quinta-feira, 18 de junho de 2015

Laranja não é melancia

        Chamar de 'casamento' união de homem/homem ou mulher/mulher é o mesmo que dizer que laranja é uma fruta grande, de forma elíptica, de casca verde rajada, com polpa interna branca e parte comestível aquosa, doce, de cor vermelha com sementes pretas. Cresce no chão, em ramas. 

        Ou seja, é melancia, não é laranja. Laranja é fruta média, de cor amarela/verde, com gomos constituídos de gomículos, cheios de líquido doce/ácido e que cresce em árvores de troncos e galhos altos. 


        Casal é formado por homem e mulher. Só. Desde sempre. Eles se unem em vista da formação de uma família, cujo objetivo é o bem comum do casal e dos filhos. Homem e homem, mulher e mulher é par. Como par de vaso
(dito assim, grosso modo. Porque a um 'casal' homossexual há que se encontrar outro termo que o defina. Casal não. Casal é formado por homem e mulher. Ponto). 
       
         Um casal estéril? Continua sendo casal. Um surdo não é quem não escuta, é quem não pode escutar. A minha geladeira não escuta, mas ela não é surda. Sobre lares em que filhos são criados por mães viúvas, eles continuam sendo família, não porque família não precisa de pai, mas porque naquela família falta um pai. 



       Família onde há dois pais ou duas mães é desordem, não é família. É convivência. Misturar ou confundir os conceitos de 'família' e 'amor' é o mesmo que chamar bichinhos a quem amamos muito de 'filhos' e dizer que eles estão 'tristes' ou 'revoltados'. É figura de linguagem é metáfora, modo de dizer.

        Família tem fundamento biológico/antropológico. Não foi a Igreja Católica que inventou o conceito. Em todas as culturas de todos os tempos, a família, a mais antiga instituição humana, sempre foi formada por pai, mãe e filhos. O homem unia-se à mulher, passavam a viver juntos na mesma casa (daí, o termo casal) e formavam a família, que se completava com o nascimento dos filhos. 


         A família é considerada a instituição responsável por promover a educação dos filhos e influenciar o seu comportamento no meio social. É na família que são transmitidos os valores morais e sociais que servirão de base para o processo de socialização da criança, bem como as tradições e os costumes perpetuados através de gerações.


         O ordenamento jurídico, com a fixação de direitos e deveres dos cônjuges, veio apenas reconhecer e normatizar a instituição milenar da família como criação social e cultural da humanidade. As normas jurídicas apareceram mais tarde, e não o contrário. As leis são posteriores à instituição da família, integrada pelo casal e seus filhos. Não é que apareceu um legislador que pensou em criar o 'casal', a 'família', e depois, decidiu do que e de quantas pessoas seriam constituídos. 


         E mais: se casamento não é entre homem e mulher, mas entre qualquer um com qualquer outro, por que tem que ser um e um? Por que não pode ser casamento de três? E de seis? Por que não pode casar pai com filha? Ou pai com filho? E irmão com irmão? Por que não pode ser um adulto com uma criança? 



         Na história humana, mesmos em sociedades pagãs em que o homossexulismo era publicamente praticado e conhecido (Grécia e Roma são exemplos),nunca houve qualquer tentativa de reconhecer o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo ou transformar em lei o casamento gay. Pelo simples fato de que o casamento, o matrimônio ou a união de fato, sempre foi entre um homem e uma mulher. 

         Nós, moderninhos, queremos mudar isto. Pelo mesmo raciocínio - o de considerar 'falta de evolução' e obscurantismo e barbárie tudo o que é antigo - daqui a dez mil anos, nós é que seremos 'coisa do passado'?

quinta-feira, 11 de junho de 2015

A direita e o botãozinho do Pay Pal

        Ih ih! Será que Olavo de Carvalho (não) anda enchendo as burras de dinheiro com seu Curso Online de Filosofia, seus cursos manjados e seus livros que não passam de compilação de artigos escritos e publicados em jornais e na internet? 

        Ele fala em três mil alunos, a trinta dólares por mês: é uma baba, noventa mil dólares mensais, mais de um milhão de dólares por ano. Será? Não é o que parece. Ao contrário, está difícil arrancar dinheiro de olavete, até mesmo para financiar a salvação do mundo. Ou olavete não tem dinheiro ou a lábia de seu mestre e guru não está funcionando. Doação? Quase nenhuma, caraminguás, pouquíssima gente abrindo o bolso. 

        Vai vendo: O Guru de Varginia tem duzentos mil seguidores. Enquanto isto, o tal Conclave de Oslo - que começa daqui a dez dias- arrecadou menos de vinte mil reais dos cento e cinquenta mil estabelecidos como meta. O filme longa-metragem (sic) O Jardim das Aflições - sobre a vida e obra de Olavo de Carvalho, orçado em duzentos e cinquenta e dois mil reais - está ainda pior: não abiscoitou nem oito por cento do total com doações. Agora, o Terça Livre, um programa de hangouts com olavetes fiéis, também está pedindo dinheiro. 

        Mas não era a esquerda que vivia do trabalho e do dinheiro alheios, de prebendas e da lei do menor esforço? Esta direita... descobriu o botaozinho do Pay Pal e não quer saber de outra vida. Sei.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Sexo na escola

         Quem diria que as (nem tanto) inocentes aulas de Educação Sexual introduzidas nas escolas em meados dos anos 60, acabariam dando no que deram: hoje, as escolas estão implantando a Ideologia de Gênero, que não passa de refinada perversidade para pirar todo mundo, a começar pelas nossas crianças, fazendo crer que 'homem' e mulher' não existem. A despeito de todo mundo saber - basta se olhar - que homem e mulher existem e são diferentes. 

         Foi na segunda ou terceira série do ginásio, entre 66/67, que apareceu no colégio onde eu estudava, em Brasília, a novidade das aulas de Educação Sexual. Lembro-me nitidamente da primeira aula, era um médico, não tão jovem nem tão velho, tratando de anatomia e fisiologia de um modo totalmente diferente das aulas convencionais de biologia e ciências. 

