terça-feira, 8 de julho de 2014

O passado ecoa

     A dir bene, com o volume de informações fornecidas pela boca do próprio Olavo de Carvalho sobre sua vida, já não acho improvável que sejam verdade muitas das graves acusações que lhe são feitas (que não é católico, e sim muçulmano, que o COF e o ICLS não passam de fachada para atrair e selecionar candidatos à tariqa esotérica islâmica do filho Tales, que Olavo era polígamo e vai por aí)

     

    Para quem aspira e quer inspirar as excelsas virtudes, Olavo de Carvalho tem uma vida diríamos insólita. Ele conta que, quando era líder (muqadam) da tariqa de Schuon, apareceu-lhe uma mulher que pertencia a uma seita maligna(sic), cujo filho tinha sido enterrado no próprio local onde ela funcionava (PS: só se enterram pessoas fora de cemitérios quando as mortes são 'irregulares'). 

     

        Esta mulher, segundo Olavo, pela sua recusa em aceitá-la na tariqa, escreveu uma carta a Fritjoff Schuon acusando-o de fazer sacrifícios com animais ('macumba"). E Schuon acreditou! Como pode ser verossímil que Olavo de Carvalho, o homem que tratava diretamente com Martin Lings, que era o o segundo na hierarquia, abaixo apenas de Schuon, ser expulso da tariqa por uma acusação sem provas, feita por uma desequilibrada mental (segundo Olavo, a mulher precisava de tratamento)? Como assim? A louca não devia ser tão louca assim...

      

          (Sem que ninguém perguntasse, OdeC contou uma versão sobre a matança de animais. Ele disse que uma gata teve 16 filhotes e como não conseguisse amamentá-los, decidiu-se pelo sacrifício dos filhotes. Não foi o próprio Olavo que perpetrou este 'ato de caridade cristã, mas o médico de sobrenome Becker). A mulher teria visto, confundido com sacrifício ritual e contado para Schuon. E o sheikh acreditou!)
      

       Há informações que Olavo acusou um membro da tariqa de Idries Shah, a que ele pertenceu antes de entrar na tariqa de Schuon, de crime de infantícidio (coisa gravíssima!). O acusado teria sido inocentado. 


     

        Olavo diz ainda  que esta tariqa era cheia de estelionatários, que teriam feito a ele ameaças de morte. O guru já foi acusado de estelionato e apropriação indébita, sendo absolvido 'in dubio pro reo'. 

     

       Também é  estranho como a vida 'magisterial' de Olavo é sempre misturada com sua vida privada. Como hoje, em que sua casa vive repleta de alunos e sua vida em família e de professor é a mesma, quando ele dava aulas na Vicente Prado, 110, na Bela Vista, em São Paulo, lá também tinha sempre uma população flutuante de 15 a 20 pessoas, 'morando' na casa, onde ele vivia com a mulher Roxane e filhos (a ex-mulher, Eugênia, acabou revelando à policia que também morava lá com os quatro filhos. Alunos de Olavo à época informam que a ex e os quatro filhos moravam no porão da casa). 


      
       A alegação dos alunos para passarem dias ou mesmo meses lá é que as aulas acabavam tarde e ficava difícil voltar para casa, às vezes, em outra cidade. Um destes frequentadores informou à polícia que ninguém tinha quarto privativo, todos se acomodavam como dava.


      O passado sempre ecoa no presente.

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