso aí? (Caio Rossi)
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Há alguns anos eu publiquei, em meu antigo blog, uma lista de 10 passos para uma introdução ao perenialismo guenoniano. Muita gente me agradeceu por tê-los postado. Espero que esses 11 fatos iniciais - pois tem muito mais por vir - sejam suficientes para ajudar os leitores a entender melhor de que se trata, de fato, a desgraça chamada perenialismo, qual a sua verdadeira agenda e quem são seus agentes ocultos no Brasil.
1º Fato:
René Guénon era maçon e cripto-ismailita. Em outras palavras, um defensor e, mais do que isso, um representante destacado de uma heresia entre os católicos e uma heresia correspondente entre os muçulmanos. O ismailismo é uma praga esotérica que se infiltrou no Islã - e domina sabe-se lá quanto do sufismo - e que, através dos templários, constituiu as bases da "moderna Maçonaria".
Percebi esse vínculo somente há algum tempo. Ao procurar mais sobre o assunto no Google, encontrei esse e-book em espanhol e descobri que haviam não só percebido esse vínculo antes, como também já estava escrito um livro imprescindível para se entender a farsa perenialista.
2º Fato:
O perenialismo guenoniano não é guenoniano: é ismailita. Ele já existia há séculos. O Simbolismo da Cruz, por exemplo, é um antigo tema ismailita que foi posteriormente desenvolvido por Guénon. Ele só fez dar aos preceitos dessa seita o upgrade necessário aos novos tempos, e contou, para isso, com o auxílio de organizações secretas.
3º Fato:
Historicamente, os ismailitas adotaram a estratégia de revezamento entre "ocultação" e "atividade pública", que se alternam de acordo com as condições objetivas que vão encontrando. Quando havia reação poderosa à sua agenda, adotavam a "ocultação" através do discurso duplo ou dúbio, conseguindo frequentemente se passar pelos mais ortodoxos dos fiéis.
4º Fato:
A agenda perenialista consiste em infiltrar uma "elite gnóstica" aparentemente ortodoxa e "conservadora" nas grandes tradições espirituais - sobretudo a Igreja Católica e o Islã - e controlá-las a partir de dentro e, uma vez estabelecido esse controle, conduzi-las à tal "religião mundial".
5º fato:
Mas René Guénon escreveu contra a "religião mundial"! Sim, assim como escreveu, sob o pseudônimo Sphinx, contra a maçonaria em uma revista católica pseudamente anti-maçônica. Releia o 3º fato se ainda não entendeu o que significa "ocultação".
6º fato:
Voltando à agenda perenialista:
De um blog brasileiro sobre perenialismo, resumindo o pastiche que Guénon faz entre uma profecia católica (a do Grande Monarca) e uma islâmica (sobre o advento do Mahdi):
Assim organizações iniciáticas e contra-iniciáticas se enfrentarão em um antagonismo dialético muito sutil; onde “o verdadeiro esoterismo está além das oposições que se afirmam nos movimentos exteriores que agitam o mundo profano, e se estes movimentos são por vezes suscitados ou dirigidos invisivelmente por poderosas organizações iniciáticas, pode-se dizer que estas as dominam sem se misturar, de maneira a exercer igualmente sua influência sobre cada uma das partes contrárias” (René Guénon, O Esoterismo de Dante)
O papel das organizações iniciáticas e sociedades secretas seria duplo: restaurar para cada indivíduo «qualificado» o nível de consciência original, designado como estado primordial ou adâmico; acelerar em modo «subversivo» o processo de decadência coletiva que permitirá o advento de um novo ciclo, iniciado pelo «Grande Monarca» francês, o «Imperador Adormecido» germânico ou o «Mahdi» muçulmano.
Entendam que, para Guénon, o "Grande Monarca" católico seria, ao mesmo tempo, o Mahdi muçulmano, o descendente de Maomé que irá resgatar o Califado.
7º fato:
Os ismailitas são uma vertente do xiismo, e herdaram de sua origem a crença de que cada "Profeta" teve um "continuador" (wasi) - quase que um "sub-profeta" - que daria prosseguimento a seu trabalho e que os descendentes desse "Profeta" - ou desse "sub-profeta"- herdariam essa função.