         Todos nós nos sentíamos muito moderninhos, participando de aulas tão 'escandalosas', e imaginávamos as caras de espanto quando contássemos em casa o que tínhamos acabado de presenciar. 

         No fundo, e de verdade, o que havia mesmo era constrangimento e esforço para ouvir as aulas com naturalidade. Os temas - tratados de modo 'científico' - eram todos relacionados à intimidade dos alunos - sim, eram classes mistas, com garotos e garotas. 

         Tanta modernidade e apreço pela ciência teria sido de bom proveito, se, ao lado, não assistíssemos e participássemos da corrosão total de valores morais, de uma revolução sexual tresloucada onde, no lugar de 'amor livre', o que se viu, em grande parte, foi a prática indiscriminada de promiscuidade e libertinagem. 

         Hoje, nas salas de aulas, nossas crianças tem aulas de sexo explícito, para dizer o mínimo. Meus filhos já são adultos - minha caçula já tem 23 anos. Mas e meus netos?

segunda-feira, 8 de junho de 2015

A favor de gay pode tudo?

      Eu vi no Facebook gente que odeia a Igreja compartilhando, cheia dos apoios, uma nota (do ano passado) da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo em defesa da integridade dos homossexuais e contra a violência de que são vítimas pelo seu viés sexual. Até uma montagem grosseira de Papa Francisco segurança uma bandeira arco-íris foi feita.

      Sei, para isto, a Igreja serve, quando interessa, a Igreja é bacaninha. Agora, este mesmos 'amiguinhos' nada têm a dizer
 da figura blasfema que desfilou pela Avenida Paulista durante a Parada Gay em São Paulo, escarnecendo do Crucificado, como é o caso da moça (ou é um travesti, sei lá), semi-nua pregada numa cruz? Nenhum protesto? Vale tudo? Respeito é mão-única? 


      Imagina alguém achar feio ou torcer o narizinho para o espetáculo de indecências, nudez, sexo explícito e consumo de drogas à vista de crianças, que são rotina todos os anos na Avenida Paulista durante a parada gay. 

       Se criticar, o mundo desaba sobre a cabeça: preconceito, violência, homofobia. Do outro lado, do 'direito' dos homossexuais, aí pode tudo. Aí, não precisa respeitar nada, nem fé, nem pudor, nem moral. Chega!

       Não são os opositores do homossexualismo que expõem os gays ao ridículo e ao grotesco. São os próprios militantes, com seus trejeitos, fantasias, despudores, linguajar afetado, promiscuidade, drogas. Não são todos, mas são muitos.

domingo, 7 de junho de 2015

Sem dó de ninguém

         Eu não tenho dó de ninguém, nem de negro nem de pobre, naquele diapasão do 'coitadinho', quando o assunto é acesso à universidade ou ao ensino superior. A dívida e indignação tem que ser com aqueles que querem estudar e não conseguem. Quem disse que todo mundo tem que entrar numa faculdade? Ensino superior é para quem quer estudar e para quem pode (no sentido intelectual da possibilidade).
        Ensino superior tem de ser para poucos (eu disse para poucos, não para ricos). Efeito irradiante. O mundo está cheio de moças e rapazes endinheirados e de moças e rapazes pobres que não dão a menor importância ao saber. Qualquer um dos dois que entrar numa universidade pública é dinheiro de quem paga imposto rasgado e jogado no lixo.
       O Estado deve garimpar na escola pública os alunos pobres (brancos, pretos, pardos, japoneses, qualquer um) que querem estudar e dar-lhes condições, bolsas e sustento para isto. E tem que garimpar bons professores e lhes dar recompensa, condições e boas escolas onde lecionar. Com a escola vagabunda que há no Brasil, pública e privada, este demagogismo da 'universidade para todos' e bolsas de Prouni à mancheia só levam ao rebaixamento da já degradada universidade brasileira.
       A universidade ou acaba rebaixando o nível para que o aluno mal formado acompanhe os cursos, ou estes alunos, precariamente educados nas escolas públicas deficientes, acabam por abandonar a universidade por falta de condições de se formar.
      No Brasil, o estudo e o esforço para a obtenção de conhecimento é menos valorizado que a biografia de uma pessoa como Lula, que não é um pobre analfabeto, é só um rico ignorante. Luis Inácio Lula da Silva é santificado pela maioria dos jornalistas e intelectuais porque eles vêem na condenação da ignorância um preconceito contra o povo. Lula acha que ele sabe mais porque leu menos.
      Esta conversa toda em torno da 'democratização do ensino' e da 'universidade para todos', não passa, na minha opinião, de manobras eleitoreiras de um partido que não parece disposto a sair tão cedo do poder.

      Quanto a filho de rico, que vá pagar sua universidade, mesmo que seja universidade pública. Esta tem que atender a quem não tem dinheiro e quer estudar. Quem estudou a vida toda em escolas particulares é porque tem condições de pagar uma faculdade. Elementar.

      No Brasil, a inversão é diabólica: a universidade pública, que é muito concorrida pela 
gratuidade e qualidade (sabemos que nem é tanta assim), acaba beneficiando os filhos da elite econômica (estes cursam o ensino fundamental e médio em boas escolas particulares e fazem cursinhos caros), enquanto os alunos pobres, oriundos da precária escola pública, só conseguem frequentar faculdades particulares pagas, que são geralmente noturnas e de baixa qualidade.    

      A perversidade é dupla: quando não é o próprio aluno que arca com o custo da mensalidade, trabalhando de dia e estudando à noite, é o dinheiro público que, através de PROUNIs, escoam verdadeiros rios para instituições de ensino superior privadas, as famigeradas lojinhas de ensino.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Família (não) é amor

      Eu fico imaginando o que será o ser humano nascido na seguinte família: a filha da cantora Gretchen, a lésbica Thammy, que é "casada" com a atriz pornô Júlia 'não-sei-de-quê', vai doar um  óvulo seu para  gerar um bebê cujo pai será um amigo homossexual e doador do sêmem.

