quarta-feira, 3 de maio de 2017

Moro X Mendes: justa medida

            Ou Sérgio Moro (não) é um crápula e (não) julga sob critérios políticos, (não) perseguindo quem lhe é oposto, ou Sérgio Moro é o juiz rigoroso, mas sereno e firme, respeitador do devido processo legal e que sabe que a decisão do STF tem seus fundamentos legais e tem que ser acatada. Fosse outra a estatura de Moro e ele teria imposto a José Dirceu medidas cautelares desproporcionais e com sabor, digamos assim, de vingança. 

           Penso mesmos que ao juiz de Curitiba fez bem que a Suprema Corte agisse como tal. Sérgio Moro conhece Gilmar Mendes, em outros processos o ministro do STF já criticou seus excessos. Os dois são grandes juízes, sabem o papel que cabe a cada um e se respeitam. São homens da lei. 

           A Justiça não é ciência matemática e a eficácia e respeitabilidade da Lava Jato se estabeleceram muito em função do desassombro e coragem do juiz Sérgio Moro em enfrentar e não temer poderosos, impondo-lhes prisões preventivas, necessárias e oportunas, dada à dimensão e gravidade dos seus crimes. E elas foram efetivas. 

           Mas o que foi necessário e tempestivo, sem ser ilegal, como exceção, não necessariamente tem que virar a regra. A Lava Jato pode, e vai, continuar produzindo seus frutos porque ela está encontrando a 'justa medida'. Que Deltan Dallagnol e seus companheiros mantenham-se nos estreitos limites definidos por suas funções de agentes públicos. Os holofotes os estão deixando cegos. De vaidade.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Aborto: ser ou não ser

        Direito ao aborto: muitos defensores do aborto lançam mão do argumento de que a ciência não chegou à conclusão de que um zigoto de um segundo de existência, um embrião de poucos dias ou um feto de várias semanas é um ser humano. Mas a mesma ciência também não concluiu - e nunca afirmou - que um zigoto de um segundo de existência, um embrião de poucos dias ou um feto de várias semanas não é um ser humano. Logo, pode ser (todo mundo sabe que é, mas deixemos assim). 

        Se não for ser humano, quem é contra o aborto pagará no máximo um mico de ter defendido um amontoado de células indeterminadas e amorfas, assim como cutículas, cabelo ou calo. Se for ser humano, aí não pode matar. Ponto final. Tem 50% de chance de ser e 50% de chance de não ser. Matar um ser humano inocente e indefeso é assassinato. Crime hediondo. Não dá para justificar sob hipótese alguma. Na dúvida se é ou não um ser humano, não pode matar.

Casa, separa; casa, separa. Ah, para que casar?

           Há uma frase do pregador oficial da Casa Pontifícia e do Papa, o frade franciscano Raniero Cantalamessa, que eu costumo repetir: o mal é mal porque faz mal. Quando o Congresso Nacional aprovou a lei do divórcio, em 77 (eu estava lá, assisti de corpo presente), o seu maior defensor, o senador Nelson Carneiro, repetia insistentemente que a medida não era para os casais felizes no matrimônio. O divórcio seria para os que não tinham conseguido salvar o casamento e eram discriminados - a mulher era 'concubina' e os filhos eram chamados 'naturais, vistos como 'bastardos'. 


           Era, assim, a segunda chance. Permitia-se o divórcio uma única vez. É claro que a coisa não ficou por aí. Ora, se pode uma vez, por que não duas? Se pode duas, por não trinta? E é assim. 
Pior, ninguém se casa mais, nem no civil. As famílias constituídos por núcleo tradicional - pai, mãe e filhos - vão rareando. As composições - meios irmãos, filhos da namorada de meu pai, filho do ex-marido da minha mãe com outra mulher e vai por aí - hoje é a regra. 


           Pois é, o que é que tem, não é? O que importa é o amor. Nunca vi sociedade para se amar mais que a nossa. E (não) espanta e (não) intriga que esta mesma sociedade, em que comprovadamente há menos escassez e muito mais bens à disposição da grande maioria da população (dizer o contrário é mantra de esquerdista desonesto, não há mais pobreza no mundo. Ponto), produza níveis de violência cada vez maiores.


           E o fator determinante -em que a miséria e desigualdade contam como agravantes - é a desestruturação familiar. Lares desfeitos, filhos sem pai, sem noção de autoridade, mães obrigadas a trabalhar para sustentar a casa porque os pais dos filhos abandonam a casa ou nem chegam a formar família porque os filhos são fruto de 'sexo casual', geralmente na adolescência, e outras situações como estas. Filhos são criados pelos avós ou por 'padrastos', estes também casuais, romances efêmeros. É comum notícia de estupro de meninas por 'padrastos' pouco mais velhos que elas, os tais 'namorados de minha mãe'. 


           Hoje, não há mais empenho dos casais em salvar o casamento em vista do bem da família e dos filhos. Mulher não precisa mais de homem, senta-lhe um pé na bunda logo na primeira vez em que alguma coisa não está boa, assim naquela vibe de que "ninguém deva ficar preso em uma relação infeliz se não desejar". 

           E a fila anda. Deixou filhos pelo meio? Problema nenhum. Hoje, é normal, criança não se importa de mudar de mãe, de pai, de casa, de família, de irmãos. Tempos modernos. 

           A Igreja Católica tem dois mil anos. Ela nunca mudou o seu entendimento sobre o matrimônio. É indissolúvel. E ninguém como a Igreja acolhe e ampara os casais que se separam. Mas permissão para casar duas, três, trinta vezes? Não.Só uma perante Deus. 
Por que? Porque a Igreja acredita em Nosso Senhor Jesus Cristo e nas Sagradas Escrituras, onde está escrito que 'o que Deus uniu o homem não separe'. A Igreja tem em vista a eternidade, ela não é moderna, é eterna. 


        Os maus frutos da dissolução do casamento estão aí. Só não vê quem não quer. Hoje, o tal 'amor' justifica aberrações como as mostradas no Fantástico: um filho gerado por um homem vestido de mulher e uma mulher vestida de homem. O 'homem' gerou, pariu e amamenta o filho. Nós estamos ensandecendo? Nós vamos ver coisas assim e dizer que isto é normal, porque o amor é lindo? (to be continued)

sábado, 25 de março de 2017

Stars Wars e chumbo na cabeça

Quando lançaram no Brasil o primeiro filme (que era o IV) da série Guerra nas Estrelas, em 1978, fui uma das primeiras a correr para as salas de cinema. Saí maravilhada, encantada, seduzida e deslumbrada por aquela aventura cósmica estelar (e apaixonada por Hans Solo, por supuesto).