Existe toda uma rebuscada explicação "arquetípica" para isso, mas o que importa, em termos práticos, é que os ismailitas acreditam, como os xiitas, que Maomé foi o "Profeta" e Ali, seu sobrinho, era seu "continuador", assim como os advindos do casamento desse com a filha de Maomé, Fátima (daí a doutrina xiita do imamato).
No caso do Cristianismo, o natural seria procurar um descendente direto de Jesus, o que se relaciona com a teoria gnóstica sobre uma dinastia advinda de sua suposta união com Maria Madalena (história essa que foi popularizada em um famoso bestseller).
No entanto, essa vertente é muito pouco crível. Mas existe outra: a do "sobre ti edificarei a minha Igreja". Sim, Pedro seria o "Ali" de Jesus Cristo para os ismailitas. O Grande Monarca católico seria, portanto, um descendente de Pedro, o "continuador" da revelação cristã, e, ao mesmo tempo, enquanto Mahdi, seria descendente de Maomé via Ali e Fátima.
Muitos ismailitas acreditam que Nargis tenha sido uma descendente de Pedro e que, por ser esposa do 11º Imã do xiismo, de sua prole sairá aquele que supostamente unificará as duas linhagens dinásticas de wasis (ou seja, o Grande Monarca/Mahdi). E é essa a convicção de um certo tariqueiro ameaçador com quem convivi por algum tempo.
8º Fato:
Os perenialistas menosprezam a moral das religiões. Para eles, o que importa é a metafísica que as embasa e, de sua prática, só querem uma coisa: o ritual! Segundo Guénon, em seu livro sobre iniciação, os ritos exotéricos de uma tradição - como as 5 orações diárias dos muçulmanos, ou a Eucaristia dos cristãos, etc. - podem passar a ter função também esotérica caso o indivíduo tenha sido "iniciado". Por isso, esforçam-se em ser os mais zelosos praticantes dos rituais das religiões que adotaram sem que isso signifique absolutamente sua adesão aos preceitos dessas mesmas religiões.
9º Fato:
A suposta iluminação gnóstica sempre esteve vinculada a uma figura feminina: Sofia, Spendarmat, Fátima (para os fatímidas ismailitas), Laila, ou nomes semelhantes, para os sufis (daí o nome da filha de René Guénon e da filha de um certo perenialista em "ocultação"), e também Maria, a mãe de Jesus. Não seria, porém, a Maria conforme compreendida pela tradição cristã (ou mesmo pela islâmica), mas o "arquétipo" ismailita com o qual a mãe de Jesus foi identificada como sendo uma das manifestações.
Segundo Guénon, o culto às Virgens Escuras ou Negras na Europa seria de caráter esotérico. Estima-se a existência de cerca de 500 imagens de Virgens Negras naquele continente. A Virgem Maria retratada por Frithjof Schuon também tinha a pele escura. Este, aliás, escreveu um artigo sobre a Virgem Negra de Czestotchowa, que era venerada também por Jacob Frank (da seita neo-sabataísta que se infiltrou na Igreja Católica, sobretudo na Polônia, e que também possui aparentes vínculos com os perenialistas). O perenialista Jean Hani dedicou um livro a essas virgens.
10º Fato:
Jutando-se o 8º ao 9º fato, temos que, entre as práticas católicas que tendem a ser muito apreciadas pelos perenialistas que se infitraram na Igreja, está a consagração à Virgem. Mas, como revela o fato acima, isso não quer dizer que a Virgem seja compreendida da mesma forma. Para eles, trata-se do "Eternal Feminine", como diz Hani, ou, se preferirem, a hindu Kali, segundo Schuon.
Por isso, fiquem atentos para um certo "pacto com Maria" fora da Igreja proposto por algum perenialista online, e desconfiem de algum sacerdote muito vinculado a algum perenialista "oculto", pois ele pode estar utilizando a fumaça das consagrações à Virgem para se camuflar de bom católico e, ao mesmo tempo, estar tentando atingir outros fins com essa prática.