      O úvulo fecundado será implantado no útero da irmã do rapaz homossexual; ela vai emprestar a 'barriga de aluguel' para realizar o sonho do irmão de ser pai. Um realce: a avó Gretchen é aquela que se diz evangélica e fêz recentemente um filme pornô.

   
Mas não vos preocupeis: ter filho é um sonho lindo e o importante é o amor.

PS: eu escrevi este texto a partir do noticiário de algum tempo atrás e a propósito da (re)definição de que família não é mais pai, mãe e filhos. Ora, Família é amor!) 

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Igreja e gays

Eu sou católica. Nenhuma outra instituição defende com mais empenho o direito à dignidade da pessoa do que a Igreja católica, nós cremos que todo homem é imagem e semelhança de Deus. A pessoal do homossexual é inviolável, não pode sofrer violência ou discriminação injusta sob qualquer pretexto. Ponto. A Igreja, pregando o que diz as Sagradas Escritutas e a tradição, considera pecado a prática do homossexualismo e chama os homossexuais católicos à castidade. Crê e obedece quem quer.

Bom é ser gay

          O comercial da Gol - e agora o do Boticário - foi só o começo. É claro que o "mercado" vai tratar bem e não vai arrumar treta com um publico consumidor para lá de especial: é gente de nível econômico bom, com renda extra (pois são, em geral, solteiros, e, se 'casados', não têm filhos), são festeiros, gostam de sair à noite, viajar. Enfim, um consumidor nota dez.

          Daqui a pouco, vai dar até inveja e remorso não ser homossexual, de tanto mimo e paparico com os gays. Da conde
nação e rejeição, passou-se, radicalmente, à exaltação e elogiação do 'amor' gay. O amor gay é lindo, é puro, é sublime.

          Vai vendo, apareceu foto de 'casal' gay no Facebook, e é uma inundação de suspiros e arroubos pela lindeza do amor do par, a despeito das estatísticas que mostram ser muita baixa a permanência e duração de relacionamentos homossexuais. A separação é muito maior que entre héteros (que já não é pequena, é um casa-descasa que não dá nem tempo de decorar os nomes)

          Chamando as coisas pelo nome: a promiscuidade entre homossexuais é notória. Quem não conhece as histórias de Cazuza e Freddie Mercury, que costumavam fazer sexo com inúmeros parceiros numa mesma noite?

          O decano dos homossexuais no Brasil, o presidente 
do GGB - Grupo Gay da Bahia, Luiz Mott, se jacta de ter tido mais de 500 parceiros. E tem um texto onde ele, um quase setentão, confessa sua paixão por moleques (o texto é nojento, mas estamos entre adultos. Quando escreveu Meu Moleque Ideal, Mott ainda estava 'casado'. Já se separou do 'marido' ou 'mulher'). Aí vai:

Para relembrar quem é o gay Luiz Mott



QUARTA-FEIRA, 2 DE FEVEREIRO DE 2011


Meu moleque ideal (Luiz Mott)*

  
              "Gosto não se discute, diz a sabedoria popular, e se assim não fosse, seríamos iguais a carneiros, todo mundo igual, sem nenhuma originalidade, gostando todos da mesma coisa. E a realidade comprova o contrário, que em matéria de gosto ou preferência sexual, nossa imaginação e desejos não têm limites. 
     
       Basta entrar numa destas lojas de produtos eróticos ou folhear as páginas desta nossa querida revista, e veremos que tem gosto para tudo: os que curtem gente gorda, aqueles que preferem peludos, outras que querem sem pelo, muitos que adoram suruba, outros que sentem o maior tesão em se exibir, etc, etc.   
     
       Em sexo, tudo é lindo e maravilhoso, e desde que as pessoas estejam de acordo e maiores de 18 anos segundo a lei em vigor, ninguém tem nada a ver com as preferências alheias. Cada qual no seu cada qual e fim de papo. Ou melhor, começo de papo!
     

       Considero-me um gay felizardo pois amo e sou amado por um homem maravilhoso que preenche plenamente minhas fantasias e desejos sexuais, afetivos e de companheirismo. 
     
       Nos gostamos tanto um do outro que várias vezes manifestamos o desejo de morrer juntos, pois só de imaginar a tristeza e solidão do desaparecimento da outra metade, isto nos provoca enorme tristeza e medo. 
     
       Ainda existem casais gays românticos em plena época do divórcio, do amor livre e do sexo descartável. Caretice para alguns, felicidade para outros. Afinal, também em questão de afeto, gosto não se discute.
     

       Analisando friamente as razões que levariam dois homens (ou duas mulheres, ou um homem e uma mulher) a viver com exclusividade uma paixão afetiva e erótica, creio que esta fidelidade poderia ser explicada quando menos por uma motivação bastante prática e mesmo oportunista: a dificuldade de encontrar um substituto melhor. 
     
        Essa regra, constrangedora de ser constatada e verbalizada, parece ser universal: no dia em que a gente encontrar alguém que ofereça mais tesão, amizade e companheirismo do que a transa atual, ninguém é besta de continuar na mesmice em vez de optar pelo que promete ser muito melhor. 
     
        Os que continuam fiéis a uma velha paixão só não mudam porque ainda não encontraram alguém que valha mais a pena. Ou porque não investem em novas procuras, ou porque não existe outro alguém que represente tão perfeitamente o que idealizamos como sendo nossa alma gêmea ou cara metade.
    

        No fundo, todos nós, gays (e não gays) alimentamos em nossa imaginação um tipo ideal do homem que gostaríamos de amar e ter do lado. E que nem sempre é igual à nossa paixão atual. O ideal pode ser alto e branco, o real, baixo e preto. 
     
        No meu caso, para dizer a verdade, se pudesse escolher livremente, o que eu queria mesmo não era um "homem" e sim um meninão. Um "efebo" do tipo daqueles que os nobres da Grécia antiga diziam que era a coisa mais fofa e gostosa para se amar e foder.
    