Eu era jornalista d'O Globo, fazia cobertura no Congresso e lembro-me de chegar à sala de Imprensa da Câmara dos Deputados contando e falando do filme. Ninguém vai acreditar: quem ousasse gostar de Star Wars era desprezado, discriminado e xingado, por gente da esquerda, de capacho do imperialismo hollywoodiano alienante e manipulador e fantoche do capitalismo fetichista desumano e opressor.



Os militantes revolucionários de esquerda - de que os jornalistas eram a face mais barulhenta e movimentada - olhavam com absoluto desprezo para a cultura pop americana e para a sociedade de massas. Para estes iluminados, filmes como Star Wars consolidavam todos os componentes da narrativa mitológica do Império para subjugar os povos do Terceiro Mundo e os deserdados da Terra.

No meu caso, para piorar eu tinha também assistido - e adorado - Superman - The Movie, com Christopher Reeves como Superman, Marlon Brando no papel de Jor-El, seu pai biológico e Gene Hackman como o vilão Lex Luthor.

Vendo de longe, aqueles foram Anos de Chumbo mental, isto sim.

sábado, 18 de março de 2017

Dória e Ciro: sorte nossa

      Eu não misturo muito as coisas. Ser prefeito não é o mesmo que ser Presidente da República. João Dória é o prefeito de São Paulo, e eu gosto. Quando falo que daria meu voto a João Doria para Presidente é mais para declarar a alegria de ver a minha cidade sendo cuidada, voltando a ser bem tratada por quem tem a obrigação de cuidar dela. 


      Eu, por vício de ofício, sou sempre do contra. Não existe jornalismo a favor; logo, sou crítica e fico com um pé atrás com as 'autoridades constituídas'. Mesmo votando em Dória, eu não esperava que ele fosse tão eficiente, dinâmico, criativo como tem demonstrado.
      Eu gosto dele. Ele é topetudo. Podia ter amarelado diante do bombardeio que sofreu por aumentar velocidade nas marginais e enquadrar os pichadores, por exemplo. Que nada, João Dória não se intimidou, bateu de frente com o 'povo do bem', e manteve a posição. E resolveu problemas sérios como exames de saúde atrasados etc.
      Só está há dois meses à frente da Prefeitura. Deixemo-lo prefeitar. Não sei em que ele é farsante ou papo furado.
     Sobre Ciro Gomes, eu presto atenção nele desde quando foi governador do Ceará, em 1990. Em 1998, ele disputou a eleição para Presidente da República e era meu candidato. às vezes, ele se mostra uma  pessoa preparada, lúcida, visão ampla, corajoso. Noutra ocasião, desata a dizer inconsistências, ofensas, idéias desamarradas, garganteios irresponsáveis. É muito complicado e faz o gênero tough guy (mas acho que é por isto que eu gosto dele hehe).
     Gostei que Doria respondeu de bate-pronto à pecha de 'farsante' e 'papo furado, não fez de conta que não foi com ele. E Ciro, claro, está batendo em Dória porque está de olho em 2018. Seria instigante e animador se os dois concorressem à Presidente da República. Eu, claro, votaria em João Dória Jr.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Feio não é bonito não.

      Quer saber? Vamos parar de endeusar grafiti. Tem é muita coisa medonha, feiúra explícita, monstruosidade estética. Arte no duro não deve passar de pouco mais de qualquer coisa. 
  
      Conheci na sola do pé mais de duzentas cidades da Europa em meados dos anos 80, quando não havia a infestação do grafiti e da pichação. Vi cidades deslumbrantes , maravilhosas, belíssimas. Algumas totalmente acinzentadas. Com mais de mil anos. Alguém jA imaginou a Umbria, a Toscana, a Andaluzia a Baviera 'enriquecidas' pela ação de grafiteiros e pichadores? 

       Claro que arte é arte na rua e no Prado, mas chega de folclore e ares de superioridade moral para falar e defender o que nem sempre é defensável. A feiúra de São Paulo não é falta de cor, é falta de coragem de todos nós para dar jeito nela.

(P)ARTE DA RUA

        É da natureza da street art não ser definitiva. Ela tem esta pegada da arte provisória, temporária, ocasional, que reflete o mo(vi)mento da cidade, as reivindicações de suas tribos, protestos, paixões, vibes. 

   Cada um pode chegar e apagar o que existia ali, pintar por cima, recriar, interferir, além de que um grafiti sofre a degradação e desgaste naturais pelas condições climáticas (mofo, lodo, chuva, poeira etc) e ação humana (pichações, riscos, perfurações). 

   Não é uma arte permanente, mantida em condições ideais de conservação, como num museu ou galeria. Além de que não se pode imaginar que uma cidade seja inteirinha coberta por desenhos e figuras de um mesmo estilo artístico e padrão gráfico, não sendo poupado um único centímetro, seja de espaço público ou privado. Nem se fosse Michelangelo. 

     Quem trabalha na área da cultura, em órgãos governamentais, sabe que 'interferir' numa obra de arte pública é crime, não apenas legal, mas cultural. É permitido pichar, fazer grafitis 'criativos' na Catedral de Brasilia, no Memorial de JK, no Teatro Nacional? Vamos liberar as cúpulas do Congresso Nacional para os 'artistas do povo' exprimirem suas idéias, expressarem seus devaneios? Não. 

   É má-fé acusar João Dória de querer sufocar, oprimir e calar 'o povo'. É obrigação de todo prefeito cuidar da cidade. Marilena Chaui foi Secretaria de Cultura de Luíza Erundina e combateu as pichações, preservando monumentos e espaços públicos. Haddad, o Tranquilão, fez o mesmo. E tinham de fazê-lo. 

      Claro que nesta ação de preservação e limpeza acabam sendo apagados grafitis de valor artístico, coisas que deveriam permanecer. Mas imagina: a cada desenho encontrado, chama-se o crítico de arte para avaliar se este ou aquele grafiti deve ser mantido ou apagado. 

       E muro particular, eu tenho o direito de impedir até Michelangelo de pintar nele o Juízo Final (eu fazia o BO, mas como a burocracia é lenta, quando fosse decidido que ele não podia pintar meu muro, o afresco estava pronto. Aí, eu, magnanimamente, deixava lá no muro. E construía uma museu, com o muro dentro).

terça-feira, 14 de março de 2017

Lula e o pão que FHC amargou

         FHC era Presidente da República e quase foi crucificado quando não soube responder quanto custava um pãozinho de padaria. 
Lula confessa que não sabe quanto ganha por mês, fala em seis mil, mais vinte mil ou trinta mil, em 'doação' (sic) dos filhos e, no final, chuta cinquenta mil reais. 


        Os petistas nem ruborizam. Antes, elevam o "torneiro mecânico" à imagem e semelhança de Deus-trabalhador honesto e probo, humilde e simples, um perseguido pelas elites que não aceitam que um pobre chegue aonde ele chegou.