11º Fato:
Segundo "um certo" brasileiro que foi muito ligado a Schuon, os romenos foram os que melhor compreenderam a obra de Guénon e até desenvolveram sua própria estratégia. A propósito, Guénon esteve de fato naquele país e foi amigo de Mircea Eliade, o famoso "historiador das religiões" romeno e um notório perenialista. Eliade, por sua vez, foi amigo do maçon e antigo praticante de Meditação Transcedental, Andrei Plesu (Pleshu), que defende a Angelologia ismailita, conforme exposta por Henri Corbin, que unificaria as 3 tradições abraâmicas. E, para coroar tudo isso, Plesu/Pleshu acredita que a União Européia deve se integrar espiritualmente ao Maghreb, o Norte da África, reproduzindo as antigas invasões bárbaras!
E daí eu fico me perguntando: quem mais estará na lista de amigos de Plesu/Pleshu? E quem mais tem vínculos com a Romênia? Aliás, além das razões de um Van Helsing, por que cargas d'água um estrangeiro moraria na Romênia, hein!?
Está claro isso aí ou quer que eu desenhe?
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
Ser(es)
Os defensores dos bichos, e todos aqueles que são contrários ao consumo de carne e uso de peles, couro e outros componentes animais para a fabricação de vestuário, calçados e cosméticos falam muito em 'natureza' mas, em geral, a desconhecem.
A bem da verdade, ninguém conseguiu até hoje estabelecer de forma clara o que seja 'natureza'. Cada ciência a define a seu modo. Apesar da dificuldade, é de natureza que vamos falar. Comecemos pela princípio: a experiência ensina que não cometerá pecado de heresia aquele que afirmar que todos os seres vivos se diferenciam pelo fim a que objetivam e todo ser na natureza é ordenado ao melhor, à realização da perfeição.
Fique claro: ontologicamente, todo ser é completo, nenhum é 'mais ser' que o outro. O uso do termo 'mais ser' aqui é licença poética, deve ser entendido sempre como 'mais perfeição ou dignidade'. Com esta ressalva, podemos afirmar que os seres brutos são os que tem menos 'ser', eles tem apenas constituição. (Por ora, deixemos à parte o reino mineral, os chamados seres brutos)
Tratemos do reino dos seres vivos, os vegetais e os animais. A planta realiza duas operações: uma, a de nutrição, retirando da terra e do ar as substâncias minerais para a sua conservação e outra, a de reprodução. Reprodução é superior à nutrição, essa exige mais complexidade e perfeiçao. A reprodução engloba e pressupõe a nutrição.
Num vegetal, o máximo de 'perfeição de ser' que ele pode aspirar é reproduzir-se. Para um alface, melhor que ser um alface é ser dois. É o máximo de perfeição e de 'ser' que o vegetal alcança.
Os animais são mais perfeitos que os vegetais; os animais, neste sentido, tem mais 'ser', mais funções, porque - além da nutrição e reprodução - eles têm percepção sensorial. O mundo vegetal é imóvel, frio, silencioso, oposto ao dos animais.
A reprodução animal é subordinada à percepção, aos sentidos. O animal só se reproduz quando isto lhe parece agradável. A própria natureza deu-lhe mecanismos de atração (o cio, com seus odores e seduções, vide pavões)
O homem, além da reprodução e da percepção, tem a sua vida ordenada à inteligência. Há mais 'ser' no homem que no animal. Há mais perfeição nele que nos outros seres vivos. Na natureza, o menos é ordenado ao mais. No caso da reprodução, por exemplo: o homem não se acasala, ele escolhe a sua companheira por critérios racionais, afetivos, sociais, intelectuais.
Mesmo quando o homem alega que faz sexo para satisfazer seus instintos decretados biologicamente, ele impõem-se restrições e tabus aceitos e estabelecidos pela sociedade (incesto, pedofilia, necrofilia etc).
A bem da verdade, ninguém conseguiu até hoje estabelecer de forma clara o que seja 'natureza'. Cada ciência a define a seu modo. Apesar da dificuldade, é de natureza que vamos falar. Comecemos pela princípio: a experiência ensina que não cometerá pecado de heresia aquele que afirmar que todos os seres vivos se diferenciam pelo fim a que objetivam e todo ser na natureza é ordenado ao melhor, à realização da perfeição.