       Se nossas leis permitissem, e se os santos e santas me ajudassem, adoraria encontrar um moleque maior de idade mas aparentando 15-16 anos, já com os pentelhos do saco aparecendo, a pica taludinha, não me importava a cor: adoraria se fosse negro como aquele moleque da boca carnuda da novela Terra Nostra; amaria se fosse moreninho miniatura do Xandi; gostaria também se fosse loirinho do tipo Leonardo di Caprio. 
    
       Queria mesmo um moleque no frescor da juventude, malhadinho, com a voz esganiçada de adolescente em formação. De preferência inexperiente de sexo, melhor ainda se fosse completamente virgem e que descobrisse nos meus braços o gosto inebriante do erotismo. Sonho é sonho, e qual é o problema de querer demais?!
  

       Queria que esse meu príncipezinho encantado fosse apaixonado pela vida, interessado em aprender comigo tudo o que de melhor eu mesmo aprendi nestes 50 e poucos anos de caminhada. Que gostasse de me ouvir, que se encantasse com tudo que sei fazer (desde pudim de leite e construir uma estante de madeira, a cuidar do jardim e navegar na internet), querendo tudo aprender para me superar em todas minhas limitações. 
    
       Que acordasse de manhã com um sorriso lindo, me chamando de painho, que me fizesse massagem quando a dor na perna atacar. Honesto, carinhoso, alegre e amigo. Que me respondesse sempre ao primeiro chamado, contente de ser minha cara metade.
   

       Quero um moleque fogoso, que fique logo com a pica dura e latejando ao menor toque de minha mão. Que se contorça todo de prazer, de olho fechado, quando lambo seu caralho, devagarinho, da cabeça até o talo. 
    
       Que fique com o cuzinho piscando, fisgando, se abrindo e fechando, quando massageio delicadamente seu furico. Cuzinho bem limpo, piscando na ponta do dedo molhado com um pouquinho de cuspe é das sensações mais sacanas que um homem pode sentir: o moleque querendo meu cacete, se abrindo, excitado para engolir a manjuba toda. Gostosura assim, só dois homens podem sentir!
    

       Assim é como imagino meu moleque ideal: pode ser machudinho, parrudo, metido a bofe. Pode ser levemente efeminado, manhoso, delicado. Traço os dois! Tendo pica é o que basta: grossa ou fina, grande ou pequena, torta ou reta, tanto faz. Se tiver catinguinha no sovaco, uma delícia! Se for descarado na cama e no começo da transa quiser chupar meu furico, melhor ainda. Sem pudor, sem tabu.
   

      Ah, meu menino lindo! Se você existir, se você algum dia me aparecer, que seja logo, pois quero estar ainda com tudo em cima e dar conta do recado, pois do jeito que quero te amar e que vamos foder, vou precisar de muito mocotó ou viagra para dar conta do rojão...."

Fonte: http://br.oocities.com/luizmottbr/cronica6.html

             *O autor, Luiz Mott, nasceu em 6 de maio de 1946, tem 65 anos, fundou o Grupo Gay da Bahia e é o decano do movimento homossexual no Brasil. É professor de Antropologia aposentado da Universidade Federal da Bahia.         
    
    Em dezembro de 2007, o Presidente Lula concedeu a Luiz Mott a mais elevada condecoração do Ministério da Cultura, a Medalha de Comendador da Ordem do Mérito Cultural.
    
    O Presidente Fernando Henrique Cardoso condecorou Luiz Mott com a medalha de Comendador da Ordem do Rio Branco.
    

    Luiz Mott recebeu duas vezes o Prêmio Direitos Humanos, da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Arapuca 2

        Não se pode cair de novo na mesma arapuca. Os petelhos e agregados deitaram e rolaram com a ficha criminal de Dilma que a Folha publicou, quando ela era candidata à Presidência. Era falsa. A maioria das informações referia-se a Dulce Maia. 
A legenda da foto publicada na revista Época está induzindo todo mundo a erro. A foto é de novembro/70, Dilma foi presa em janeiro/70. Há um período de 10 meses separando os dois fatos. Os defensores da 'verdade' podem alegar que dez meses poderiam ser suficientes para que as marcas de tortura desaparecessem. É razoável.
      Muito mais reveladora é a afirmação de Natael Custódio (é caminhoneiro hoje aí em Londrina). Ele tinha um 'ponto' com Dilma, no dia 20 de janeiro, quatro dias depois que a presidanta tinha 'caído'. Ela levou a polícia ao encontro e Natael, não sabendo de nada, foi preso.
      Ora, o que se diz é que o pau comia 
na OBAN exatamente para o preso abrir o(s) 'ponto'(s) no menor tempo possível, para que a falta ao encontro não alertasse os militantes para a queda do 'cumpanhero' e todos escapassem.
      Se Dilma foi levado ao 'ponto' (um encontro marcado na rua, por segurança) é porque não estava arrebentada. Uma presa que foi 'barbaramente torturada' durante quatro dias para abrir o bico não vai aparecer andando no meio da rua, sem chamar a atenção. Ou seja, a valentona parece que 'cantou' rápido demais. Ela mesma gosta de repetir que levou muita palmatória na sola dos pés. E saiu andando pela rua?!

terça-feira, 26 de maio de 2015

Tudo contra o comunismo, nada a favor da fé?

                         Carlos Ramalhete alardeia com quase orgulho que não brigou, não briga, nem brigará com Olavo de Carvalho. E já deixou claro que o 'filósofo' continuará - pequenas discordâncias à parte entre os dois  - a ocupar lugar de destaque no seu altar de admirações. De Olavo de Carvalho, que o despreza e humilha, Ramalhete não se afastará, em que pese os xingamentos aviltantes e ofensivos do Guru de Varginia à hierarquia eclesiástica, o uso de linguajar obsceno para falar a seus alunos e seguidores no Facebook  e à defesa de  instituições anti-cristãs, como a maçonaria, além da insistente e eficiente sugestão de autores perenialistas, como René Guénon e Fritjof Schuon, no COFF (Curso Online de Filosofia Fajuta). 