        O que deve pensar um homem do povo, desempregado, ouvindo esta descuidada despreocupação que Lula demonstra com o que ele tem para gastar todo mês? É um escárnio.
Ah, mas FHC é que era sórdido elitista que não sabia nem quanto custava um pão.

Lula: grana no bolso

     Lula informou no depoimento hoje que recebe pouco mais de seis mil reais por mês de indenização, reconhecida pela Comissão da Anistia por ele ter passado 31 dias preso em 1979 (José Serra, ao contrário de Lula, não requereu indenização como 'perseguido político'. Como foi contemplado com a grana, à sua revelia, doou o que recebe para uma instituição de caridade). 


    A cana de Lula foi tão dura que ele teve permissão de sair da cadeia para ir ao enterro da mãe, ver jogo do Corinthians, ser atendido por um dentista quando teve forte dor de dente, ler jornais e comer saborosos sanduíches de mortadela providenciados pelo seu carcereiro, o delegado-chefe do DOPS, Romeu Tuma, a quem Lula sempre considerou pessoa íntegra e honrada .

    A isto, some-se o seu salário de ex-presidente e as regalias de que desfruta, como segurança. O Presidente da República, ao aposentar-se, tem direito a receber aposentadoria equivalente ao salário de um ministro do STF, que hoje é de R$ 33.763 brutos. Mais: só de palestras, Lula admite que recebeu mais de R$ 30 milhões de reais.

   E nem com esta grana preta na sua conta, ele abriu mão da indenização como perseguido político, nem como ex-presidente. E ele sabe que quem paga estes 'direitos' é o povo brasileiro. Viu, aí, petista indignado com aposentadorias especiais?

Ah, outra coisa: Lula recebe mais de seis mil reais de indenização como 'vítima da ditadura' porque ficou preso um mês no DOPS por conduzir greves no ABC. Ironia: Lula era informante do mesmo DOPS nesta época. Romeu Tuma Filho conta que Lula dormia no sofá na sala de seu pai, à época o todo-poderoso xerife do DOPS paulista, Romeu Tuma.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Viva o pixo.

  "Xô, Figueiredo". Brasília lavou a alma quando leu a frase pichada num paredão da Rodoviária da cidade, lá pelo início de 81. Aquelas duas palavras decretaram o fim da ditadura . A Gloriosa acabou ali. 

      Imagina, em pleno regime militar, na cidade mais policiada do Brasil, alguém ter a coragem de cravar aquele grito preso na garganta dos brasileiros num muro branco, em pleno Eixo Monumental, a apenas poucos quilômetros do temido Forte Apache, apelido com que é conhecido o Quartel-General do Comando do Exército Brasileiro, em Brasília. 

        O protesto durou pouco, a pichação sumiu, a parede foi limpa rapidamente, mas quem viu, sorriu. Eu vi. Não existia celular naquela época, mas deve existir uma fotografia daquele "Xô, Figueiredo". Aquilo sim, era protesto. E transgressão.

Bandido não é juiz

       Eu não dou a bandido o direito de fazer justiça. Se os presos que foram decapitados e esquartejados eram criminosos violentos e cruéis, não é outro criminoso igualmente violento e cruel que vai lhes dar o 'castigo merecido'. Que um e outro cumpram a pena que a lei estabeleceu. 

       As cadeias brasileiras são desumanas, nós o sabemos, mas elas são umbrais do inferno também porque a sua clientela é gente que não teme a Deus, para além da desigualdade e injustiça que imperam na sociedade. Gente que acha que quem esquarteja e arranca coração só precisa de oficina de artesanato na cadeia, para a sua 'recuperação', bem merecia uma 'visita' de umas destas 'vítimas da sociedade' à sua casa numa noite em que estivesse sozinha.

PS: não desejo a ninguém, de coração, que receba este tipo de visita, É força de expressão, figura de linguagem.

Dirceu e Marcola são letrados

        Eu prefiro escola a presídio. Mas a oposição não é esta. Marcola leu mais de três mil livros, Nietszche é seu preferido. Por que não largou o crime? Sabe como ele(s) se refere(m) a quem trabalha honestamente? Otário. 

       Não é (falta de) escola que faz alguém optar pelo crime. As razões podem ser enumeradas, não estudar, não frequentar os bancos escolares, tem influência, mas não explica. Quer ver? Pensa em José Dirceu, só para citar um exemplo paradigmático. Virou criminoso porque não estudou? O seu crime não é só colarinho branco e corrupção, seu nome está envolvido, junto a Lula e Gilberto Carvalho, ao assassinato de Celso Daniel. Crime torpe, cruel, premeditado. Celso Daniel foi torturado antes de morrer, sem direito de defesa. Faltou escola para Zé Dirceu?

Vale quanto pesa

          A moda agora é dizer que mulher gorda é fetiche sexual. O foco é o fim da ditadura estética opressora que impõe a magreza curvilínea como padrão de beleza. O combate ao preconceito é radical, ele não se limita à exaltação das gordinhas gostosinhas, plus size, cheias de curvas e recheios e já tem quem garante que obesidade mórbida também é bonito e seduz. Pelo novo padrão, a mulher bonita e sensual vale quanto pesa. 

         O mais engraçado é que a mulherada que combate a coisificação da mulher e denuncia a submissão ao padrão fitness das coxas e peitos perfeitos, barriguinha chapada e bundinha empinada, curte adivinha o quê? Homens sarados que exibem invejáveis abdomens tanquinho, coxas e bíceps rijos e volumosos e tórax musculosos. Mas isto não é coisificar o homem? Manda esta mulherada escolher entre Jô Soares de terno  e David Beckham de cueca. Aí, eu quero ver convicção.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

A lésbica anti-gay: Camille Paglia e a coragem da liberdade.

Giampaolo Rossi (Il Giornale)

         Camille Paglia é uma das pensadoras mais originais do nosso tempo. Americana de ascendência italiana, representa uma das inteligências mais livres, contraditórias e desmistificadoras  da cultura contemporânea

         É feminista, mas despreza o feminismo contemporâneo, que define como "doente, indiscriminado e neurótico" e o persegue com implacável  ironia: "Deixar o sexo para as feministas é como sair de férias deixando o seu cão com  um taxidermista".
Admira as mulheres emancipadas dos anos 20 e 30 dos Novecentos  (como é chamado o século XX)  "porque elas não atacavam os homens, não os insultavam, nem os consideravam a fonte de todos os seus problemas, enquanto que, hoje em dia, as feministas culpam os homens por tudo" .

DE ESQUERDA

        Camille Paglia é de esquerda  mas reconhece que "Democratas, que têm a pretensão de falar em nome dos pobres e desfavorecidos, são sempre cada vez mais o partido de uma elite de intelectuais e acadêmicos."
Ela, ícone de uma cultura radical-chic que vai ao fundo em 68, explica a inutilidade de intelectuais que, "com todas as suas fantasias de esquerda, têm pouco conhecimento prático da vida americana."