Fique claro: ontologicamente, todo ser é completo, nenhum é 'mais ser' que o outro. O uso do termo 'mais ser' aqui é licença poética, deve ser entendido sempre como 'mais perfeição ou dignidade'. Com esta ressalva, podemos afirmar que os seres brutos são os que tem menos 'ser', eles tem apenas constituição. (Por ora, deixemos à parte o reino mineral, os chamados seres brutos)
Tratemos do reino dos seres vivos, os vegetais e os animais. A planta realiza duas operações: uma, a de nutrição, retirando da terra e do ar as substâncias minerais para a sua conservação e outra, a de reprodução. Reprodução é superior à nutrição, essa exige mais complexidade e perfeiçao. A reprodução engloba e pressupõe a nutrição.
Num vegetal, o máximo de 'perfeição de ser' que ele pode aspirar é reproduzir-se. Para um alface, melhor que ser um alface é ser dois. É o máximo de perfeição e de 'ser' que o vegetal alcança.
Os animais são mais perfeitos que os vegetais; os animais, neste sentido, tem mais 'ser', mais funções, porque - além da nutrição e reprodução - eles têm percepção sensorial. O mundo vegetal é imóvel, frio, silencioso, oposto ao dos animais.
A reprodução animal é subordinada à percepção, aos sentidos. O animal só se reproduz quando isto lhe parece agradável. A própria natureza deu-lhe mecanismos de atração (o cio, com seus odores e seduções, vide pavões)
O homem, além da reprodução e da percepção, tem a sua vida ordenada à inteligência. Há mais 'ser' no homem que no animal. Há mais perfeição nele que nos outros seres vivos. Na natureza, o menos é ordenado ao mais. No caso da reprodução, por exemplo: o homem não se acasala, ele escolhe a sua companheira por critérios racionais, afetivos, sociais, intelectuais.
Mesmo quando o homem alega que faz sexo para satisfazer seus instintos decretados biologicamente, ele impõem-se restrições e tabus aceitos e estabelecidos pela sociedade (incesto, pedofilia, necrofilia etc).
A crise da fé na ciência (Joseph Ratzinger)
Na última década, a resistência da criação a deixar-se manipular
pelo homem manifestou-se como um elemento novo no panorama cultural global. A
questão sobre os limites da ciência e os critérios a que ela deve se ater
tornou-se inevitável. Para mim, particularmente significativo desta mudança de
ambiente intelectual é o maneira diferente como se julga o caso
Galileu.
Esse fato, embora tenha recebido pouca atenção no século XVII, é
elevado, já século seguinte, a mito iluminista. Galileu aparece como uma vítima
daquele obscurantismo medieval que perdura na Igreja. Bem e mal estão separados
por um corte nítido. De um lado, encontramos a Inquisição: o poder que encarna a
superstição, o inimigo da liberdade e do conhecimento.
De outro, as ciências
naturais representadas por Galileu. Eis aí a força do progresso e da libertação
do homem dos grilhões da ignorância que o mantém impotente diante da natureza. A
estrela da Modernidade brilha na noite escura de trevas da Idade Média
(1).
De acordo com (Ernst) Bloch, o sistema heliocêntrico, bem como o
geocêntrico, é baseado em pressupostos indemonstráveis. Entre eles, desempenha
um papel preponderante a afirmação da existência do espaço absoluto, mas essa
opção foi, porém, anulada pela teoria da relatividade. Ele escreve,
textualmente:
“Dado que, com a abolição do pressuposto de um espaço vazio e imóvel,
não é mais produzido qualquer movimento nesse sentido, mas apenas um movimento
relativo de corpos entre si, e porque a medida desse movimento depende da
escolha do corpo tomado como um ponto de referência (...), hoje, como outrora,
se poderia supor a terra fixa e o sol em movimento”.
(2).
Curiosamente, foi Ernst Bloch, com seu marxismo romântico, um dos
primeiros a se opor abertamente tal o mito (iluminista), oferecendo uma nova
interpretação do que aconteceu.
A vantagem do
sistema heliocêntrico sobre o geocêntrico não consiste em uma maior
correspondência à verdade objetiva, mas ao fato de que nos dá uma maior
facilidade de cálculo. Até aqui, Bloch expõe apenas uma concepção moderna das
ciências naturais. Surpreendente, porém, é a conclusão que ele
tira:
“Uma vez dada como certa a relatividade do movimento, um antigo
sistema de referência humano e cristão não tem direito de interferir nos
cálculos astronômicos e sua simplificação heliocêntrica; mas tem o direito de
permanecer fiel ao seu método de preservar a terra em relação à dignidade humana
e de orientar o mundo quanto ao que vai acontecer e ao que aconteceu no mundo
(3)".