         Ora, vê, tudo isto porque Olavo de Carvalho combate o comunismo. Em 2001, Ramalhete declarava que OdeC era 'gnóstico de quatro costados', mas defendia - como hoje - que era melhor tolerar a heresia em nome do empenho do 'herege' em lutar contra o comunismo ("O Olavo de Carvalho é, evidentemente, um gnóstico de quatro costados. Nos seus artigos públicos, porém, ele está fazendo um excelente trabalho solitário contra o comunismo").

         Pois é, a famigerada ditadura comunista, que OdeC garantia que já estava instalada e duraria para sempre, mais parece um rato que ruge Cadê? Não tem, ninguém sabe, ninguém viu. Mas no seu lugar, apareceu coisa pior. Hoje, cá pra nós, o perigo, a má influência, a ação deletéria, tem outro nome: Olavo de Carvalho. Que tem que ser combatido. Com todas as forças.
A dir bene, eu não acredito que Olavo de Carvalho tenha mesmo este poder que lhe atribuímos.
Olavo é um zé ninguém. Não tem contato com pessoas poderosas, mora na roça, não viaja. Tolo de quem acha que este toleimão é peça importante para os Donos do Mundo. Ma va. 
 A heresia de Olavo
Enviada em: Segunda-feira, 6 de Agosto de 2001 07:57
Local:
 São Paulo
Mais Comentários sobre o debate
Camila
________
Aproveito, mudando de assunto, para lamentar este debate. O Olavo de Carvalho é, evidentemente, um gnóstico de quatro costados. Nos seus artigos públicos, porém, ele está fazeno um excelente trabalho solitário contra o comunismo. Quando este debate chegou às páginas d'O Globo, ele fez infelizmente com que este trabalho possa ser solapado. Em minhas participações em debates na página dele, limitei-me sempre aos debates políticos. Vejo-o um pouco como vejo um protestante que esteja lutando contra o aborto ou o "casamento gay"; é preciso apoiar esta luta e - por caridade - ajudá-lo sim a sair da heresia, mas buscando fazê-lo de modo a não solapar o bem que faz a despeito de sua heresia.
O Prof. Orlando Fedeli tem toda razão em suas acusações, e evidentemente ganharia este debate com as mãos amarradas nas costas. Não sei, porém, se os frutos desta vitória serão uma conversão do Prof. Olavo de Carvalho ou um seu fechamento maior ainda para a Verdade. Ou, pior ainda, uma diversão de seus torpedos, por ora bem encaminhados contra o comunismo, em direção à ortodoxia católica.
[]s,
seu irmão em Cristo,
Prof. Carlos Ramalhete


http://www.montfort.org.br/old/perguntas/olavo12.html

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Louvar a fala ou lavar a língua?

  • "Olavo de Carvalho é um sujeito bastante virtuoso, muito mais virtuoso que certos pseudo-católicos, que só sabem vociferar chavões em vez de buscar a verdade. Professor Olavo é para nós um caminho extraordinário e eu não cesso de agradecer a Deus por ter encontrado este homem na minha vida" (Padre Paulo Ricardo).
    •        Só se fala assim quando se quer indicar um modelo de pessoa, quando se quer apontar um exemplo de modo de ser. E tem agora quem diz que Padre Paulo Ricardo está falando das idéias políticas e da filosofia de Olavo de Carvalho?! Claro que não (pensando bem, para OdeC, a filosofia é o homem e Olavo mente; logo, a sua filosofia é mentira. CQD).

           Como é posssível e aceitável que um sacerdote do Altíssimo não repreenda publicamente (já que elogia e indica publicamente) um católico que ofende, escracha, xinga e debocha da mais alta hierarquia da Igreja, a começar por Sua Santidade, o Papa, a pretexto de defender a própria instituição de maus pastores?

            Grave igual é o silêncio ensurdecedor de padre Paulo Ricardo em relação à defesa que Olavo de Carvalho faz da maçonaria e a insistência com que louva e indica autores perenialistas, como René Guénon e Fritjof Schuon, aos seus alunos do Curso de filosofia, a maioria deles despreparados para entender e refutar a sedução gnóstica dos dois autores.

Homem, endireita a coluna.


       "Olavette, tira as mãos do chão e endireita a coluna. Olavo de Carvalho, aceita o debate".

        Ali, em meados fevereiro de 2014, eu fiz este comentário depois de acompanhar uma longuíssima 'discussão' entre Hélio Pimentel (um estudante de filosofia da USP,
 que propunha um debate), Olavo de Carvalho e platéia. Deu nojo a submissão quadrúpede da 'fina flor intelectual do país' diante de uma proposta civilizada de debate.

        Esta fala marcou o início de meu rompimento com aquele que eu acreditei por longo tempo ser um professor. Não era, Olavo de Carvalho não passa(va) de um vigarista embusteiro. 


        Quem imaginaria que veríamos, hoje, não (só) olavetes fanatizados e imbecilizados, mas homens respeitados e respeitáveis se curvando, inermes, frouxos, covardes, diante da humilhação que se lhes impõe gente como este Iranlei (nome é destino)?

        Olavo de Carvalho tem razão quando diz que seu projeto pedagógico é vitorioso, Aí está a prova. Iranlei aprendeu com o mestre a desprezar, humilhar, escarnecer de quem Olavo de Carvalho e sua laia acham que socorreram e mesmo salvaram quando "enfermos, desacreditados, necessitados de algum amparo financeiro ou emocional".

        Segundo o homem pequeno Iranlei, "estes 'amigos de ocasião' agiram com infâmia (aquela que' jamais confraterniza com a caridade". Estes 'amigos de ocsião' têm nome e sobrenome, mas Iranlei não se dá ao trabalho de dizer. Nem precisa, todo sabe sabe quem é. 


        Fica aqui o pedido a quem de direito: "Homem, endireita a coluna".

sábado, 23 de maio de 2015

Olavo de Carvalho? Eu já não confiava faz tempo


  • No dia 6 novembro de 2013, eu tive esta conversa pelo chat do Facebook com um admirador e amigo próximo de Olavo de Carvalho. Reveladora.
    PS: eu não quis corrigir nem revisar a conversa. Deixei-a tal como foi.
    Um detalhe: meu interlocutor nunca diminui sua admiração por OdeC e até hoje crava likes e kkkk nos posts mais imundos e xingativos do embusteiro e impostor que se atribui, sem corar,  a condição de católico.