ATÉIA
    
        Camille Paglia é atéia, mas ai de quem tocar no papel histórico da religião, especialmente do cristianismo: "Eu tenho um enorme respeito pela religião, que eu considero uma fonte de valor psicológico infinitamente mais rica, ética e cultural que o tolo e mortífero pós-estruturalismo , que foi transformado numa religião secular. "

LÉSBICA

          Camille Paglia é lésbica e, em muitas entrevistas, ela fala de seu comportamento juvenil transexual; no entanto, ela admite que "os códigos morais são a civilização. Sem eles, ela seria esmagada pela barbárie caótica do sexo, da tirania da natureza ".

          Detesta a estupidez das mobilizações gays e a intolerância dos homossexuais, e quando lhe perguntamos "por que nos últimos anos não surgiu nenhum líder gay remotamente semelhante à estatura de Martin Luther King", ela responde: "Porque o ativismo negro inspirou-se nas profundas tradições espirituais da igreja a que a retórica política gay sempre foi hostil de maneira infantil. Estridente, egoísta e doutrinário, o ativismo gay é completamente desprovido de perspectiva filosófica ".
Ela, que afirma ter sido a primeiro estudante lésbica a se assumir como tal na Universidade de Yale, reconhece que "a homossexualidade não é normal; ao contrário, é um desafio à norma".

          E sobre as novas fronteiras da procriação assistida, diz que está "preocupado com a mistura perniciosa entre ativismo gay e ciência que produz mais propaganda do que verdade."

          Ela reconhece que a sua homossexualidade e suas tendências transexuais são uma "disfunção de gênero", porque na natureza "há apenas dois sexos determinados biologicamente", e os casos de androginia efetiva são muito raros ", o resto é fruto de propaganda."

          Quanto àqueles pais que, graças a médicos condescendentes, mudam o sexo das crianças em face de comportamentos aparentemente transexuais, Camille Paglia não admite justificativas: "É uma forma de abuso infantil."

           Fique claro: para Camille Paglia, não está em questão o direito de qualquer homem ou mulher adultos viver a sua sexualidade com liberdade e amor; nem o dever de um Estado de reconhecer os direitos fundamentais de cada indivíduo para alcançar a sua própria auto-realização, mesmo no campo da afetividade e sexualidade; o que está em discussão é pacto mefistofélico que o Ocidente está fazendo com a Técnica para romper a ordem natural: "A natureza existe, goste-se ou não; e na natureza, a procriação é uma regra única e implacável. "

TRANSGÊNEROS E O DECLÍNIO DO OCIDENTE 

           Alguns meses atrás, diante das câmeras dO Roda Viva, o famoso programa de entrevista da emissora  brasileira TV Cultura, ela foi ainda mais clara: "o aumento da homossexualidade e do transexualismo são um sinal do declínio de uma civilização."

           Não há qualquer julgamento moral nesta afirmação (e como poderia haver?), mas uma análise histórica sobre o Ocidente, e que interpreta os sinais do seu  tempo; "Ao contrário das pessoas que elogiam o liberalismo humanitário que permite e incentiva todas estas possibilidades transgêneros, eu estou preocupado sobre como a cultura ocidental é definida no mundo, porque este fenômeno na verdade incentiva os irracionais, eu diria, os psicóticos opositores do Ocidente, como os jihadistas do Isis"

"Nada define melhor a decadência do Ocidente de que a nossa tolerância com a homossexualidade declarada e com o transexualismo".


Palavras de uma  extraordinária e corajosa pensadora lésbica.

http://blog.ilgiornale.it/rossi/2016/01/27/la-lesbica-anti-gay-camille-paglia-e-il-coraggio-della-liberta/

PS: (aqui abaixo, a entrevista no original, em italiano)

La lesbica anti-gay: Camille Paglia e il coraggio della libertà


Camille Paglia è una delle più originali pensatrici del nostro tempo. Americana di origini italiane, rappresenta una delle intelligenze più libere, contraddittorie e dissacranti della cultura contemporanea.


È femminista ma disprezza il femminismo contemporaneo che definisce “malato, indiscriminato e nevrotico” e lo rincorre con spietata ironia: “lasciare il sesso alle femministe è come andare in vacanza lasciando il tuo cane ad un impagliatore”.
Ammira le donne emancipate degli anni ’20 e ’30 del ‘900 “perché non attaccavano gli uomini, non li insultavano, non li ritenevano la fonte di tutti i loro problemi, mentre al giorno d’oggi le femministe incolpano gli uomini di tutto”.

DI SINISTRA
Camille Paglia è di sinistra ma riconosce che “i Democratici che pretendono di parlare ai poveri e ai diseredati, sono sempre più il partito di un’élite fatta d’intellettuali e accademici”.
Lei, icona di una cultura radical-chic che affonda nel ’68, spiega l’inutilità degli intellettuali che “con tutte le loro fantasie di sinistra, hanno poca conoscenza diretta della vita americana”.

ATEA
Camille Paglia è atea ma guai a chi le tocca il ruolo storico della religione e sopratutto del cristianesimo: “ho un rispetto enorme per la religione, che considero una fonte di valore psicologico, etico e culturale infinitamente più ricca dello sciocco e mortifero post-strutturalismo, che è diventato una religione secolarizzata”.

LESBICA
Camille Paglia è lesbica ed in molte interviste ricorda la sua attitudine giovanile transessuale, eppure ammette che “i codici morali sono la civiltà. Senza di essi saremmo sopraffatti dalla caotica barbarie del sesso, dalla tirannia della natura”.

Detesta la stupidità delle mobilitazioni gay e l’intolleranza degli omosessuali e quando le si domanda: “Perché in questi anni non c’è stato nessun leader gay lontanamente vicino alla statura di Martin Luther King?” Lei risponde: “Perché l’attivismo nero si è ispirato alla profonde tradizioni spirituali della chiesa a cui la retorica politica gay è stata ostile in maniera infantile. Stridulo, egoista e dottrinario, l’attivismo gay è completamente privo di prospettiva filosofica”.
Lei, che rivendica di essere stata la prima studentessa lesbica a fare outing all’università di Yale, riconosce che “l’omosessualità non è normale; al contrario si tratta di una sfida alla norma”.

E sulle nuove frontiere della procreazione assistita, si dice “preoccupata dalla mescolanza perniciosa tra attivismo gay e scienza che produce più propaganda che verità”.

Riconosce che la sua omosessualità e le sue tendenze transgender sono una “forma di disfunzione di genere” perché in natura “ci sono solo due sessi determinati biologicamente”; e i casi di effettiva androginia sono rarissimi, “il resto è frutto di propaganda”.