Se aqui ambas as esferas de conhecimento continuam claramente diferenciadas
entre si quanto ao seu perfil metodológico, reconhecendo tanto seus limites
quanto seus direitos, parece muito mais drástica, porém, a apreciação do
filósofo agnóstico-céptico P. Feyerabend. Ele
escreve:
“A Igreja
da época de Galileu foi muito mais fiel à razão do que o próprio Galileu, e
levou, antes, em consideração as conseqüências éticas e sociais da doutrina
galileiana. Sua sentença contra Galileu foi racional e justa, e só razões de
oportunidade política se pode justificar a sua revisão". (4).
Do ponto de vista das conseqüências concretas da reviravolta
galileiana, no entanto, CF von Weizsäcker dá mais um passo à frente quando ele
vê uma ligação diretíssima que conduz de Galileu à bomba atômica. Para minha
surpresa, em uma recente entrevista sobre o caso Galileu, nao me fizeram uma
pergunta do tipo “Por que a Igreja quis impedir o desenvolvimento das ciências
naturais?”, mas exatamente a pergunta oposta, ou seja: “Por Igreja não adotou
uma posição mais firme contra os desastres que iriam acontecer necessariamente,
uma vez que Galileu tinha aberto a caixa de
Pandora?”
Seria um absurdo construir com base nestas declarações uma
apologética apressada. A fé não cresce a partir do ressentimento e da recusa da
racionalidade, mas a partir de sua afirmação fundamental e sua inscrição em uma
razão maior. [...] Aqui eu quis recordar um caso sintomático que evidencia até
que ponto a dúvida da própria modernidade sobre si mesma tenha atingido hoje a
ciência e técnica.
(1)
Cfr. W. Brandmüller, Galilei und die Kirche
oder das Recht auf Irrtum, Regensburg 1982.
(2) E. Bloch, Das Prinzip Hoffnung, Frankfurt/Main 1959, p. 920; Cfr F. Hartl, Der Begriff des Schopferischen. Deutungsversuche der Dialektik durch E. Bloch und F. v. Baader, Frankfurt/Main 1979, p. 110.
(3) E. Bloch, Das Prinzip Hoffnung, Frankfurt/Main 1959, p. 920s.; F. Hartl, Der Begriff des Schopferischen. Deutungsversuche der Dialektik durch E. Bloch und F. v. Baader, Frankfurt/Main 1979, p. 111.
(4) P. Feyerabend, Wider den Methodenzwang, FrankfurtM/Main 1976, 1983, p. 206.
(2) E. Bloch, Das Prinzip Hoffnung, Frankfurt/Main 1959, p. 920; Cfr F. Hartl, Der Begriff des Schopferischen. Deutungsversuche der Dialektik durch E. Bloch und F. v. Baader, Frankfurt/Main 1979, p. 110.
(3) E. Bloch, Das Prinzip Hoffnung, Frankfurt/Main 1959, p. 920s.; F. Hartl, Der Begriff des Schopferischen. Deutungsversuche der Dialektik durch E. Bloch und F. v. Baader, Frankfurt/Main 1979, p. 111.
(4) P. Feyerabend, Wider den Methodenzwang, FrankfurtM/Main 1976, 1983, p. 206.
domingo, 10 de agosto de 2014
Matar urso, para quê?
Caçar animais foi imperativo para a sobrevivência dos homens e dos próprios animais. Se não os caçasse, seja para comer ou para se vestir e aquecer, o homem teria morrido de fome e de frio.
E, caso tivesse sobrevivido, o homem teria sido comido pela superpopulação de animais selvagens famintos, que invadiriam vilas e cidades, devorando os homens e os outros animais domésticos para matar a própria fome. Seria um desastre ecológico e uma crueldade para com os próprios animais, pois, certamente, não existiria comida para todos eles.
É óbvio que o homem pode matar animais para comer e pode usar sua pele e couro para a fabricação de vestimentas, calçados e outros bens diversos. Ninguém está matando pessoas. Pessoas são apenas os seres que têm inteligência, razão, discernimento, escolha, julgamento.