     Mírian Macedo                                                                                06/11/2013   16:35                                                                                           

    Xxxxxx, faz tempo que eu quero falar contigo, mas fiquei receosa de parecer íntima e inconveniente. Mesmo que eu já te conhecesse de leituras antes de sermos 'amigos' (espero sermos de verdade) aqui no Facebook, não posso exigir que tu me consideres alguém de tua confiança. Mas, vamos lá.
    Eu tenho ficado incomodada verdadeiramente com as 'pregações' do professor Olavo contra Papa Francisco e especialmente pela chancela (que ele diz ser 'compasso de espera") destas profecias 'do fim do mundo' ou da 'segunda vinda', como da tal Maria Divine Mercy.
    Que ele as estude, e leve em conta, vá lá, mas divulgar como coisa a que qualquer um, gente sem defesa ou preparo, possa se apegar, venha a acreditar, comece a divulgar? Alto lá, isto não diz respeito a política petista, nem à mente revolucionária, ou a Dugin ou assuntos deste mundo. Estamos falando das coisas de Deus. Quer dizer que podemos sair por aí berrando que Bento XVI é o último Papa? E Francisco, em vez de Vigário de Cristo, é o vigarista de Cristo? Eu já entrei neste site The Warning, eu sei lá o que é aquilo. Eu não gosto muito destes anúncios, podem dizer que Padre Pio levava Garabandal a sério, eu acho estranho (não vou dizer o que é porque eu não sei). É coisa demais, estas profecias - a maioria - me deixam com um pé atrás. Mas o que eu penso não vem ao caso. Estou falando sobre estes 'movimentos' do professor Olavo, que se intensificaram com a eleição de Papa Francisco. Olavo não gosta da Igreja, não é 'palpite'. Eu o acompanho, principalmente no True Out Speak, ele manda padre tomar no *, diz que é para chutar a bunda de sacerdote, diz que os cardeais no Vaticano são escola de samba (Boff diz o mesmo). Para mim, o mais crápula dos sacerdotes age in persona Christi, representa Cristo. Eu respeito qualquer padre. Eu não estou conseguindo confiar mais em Olavo de Carvalho. Leio tudo o que ele escreve com atenção, sei distinguir e reconhecer toda a seriedade e profundidade de seu trabalho, mas ficou uma coisinha incomodando. Tu és a segunda pessoa com quem eu comento isto; falei com Xxxxx Xxxxxxxxx, mas eu sinto que ela não gosta de aprofundar-se, nem se meter nestes assuntos, e tem uma amizade e fidelidade pessoal a Olavo que eu não ousaria arranhar, nem perturbar. Não estou te pedindo para tomar partido, eu precisava falar com quem soubesse do que eu estou falando. Será que Olavo está fazendo certo? Ou eu devo deixar isto prá lá, não prestar atenção, não misturar os assuntos? Ajuda-me, minha confiança (quase) irrestrita em meu professor, a quem eu devo gratidão eterna, está abalada. (Se eu tiver sido inconveniente, te peço sinceras desculpas. Não disse nem vou dizer a ninguém que falei contigo sobre isto. Peço que confies em mim). Deus te abençoe, ainda mais.

  • Xxxxxx Xxxxxx Xxxxxxxx
    Caríssima, nunca me incomodas.
    Bem, o Olavo andou derrapando, mas isso não abala o que nutro por ele. Penso que é possível estar na mesma trincheira e discordar. O Olavo não é teólogo e nem o levo em conta quando o assunto é doutrina da Igreja. E ele mesmo sabe disso. No tema religioso, estou mais com o Carlos Ramalhete, e acho que a influência de um ao outro será produtiva para ambos e para nós.

    Ele é um neoconvertido, e isso tem aquela ânsia de sair chutando a bunda dos hereges sem se importar que, quando sacerdotes, devemos vê-los como Cristo, apesar de seus erros.

    Aliás, o Olavo já deu uma parada nos comentários sobre o Papa. Talvez o Pe. Paulo Ricardo o tenha chamado no apito, e mesmo tenha lido as colaborações do Ramalhete em defesa do Santo Padre.

    Meu temor são os "alunos", que não sabem discernir as coisas, todavia, como ele está "mais calmo", penso que tomou uma atitude prudente, ao menos de suspensão de juízo nesses temas.

    A proximidade dele com o Grimaldo também ajuda.

    O problema de alguns, e não sei o Olavo se enquadra, mas muitos dos seus discípulos sim, é que não são anticomunistas por serem católicos, e sim se tornam católicos por conta de seu anticomunismo. E aí a ordo salutis se embanana toda hehehe

    Gracias pela confiança em te abrires assim.
  • Mírian Macedo
    Mírian Macedo
    Xxxxxx, tu acalmaste a minha alma, estava morrendo de medo de ti. Vou seguir teu conselho, continuar a rezar por Olavo, como sempre fiz, e por mim, para ver se melhora meu discernimento hehe. Deus te pague.

  • Xxxxxx Xxxxxx Xxxxxxxx
    Não se acue, que quem tem medo de mim é marginal hehehehe

  • Mírian Macedo
    Mírian Macedo
    Eu te quero bem. E a esta família bonita.


  • Xxxxxx Xxxxxx Xxxxxxxx
    gracias, minha cara Emoticon smile

terça-feira, 19 de maio de 2015

Ladrando a injúria

       Eu sempre acabo me surpreendendo com a repercusssão que ganham alguns textos que escrevo. Com este - Os "amigos" católicos de Olavo de Carvalho*- não foi diferente.