Verso quei genitori che, grazie a medici compiacenti, cambiano il sesso dei figli a fronte di comportamenti apparentemente transessuali, Camille Paglia non ammette giustificazioni: “È una forma di abuso di minori”.

Sia chiaro: per Camille Paglia, in ballo non c’è il diritto di ogni uomo o donna adulti di vivere la propria sessualità con libertà e amore; né il dovere di uno Stato di riconoscere fondamentali diritti di ogni individuo a raggiungere la propria realizzazione di sé, anche in campo affettivo o sessuale; in ballo c’è il patto mefistofelico che l’Occidente sta facendo con la Tecnica per disarticolare l’ordine naturale: “La natura esiste, piaccia o no; e nella natura, la procreazione è una sola,  regola implacabile”.

TRANSGENDER E DECLINO DELL’OCCIDENTE
Qualche mese fa, davanti alle telecamere di Roda Viva, il famoso format televisivo brasiliano di Tv Cultura, è stata ancora più chiara:  “l’aumento dell’omosessualità e del transessualismo sono un segnale del declino di una civiltà”.

Non c’è alcun giudizio morale in questa affermazione (e come potrebbe esserci?) ma un’analisi storica sull’Occidente che interpreta i segni del tempo; “a differenza delle persone che lodano il liberalismo umanitario che permette e incoraggia tutte queste possibilità transgender, io sono preoccupata di come la cultura occidentale viene definita nel mondo, perché questo fenomeno in realtà incoraggia gli irrazionali e, direi, psicotici oppositori dell’Occidente come i jihadisti dell’Isis”.

“Nulla definisce meglio la decadenza dell’Occidente che la nostra tolleranza dell’omosessualità aperta e del transessualismo”.
Parole di una straordinaria e coraggiosa pensatrice lesbica.



sábado, 7 de janeiro de 2017

O homem precisa de beleza

       A degradação de São Paulo, desfigurada pela estupidez e impunidade dos vândalos pichadores (c'mon, arte è tutta un'altra cosa), não começou com Fernando Haddad, mas dizia São Paulo, "as palavras convencem, o exemplo arrasta". 

      O prefeito petista podia, como fez ao sair de spray na mão pintando muros, dar apoio aos grafiteiros talentosos, mas não podia calar-se na condenação explícita ao vandalismo pichador. Com o gesto e o silêncio de Haddad, uz manu entenderam que a farra continuava liberada. Tanto é que não pouparam nem a ponte Estaiada. Nem a pichação ao Monumento das Bandeiras o fez ameaçar cumprir a lei quando infratores profanaram um símbolo da cidade. 

       Sobre as críticas à roupa de gari,  sejamos honestos: se é coisa que João Dória não finge é que é pobre. Ao contrário, reafirma que é rico, muito rico. E ficou rico trabalhando. Vestir roupa de gari é simbólico. Marta Suplicy ia de Yves Saint Laurent visitar as favelas. Ela dizia que as mulheres da periferia a apoiavam e a incentivavam a andar bem vestida, ficavam felizes que ela estivesse sempre elegante. Ela não mentia. O povo gosta de beleza.

Escola ou presídio? Bobagem

       Eu prefiro escola a presídio. Mas a oposição não é esta. Marcola leu mais de três mil livros, Nietszche é seu preferido. Por que não largou o crime? Sabe como ele(s) se refere(m) a quem trabalha honestamente? Otário. 

      Não é (falta de) escola que faz alguém optar pelo crime. As razões podem ser enumeradas, não estudar, não frequentar os bancos escolares, tem influência, mas não explica. 

      Quer ver? Pensa em José Dirceu, só para citar um exemplo paradigmático. Virou criminoso porque não estudou? O seu crime não é só colarinho branco e corrupção, seu nome está envolvido, junto a Lula e Gilberto Carvalho, ao assassinato de Celso Daniel. Crime torpe, cruel, premeditado. Celso Daniel foi torturado antes de morrer, sem direito de defesa. Faltou escola para Zé Dirceu?

domingo, 4 de setembro de 2016

Santa Madre Tereza: quanto custa um banho a um leproso

Reflexão do sacerdote do Altíssimo, Dom Mauro Lorian, sobre a canonização de Santa Madre Tereza de Calcutá.

SANTA MADRE TEREZA DE CALCUTÁ, Ora pro Nobis ad Deum!!

Hodie haec dies fecit pro nobis Dómino! Et cum eo Laudemus et superexaltemus in saecula.....!

            O hoje sempre fez parte de uma teologia profunda do cristianismo, o Hoje de Deus, o Hoje do Homem! Hoje, portanto, a Igreja Universal Católica Apostólica Romana declara pelas virtudes heróicas, pela sua imitação a Cristo, pelo seu coração generoso que soube ouvir e não apenas escutar a vontade de Deus, SANTA MADRE TEREZA DE CALCUTÁ! Uma religiosa simples que, como nos diz a Sagrada Escritura, soube ser uma anawim (pequena) de Deus, assim como fez Maria!

           Não se pode pensar em Madre Tereza simplesmente na dimensão antropológica do próprio Ser Humano, mas, acima de tudo no transcender a uma vocação, o que nem todos são capazes de fazer! Cuidar dos pobres, dos enfermos, dos moribundos e dos infantes! Justo aqueles que a sociedade quer e tenta com tanta força descartar!

            No Hoje de Tereza, na sua vida, ela enfrentou afrontas, discussões, a escória, a difamação! Nada diferente de Cristo! Certamente, podemos pensar que seu trabalho, antes de ser doação ou até mesmo chamado de vocação, tenha aos olhos humanos precariedades, como instalações desajustadas, exacerbado número de enfermos em um único lugar, precariedade de finanças e de trabalho humano. Mas jamais podemos afirmar que o sofrimento, a doença e a miséria sejam sinais de cristianismo (mas nem também que flagelações e penitências sejam contrários a ele).

             Nosso Senhor Jesus Cristo, quando nasceu, veio ao mundo em uma estrebaria, condições péssimas para um recém-nascido. Quando curou tantas enfermos, não estava em hospitais, mas nas ruas e praças! Suas condições eram semelhantes ou piores que as de Madre Tereza!! Nossa religião, o Cristianismo Católico, não é a religião do sacrifício, ou seja, não precisamos nos sacrificar
de forma cruenta (com derramamento de sangue - Jesus já o fez) para aplacarmos a ira de Deus. Isso quem faz é o paganismo, que deveria sacrificar vidas para aplacar a ira dos deuses!  A nossa religião é aquela que Madre Tereza viveu, a religião da Santidade: sermos santos!! "SEDE SANTOS COMO VOSSO PAI DO CÉU É SANTO...SEDE PERFEITOS COMO VOSSO PAI DO CÉU É PERFEITO"!