Por exemplo: um leão se alimenta de outros animais. Mas, se o rei dos animais estiver diante dos últimos exemplares macho e fêmea do mico-leão-dourado, ele não hesitará em comê-los para saciar a sua fome. Se a espécie vai se extinguir, não lhe importa nada. Leão nem sabe o que é 'extinção'. O homem, pela inteligência, razoabilidade e bom-senso, trataria de preservar os micos-leões-dourados.
Basta recordar: o menos é ordenado ao mais. O inferior é ordenado ao superior. O menos perfeito é ordenado ao mais perfeito. A inteligência é superior à percepção, que é superior à reprodução, que é superior à nutrição. Uma vem antes da outra, a última engloba as anteriores. Mas, para que o de cima não pense que é auto-suficiente e que não precisa de ninguém, a natureza exige que o superior só exista possuindo e exercendo as funções e (im)perfeições do inferior.
O homem para pensar, escolher, julgar, amar e reinar sobre todos os seres da natureza precisa, antes, ser 'pedra', ser 'pó', átomos de minerais. O ser vivo é feito (também) de matéria bruta.
Que papel cabe ao homem na administração e uso dos bens da natureza colocados à sua disposição? Cuidar, racionalizar, preservar, manter. Os animais e plantas devem ser preservados da extinção. Os bichos, em particular, devem ser abatidos sem crueldade e com uma finalidade moral justificável . Podem e, às vezes, devem ser criados em cativeiro (para preservação), com métodos e técnicas que respeitem o seu bem-estar.
Bicho não tem consciência da morte e não'suspira' nem 'sofre' por não estar correndo livre pelo mato. Animal criado em cativeiro não sabe que existe "mato', ele não sabe o que é 'liberdade'. Um animal sabe que está frio, bicho sente frio. Mas ele não sabe que o inverno é frio.
As pessoas estão abrindo mão da inteligência (não é por ela que somos mais perfeitos?) para se submeter aos mantras sem originalidade do politicamente chinfrim. Hoje, fala-se em direitos humanos de animais, um chimpanzé ganhou um habeas corpus!
Nós vivemos num tempo em que, ridicularmente, é quase crime hediondo usar um (deslumbrante e enfeitiçador) casaco de pele. Usá-lo, ou mesmo desejá-lo, é considerado transgressão comparável ao infanticídio. Mas, falemos sério: por que nós não podemos nos fascinar pela beleza de um vison e querer fazer com a pele da foca um belíssimo casaco para enfeitar e aquecer? A pele da foca tem mais 'ser', mais perfeição do que, por exemplo, a pele de uma lagartixa, porque tem beleza, maciez e brilho. Afinal, até os animais conseguem perceber a beleza (o pavão exibe a sua cauda maravilhosa para atrair a fêmea).
Repito: o que não pode é extinguir a espécie (no caso, a foca) só para satisfazer um capricho, nem pode tratar e matar com crueldade ou por mera diversão, como é a caça a ursos. Por que sair de casa, entrar na floresta e abater um urso que não está ameaçando ninguém? Além disto, ursos são animais extremamente resistentes, e um tiro mal colocado (somente ferindo) o fará sofrer por semanas.
No caso das focas, convém lembrar que foi a criação destes animais em cativeiro, para a fabricação de casacos, que salvou a espécie da extinção. Ora, criar coelhos para comer e tirar a pele (macia, brilhosa e bela) para produzir casacos não é permitido?
As pessoas não percebem que elas já fazem na prática a diferenciação entre os seres. Por que oferecemos uma rosa a quem amamos em lugar de presentear com um repolho? Ora, porque a rosa é mais bela, tem perfume e é carregada de simbolismo, Dante Alighieri o mostrou.
Dizer que o repolho é comestível é só argumento (de) pobre. A finalidade da flor não é matar a fome da mulher amada. É dizer que a ama. Para matar a fome, aí, sim, melhor o repolho. Pensando bem, eu prefiro um filé de salmão, com ervas finas, amêndoas e vinho branco. Francês.
E, caso tivesse sobrevivido, o homem teria sido comido pela superpopulação de animais selvagens famintos, que invadiriam vilas e cidades, devorando os homens e os outros animais domésticos para matar a própria fome. Seria um desastre ecológico e uma crueldade para com os próprios animais, pois, certamente, não existiria comida para todos eles.