       Primeiro, não achei que Carlos Ramalhete fosse responder, e com 
um texto tão longo**. Segundo, não podia imaginar que ele fosse declarar tanta admiração e respeito reverente a um escroque fanfarrão que se dedica a atacar a Igreja e sua hierarquia com refinada virulência profanadora e nenhuma caridade. Falo particularmente deste aspecto porque Ramalhete é uma referência respeitada entre católicos, é um professor de doutrina católica, dá cursos, tem voz.

       Terceira surpresa diz respeito ao desprezo com que Olavo de Carvalho tratou aquele que tantas loas lhe teceu (é verdade que Ramalhete, que não é trouxa, criticou com diplomática severidade a filosofia e as 'prendas jurídicas' em direito canônico de OdeC hehe). 


       Olavo sentiu (e reagiu) a estocada, tanto é que ladrou lá do seu Facebook, sem citar nomes: "Já cheguei a uma conclusão: Todo sujeito que sai por aí usando a "Sã Doutrina" como porrete é um canalha, um usurpador, sanguessuga da autoridade da Igreja. Preciso citar nomes? Um deles afirma até que já fui protestante, o que é absolutamente falso". 

       Não, não é falso. Carlos Ramalhete confirma isto no texto da 'treta maligna' (eu,hem?) porque ouviu a confissão da boca do próprio Olavo de que ele era protestante. 

       E por último, surpreso deve ter ficado o próprio Carlos Ramalhete, que foi ofendido, achincalhado e desrespeitado de uma forma inacreditável pela horda de olavetes ensandecidos que, a modo de defender o Guru de Varginia, não pouparam epítetos e chacotas àquele que fez vista grossa às demências de Olavo.

*
http://blogdemirianmacedo.blogspot.com.br/2015/05/os-amigos-catolicos-de-olavo-de-carvalho.html

**https://www.facebook.com/carlosramalhete.brasil/posts/10152995505357239?pnref=story

Este post de Carlos Ramalhete também faz parte:
https://www.facebook.com/carlosramalhete.brasil/posts/10152997353267239?pnref=story

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Os 'amigos' católicos de Olavo de Carvalho

       Pois é, são tantos os católicos que precisam se explicar: Sidney Silveira e seu irmão, o historiador Ricardo da Costa; Rafael Vitola Brodbeck, Hermes Rodrigues Nery, Padre Paulo Ricardo ... é longa a lista de católicos (incluindo sacerdotes!) que se calam diante das investidas diabólicas do santarrão da Virginia à Igreja; e ela não pára de crescer.
       Olavo de Carvalho vai, assim, pouco a pouco, seduzindo e fisgando estes católicos submissos e servis. No fim, estes "homens da Igreja" acabam levando uma multidão de desavisados e pessoas de pouca formação ou ingênuos a seguir e acreditar no que OdeC diz sobre religião. O Guru de Varginia vai infiltrando, a cada dia que passa, seu caldeirão de idéias gnósticas, perenialistas, maçônicas e islâmicas na Igreja Católica. With a biglitlle help from his friends. 

       Até quando estes "amigos" de Olavo de Carvalho continuarão a se apresentar como católicos defensores da sã doutrina, fiéis ao Papa e dispostos a morrer pela Santa Madre Igreja? O que será que esta gente vai dizer em sua defesa quando estiver à frente de Nosso Senhor Jesus Cristo no Juízo Final?
       Outro que parece fazer vista grossa aos desvairados ataques intencionais e calculados de Olavo de Carvalho à Santa Madre Igreja e aos seus ministros é Carlos Ramalhete, que limitou-se a uma resposta burocrática, quando lhe perguntaram o que achava da posição de OdeC sobre a CNBB (no episódio Dom Odilo Scherer, por supuesto): "Não a conheço o suficiente para pensar algo a respeito". 

      Não a conhece? Como assim? Carlos Ramalhete é da lista de amigos de Olavo de Carvalho no Facebook e chegou mesmo a sugerir recentemente a Silvio Grimaldo, assessor e homem de absoluta confiança de Olavo, a possibilidade de traduzir um livro para a editora que o fiel escudeiro de Olavo dirige. Só se pede este tipo de coisa a um amigo.

       Na página de Ramalhete, pululam compartilhamento e comentários de olavetes de primeira linha, como Alex Brum, Taiguara Fernandes de Souza, Yuri Vieira, Meri Angelica Harakava, Luis Pereira, Carla Farinazzzi e outros tipos similares, fregueses contumazes de likes a qualquer vômito pornográfico do Guru.

sábado, 16 de maio de 2015

A loura de TVeja e o Guru de Varginia

       Joice Hasselmann é isto: fraquinha. A loura de TVeja amarelou e acabou fazendo jornalismo a favor na entrevista com Olavo de Carvalho. Quarenta e cinco minutos de conversa entre amigos, admiradores mútuos, papinho chapa-branca, jogo combinado, lero-lero e confete. (Joice prometeu matricular-se no COF, imagina). Jornalismo que é bom, nada.

      Epa, eu sou repórter. Cadê as perguntas sobre o bate-boca com o historiador Marco Antonio Villa quanto à natureza (comunista) do PT e a
o enquadramento por Villa da ação de Olavo como fascismo de extremíssima direita?

       E as perguntas sobre as ofensas graves e os palavrões imundos dirigidos ao cardeal Dom Odilo Scherer, a quem Olavo de Carvalho excomungou por causa do apoio da CNBB à reforma política? Onde ficaram as questões que não interessavam a Olavo de Carvalho? A sua linguagem de esgoto, de sarjeta e chiqueiro no Facebook virou falta de "papas na língua", é? Faz parte da estratégia do 'filósofo e escritor' para restaurar a alta cultura no país? 


       E a loura ficou caladinha quando o 'jornalista' Olavo de Carvalho debochou da imprensa ('no Brasil só tem amador, o pessoal se deixa guiar pela mídia'), fazendo crer que as informações que ela veicula não são sérias nem confiáveis? Ô, Joice, e Veja é o quê? 