            Nosso Senhor não se auto-flagelava, não se auto-penitenciava...apenas vivia o seu judaísmo e sua intimidade com o Pai. Como nós não conseguimos nos aproximar de Deus, como Jesus nos ensina, nem conseguimos viver santamente o Evangelho, nos penitenciamos para mudarmos de vida; isso sim, sacrificamos nossas vidas para mudá-la, mudando-a para sermos imagens perfeitas de Cristo que crescia em graça e sabedoria! O espinho na carne de Paulo, também está em nós!! E certamente como dói....."Deixo de fazer o bem que quero, e faço o mal que não quero...!" 

           A beleza da santidade não está nos atos heróicos e incompreendidos pelo mundo, como diz Paulo: "A cruz sempre será sinal de loucura para o mundo!".  A beleza da santidade está em que aquele homem e aquela mulher deixem Deus agir em seu próprio ser! Mais do que questionar Deus a respeito de quem Ele seja, os santos vivem o agir de Deus em eles próprios! Assim como Platão, quando não consegue responder as questões inerentes ao homem joga-as ao mundo das idéias, nós temos a sabedoria, o logos encarnado em nosso meio, que nos ensina como devemos agir, ele que fora um carpinteiro! 

           Madre Tereza não dá a dignidade a nenhum daqueles de que cuidou, mas ao contrário, pode ela reconhecer neles a dignidade que Deus lhes confiou desde seu nascimento! Sendo assim - diz-nos a antífona deste domingo - “JUSTUS ES DOMINE, ET RECTUM IUDICIUM TUUM: FAC CUM SERVO TUO SECUNDUM MISERICORDIAM TUAM.” (Justo é o Senhor, e reto seu modo de agir: o que faz com seu servo é segundo a Sua misericórdia!”)! 
      
            O amor por Cristo não exclui os demais amores, mas que os guarda. E mais, Nele todo amor genuíno encontra seu fundamento, seu apoio e a graça necessária para ser vivido até o final. Este é o sentido da «graça de estado» que confere o sacramento do matrimônio aos cônjuges cristãos. Assegura que, em seu amor, serão apoiados e guiados pelo amor que Cristo teve por sua esposa, a Igreja. Jesus não dá ilusões a ninguém, mas tampouco desilude; pede tudo porque quer dar tudo; e mais, já o deu todo.

          Alguém poderia perguntar-se: mas como pode este homem, que viveu há vinte séculos em um lugar perdido do planeta pedir-nos este amor absoluto? A resposta, sem necessidade de remontar-nos muito longe, se encontra em sua vida terrena que conhecemos pela história: ele foi o primeiro a dar tudo pelo homem: «Cristo nos amou e se entregou por nós» (Cf. Efésios 5, 2)

          Nesta mesma passagem do Evangelho, Jesus nos recorda também qual é o teste e a prova do verdadeiro amor por ele: «carregar a própria cruz». Carregar a própria cruz não significa buscar sofrimentos. Cristo tampouco se pôs a buscar sua cruz; em obediência à vontade do Pai, carregou-a sobre si quando os homens se lhe puseram em suas costas, transformando-a com seu amor obediente de instrumento de suplício em sinal de redenção e de glória. Jesus não veio para aumentar as cruzes humanas, mas para dar-lhes um sentido. Com razão, se disse que «quem busca Jesus sem a cruz, encontrará a cruz sem Jesus», ou seja, de todos os modos encontrará a cruz, mas sem a força para carregá-la.

           Madre Tereza, SANTA MADRE TEREZA DE CALCUTÁ, fez isso! Carregou sua Cruz e carregou, assim como Cristo, as demais cruzes de seus irmãos e não encontrou a Cruz vazia, mas preenchida do Amor, preenchida do próprio Cristo!!! A nossa Cruz nunca está vazia, está sempre cheia, cheia do Amor!!
Afinal, DEUS CÁRITAS EST! Deus é Amor!
"O senhor não daria banho a um leproso nem por um milhão de dólares? Eu também não. Só por amor se pode dar banho a um leproso"
Todas as nossas palavras serão inúteis se não brotarem do fundo do coração. As palavras que não dão luz aumentam a escuridão."
A falta de amor é a maior de todas as pobrezas.
O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.
FRASE DE SANTA MADRE TEREZA DE CALCUTÁ!!!!
hodie dies anno Domini: 04/ 09/ 2016.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Futebol e caçada

        Carl Sagan explica: o futebol fascina porque ele evoca as caçadas ancestrais que permitiram ao homem sobreviver e criar a civilização. Na caçada, predominavam, ao mesmo tempo, o espírito coletivo - em que todos eram responsáveis pela vida do companheiro (a atuação em grupo era imprescindível para atingir-se o objetivo final da caçada, o abate do animal) - e o lance individual do caçador com dons e atributos privilegiados, aquele caçador que, quando tudo parecia perdido e irreversível, garantia a captura do animal, num lance de gênio, a lança certeira, o salto ágil, o olhar atento, o ouvido apurado, a manobra maliciosa. 

      Isto pode explicar porque o futebol mobiliza bilhões de pessoas em todo o planeta. Não fosse isto, nenhuma campanha de marketing, ou propaganda bem feita, conseguiria explicar ou manipular a paixão do homem pelo futebol. São as memórias ancestrais do ser humano. 

       Salto com vara é bonito? É. Bater um record olímpico é louvável? É. Mas não basta.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Antro de perdição

       As nossas universidades foram transformadas em antros de perdição. Perdeu-se a reverência ao conhecimento, perdeu-se a vontade de aprender, perdeu-se o respeito ao professor, perdeu-se a noção de bem público. Perdeu-se a vergonha, a decência, a compostura. Professores e alunos foram reduzidos à laia de malfeitores, bandidos, vândalos. 

       Hoje, universidade é defesa da luta de classe, consumo de droga, promiscuidade sexual, militância da degenerada ideologia de gênero, ode e elegia ao homossexualismo, politicagem sórdida e vulgar. 

       Como pode a UnB, universidade idealizada por Darcy Ribeiro e Anísio Teixeira, submeter-se à meia dúzia de professores irresponsáveis, militantes esquerdejosos, e decidir que vai parar se Dilma Rousseff (eu disse Dilma Rousseff) sofrer impeachment? 

       É a escuridão reinante. É o abismo. Esta gente merece o destino que seus guias e líderes oferecem aos inimigos: o paredão.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Estupro é o quê?

        Ninguém está dizendo que não é criminoso e inaceitável o que aconteceu com a menor no Morro do Barão, no Rio de Janeiro. É tragédia inominável que meninas de pouca idade vivam em meio à promiscuidade, servindo de pasto para traficantes amorais, violentos, cruéis. Assim, as imagens do vídeo são prova de que a menor não passava de mero objeto, de manipulação e chacota, por parte da bandidagem. 