É óbvio que o homem pode matar animais para comer e pode usar sua pele e couro para a fabricação de vestimentas, calçados e outros bens diversos. Ninguém está matando pessoas. Pessoas são apenas os seres que têm inteligência, razão, discernimento, escolha, julgamento.
Por exemplo: um leão se alimenta de outros animais. Mas, se o rei dos animais estiver diante dos últimos exemplares macho e fêmea do mico-leão-dourado, ele não hesitará em comê-los para saciar a sua fome. Se a espécie vai se extinguir, não lhe importa nada. Leão nem sabe o que é 'extinção'. O homem, pela inteligência, razoabilidade e bom-senso, trataria de preservar os micos-leões-dourados.
Basta recordar: o menos é ordenado ao mais. O inferior é ordenado ao superior. O menos perfeito é ordenado ao mais perfeito. A inteligência é superior à percepção, que é superior à reprodução, que é superior à nutrição. Uma vem antes da outra, a última engloba as anteriores. Mas, para que o de cima não pense que é auto-suficiente e que não precisa de ninguém, a natureza exige que o superior só exista possuindo e exercendo as funções e (im)perfeições do inferior.
O homem para pensar, escolher, julgar, amar e reinar sobre todos os seres da natureza precisa, antes, ser 'pedra', ser 'pó', átomos de minerais. O ser vivo é feito (também) de matéria bruta.
Que papel cabe ao homem na administração e uso dos bens da natureza colocados à sua disposição? Cuidar, racionalizar, preservar, manter. Os animais e plantas devem ser preservados da extinção. Os bichos, em particular, devem ser abatidos sem crueldade e com uma finalidade moral justificável . Podem e, às vezes, devem ser criados em cativeiro (para preservação), com métodos e técnicas que respeitem o seu bem-estar.
Bicho não tem consciência da morte e não'suspira' nem 'sofre' por não estar correndo livre pelo mato. Animal criado em cativeiro não sabe que existe "mato', ele não sabe o que é 'liberdade'. Um animal sabe que está frio, bicho sente frio. Mas ele não sabe que o inverno é frio.
As pessoas estão abrindo mão da inteligência (não é por ela que somos mais perfeitos?) para se submeter aos mantras sem originalidade do politicamente chinfrim. Hoje, fala-se em direitos humanos de animais, um chimpanzé ganhou um habeas corpus!
Nós vivemos num tempo em que, ridicularmente, é quase crime hediondo usar um (deslumbrante e enfeitiçador) casaco de pele. Usá-lo, ou mesmo desejá-lo, é considerado transgressão comparável ao infanticídio. Mas, falemos sério: por que nós não podemos nos fascinar pela beleza de um vison e querer fazer com a pele da foca um belíssimo casaco para enfeitar e aquecer? A pele da foca tem mais 'ser', mais perfeição do que, por exemplo, a pele de uma lagartixa, porque tem beleza, maciez e brilho. Afinal, até os animais conseguem perceber a beleza (o pavão exibe a sua cauda maravilhosa para atrair a fêmea).
Repito: o que não pode é extinguir a espécie (no caso, a foca) só para satisfazer um capricho, nem pode tratar e matar com crueldade ou por mera diversão, como é a caça a ursos. Por que sair de casa, entrar na floresta e abater um urso que não está ameaçando ninguém? Além disto, ursos são animais extremamente resistentes, e um tiro mal colocado (somente ferindo) o fará sofrer por semanas.
No caso das focas, convém lembrar que foi a criação destes animais em cativeiro, para a fabricação de casacos, que salvou a espécie da extinção. Ora, criar coelhos para comer e tirar a pele (macia, brilhosa e bela) para produzir casacos não é permitido?
As pessoas não percebem que elas já fazem na prática a diferenciação entre os seres. Por que oferecemos uma rosa a quem amamos em lugar de presentear com um repolho? Ora, porque a rosa é mais bela, tem perfume e é carregada de simbolismo, Dante Alighieri o mostrou.
Dizer que o repolho é comestível é só argumento (de) pobre. A finalidade da flor não é matar a fome da mulher amada. É dizer que a ama. Para matar a fome, aí, sim, melhor o repolho. Pensando bem, eu prefiro um filé de salmão, com ervas finas, amêndoas e vinho branco. Francês.
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