       Pois é, Dona Moça Loura ficou só levantando a bola para o 'filósofo e professor'. E aquele kkkkkkk, era para combinar com a verve 'bem-humorada' do fanfarrão? E as patacoadas de OdeC? Quer dizer que agora o movimento comunista 'mundial' (sic) tem centro de comando e hierarquia? Mas não era descentralizado e pulverizado, funcionando a modo das células terroristas, com autonomia de ação, obedecendo ao um tipo de zeitgeist que é a mentalidade revolucionária? 

     E a ditadura do PT? Não estava tudo dominado? Agora, é 'ditadura branca'? Afinal, o PT acabou ou não acabou? Quer dizer que o PT quer, sim, implantar a economia estatal, só que "não a título imediato"?

      Joice Hasselmann, o que fizeste foi vergonhoso. Isto é anti-jornalismo, isto sim.
       PS 1: Sem citar meu nome, Olavo de Carvalho indica na entrevista que fui eu que lhe dei o epíteto de Guru de Varginha. Não foi, foi Soraia Malafaia Gomes. Eu, aproveitando a deixa, passei a chamá-lo de Guru da Virginia. Querendo ser engraçado, ele diz que a 'mulher que o odeia' (ô, coitado) tenta pronunciar Virginia e sai Varginha. Pensando bem, ele tem cara é de Guru de Varginia, como (sem querer querendo), Joice Hasselmann o nominou. E também, sem querer querendo, ele acabou fazendo-me um elogio. Olavo disse que eu sei tudo sobre a sua vida. É verdade: sou repórter.
       PS 2: 
falta de paciência para fazer um pente-fino de todas as 'contradições' e embromations de Olavo na entrevista. Alguém ajuda aí?

terça-feira, 21 de abril de 2015

Brasília, a outra

      Eu conheci Brasilia em 1960, quando não tinha sequer completado sete anos; fui morar lá no final de 64 e saí, para vir para São Paulo, em 1981. Eu não tenho 'impressão' sobre a vida lá, eu tenho uma vida lá. Descobertas, encantamentos, vivências de menina, adolescente e adulto, tudo muito intenso. 

      Eu não sei falar de Brasília como o 'outro', eu me confundo com a cidade. Eu cresci com ela. Hoje, eu não a reconheço muito, mas ela será sempre um lugar para onde tenho vontade voltar, e quando volto, reencontro-me. Aquele horizonte, o mais belo nascer e por-do-sol do planeta, o céu mais desafiante e majestoso que pode existir são parte de mim. E eu gosto.

Brasília: feio não é bonito

       Brasília era linda, só não podia envelhecer. Na década de 70, na flor de seus vinte anos, a cidade transpirava frescor: a tinta nova dos prédios e casas, o gramado estendendo-se como tapetes bem cuidados por quilômetros na cidade, as superquadras floridas e arborizadas, sem guaritas nem portarias, os (poucos) carros, o trânsito ameno, a imensidão da Esplanada, os edificíos e palácios que pareciam flutuar, tudo isto fazendo contraste com o mais belo céu e por-do-sol do planeta.

       Brasília foi construída na linha reta do horizonte, nada limitava nosso olhos. Cidade sem gente? Caminhos só por passagens subterrâneas?! Que bobagem. A idéia de prédios de seis andares, sobre pilotis, era para preservar a visão do céu e das estrelas e permitir que todo mundo - qualquer cidadão - andasse por dentro das quadras, sem necessidade de se desviar. Não havia cerca, muro, nada. Os prédios não tinham sequer porteiro. O acesso aos apartamentos era feito por uma porta de vidro e um hall de elevador. 

       Em Brasília, costumávamos andar pelos gramados do Plano-Piloto à noite, à luz da lua, sem perigo, sem sobressalto. Brasília era a única cidade onde não era proibido pisar na grama. Quem tinha nascido lá, ou viera muito jovem para Brasília, não se acostumava com as outras cidades, tão convencionais e velhas.

       Vivi em Brasília de 64 a 80, dos 11 aos 27 anos. Minha juventude. Como toda (c)idade, tinha suas dores e alegrias. Hoje, mais de 30 anos depois que eu saí de lá, não reconheço mais Brasília. Brasília pretendia ser uma coisa e, então, deu tudo errado e ela se transformou em algo inominável. Vendo no que a cidade se transformou, comentei no álbum de fotografias de Brasília, feitas por Clara Favilla, uma querida amiga que ainda mora lá. *(As fotos estão no link abaixo no Facebook):

       "Ao assistir ao documentário 'Why beauty matters'**, produzido pela BBC e apresentado pelo filósofo Roger Scruton, lembrei-me imediatamente de Brasília e sua arquitetura. Não resisti: a cidade parece destinada à implosão. Vendo tuas fotos sobre estas quadras brazilienses, constato um fato inescapável: " Nosso mundo virou as costas para a beleza. Não somente a arte fez um culto à feiúra, como a arquitetura tornou-se sem alma e estéril. Não foi somente nosso entorno que tornou-se feio. Nossa linguagem, música e maneiras se tornaram mais rudes, ofensivas, como se a beleza e o bom-gosto não tivessem lugar em nossas vidas." Roger Scruton diz tudo.

* https://www.facebook.com/clara.favilla.1/media_set?set=a.3169321949424.2156038.1156733543&type=3

** https://vimeo.com/55784152

Brasilianas -1

       
       Eu acho a Catedral de Brasília uma construção de rara beleza. Tenho uma relação afetiva com o lugar. Eu a visitei inúmeras vezes. JK foi velado lá. 

       Não é só o projeto em si de Oscar Niemeyer  Nenhuma obra arquitetônica é só o trabalho de engenheiros e pedreiros. Quando ela fica pronta, a construção vira 'o conjunto da obra'. Não há como desvincular os edifícios e construções projetadas por Oscar em Brasília dos nomes de Bruno Giorgio, Athos Bulcão, Ceschiatti, e tantos outros. 

      A Catedral é exemplo. Experimenta entrar nela e deparar-se com os anjos de Ceschiatti suspensos naquela luz azulada dos vitrais de Marianne Perreti, o imenso e solene Cristo Crucificado, os painéis de Athos Bulcão, a Via-Sacra de Di Cavalcante, a Pietá de Michelângelo. É beleza.