     A questão é: do ponto de vista legal, está configurado o estupro. Desde 2009, ato libidinoso configura crime de estupro. Com agravante da garota ser vulnerável (menor de idade). Por que a grita de que não teria havido estupro? Porque estupro é entendido e conceituado, no senso comum, quando a mulher é obrigada a fazer sexo com um homem, à força, com uso de meios violentos, sob coação, o que tudo indica não foi o caso da menina que denunciou o estupro coletivo. Logo, estupro não foi (há, claro, o fato dela estar desacordada ou dormindo, impedindo-a de consentir). 

      Ah, fazer sexo com três dezenas de homens - o que pode mesmo ter acontecido - não é violência? É, mas há indícios de que estas aberrações não eram ponto fora da curva na vida tumultuada da menina. Tanto que ela não demonstrou comportamento diferente quando voltou para casa. Estava preocupada com o celular, voltando à 'comunidade' para tentar reavê-lo. Ter denunciado o que aconteceu como estupro foi uma saída, quando o vídeo bombou, com a repercussão que ela jamais teria imaginado. 

       No final, mexeu com os negócios do tráfico, levou a polícia ao morro e colocou a cabeça dos chefões à prêmio. Para o chefe do tráfico, não houve o estupro, tanto que ninguém morreu e quem está jurada de morte é a menina e sua família. Como se sabe, estupro, na lei da bandidagem, é punido com morte do estuprador. Esta gente é do cão, eles vão achar a menina e matá-la. Deus a proteja.

Coisa de loko

        Sociedade esquizofrênica: a lei diz que é estupro 'atos libidinosos' com menores de 18 anos. Tocar as suas partes íntimas já configura crime. Ao mesmo tempo, escolas ensinam pré-adolescentes a usar preservativos, professores falam abertamente sobre sexo de todos os tipos, os meios de comunicação exibem cenas de sexo explícito no horário do jantar, à vista de crianças e o direito ao sexo é defendido para faixas cada vez mais precoces de idade.  

          Afinal, sexo seria tão natural quanto respirar, andar, comer e dormir. Então, tá

Estupro: gato na tuba

        Eu farejei que tinha gato nesta história do estupro coletivo assim que começaram a aparecer as primeiras informações e a garota começou a dar entrevistas. A narrativa não fecha, quanto mais ela fala, mais aparecem perguntas incômodas. 

           A Polícia Civil do Rio de Janeiro foi corajosa e correta, indo contra a maré histérica que se formou e que, as usual, foi habilmente manipulada pela milícia feminista. Eloísa Samy, a advogada estranhona, parece um homem, mal-vestida, esculhambada. E o discurso é o mais manjado do mundo. Quando percebeu que o delegado não comprou a história e não aceitou sair mostrando serviço para a platéia ávida de 'justiça', a advogada começou a pedir seu afastamento, com os adjetivos de sempre " machista, misógino'. 

       Mas deixemos claro, de novo e de novo: ainda que a garota, que é viciada em drogas, possa ter ligação com o tráfico (e, por isto, deve ter medo de entregar nomes e informações que podem levar aos criminosos) e tenha mesmo participado antes de orgias barra-pesada (desta vez o azar seria a overdose de parceiros e o fato do vídeo vazar), nada diminui o horror do estupro e a exigência de justiça implacável para os estupradores. 

         Não por acaso, a família da garota dispensou a advogada e militante feminista e agora a vítima está aos cuidados do Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes ameaçados de Morte (PPCAM).


       PS: O SBT exibiu hoje o Conexão repórter, do jornalista Roberto Cabrini. Impecável. Completo, esclarecedor, informativo. Imperdível.O programa está disponível aqui:

http://www.sbt.com.br/jornalismo/conexaoreporter/

Príncipes e sapas

          "Nenhuma mulher merece ser beijada enquanto dorme". Isto é dor de cotovelo de feministas que morrem de inveja de não ter um Príncipe Encantado que lhes cubra de beijos enquanto elas dormem (e quando acordam) felizes e satisfeitas de amor.

         Quem vai recusar um homem que enfrenta dragões e abismos para defender e despertar a mulher que ama? Tolinhas.

Aborto e estupro

         Ninguém se coloca no lugar da criança que será abortada. Para qualquer pessoa, a coisa mais 'vital', importante e essencial é sua própria vida. É a sua existência. Eu, Mírian, não sei como é não ser. Se um de nós tivéssemos sido fruto de um estupro, nós, inocentes, deveríamos ser eliminados, mortos, assassinados? O que nós fizemos para isto? 

         Não adianta dizer que um de nós poderia não existir, se não tivéssemos sido concebidos. Mas o bebê a ser abortado foi concebido, existe ali um ser que, cumprido o seu processo de desenvolvimento, vai virar Maria, José, Mírian ou Rafael. 

         Esta é a questão. O Estado não pode dar o direito a ninguém de decidir se quer ou não que outra pessoa viva, por maior que seja a tragédia do estupro. Quem morre é a criança. Ela é vítima de um assassinato, a mãe é vítima de um estupro. Hierarquicamente, o assassinato é mais grave que o estupro.

Vida loka é pouco

       Mesmo que continue sendo criminoso e inaceitável o fato de uma menina ter sexo com trinta homens ao mesmo tempo, com o agravante da filmagem, é assustadora a possibilidade de que a história pode ter contornos um pouco diferentes daqueles mostrados inicialmente. Muitos 'poréns' que vem sendo levantados fazem sentido. A conferir. 

       De todo modo, uma mulher de 16 anos é uma menina. Eu tive 16 anos, eu tenho filhas, hoje com 25 e 29 anos e 16 anos é muito pouca vida. É preciso proteger nossas meninas. Agora, como aceitar que uma garota, que vivia com o pai e a mãe, cercada pela família, tenha vida loka desde tão cedo? 

       A se confirmar que ela é mesmo a garota que aparece em diversos posts de Facebook, portando armamento pesado e com frases e comentários recheados de vulgaridades, obscenidades e desencanto, aquilo não é vida de gente que teme a Deus.

O mal é mal porque faz mal

      Fique claro: a garota é a vítima e os 33 estupradores os criminosos, que devem ser tratados com o mais absoluto rigor da lei. Sou católica, pena de morte não será demais, neste caso. 

       Isto esclarecido, vamos aos (outros) fatos: a desagregação familiar e a mentalidade permissiva, hedonista e libertina são talvez mais determinantes que a pobreza ou a (falta de) lei que vigora em território dos morros dominados pelo tráfico e mantido pela policia mal treinada e corrupta. 

       A garota estuprada, de apenas 16 anos, é mãe de uma criança de 3 anos. Ou seja, ela engravidou com apenas 12 anos. O pai morreu. Assassinado nas guerras de tráfico? Muito provavelmente. Ela tinha saído para ir a um baile funk. Começam a aparecer relatos de que havia muita proximidade dela com o tráfico. 

        O mal é mal porque faz mal.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Fora Dilma Dentro Lula

Eu não sei qual a relação de Lula e Temer, mas Romero Jucá foi líder de seu governo e também de Dilma (e de FHC e de todos os governos desde Tomé de Souza hehe). 

Lula, PT e Jucá são parceiros antigos, afinados. Romero Jucá recentemente teve papel fundamental quando votaram uma lei que esticou o orçamento, para fazer caber as tais pedaladas (uma coisa assim). Renan, então, nem se fala. É aliado antigo tanto de Lula quanto de Dilma. 

Agora, juntemos as peças: Lula está atolado na Lava-Jato, Jucá está atolado na Lava-Jato, Renan está atolado na Lava Jato, Sérgio Machado idem. Qual era o plano, então? Entregar o desafeto de Renan, Eduardo Cunha (o'boi de piranha' a que se refere Jucá), para a Lava Jato, tirar Dilma com o apoio de Lula, Lula seguraria a militância, e em troca, Michel Temer assumiria e fecharia um acordão com o STF para salvar a pele do ex-presidente e de toda a turma da pilantragem. Em 2018, nós íamos ver como é que ficaria. Faz sentido. 

Lula já confessou que seu maior erro foi eleger Dilma e anda(va) doido para se desvencilhar do peso morto. O plano era perfeito: só faltou combinar com os russos: ou seja, com as ruas, com o MPF, com o juiz Sérgio Moro e com o STF...

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Achando é bom

        Brasileiro encara uma baita crise - política, econômica, moral, civilizacional - e vai em frente. A democracia (esta mesma, com todas as dificuldades e contradições) está funcionando, as instituições estão fazendo o que tem que fazer (quem leva a sério aqueles que não confiam de jeito nenhum no STF? Só é bom quando é a favor de nossos interesses? 

        Concordo, às vezes, é pequeno, mas é o STF com que podemos contar ). Mas eu tenho orgulho do que estamos fazendo. E como estamos fazendo. Se o mundo é um lixo eu não sou.

STF mete o nariz. Ainda bem.

          O STF está metendo o nariz no Poder legislativo? Pode ser, mas por que o Legislativo aceitou a degradação e o rebaixamento, ao nível de sarjeta, de eleger e manter um gangster na Presidência da Câmara dos Deputados? Sai Dilma e, de repente, Cunha está sentado na cadeira dela? Inaceitável. 

     Vai ter discussão sobre a legalidade do afastamento de Eduardo Cunha do cargo, contra e a favor? Vai, é bom que tenha. Parto dói. Mas, depois que o filho nasce, a dor passa e a nova vida compensa. 

        Fez bem o STF. Bravo, Teori Zavascki. Bravi, tutti voi gli altri.

No temp(l)o da Globo

          E a Globo golpista? Paulo Henrique Amorim trabalhou na Rede Globo desde meados dos anos 70 até 1996. Ou seja, todo o período brabo da ditadura e parte do governo FHC. Da Globo, PHA foi para a Bandeirantes, onde descia a lenha em Luis Inácio da Silva, como apresentador do Jornal da Band. 



       É um mimo que o valentinho acuse hoje a Globo de liderar o PIG (Partido da Mídia Golpista), de que faz parte também a Veja, onde o falastrão trabalhou no início de sua carreira, antes de ir para a Globo.



         Vale nada este rapaz. Encheu as burras de dinheiro, isto sim. Basta ver a grana que seu blog recebe de estatais. Agora, está vendo secar a fonte de mamatas e esperneia.

A pinga do PT

            Quem poderia imaginar que, num dia como este, do impeachment de um Presidente da República do PT, o que Lula fala ou deixa de falar tem nenhuma importância? Lula acabou. 

          Os esbirros que fazem barulho pelas redes sociais, arrostando que não vai ter golpe, vão invadir, ocupar, que o povo unido jamais será vencido, estas lorotas, vão é tomar uma pinga e continuar arrostando nas mesas dos botecos que não vai ter golpe, vão invadir, ocupar, que o povo unido jamais será vencido, estas lorotas, até, de cara cheia, voltar para casa e dormir.

Bolsa-Bahia

         A senadora do PSB, Lídice da Mata, disse que o PT de Lula e Dilma libertou a Bahia do atraso e do coronelismo político. Pois bem: metade - eu disse metade - da população da Bahia está no Bolsa-Família. 

        De um total de 3.899.523 famílias em todo o estado, segundo o último Censo do IBGE, feito em 2010, quase 50% , ou seja, 1.783,728 recebem os recursos do Bolsa Família.

Dilma Rousseff é passado

        Dilma Rousseff ganhou de mão beijada seu primeiro mandato. Não precisou fazer nada, não lhe custou mérito algum. Lula a elegeu. Como não é do ramo, começou a afundar o país, escolheu a escória para cercar-se - ou era gente envolvida em maracutaias ou irrelevantes incompetências. 

        O segundo mandato foi à custa de mais Lula e marquetagem. Mentiu descaradamente. Tem um caráter truculento, autoritário, trata mal até camareiras e motoristas, gente simples a quem o PT diz amar. 

        Dilma é passado. Melhor que vá cuidar do neto. Lula não pode mais salvá-la. Ele é que precisa se salvar. Saiu da política, virou caso de polícia. A presidenta vai fazer o quê? Palestras em dilmês?

Mãos à (c)obra

       Que importância tem se petê e petistas não reconhecem o governo Temer? Vão fazer o quê? Juntar meia dúzia de delinquentes para queimar pneus - e infernizar a vida de quem precisa trabalhar? Isto não vai dar mais, agora tem quem cuide desta laia. 

       O mais é só garganta: 'porque vai ter luta, porque vamos ocupar as ruas, porque vamos que vamos'. Vão nada. O PT não mobiliza mais que uns gatos-pingados e só fica anunciando demonstração de força para o dia seguinte. Chega o dia seguinte e não aparece (quase) ninguém. Ui, que medo. 

       Trabalhar, rapaziada, que a faxina vai ser pesada. O juiz Sérgio Moro vai ter muito o que fazer. 



       Alô, República de Curitiba, mãos à (c)obra.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

(Os)Marina Silva é(ra) do PT

      Osmarina Silva, quando era do PT, achou que Lula ia escolhê-la para sua sucessão na Presidência da República. Era a carta perfeita: petista, mulher, defensora da natureza, pobre que superou todas as dificuldades blá blá blá.

      Seria a versão feminina e ecológica do operário que chegou ao topo do poder. Lula passou-lhe a rasteira e indicou Dilma. Ressentida e injuriada, foi para o PV. E quer porque quer ser presidente da República. Mas não vai. É fraca demais.

Que mané golpe o quê!

           Qualquer mané que grita 'Não vai ter golpe, vai ter luta' vale nada. Sabe de tudo e quer mesmo é proteger bandido. Não são minha turma nem é minha gente.